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7/5/2008

Nunca menospreze um grão de areia

Por Emerson Alecrim

Eis a definição de areia, segundo a Wikipedia:

Areia é um material de origem mineral finamente dividido em grânulos, composta basicamente de dióxido de silício, com 0,063 a 2 mm. Forma-se à superfície da Terra pela fragmentação das rochas por erosão, por ação do vento ou da água.

Em efeitos práticos, areia é parte dos materiais usados na construção civil, serve para a extração de silício para a fabricação de chips e, se você estiver na praia, é aquele monte de pequenos grãos de nada que insistem em ficar entre os dedos dos seus pés ou em outros lugares, se você não tomar cuidado :D

Tirando isso, areia é somente e simplesmente areia, não tem nada que mereça maior atenção. Era o que eu pensava até que, por acaso, descobri que alguém resolveu ver esses grãos mais de perto. E aí a surpresa: até esse insignificante material tem lá a sua beleza. Uma beleza oculta pela nossa incapacidade de enxergar coisas extremamente pequenas, mas que existe:

Bacana, não? Dá para imaginar que simples grãos de areia podem esconder tantos detalhes? Essas duas fotos microscópicas foram extraídas da galeria exibida nesta página, que inclusive fornece explicações sobre as imagens. Dê uma olhada nela para ver as outras fotos disponíveis. Depois de visualizá-las, imagino que você, assim como eu, nunca mais verá um punhado de areia como um mero punhado de areia… :)

Ao som de Elis - Remember the promisse.

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29/4/2008

O logotipo sacana

Por Emerson Alecrim

Já reparou que boa parte dos hotéis baratos que existem por aí exibe em sua fachada a palavra Hotel de forma que a letra H se pareça, mesmo que vagamente, com a letra M? Você sabe: esse é um truque para dizer que aquele lugar não é, necessariamente, um hotel…

Em uma outra ocasião, lembro de ter visto - não sei se em uma revista, se em um outdoor, se em um jornal, enfim - uma propaganda que mostrava a ilustração em traços simples de uma xícara de café cuja fumaça tinha a silhueta de uma mulher. A intenção era a de informar que aquele lugar não era um estabelecimento que “apenas” oferecia café.

Eu não sei nada de publicidade ou de marketing, mas sei que essas idéias de “duplo sentido” são excelentes jogadas, afinal, não estariam sendo usadas se não dessem certo. O problema é quando o duplo sentido surge por acaso ou, na pior das hipóteses, quando um publicitário, designer ou qualquer profissional da área sacaneia o seu cliente.

Foi isso que supostamente aconteceu com uma entidade do governo inglês de nome Office of Government Commerce (OGC), que gastou £14.000 na criação de um novo logotipo. Quando o trabalho ficou pronto, foi apresentado aos funcionários da entidade e chegou a ser gravado em canetas e mousepads. Eis a imagem:

Logo bonzinho

Embora seja simples, é um logotipo bacana, não? Bom, acontece que alguém, talvez observando uma das tais canetas em cima da mesa, acabou vendo o tal logotipo no sentido vertical. Aí olhou mais um pouco, percebeu o que havia de errado (ou de oculto), deu um sorriso malicioso e contou ao amigo do lado o que acabou de descobrir. Veja você mesmo:

Logo malvado

Percebeu como a imagem, quando visto na vertical, parece querer mostrar outra coisa? Diante dessa… er… disso, acho pouco provável que a OGC utilize o logotipo. Mesmo assim, essa “obra” ainda pode ser bem aproveitada. Após todas as negociações legais, um laboratório que desenvolve medicamentos para homens que sofrem de “falta de força na subida” pode muito bem lançar um remédio de nome OGC e adotar o tal logotipo. Com uma mensagem tão clara, ia vender mais que as famosas pílulas de cor azul…

Referência: Telegraph.co.uk.

Ao som de Opeth - Coil.

3:32 | Inusitado | 4 comentários


21/4/2008

Bugigangas made in China!

Por Emerson Alecrim

Eis então que o Sr. Morróida falou de um site de Hong Kong chamado DealExtreme que vende um monte, mas um monte de produtos que podemos chamar de bugigangas, troços, trecos, gadgets, bagulhos, coisas, etc. Os preços do tal site são muito bons, a variedade de produtos é imensa e o melhor: o frete é grátis para qualquer lugar do mundo! Confiar no Sr. Morróida não é, necessariamente, algo que se faz sem pensar duas vezes, mas decidi arriscar e fazer umas comprinhas. E não é que as minhas bugigangas chegaram?

Antes de efetuar a compra, fiz uma rápida pesquisa na internet para saber se o tal site é mesmo confiável. O resultado foi positivo, embora muita gente tenha falado que esperou entre 1 e 2 meses para receber sua encomenda, mas prazo não era algo que me preocupava. Talvez por não ser algo que me preocupasse que minha entrega demorou cerca de 20 dias para chegar, um prazo muito bom para um pacote que vem lá da casa do caral** do outro lado do mundo.

Quem me conhece sabe que eu não sou de ficar comprando coisas só pelo prazer de gastar (a não ser livros), então tentei unir o útil ao agradável: comprei produtos que realmente podem me ser úteis. Quer saber quais? Eis:

Luminária de mesa USB: eu estava precisando de uma e esta ilumina bem pra caramba! O legal é que é ligada a uma porta USB do PC, bom para quem tem em casa tomadas super-lotadas, como é o meu caso. Ah, na imagem abaixo, sua base parece um mouse, mas não é :D

Mini-leitor de cartões SD e MemoryStick: parece um pendrive, só que um pouco maior. Lê cartões SD, MiniSD, MicroSD e todas as outras variações de MemoryStick. Funciona bem, mas confesso que achei a carcaça frágil…

Tripé portátil para câmera digital: para quem precisa tirar fotos de componentes de computador à trabalho, é uma mão na roda! Principalmente porque as pernas desse tripé são flexíveis, portanto, dá para tirar fotos de vários ângulos e posições. Na foto abaixo, o tripé aparece sozinho porque a câmera está sendo usada para fotografá-lo :D

Microfone: eu não uso microfone com freqüência no PC, portanto, não preciso de um dispositivo desse que seja de excelente qualidade. Por outro lado, utilizar microfone que parece de brinquedo não dá. Daí comprei esse aí da foto abaixo. Nos testes que fiz, o áudio resultante foi bom, sem contar que a haste é flexível.

Relógio que acende e muda a cor da luz: ok, aqui eu ultrapassei o limite do bom senso e comprei um relógio digital que acende, mas fica mudando a cor da luz. Esse troço também informa data, temperatura do ambiente e funciona como despertador. Frescura pura, é verdade, mas eu tinha que compra alguma coisa (quase) inútil :D

Eu ainda comprei um fone de ouvido do tipo “earphone” e chaveiros do Mario (não aquele do armário, o do mundo dos jogos mesmo), mas esses produtos ainda não chegaram, mas estão à caminho, segundo o e-mail que o site me enviou.

Bom, eu comprei lá e não me arrependi. Penso até em comprar mais vezes. Se você quiser fazer o mesmo, é importante saber que é necessário ter um cartão de crédito internacional. E não compre lá se estiver com pressa de receber os produtos, porque a entrega realmente pode demorar. Além disso, tome o cuidado de fazer com que sua compra não ultrapasse 50 dólares. Se isso acontecer, certamente a Receita Federal cobrará imposto quando a encomenda chegar ao Brasil. Todos os produtos acima, por exemplo, me custaram 41 dólares e alguns centavos.

Antes de encerrar, gostaria de dizer apenas mais três coisas: 1) se decidir comprar na DealExtreme, o faça por sua conta e risco, não é porque eu recebi que isso vai acontecer com você também; 2) não, este não é um texto pago e a DealExtreme não me pagou nada para escrevê-lo; 3) comprar produtos chineses na China em Hong Kong é o que há ;)

Ao som de Soultakers - Thin Walls.

19:29 | Cotidiano | 4 comentários


13/4/2008

Para facilitar o troco. Ou dificultar…

Por Emerson Alecrim

Quase que diariamente passo em uma lanchonete perto do meu local de trabalho para tomar café da manhã. Na maioria das vezes, gasto 3,70 reais. Como o valor é baixo, eu prefiro pagar com “dinheiro vivo” mesmo, mas na última sexta-feira descobri que nem sempre essa parece ser uma boa idéia…

Dificilmente tenho o valor exato para pagar o lanche, então dou uma nota de 5 ou 10 reais. O problema é que, ao fazer isso, o caixa é obrigado a voltar parte do troco em moedas. E eu odeio carregar moedas. Além disso, nem sempre o caixa as tem em número suficiente. Daí procurar facilitar: se tiver moedas na minha carteira, dou 10 reais e 70 centavos, com isso, o caixa me devolve exatamente 7 reais. Alguns são sacanas, e me devolvem, por exemplo, uma nota de 5 reais e quatro moedas de 50 centavos, mas tudo bem, tudo bem…

Na última sexta-feira, essa feliz jogada foi por água abaixo. A lanchonete colocou no caixa um funcionário ruim de contas, mas bota ruim nisso! Fui lá, efetuei o meu pedido e, na hora de pagar, fiz exatamente como explicado no parágrafo anterior: dei ao caixa 10 reais e 70 centavos. O problema é que ele não entendeu que os 70 centavos eram para facilitar o troco, então o cara “travou”. Bom, eu fiquei lá, parado, esperando calmamente, até que ele resolveu reagir:

- qual o seu pedido mesmo?
- Um salgado e um chá Mate.
- E você me deu…
- 10 e 70.
- Ah, tá. Ó o troco!
- Er… Você me devolveu 8 reais…
- Tá faltando?
- Não, tá sobrando 1 real, tome!
- Não, é isso mesmo…
- Hahaha… 10,70 menos 3,70 dá 7 reais!
- Não, mas é que você deu as moedas e…

E então eu perdi a paciência e resolvi ficar com o troco a mais. Você viu que eu tentei ser honesto, mas o rapaz não ajudou! Bom, depois eu contei a história para um colega de trabalho. Daí no sábado, fui ao mesmo lugar tomar café, mas dessa vez esse meu colega me acompanhou. E adivinha quem estava no caixa? Para mostrar que eu sou bonzinho, dessa vez paguei o valor exato. Mas meu colega resolveu sacanear: seu pedido deu 4,60 reais e ele deu ao caixa 10,85 reais.

moedas de real

O coitado do rapaz do caixa ficou tenso, parecia não saber o que fazer e, como se implorando por piedade, perguntou ao meu colega se ele não tinha o valor exato. Meu colega disse: “acho que eu tenho, mas você tem 1 real aí?”, e o rapaz lhe deu 1 real. Em seguida, meu colega lhe pagou exatamente 4,60 reais. O rapaz ficou aliviado, agradeceu e… Bom, meu colega começou a rir e, num gesto de quem tinha entendido que havia ido longe demais, devolveu a nota de 1 real ao caixa lhe dizendo que ele (o meu colega) havia errado a conta…

E eu fiquei ali, vendo de tudo de perto, incrédulo. Não pelo fato de o rapaz do caixa não conseguir fazer contas simples, já que eu não sei nada da vida dele para entender suas dificuldades, mas do fato de uma lanchonete como aquela permitir que uma pessoa despreparada assumisse o caixa. Isso é ruim não só por causar um rombo na arrecadação, mas também porque pode prejudicar o atendimento, fazendo com que o cliente mais impaciente prefira a lanchonete ao lado na próxima vez.

E em pensar que tudo começou quando eu queria facilitar o troco…

Ao som de Demether - Shy.

15:19 | Inusitado | 8 comentários


5/4/2008

O problema são as pessoas

Por Emerson Alecrim

Division BellVou te falar uma coisa: trabalhar em qualquer das áreas da computação não é uma tarefa fácil. O problema não são os computadores, não! Mais cedo ou mais tarde, a gente se entende com eles. O problema são as pessoas! Sabe, mesmo que um profissional da computação não trabalhe com suporte técnico, é conveniente ter algum preparo para lidar com as pessoas, pois para quem não é da área, todo mundo é um técnico de informática. São poucas as pessoas que entendem que, assim como a medicina possui várias especialidades, a computação também as tem: há quem seja especialista em banco de dados, há quem seja especialista em redes, há quem seja especialista em segurança, há quem seja desenvolvedor, etc.

Ninguém é obrigado a entender os detalhes que cercam nossa área, então fazemos o possível para facilitar a vida dos usuários dos nossos serviços. O problema é que nem sempre as pessoas entendem que é não fácil deixar tudo funcionando. Problemas acontecem e, muitas vezes, não sabemos a causa de imediato, o que nos força a investigar. Investigação requer algum tempo e, por conta disso, muita gente acha que estamos enrolando e que o problema, seja ele qual for, é culpa nossa. Está certo que, muitas vezes, é mesmo, mas nem sempre é assim. Um simples defeito em um equipamento pode pôr tudo a perder e nem sempre é fácil descobrir onde, exatamente, está o problema.

Aí sobram xingamentos, ligações de chefes, “eu vou perder o meu projeto por sua culpa”, “com quem eu reclamo?”, “quem é o seu supervisor?” e o diabo a quatro. Mas, somos pacientes, quebramos a cabeça, fazemos coisas que, em outras dimensões, devem ser impossíveis. Logo, tudo volta a funcionar. Daí as reclamações cessam, os chefes param de sacudir o chicote e nós corremos para o bar desafogar o estresse, afinal, o garçom e a cerveja são os únicos que não nos torram a paciência.

Aí vem o dia seguinte. Tudo está correndo bem, então a gente pode cuidar dos nossos afazeres do ponto em que paramos. Mas aí, de repente, alguém bate na porta. Aquele mesmo desgraçado que estava te xingando ontem entra sorridente, dizendo aquele “bom dia” de quem é a pessoa mais feliz do mundo e, em mãos, traz um laptop:

- Estou com um probleminha aqui e preciso da ajuda de vocês…
- Ah, entendo, mas nós não somos do suporte técnico…
- Ah, mas vocês são da informática…

Mesmo não tendo obrigação nenhuma, a gente ajuda o indivíduo, algumas vezes para se livrar logo dele para voltarmos às nossas atividades, afinal, também temos nossas obrigações, não ficamos o dia todo esperando alguém aparecer para ser ajudado.

Profissionais de TI (Tecnologia da Informação) também têm vida e, muitas vezes, precisamos lidar com assuntos que não dominamos. Aí, eu procuro um contador para tirar uma dúvida sobre imposto de renda, mas ele diz que só lida com assuntos contábeis da própria empresa e, para assuntos particulares, cobra uma pequena comissão, para não desvalorizar seu conhecimento. Significa então que, no dia em que eu te ajudei a resolver um problema no SEU computador, eu deveria ter cobrado também? Ah, mas informática é diferente…

Eu desligo o telefone torcendo para que esse indivíduo tenha um problema em seu computador e volte a me procurar. Mas a sede de vingança logo é esquecida porque eu ainda tenho um problema e não consigo achar a solução. Já que é para pagar, ligo para outro contador - um que eu nunca conversei antes e nunca pediu minha ajuda - e pergunto quanto ele cobra para esclarecer uma dúvida. Ele pergunta o que eu quero saber, dá os esclarecimentos, se nega a cobrar e ainda diz que, se eu precisar de ajuda novamente, é só ligar para ele. Poxa!

Bom, vem mais um dia. O telefone toca, alguém diz que algo não está funcionando. Após conferir, vejo que o problema foi uma falha grosseira de um colega… Não! O erro foi meu mesmo! Bom, aí explico, peço desculpas e me preparo para ouvir os tradicionais xingamentos: ah, tudo bem. Você dá uma ligadinha pra mim quando estiver tudo ok?

É por isso que eu digo, independente do que esteja acontecendo, o maior problema são as pessoas. Você nunca sabe a reação dos outros, da mesma forma que os outros nunca sabem qual é a sua reação. Daí, há conflitos quando poderia haver compreensão e compreensão quando poderia haver conflitos. A verdade é que, no fundo, vivemos criando problemas para as nossas soluções…

PS: a imagem que aparece neste texto é a capa do disco Division Bell, do Pink Floyd. O álbum trata da falta de comunicação entre as pessoas.

Ao som de Tarja Turunen - Walking in the air.

3:15 | Reflexão | 4 comentários


2/4/2008

Um capítulo por dia

Por Emerson Alecrim

Quem visita esse blog regularmente sabe que eu tenho um vício: livros. Comecei a ler minhas primeiras palavras cedo, aos 5 anos, e achei tão fascinante conseguir identificar aqueles símbolos até então estranhos que, talvez, esse tenha sido o motivo do meu vício. Mas, ao contrário do que acontecia na minha infância e na minha adolescência, hoje tenho cada vez menos tempo para ler. E, como você deve saber, um indivíduo pode ficar louco se não conseguir sustentar o seu vício. Ou o mantém ou o elimina de vez, não há meio termo…

Livros

No meu caso, o vício da leitura é saudável, portanto, decidi optar pela primeira opção. Mas como há o entrave da falta de tempo, tomei uma decisão radical e que, até agora, tem dado certo: ler um capítulo de um livro por dia. Parece simples e besta, eu sei, mas é uma solução que funciona porque faz com que eu leia uma parte do livro todos os dias, ao mesmo tempo em que me força a não dedicar muito tempo à leitura.

É claro que é necessário ter disciplina. Da mesma forma que escovo dentes e tomo banho todos os dias, independente do quão atarefado eu esteja, botei na minha cabeça que preciso ler um capítulo de um livro por dia e pronto! Se o capítulo for muito curto, posso abrir uma exceção e ler dois. Se for muito longo, posso ler a metade, ou uma quantidade de páginas que eu considere razoável.

O interessante é que, fazendo isso, eu não deixei de cumprir nenhuma das minhas tarefas. O problema é que, muitas vezes, a leitura está tão boa, mas tão boa, que não dá vontade de parar de ler, por mais que os olhos estejam cansados. Daí a imposição de se limitar a um único capítulo (ou, excepcionalmente, a dois): você acaba se obrigando a parar de ler e, com isso, não deixa o tempo passar sem se dar conta.

Se eu conseguir manter esse esquema, provavelmente fecharei o mês de abril com dois livros lidos. Atualmente, estou lendo A Bússola de Ouro, de Philip Pullman. Ao contrário do filme, o livro é muito bom. Algumas vezes dá mesmo vontade de ler mais um capítulo, mas estou conseguindo me controlar, pelo menos até agora. Nada como ser um viciado moderado :)

Emerson Alecrim

23:29 | Cotidiano | 3 comentários


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