20ª Bienal do Livro São Paulo: eu fui!
Por Emerson AlecrimOntem (16/08/2008) foi o dia que escolhi para ir à 20ª Bienal do Livro de São Paulo, evento que acontece entre 14 e 24 de agosto de 2008 no Parque de Exposições Anhembi. Como bom amante de livros, não poderia deixar de visitar o local. A seguir, relato as minhas impressões.
O local fica próximo da estação Portuguesa-Tietê do Metrô (que também abriga o terminal rodoviário). De lá sai ônibus gratuito para o evento. Notei que muita gente tomava táxi ou pagava de 5 a 15 reais a motoristas ilegais para chegar à Bienal quando via o tamanho da fila de transporte. Pura precipitação. De fato, a fila estava grande, mas andava rápido, graças à grande disponibilidade de ônibus.

Entrada da Bienal do Livro
Ao chegar ao Anhembi, fiquei contente ao notar que não havia fila alguma para comprar ingresso (10 reais para adultos, 5 reais para estudantes). Para quem está acostumado a pegar longas filas, é uma notÃcia e tanto! Ao entrar na área de exposição, a primeira coisa que chamou a minha atenção foi o estande da Igreja Universal TV Record. Não, eles não estavam fazendo culto vendendo livros, mas sim fazendo gravações com os participantes da feira. Durante as minhas caminhadas por lá, também encontrei equipes de reportagem da Band, da Globo e de jornais.

Estande da Igreja Universal TV Record
O primeiro estande que eu visitei foi o de uma editora de livros em espanhol. Dei uma boa olhada nas obras em exposição, mas saà de lá decepcionado: não encontrei nenhuma publicação que me agradasse. E olha que bons livros em espanhol não faltam! Diante disso, decidi dar uma olhada nos eventos paralelos que aconteceriam ao longo do dia. Novamente, nada me agradou. Parti então para a parte mais esperada: a compra de livros.
Visitando os estandes das editoras, encontrei vários e vários livros bons, gastaria muito tempo falando de todos os que folheei. Tive surpresas agradáveis, como o Guia Ilustrado Zahar de Astronomia, de Ian Ridpath, que fornece informações preciosas para quem deseja se aventurar no assunto. O livro custa 59 reais, mas graças aos cupons de desconto de 1 real do ingresso (são 10 cupons ao todo), paguei 53 reais pela obra. Ainda continuei achando caro, mas enfim…

Guia Ilustrado Zahar de Astronomia
Quando entrei no estande da Rocco, tive outra surpresa: vários livros da Anne Rice estavam à venda. Tempos atrás, quando procurei essas publicações, não encontrei nenhum à venda nas livrarias. Eram tantos, que decidi não levar nenhum, mas algo me diz que essa resistência não vai durar muito tempo…
Mesmo assim, não saà de mãos vazias da área de exposição da Rocco. Acabei dando de cara com o livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby, e com várias outras obras do autor. O Rodrigo Ghedin havia feito uma recomendação desse livro em seu blog, então não pensei duas vezes antes de levá-lo. Ao chegar no caixa, vi que os atendentes estavam meio que desesperados. Descobri então que nenhum dos sistemas de cartão de crédito funcionava. Um rapaz tentou umas dez vezes passar o meu cartão, mas não adiantava. Daà perguntou se eu trabalhava com cheque. Eu disse que não. Perguntou se eu podia pagar com “dinheiro vivo”. Eu disse que não. Perguntou se eu não toparia levar o livro por 25 reais desde que eu pagasse dessa forma. Eu disse que sim. O livro custava 37 reais

Alta Fidelidade
Depois, foi a vez de entrar no estande da Martins Fontes. Eu tinha que cumprir uma missão ali: comprar o box com os três livros de O Senhor dos Anéis mais O Hobbit, de J. R. R. Tolkien. De quebra, ainda levei O Silmarillion. As cinco obras totalizaram 271 reais, mas consegui levar tudo por 250 reais. Confesso que quase levei Roverandom (outro livro de Tolkien), mas a preocupação com os gastos me fez mudar de idéia.

Box de O Senhor dos Anéis + O Hobbit e O Silmarillion
Achando que já havia comprado demais, passei a caminhar descontraidamente pelo local. Vi algumas coisas legais acontecendo por lá: uma dupla tocando repente, jovens da Fundação Casa (ex-Febem) lendo livros, vários escritores dando autógrafos, um rapaz dando explicações sobre um jogo de RPG e… só. Depois, me encontrei com um amigo, o Lucas, e continuei andando pelo local. Acabei comprando só mais um livro: Por Que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas (recomendação do Lucas).



É claro que nem tudo são flores. Para um evento desse porte, seria bom se os livros custassem um pouco menos, se as editoras fizessem o favor de colocar o preço das obras nas capas ou nas estantes (só a Rocco fez isso), se houvesse mais lugares para sentar (só havia na praça de alimentação), se a ventilação fosse melhor (o Lucas a todo o momento falava que eu estava “mijando pela testa” - ou algo assim), se representantes de jornais e revistas não ficassem oferecendo brindes que no final do mês se transformam em assinaturas não solicitadas e se o Senado Federal tivesse o bom senso de não estragar o humor dos visitantes com a visão de seu estande.
De qualquer forma, o saldo foi positivo. Ainda continuo achando que o livro é a melhor invenção do mundo, só perdendo para o biquÃni fio dental
Ao som de Amberian Dawn - Passing Bells.
18:11 | Entretenimento, Interessante |

Cara, leia “Alta fidelidade” sem pressa, apreciando o máximo possÃvel cada página. O livro é uma pérola, um dos (se não for o mais) legais que já li.
Agora, quanto à trilogia do Tolkien… Olha, consegui chegar, a muito custo, à metade do segundo livro. Leitura densa, cansativa e extremamente minuciosa. Em suma, os filmes são melhores
.
Parabéns pelas compras e pelo relato!
[]’s!
Comentário por Rodrigo P. Ghedin — 17/8/2008 @ 20:17
Sério, acho que a gente foi em Bienais diferentes. Eu não achei nada do que eu queria, o que eu achei tava sujo na prateleira ou mais barato na Internet. Fora que a Comix, única loja onde eu comprei alguma coisa, não aceitava os cupons de desconto. E eu voltei pra casa sem meu dicionário de francês =|
Comentário por Kika — 17/8/2008 @ 20:44
Ainda bem que você não pegou o Roverandom, ele é bem inferior ao resto do trabalho do Tolkien. E eu preciso devolver o Por Que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas do Lucas (muito bom, por sinal).
Comentário por Wilerson — 17/8/2008 @ 20:44
Olá!
Fui no domingo, dia 17, na Bienal do Livro. Visito esse tipo de evento, acho (!) que desde a 10ª Bienal. Muito tempo.
Achei a deste ano (2008) com poucos expositores. Está certo que no mercado editorial, algumas editoras foram adquiridas por outras (ou sumiram!). Por exemplo: a editora escala tinha 03 stands. Da mesma forma, a Ed. Globo, Panini. Como trabalho com “Direito”, não vi a Ed. Futura que possui alguns livros do ramo.
Essa bienal achei mais “fraquinha” que as anteriores. Será que com o advento da internet, as editoras não sentiram mais necessidade de expor diretamente suas publicações?
Alguma coisa ficou faltando na bienal. Saà com a impressão de “quero mais”…
Comentário por Marcia Morello — 18/8/2008 @ 12:57
Valeu pela dica, Rodrigo. A trilogia do Tolkien é densa, sim, mas talvez seja isso que tenha me fascinado. É uma das minhas obras favoritas. Agora, se você acha isso de O Senhor dos Anéis, é porque não leu O Silmarillion. Esse sim tem uma leitura pesada (mas também fascinante)
Acho que tive mais sorte de encontrar livros relacionados aos meus gostos literários, Erika. Se não me controlasse, teria levado mais, hehehe…
Wilerson, estou curtindo o livro que o Lucas indicou. Tem cara de “auto-ajuda”, mas tem uma argumentação excelente!
Marcia, acho que o foco da bienal neste ano foram os eventos paralelos. Não sei o que pode ter levado o evento a ter menos exposições, mas ao menos tive impressão de que foi bem melhor que a edição de 2006
Abraços!
Comentário por Emerson Alecrim — 19/8/2008 @ 8:25
[...] assim como na Bienal do Livro (que aconteceu no mesmo lugar), a organização do evento disponibilizou ônibus gratuito, ida e [...]
Pingback por Ponto de Vista - Emerson Alecrim » 25º Salão do Automóvel: eu fui! — 9/11/2008 @ 22:09