Me diga tuas comunidades e eu te direi quem tu és
Por Emerson AlecrimPense em alguma coisa, qualquer coisa. Pensou? Se você é usuário do Orkut, sabe que são grandes as chances de encontrar por lá uma comunidade que trate dessa coisa que você pensou.
Participar de comunidades no Orkut é algo tão fácil e tão normal que não é raro encontrar pessoas que participam de 100, 200, 300 ou mais. O problema é quando terceiros associam uma determinada comunidade a uma característica da pessoa. Por exemplo: se eu participo de uma comunidade chamada “Odeio acordar cedo” quer dizer que eu não tenho disposição para tal? Se alguém participa de uma comunidade “anti-homofobia” significa que essa pessoa é homossexual? Se uma garota participa de uma comunidade que trata de sexo quer dizer que ela é vadia, pervertida, tarada, ninfomaníaca ou está disposta a transar com qualquer cara que lhe enviar uma mensagem “bem-intencionada”?
Você certamente respondeu “não” às perguntas acima. Mas esse assunto é contraditório. Quer ver? Se alguém participa de uma comunidade racista, você tem dúvida de que essa pessoa é favorável ao racismo?
Agora, imagine a seguinte situação: você está frente-a-frente com um entrevistador para uma vaga de emprego e ele pergunta se você participa do Orkut. Você responde que sim, ele te procura no site, encontra seu perfil e começa a analisar suas comunidades: “Odeio meu chefe”, “Desculpas esfarrapadas”, “Eu só enrolo no trabalho”, etc. Bom, o que acontece depois você já sabe e não adianta apontar as comunidades “boazinhas” que você igualmente participa…
Ao som de Dream Theater - Hells Kitchen.
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