Página Inicial   |   Quem sou   |   Contato   |   Livros que leio   |   O que ouço   |   Sobre o blog   |   RSS (o que é isso?)

17/3/2006

Se ônibus falasse…

Por Emerson Alecrim

É impressionante a quantidade de coisas que acontecem dentro de um ônibus ou de um trem. Após presenciar a cena que vou relatar aqui, fiquei pensando no assunto e notei que todo mundo tem histórias para contar que aconteceram dentro dos coletivos. O acontecimento que vou relatar a seguir foi um pouquinho estranho porque tive a sensação de já conhecer esse história, mas na forma de piada:

Lá estava eu no ônibus voltando do trabalho. O veículo até que não estava muito cheio, o trânsito não estava complicado e não tinha ninguém me enchendo o saco. De repente, notei que uma mulher um tanto quanto “forte” se esforçava para passar pela catraca e, quando conseguiu, soltou um “pum”! Os mais próximos fizeram cara de nojo, enquanto os que estavam mais longe, inclusive eu, se seguravam para não rir. A coitada da mulher ficou muito vermelha de constrangimento e, notando isso, um bêbado lá na frente, que até então estava quieto, tentou “tranqüilizá-la”:

- Olha moça, não esquenta com isso não. Todo mundo peida, a cobradora peida, o motorista peida, eu peido e até aquele policial ali na porta peida.

Quem ouviu caiu na risada, mas o policial não achou a menor graça:

- Motorista, pára no próximo porque esse bêbado vai descer!

O motorista parou, o policial gritou “desce agora!” e o bêbado obedeceu, mas não sem antes perguntar:

- Posso fazer uma pergunta? Se foi ela que peidou porque eu é que tenho que descer?

O policial fechou a cara mais ainda, mas não respondeu. O bêbado desceu tranqüilamente e a pobre mulher deve estar com depressão até agora… T+!

Ao som de Masterplan - I’m not afraid.

9:29 | Inusitado | 5 comentários


4/3/2006

Nostalgia - O retorno

Por Emerson Alecrim

Alguns posts no meu antigo blog marcaram, principalmente por sua natureza inusitada. Porém, um deles, publicado em fevereiro de 2005, é visto até hoje, portanto, nada mais justo do que publicar a “versão 2.0″ desse post, com direito a melhorias e imagens novas. Estou falando de um dos ícones da infância da minha geração: os clássicos desenhos da TV Cultura.

Como eu havia dito no post original, pude relembrar muita coisa daquela época graças a algumas comunidades no Orkut. Algumas das lembranças estavam, de fato, muito bem “enterradas na mente”. O que mais surpreendeu, no entanto, foi a quantidade de gente que expressou sua sensação de nostalgia, não somente no Orkut, mas também em meu antigo blog.

Ao compararmos com os desenhos de hoje, notamos o quão diferentes eram os desenhos da TV Cultura. Não pela tecnologia usada em sua criação, mas pelo caráter educativo. Alguns desenhos mostravam a riqueza das coisas simples, despertavam o interesse da gente, mexia com nossa imaginação, ensinavam que a fantasia é algo que pode e deve ser usado para melhorar o nosso mundo e, além disso, eram capazes de fazer uma criança trocar o choro pelo riso, a raiva pela bondade. Vejamos então, um breve comentário sobre alguns desses desenhos:

Rua dos Pombos

Esse era um dos desenhos que eu mais gostava. Com muitos personagens, cada qual com características bem distintas, Rua dos Pombos tinha uma coisa de mostrar o convívio em comunidade e o respeito aos outros. Era demais! Os personagens que eu mais gostava eram Molly e Polly (penúltimo desenho das imagens abaixo), que tinham até uma musiquinha: Molly e Polly, são tão parecidas / Parecem iguais, quando vistas por trás / Mas quando de frente, dá pra perceber / Que a Molly tem um M e a Polly tem um P. E claro, tinha a música de abertura, que eu só lembro um pedaço: Fazer amigos, na rua dos pombos/ Venha comigo, pra rua dos pombos/ Conhecer a turma, que vai dizer / que bom te ver, que bom te ver/ As asas batem, no azul do céu…

Rua dos Pombos

Rua dos Pombos era um desenho alegre, do tipo que agrada pela sensação de bem-estar. Mostrava a vida de interessantes moradores de uma rua - a Rua dos Pombos - onde cada um vivia sua vida, mas respeitava o próximo. Além de Molly e Polly, me lembro bem de um personagem que era dono de uma loja de animais e de uma mulher que era caminhoneira, veja só!

Animais do Bosque dos Vinténs

Eu pronuncio “Animais do Bosque dos Vinténs” com a mesma entonação que uso para dizer “The Lords of the Rings”. Esse era um desenho que emocionava. Dotado de uma característica rara, mostrava às crianças que o mundo não é fácil. Em Animais do Bosque dos Vinténs, os bichos lutavam pela vida e muitos não resistiam. É bom lembrar que dificilmente desenhos tratam da morte. E esse mexia com a gente porque refletia um cenário muito próximo da nossa realidade, mas sem vangloriar o aspecto da tristeza, pois retratava o quão importante é lutar por nossos ideais. Uma das cenas que eu lembro é a do filho da Toupeira indo cuidar do Texugo. Este, já velho, ainda acreditava que seu amigo era a mesma Toupeira de antes e não seu filho. Ele não imaginava que seu amigo tinha morrido. E tempo depois, foi sua vez… Outra cena, é a morte dos Ouriços. Essa foi de doer. Eles estavam quase chegando no Parque da Corsa Branca, onde teriam melhores expectativas de vida e, ao atravessarem a rua, veio um carro e pegou um deles. Sua companheira escapou e tentou reanimar desesperadamente seu companheiro e aí, veio outro carro…

Animais do Bosque dos Vintens

Em resumo, os animais partem numa jornada rumo ao tal Parque da Corsa Branca, pois o local onde viviam anteriormente fora invadido pelos homens. Essa jornada é cheia de acontecimentos e lições que idealizam os verdadeiros valores da vida: respeito às diferença, convívio, solidariedade, perseverância etc. Esse desenho era excelente. Muito melhor e mais educativo do que esses de hoje (na minha opinião).

Pedra dos Sonhos

Fantasia, mágica! Você talvez pense em Harry Potter ao ouvir essas palavras, mas é isso o que me vem à mente ao lembrar deste lendário desenho. Pedra dos Sonhos refletia a luta entre o mundo dos sonhos e o mundo dos pesadelos, ou seja, o bem contra o mau. Tinha um velho mago cujo nome não lembro, que usava a tal Pedra dos Sonhos para emitir sonhos bons ao mundo todo e para combater a força dos pesadelos. Ele tinha alguns companheiros interessantes, um deles um peixe-cão ou um cão-peixe (olha que coisa maluca!). E o vilão, cujo nome também já não me lembro, tentava roubar a Pedra dos Sonhos, para disseminar seus pesadelos. Essa briga entre sonhos e pesadelos era o ápice do imaginário. Um desenho que, sem dúvida, estimulava a imaginação.

Pedra dos Sonhos

Pare com Isso e Arrume Tudo!

Esse é dos desenhos mais estranhos que já vi, porém era um dos meus preferidos. De cara ele já mostra o quão é inusitado: o nome do desenho e dos personagens são as broncas que as mães dão nas crianças. Veja que legal: “Pare com Isso e Arrume Tudo e esses são seus amigos: Penteie seu cabelo, Lave seu Rosto, Brinque Lá Fora e seu brinquedo favorito, O pequenino Fique Calmo, e o chato Agora Não!, As duas abelhas Sossega e Silêncio, o dorminhoco Vá Para a Cama e Não Faça Isso, Tome Cuidado, Coma as Verduras, Escove os Dentes, e o Grande e briguento EU DISSE NÃO“. No começo do desenho, quando o locutor falava esses nomes, a gente (meus irmãos, colegas e eu) o acompanhava e na hora de dizer “EU DISSE NÃO”, a gente berrava em coro! Era mágico isso! Ah, vejam como eram cômicos esses personagens (o vermelhão é o “EU DISSE NÃO”):

Pare com Isso e Arrume Tudo!

Zeca e Joca

Outro símbolo da criatividade. Zeca e Joca eram dois personagens (de massa) que simplesmente tinham o dom de complicar suas atividades. Como eram atrapalhados! Eles tentavam consertar as coisas e quebravam mais, eram muito engraçados!

Zeca e Joca

Pois é, e tinha muitos outros, que passavam principalmente no programa Glub Glub (lembra?): Jimbo (um avião vivo), Socorro Vovó, Turma do Bom Clima (… O planeta está sendo ameaçado / Os poluidores destroem o mar, a terra e os rios / Destroem a paisagem e toda beleza… é mais ou menos isso), De Cabo a Rabo (Cabeça barriga perna e pé, perna e pé / Cabeça barriga perna e pé, perna e pé / De cabo a Rabo vamos ver como é que é / Cabeça barriga perna e pé, perna e pé), Berta e a Fábrica, Senhor e Senhora do Tempo, Fábulas Geométricas (outra lenda), Ernest, o Vampiro (esse vampiro tinha uns pesadelos muito loucos e, quando o desenho terminava, ele acordava e fechava o caixão em que dormia - ver foto abaixo), As Aventuras de Babar, Bojan (esse desenho dificilmente passava e quando isso ocorria eu pulava de alegria), Bouli, O Pato Dinamo (neste, usavam um pato de verdade!), O Capitão Urso Azul, enfim, eram muitos.

Ernest e Bouli

Os desenhos de hoje são legais, mas não consigo vê-los como melhores que os desenhos da TV Cultura. Lembro das tantas e tantas vezes que chegava da escola e corria pra assistí-los. Lembro de comentar com colegas sobre os desenhos. Lembro de tanta coisa dessa época… Eu viajava naquelas imagens fantasiosas. Parecia mágico mesmo. E hoje, bom… Aquelas crianças que cresceram vendo esses desenhos são jovens adultos, algumas talvez até já tenham filhos, mas tenho certeza que se lembram com alegria daqueles tempos. E que tempos, afinal, já não se fazem (valorizam) os desenhos como antigamente…

Nota: muita gente me pergunta como conseguir os desenhos em DVD ou em download. No dia que eu souber, aviso, ok? ;-)

Ao som de Vivaldi - Winter (Four Seasons).

1:43 | Entretenimento | 85 comentários



março 2006
S T Q Q S S D
« fev   abr »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

publicidade

categorias

arquivos

Baixe Firefox 2

rss do blog

comentários recentes:

eu leio

links

destaques

citações

A lógica pode levar de A a B. A imaginação pode levar-te a qualquer lado.
Albert Einstein


Blog de Emerson Alecrim | Layout por Erika Sarti | Powered by WordPress WordPress | Política de privacidade | No ar desde novembro de 2005