MP do Bem: bom, mas precisamos de mais
Por Emerson AlecrimConsumidores já notaram que está mais barato comprar PCs e notebooks no Brasil. Isso se deve principalmente à MP do Bem, embora a queda do dólar tenha sua parcela de culpa nisso. HP, Dell, Toshiba e Positivo, que figuram entre os maiores fornecedores de computadores no país, oferecem produtos com preços antes praticados apenas pelo “mercado cinza”, que disponibilizam equipamentos com custo baixo por, entre outro motivos, não pagar impostos.
A MP do Bem permite uma série de vantagens se os fabricantes seguirem determinadas regras. Por exemplo, no caso de notebooks, há isenção de PIS/Cofins caso o produto tenho preço inferior à 3 mil reais. No entanto, para muitos produtos, ainda é mais vantojoso ao consumidor (financeiramente falando) recorrer ao mercado paralelo.
O motivo principal é sempre o mesmo: o preço alto praticado pelas revendas legais. Pense bem, mesmo oferecendo garantia e assistência técnica, você prefere comprar um MP3Player de 300 reais numa loja convencional ou adquirir o mesmo modelo pela metade do preço numa “rua Santa Efigência da vida”? O comércio ilegal de mercadorias é crime e certamente ninguém discorda disso. No entanto, o que pagamos de imposto em cada produto comprado é também um assalto, só que previsto em lei. Em alguns casos, o valor pago ao governo passa de 50% do valor do item comprado.
A MP do Bem é um exemplo de como as coisas podem mudar, mas precisamos de mais. Impostos menores estimulam o comércio legal, geram empregos e as pessoas apelam menos ao mercado paralelo. Está certo que falar é fácil demais, mas um pouco de boa vontade pode mudar as coisas. É disso que a gente precisa.
Ao som de Symphony X - Awakenings.
13:32 | Reflexão | 4 comentários
