Página Inicial   |   Quem sou   |   Contato   |   Livros que leio   |   O que ouço   |   Sobre o blog   |   RSS (o que é isso?)

24/6/2006

Bem feito para a Varig!

Por Emerson Alecrim

A situação de “quase morte” da Varig é notícia freqüente. Muita gente se pergunta como uma empresa desse porte consegue entrar numa crise tão profunda. A resposta exata eu não tenho e, talvez, nem venha a ter, mas mesmo assim me atrevo a dizer: bem feito!

Esse “bem feito” não é direcionado à Varig em especial, mesmo porque sua falência deixará muita gente desempregada e causará problemas no transporte aéreo, mais do que já causa. Esse “bem feito” também é direcionado ao governo.

O Brasil tem como meio de transporte mais comum o sistema rodoviário. Muita gente sai da Bahia, por exemplo, e vai para São Paulo de ônibus. Só as pessoas com situação financeira melhor utilizam vôos para fazer esse trecho. Para diminuir o preço das passagens aéreas, o governo fez sua parte: O ICMS do setor aéreo é nulo e o BNDES mantém linhas de créditos com juros baixos para a aquisição de aeronaves e equipamentos relacionados.

Naturalmente isso reflete positivamente no preço das passagens aéreas, que acabam atraindo mais passageiros para o segmento. Soma-se isso à má administração e a promoções absurdas, como passagens a 25 ou 50 reais e pronto, tem-se a situação vergonhosa da Transbrasil, Vasp e Varig.

Agora olhe um pouco mais para baixo e veja a situação do transporte rodoviário, ainda o mais usado:

- as empresas de ônibus são obrigadas a renovar sua frota com freqüência para se manterem competitivas, porém não contam com nenhuma linha de crédito especial para a aquisição de veículos. Um modelo com o visto na foto abaixo não sai por menos de 450 mil reais;

- o setor rodoviário é obrigado a repassar uma taxa de até 18% de ICMS aos passageiros;

- o preço das passagens rodoviárias é acrescido de pedágios;

- as verbas direcionadas à manutenção das estradas freqüentemente recebem outro destino, fazendo do transporte rodoviário um meio mais inseguro;

- o governo investe pesado na modernização e construção de aeroportos, mas isso só acontece com as rodoviárias por força da iniciativa privada.

O setor rodoviário não tem nenhum tratamento especial e mesmo assim se mantém ativo. Sua força é tanta que, pouca gente sabe, mas a Gol Linhas Aéreas foi criada pelo grupo Constantino, dona de uma das maiores frotas de ônibus do Brasil.

Mesmo com tantas dificuldades (há outras não citadas, como o transporte clandestino), o sistema rodoviário sobrevive e prospera. Quanto ao setor aéreo, com tantas facilidades…

Referência: ABRATI.

Ao som de Pantera – Walk.

20:30 | Reflexão | 3 comentários


21/6/2006

Overdose de senhas

Por Emerson Alecrim

Há mais ou menos um ano que calculei, meio que por cima, a quantidade de senhas que eu utilizava até então. Se me lembro bem, eram trinta e seis. Trinta e seis senhas! Nem vou refazer esses cálculos porque sei que hoje esse número é maior.

Para lidar com essa quantidade exorbitante de códigos, criei algumas regras para formular senhas de acordo com a aplicação. Por exemplo, para sites na internet, utilizo um tipo de senha, para senhas bancárias, um conjunto de regras, e assim vai.

O problema é que há situações em que eu não posso definir as senhas. Simplesmente me passam combinações já criadas e eu tenho que decorar. Isso acontece principalmente no trabalho. Conclusão: já tive “brancos”, já confundi senhas, já tive que me concentrar para lembrar de uma seqüência, enfim.

Recentemente abri uma conta no Bradesco por este ser um dos bancos mais populares e isso ajuda nos meus negócios. Nele são necessárias pelo menos duas senhas. A segunda, criada à partir de regras, eu já esqueci, embora deva estar errando um caractere ou outro. Oras, se eu crio as regras justamente para não esquecer as senhas, como isso foi acontecer? É simples, eu esqueci algum detalhe dessas regras. O pior é saber que as regras são coisas simples, feitas para evitar meu esquecimento mesmo. Em outras palavras, se eu lembrar as regras, lembro das senhas correspondentes.

Agora lá vou eu perder meu horário de almoço na agência do banco para gerar outra senha… A propósito, estou tentando acessar uma página exclusiva a assinantes do UOL. Qual é minha senha mesmo? Ah, já lembrei, já lembrei… ¬¬

Ao som de Xandria – Osiris.

21:54 | Cotidiano | 3 comentários


11/6/2006

Devoto do silêncio

Por Emerson Alecrim

Não raramente, não raramente mesmo, prefiro o silêncio. Prefiro porque é a forma que tenho para conseguir andar, avançar, errar e corrigir. Lembro que, quando era criança, ficava ansioso por muita coisa. Se dali a um mês eu ia viajar, pensava na viagem todos os dias e não dormia na véspera. Já tomei sorvete semi-derretido por não esperar ficar pronto. Já fiquei encharcado por não ter paciência para esperar a chuva passar. Aquela frase “quem tem pressa come cru” servia perfeitamente a mim.

Não sei se por influência desses erros, mas aos poucos fui melhorando. Junto a isso, fui criando uma visão analítica das coisas, justamente para não me precipitar. Quando comecei a colher os frutos disso, vi que valeria a pena, então continuo com essa coisa de parar e raciocinar até hoje. A questão é que não vivo isolado no mundo, e a própria convivência faz com que você, ora ou outra, preste contas do que está fazendo.

O problema começa quando te questionam por você não seguir o rumo comum das coisas ou por surpreender. Cansei de ouvir frases como “para quê ter esse trabalho todo? “faz assim, ó!”, “isso é perda de tempo, vai fazer outra coisa”, “se eu fosse você, teria feito isso e não aquilo”, “seria melhor se você tivesse feito assim”, “você deveria falar com meu primo, ele é ótimo nisso”, e por aí vai.

Freqüentemente me irrito com essas coisas, pois são poucas as pessoas que realmente fazem comentários construtivos, que acrescentam alguma coisa com base em conhecimento saudável. Os demais parecem usar argumentos numa tentativa de deixá-lo em um nível mais baixo, para se sentirem melhor.

Então passei a ser um devoto do silêncio, porque ninguém atira pedras na janela que não vê. Simplesmente faço, não falo, a não ser com alguns poucos que merecem estar envolvidos. O melhor de tudo é que você se livra do possível “prometer e não cumprir”, você não fala que vai fazer, simplesmente apresenta quando já está feito e, se bem feito, não há como questionarem. Faça, não fale ou, se impossível, fale pouco. É essa a dica.

Ao som de Leaves’ Eye – Vinland Saga.

14:41 | Reflexão | 5 comentários


7/6/2006

Copa aqui, Copa ali, Copa lá, Copa acolá!

Por Emerson Alecrim

Tudo bem que a Copa do Mundo de Futebol é um dos eventos esportivos mais importantes que existe, mas é impressão minha ou esse assunto está sendo abordado em excesso nesse ano? A Copa nem começou e eu já não aguento mais ouvir falar nela!

O absurdo começa na TV. Dificilmente assisto televisão e, quando o faço, geralmente é durante o jantar ou durante um lanche. Coloco na Globo e estão falando sobre a hora que os jogadores acordam (o que eu tenho a ver com isso?), coloco no SBT e tem até propaganda de fabricante de medicamentos usando a Copa como tema. O jeito é desligar a TV.

Na internet a invasão é igual ou pior. Pipocam notícias sobre a seleção brasileira e, em boa parte dos casos, são coisas irrelevantes. Ah, os banners também estão cheios de “verde e amarelo”…

Mesmo assim, ainda pretendo acompanhar os jogos. Vou até participar de um bolão! Se quer saber, torço para o Brasil ter mais uma estrela no uniforme, mas não sei não… Não vejo esse clima de favoritismo com bons olhos. Se o Brasil perder, não vou achar ruim. Pelo menos esse idolatrismo todo será, finalmente, amenizado.

Ao som de Apocalyptica – Harvest of Sorrow.

10:54 | Cotidiano | 4 comentários



junho 2006
S T Q Q S S D
« mai   jul »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

publicidade

categorias

arquivos

www.flickr.com

rss do blog

comentários recentes:

eu leio

também estou

destaques

citações

Roupa de baixo deve ficar embaixo das roupas.
Bart Simpson ao quadro negro



http://twitter.com/ealecrim

Baixe Firefox 2

InfoWester



Blog de Emerson Alecrim | Layout por Erika Sarti | Powered by WordPress WordPress | Política de privacidade | No ar desde novembro de 2005