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27/7/2006

Vota em mim (seu idiota)!

Por Emerson Alecrim

É sempre a mesma história: chega a época das eleições e começa a encheção de saco de candidatos pedindo votos. Só nesta semana, já recebi três propagandas políticas: uma pelo Orkut, outra por Correios e a terceira por telefone.

O problema é que eu agi errado: o scrap do Orkut eu deletei sem terminar de ler, a carta eu joguei no lixo e, na ligação que me fizeram, tratei logo de deixar claro que não estava disposto a ouvir nenhuma campanha. Meu erro? Não peguei o nome dos candidatos em nenhum dos casos. Sim, porque se eu não sei em quem votar, ao menos saberia em quem não votar. Se bem que, do jeito que a coisa está, vou ter que praticar o tão popular discurso de votar em branco ou nulo por não considerar nenhum dos candidatos aptos ao cargo que concorrem.

Será que realmente não existe candidatos bons? Eles existem sim, provavelmente são poucos, mas existem. Mas do que adianta elegê-los se a máquina pública, se não corrompê-los, amarrará suas mãos?

Já que sou brasileiro e não desisto nunca tenho que aceitar essa realidade, ao menos lutarei pelo direito de não ser incomodado em minha privacidade. Talvez eu fosse mais tolerante se essa gente se lembrasse de me enviar scraps, cartas ou ligações depois de eleito.

Ao som de Kamelot – The Haunting.

11:17 | Política | 4 comentários


25/7/2006

Pára tudo!

Por Emerson Alecrim

Interrompo a rotina deste blog para dar um comunicado importante: você já se cadastrou no BlogBlogs? Ok, reconheço, comecei mal. Parece que vou anunciar aqueles produtos milagrosos da Polishop, mas não é isso, não.

Os blogueiros mais ávidos utilizam ferramentas como RSS e Technorati. Este último é um site especializado em blogs. Nele, você cria um perfil, cadastra seu blog (pode ser mais de um), marca quais os seus blog preferidos, faz buscas, enfim. Para entender melhor, só usando. Seria bom se tivesse uma versão brasileira desse site, não?

Eis que, de repente, um monte de blog começou a falar de um tal de BlogBlogs. No meu caso, tomei conhecimento desse serviço nesta página. Aí, não mais que de repente, vi um monte de blogueiros se cadastrando no BlogBlogs, inclusive  donos de blogs que eu leio com freqüência. Seguindo a correnteza, me cadastrei também, gostei e agora faço o convite a vocês. Não se preocupe, não vou ganhar Dotz, milhas da Varig, pontos, nem nada pela indicação. Estou recomendando porque é bom mesmo.

Você se cadastra no BlogBlogs, cria seu perfil, insere seu blog (pode ser mais de um, se tiver), indica de quais blogs você é fã, acompanha os assuntos mais discutidos na “blogosfera nacional”, conhece blogs novos, enfim, interage com outros blogueiros, aperfeiçoando essa imensa cadeia de troca de informações e experiências. Bacana, né?

Se alguém quiser visitar meu perfil, clique aqui. Agora, voltemos à nossa programação normal.

Ao som de Elis – Lost Soul.

10:19 | Internet | 2 comentários


22/7/2006

O final você decide

Por Emerson Alecrim

Terminou mais uma novela de grande sucesso no Brasil. Embora seja (também) exibida pela Rede Globo, não se trata de uma produção dessa empresa, mas sim do caso “Suzane von Richthofen”. Como eu, é possível que você já não aguente mais ouvir falar disso, mas uma coisa me chamou a atenção e foi confirmada por uma rápida pesquisa no Orkut: a quantidade de pessoas que defendem a garota!

Não que essas pessoas defendam atos criminosos – pelo menos não de assassinato -, mas há quem acredite que Suzane é inocente, há quem ache que ela é culpada, mas não tão culpada assim, há quem criou fantasias eróticas com ela e, o mais incrível, há quem acredite na culpa dela e a julgue uma heroína por causa disso. Este último tipo é o que mais me causou surpresa.

Estou longe de ser um psicólogo, mas ao que tudo indica, parece que muitas pessoas ficaram fãs de Suzane não pelo crime em si, mas por ela ter tomado (ou ter feito parte) de uma atitude ousada. Essa ousadia, uma espéie de desejo de virar a mesa, parece ser a vontade de muitos, mas pelas conseqüências, pouquíssimos têm coragem de pôr isso em prática.

Também há quem acredite que a condenação de Suzane é, na verdade, fruto de conflitos de classes sociais. Ela estaria sendo julgada pela sociedade por ser jovem, bonita e rica. Esse argumento pode até ser reforçado pelo fato da mídia dar menos atenção aos irmãos Cravinhos, mas é bom lembrar que os pais dela é que foram assassinados, não os da dupla.

Todos têm o direito de expressar sua opinião e defendê-la, mas se olharmos bem, não é isso que vem ao caso. Note que não é a morte do casal Richthofen o tema das discussões, mas sim a filha deles, Suzane von Richthofen. Essa menina atraiu muita gente, em vários aspectos, sejam eles favoráveis ou contra ela. Mas toda a história que a envolve – e não ao casal Richthofen – parece ser apenas uma razão para se discutir valores, a oportunidade que faltava para muitos dizerem, realmente, o que pensam e o que sentem nessa vida.

Ao som de After Forever – Digital Deceit.

17:14 | Inusitado | 3 comentários


15/7/2006

A São Paulo real

Por Emerson Alecrim

São Paulo enfrenta a segunda onda de ataques do PCC. A reação dos paulistanos, de maneira geral, reflete o estilo de vida dessa cidade: o povo se nega a parar.

Estabelecimentos foram atacados, policiais foram mortos, inocentes foram feridos. Muitos lugares ficaram sem ônibus, uma vez que estes veículos foram os principais alvos da facção criminosa. Mesmo assim, muita gente ainda conseguiu chegar ao trabalho ou ao seu compromisso.

De noite, poucos bares fecharam. Os que ficaram abertos não tiveram queda significativa de clientes. As pessoas ainda foram ao cinema, passaram na locadora perto de casa, jogaram o futebol da semana. O Metrô funcionou integralmente, embora com alguns problemas causados pela super-lotação. As pessoas não deixaram de ouvir música. Não deram descanso às ruas e às principais avenidas.

Se não todas, boa parte das pessoas viu alguma coisa do ataque. Um ônibus queimado, um banco metralhado, o cortejo de carros da polícia em direção a um cemitério. Mas, praticamente, ninguém parou.

Não foi só a obrigação que forçou o povo a continuar ou, ao menos, a tentar cumprir suas tarefas. Foi também a “consciência inconsciente” de que São Paulo só é o coração do Brasil porque, em sua história, muita gente se negou a ficar de braços cruzados.

É isso que impede não só São Paulo, mas o Brasil todo de se tornar um “Haiti”. Entre feitos e defeitos, entre erros e acertos, entre problemas e soluções, entre acomodação e reação, o que vigora é a convicção plena de que não se pode parar. É assim que o caos fica enfraquecido, mesmo quando possui tudo para imperar.

São Paulo - Avenida Paulista

Ao som de After Forever – Come.

12:27 | Reflexão | 1 comentário


8/7/2006

Muito tudo isso odeio!

Por Emerson Alecrim

Já que é sexta-feira, que tal pedirmos comida em um lugar diferente? Foi isso o que fizemos. Decidimos testar o serviço on-line do McDonalds, uma vez que, por telefone, sempre dá a maior confusão quando os pedimos são muitos. Pelo site era mais fácil, pois além de ter todo o tempo do mundo para escolher, cada um podia retirar um determinado item do lanche, escolher um suco diferente, enfim.

Pedido feito. Era só esperar. E esperamos! Liguei quando já fazia 50 minutos que tínhamos feito o pedido. Disseram que ia chegar em 10 minutos. Passado esse tempo, um colega ligou novamente para reclamar. Mais 10 minutos e, finalmente, lá estava o pedido!

Por que, como sempre, não pedimos no Habib’s? A batata-frita veio murcha, ficou faltando meu lanche, meu sundae chegou derramado e, ainda por cima, o gerente da loja que nos atendeu me ligou para confirmar minhas reclamações (como se duvidasse das minhas palavras), depois que  entrei em contato com a central do McDonalds para exigir o reenvio dos itens.

O gerente chegou a dizer que o pedido foi verificado duas vezes. Explicou alguns procedimentos e tratei de deixar claro que aquilo era problema dele. No final das contas, não duvido, acabou sobrando para o atarefado motoboy…

Eu já não gostava muito do McDonalds. E, sabe, odeio quando estragam meu almoço… Bom, agora vou descontar minha raiva em uma telefonista da empresa. Até mais!

Ao som de Nemesea – Outro.

17:57 | Cotidiano | 5 comentários


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