Ainda há muito tempo para decidir, mas já escolhi para quem irei votar nas eleições desse ano. Devo confessar, no entanto, que farei isso a contragosto, pois considero o processo eleitoral um verdadeiro tormento.
A começar pelas propagandas. Assistir as propostas dos candidatos na TV é igual ou pior que ver um programa de baixaria. Candidatos à Presidência fazem promessas sobre ações que cabem aos municípios executar, o que já tira minha confiança. É possível notar que o interesse dos partidos é prioridade absoluta, do contrário, José Serra não teria ficado na Prefeitura de São Paulo por pouco mais de um ano para depois concorrer ao cargo de governador do estado. Talvez ele não tivesse tido votos suficientes se os eleitores soubessem que seu mandato ia durar tão pouco.
O Tribunal Superior Eleitoral tem feito campanhas para incentivar o voto consciente. Os argumentos são válidos, mas é tarefa por demais complicada identificar candidatos sérios e comprometidos com os interesses do país. Não é para menos: são tantos escândalos que a imagem de qualquer político pode facilmente se tornar negativa.
Falam de maneira elogiosa da democracia brasileira. Sinceramente, não vejo nada de democrático na obrigatoriedade de votar. Eu votaria com gosto, se houvesse seriedade. Mas a realidade é que cada candidato é pior do que o outro, nunca melhor. Mas já que sou forçado, eis os meus votos:
Presidente: Nulo
Governador: Nulo
Senador: Nulo
Deputado Federal: Nulo
Deputado Estadual: Nulo
Caso você também tenha intenção de votar nesses candidatos, basta digitar números inválidos (que não são usados) na urna e apertar Confirma.

Ao som de Nevermore – I, Voyager.
