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20/11/2006

Video Games Live: eu fui!

Por Emerson Alecrim

Ontem (19/11/2006) tive o privilégio de ir com alguns amigos no Video Games Live, espetáculo ímpar que aconteceu aqui em São Paulo, na casa Via Funchal. Foi uma das apresentações mais incríveis que já vi, principalmente porque reuniu duas coisas que gosto bastante: orquestra e jogos.

O Video Games Live é um espetáculo criado e comandado por dois nomes de peso no mundo dos games: Tommy Tallarico e o maestro Jack Wall, ambos responsáveis por muitas das canções criadas para jogos. A idéia é apresentar com uma orquestra e um coral as músicas mais marcantes dos games de maior sucesso juntando, para isso, efeitos de luzes, lasers e imagens em telões. Em São Paulo, Jack Wall regeu a Orquestra Sinfônica Jovem da Unicamp e o coral da Academia Concerto.

As músicas apresentadas causaram grande empolgação. Tocaram temas de jogos como Metal Gear Solid, Castlevania, God of War (a música que mais me deixou arrepiado), Tomb Raider, Zelda, Sonic (uma das mais aplaudidas), Mario (muito bom, não poderia faltar), Final Fantasy VII e VIII, Civilization, Halo, entre outras. Como se fosse um brinde, apresentaram também uma música que homenageava os desenhos da Disney.

A apresentação também contou com a presença de Martin Leung, mais conhecido como Video Game Pianist, um jovem chinês que ficou famoso por interpretar músicas de jogos no piano. Ele tocou o tema de Super Mario Bros de olhos vendados e fez uma coisa que me surpreendeu: tocou a música do jogo Tetris, levando a platéia à loucura. Martin foi, merecidamente, aplaudido de pé.

Os pequenos detalhes também serviram para elevar a qualidade do show: durante o intervalo, o telão exibia um aviso e uma barra que dizia algo como “loading game”, simulando um jogo em carregamento. Quando os músicos voltaram, a mensagem dizia que o show foi carregado por completo e que bastava pressionar Start ou bater palmas para a apresentação recomeçar. Simplesmente genial, sem contar que, nesse momento, Jack Wall simulou um chute na caixa de lasers, no palco, em alusão ao tropeção que o aparelhou lhe causou logo no início do show, causando risos não só pelo acontecimento em si, mas pelo jeito engraçado que ele lidou com isso.

Pois é, foi inesquecível. Orquestra e coral de primeira, o pianista dando seu show, gente interessante (sim, também havia mulheres bonitas, jogos não são só para homens), músicas emocionantes, casa bacana, o pessoal (inclusive eu) trocando mensagens pelo Nintendo DS (e até disputando algumas partidas), enfim. Ali, naquele dia, a virtualidade dos jogos se misturou à nossa realidade e o resultado não poderia ter sido melhor. Não teve “game over” para ninguém.

Foto promocional do Site Herói - não levei câmera =D

Ao som de Pantera - Planet Caravan.

16:44 | Entretenimento | 5 comentários



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