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15/11/2006

O conselho de Bill Gates

Por Emerson Alecrim

Na área da computação, nunca fui fã de Bill Gates, mesmo porque sou contra a algumas atitudes da Microsoft, em especial no que se refere às suas práticas monopolistas. Porém, li hoje uma reportagem do jornal argentino Infobae em que o dono da maior empresa de tecnologia do mundo dá um importante conselho aos pais (pelo menos aos mais endinheirados):

Não é bom deixar grandes quantidades de dinheiro aos filhos. É negativo à sociedade e para eles próprios, pois isso não lhes permite desenvolver seu próprio valor pessoal.

Não sou pai ainda (bom, pelo menos não que eu saiba :D ) e não tenho tanto dinheiro para deixar aos meus futuros filhos (se eu ganhar na Tele-Sena, quem sabe?), mas tenho que concordar com a declaração de Bill Gates. Por que? Porque eu simplesmente cansei de ver gente da minha idade ou mais jovem que eu com a cabeça cheia de merda. Antes fosse no sentido literal…

Sabendo que o pai ou a mãe vai lhe dar tudo o que quer, muitos desses indivíduos sequer valorizam seus estudos. A preocupação principal dessa gente são as baladas ou, quando menos, bares ou clubes. Como conseqüência, não enxergam limites, só respeitam gente da sua laia e estão pouco se lixando para a sociedade, a não ser em época de Copa, onde encontram mais um motivo para festejar.

Quem cresce mimado se torna um adulto arrogante e que encontra no dinheiro a solução para todos os seus problemas. Muitos não medem a conseqüência de seus atos porque sabem que, na última instância, o status social de sua família irá livrá-los de maiores complicações. No final das contas, vê-se que essas pessoas não desenvolveram valores importantes e suas mentes ficam ociosas. Como todo mundo sabe, “cabeça vazia é oficina do Diabo”, então não demora muito para as besteiras – muitas vezes trágicas – surgirem.

É claro que não são todos que agem assim. Conheço muita gente que sabe usar sua condição financeira favorável apenas quando necessário, atitude que os livra da punição mais cheia de conseqüências que existe: o não reconhecimento da própria condição humana.

Ao som de Within Temptation – Pearls of Light.

12:32 | Reflexão | 6 comentários


11/11/2006

Não caia no golpe

Por Emerson Alecrim

Se tem uma coisa que me tira do sério é ver aproveitadores tentando enganar pessoas menos instruídas ou desatentas em benefício próprio. Para fazer suas vítimas, eles batem na porta, fazem ligação telefônica, mandam cartas, te param na rua, enfim.

Um golpe muito comum é o da assinatura de revista na porta de colégios ou faculdades. Alguém aparentemente bem intencionado te pede cinco minutos de atenção para um rápido questionário. Durante isso, a pessoa tenta te convencer a informar o número de seu cartão de crédito. Para isso, usa argumentos como: “você ganha três edições gratuitas para avaliar a revista. Após esse período, parcelaremos o valor da assinatura no cartão, caso deseje continuar”.

Se informar o número de cartão de crédito, você verá lançamentos indesejados em seu extrato, pode ter certeza. Aconteceu isso com meu irmão. Além de não terem dado edição gratuita alguma, cobraram cinco assinaturas da mesma revista! Isso mesmo, cinco da mesma revista! Não é todo mundo que faz esse tipo de coisa, mas como ninguém tem rótulo de honestidade na testa, é melhor evitar esse tipo de problema não informando nada sobre você.

Muitas pessoas respondem a esses questionários – seja pessoalmente, seja por telefone – porque tencionam ajudar o entrevistador. Para tanto, alguns destes argumentam até que ganharão uma comissão por cada questionário respondido e que precisam desse dinheiro. Mas acredite, se for necessário te enganar para levar algum lucro, a maioria não medirá esforços.

Eu disse no primeiro parágrafo que golpes também chegam pelos correios. O mais comum é o recebimento ameaçador de cobrança de uma dívida muitas vezes inexistente ou já paga. Esse tipo de carta informa um prazo para a dívida ser quitada, do contrário, o nome da vítima será cadastrado em serviços de proteção ao crédito. Com medo, a pessoa paga ou tenta negociar a falsa dívida.

No final das contas, as melhores formas de proteção são as seguintes: não responda questionários na rua, muito menos forneça seus dados por telefone; se te oferecerem algum serviço ou produto, negue; caso receba uma cobrança de uma dívida já paga ou que você não reconheça, procure os órgãos de defesa do consumidor.

É a oportunidade que faz o ladrão, então não dê bobeira…

Ao som de Lacrimosa – Lactus.

9:07 | Cotidiano | 4 comentários


3/11/2006

Esqueceram deles!

Por Emerson Alecrim

Se os objetos tivessem sentimentos, certamente os guarda-chuvas seriam os mais depressivos. Vá a qualquer lugar que tenha uma seção de “achados e perdidos” para comprovar, os guarda-chuvas são sempre os mais esquecidos. Em segundo lugar devem vir os celulares. Em terceiro, as carteiras.

Como trabalho em uma universidade (e meu primeiro emprego também foi em uma), vira e mexe encontro objetos perdidos dos alunos. Além dos itens supracitados, o pessoal costuma esquecer óculos escuros, blusas, bonés, cadernos, livros, CDs e disquetes. Há também uns engraçadinhos que “esquecem” de jogar o papel de bala no lixo. Todavia, não é raro encontrar objetos, por assim dizer, inesperados. Já encontrei ursinho de pelúcia, sacola com roupas íntimas femininas, aparelho odontológico, nota de 1 dólar, mochilas (sim, no plural), alicate de unha, espátula, capacete, pacote com dois DVDs alugados, álbum de fotos e um pedaço de cartolina com os dizeres “escrevi e saí correndo, pau no ** de quem tá lendo”, frase típica de porta de banheiro…

O objeto mais estranho que encontrei, no entanto, foi em um ônibus. Lá estava eu indo para não sei onde, quando uma mulher mal-humorada desembarcou juntamente com umas três crianças. O veículo fechou as portas e partiu. Parou alguns metros depois, no semáforo. De repente, a mulher que tinha descido passou ao lado da janela em que eu estava “numa velocidade”! Ela berrava para o motorista abrir a porta porque, pasme, havia esquecido um de seus filhos dentro do ônibus! O moleque, coitado, estava dormindo e acordou com aquela cara de quem não está entendendo nada. Ainda teve que agüentar sua mãe chamando-o de “peste”, “moleque dos infernos” e outros elogios.

Ainda bem que o semáforo não se esqueceu de acionar o sinal vermelho, não? :D

Ao som de Dream Theater – Through her eyes.

22:52 | Inusitado | 3 comentários


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