Emerson Alecrim

O ponto de vista de um alecrim que não é dourado

Arquivo para dezembro, 2006

Mensagem natalina

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Já estamos quase no Natal de 2006. Apesar de ainda não ter acabado, este ano passou muito rápido, mas considero isso um sinal de que me ocupei bastante, daí a impressão dos dias terem sido curtos. O problema é que me ocupei tanto que mal percebi a proximidade do dia 25, hehehe…

Quando era pequeno, uma das coisas que mais gostava no Natal – além de ganhar presentes – era ler os gibis da Turma da Mônica que continham temas natalinos. Também adorava passar pelas ruas e ver as casas enfeitadas ou passear pela praça durante a noite e ver todas aquelas luzes.

Hoje, infelizmente, já não vejo o Natal assim. Não consigo desvincular o Natal de uma época com finalidades meramente comerciais, mas isso não significa que a data está perdida para mim. Também associo o Natal ao bom e velho ritual de rever familiares e amigos, de parar para relaxar e de fazer as coisas com mais calma.

É por isso que acredito que desejar “Feliz Natal” aos outros não é em vão. É clichê, bem sei, mas não me importo. Nem todo mundo vai passar o Natal como gostaria e, talvez, muita gente nem esteja ligando para a data. Se este for o seu caso, ao menos leve em conta a boa intenção deste que vos escreve: tenha um Feliz Natal ;)

Ao som de Therion – Adulruna Redivivia.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

23/12/2006 - 18:35

Postado em Cotidiano

Quando a covardia e a coragem dividem o mesmo palco

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No último dia 10, um acontecimento deixou a opinião pública estarrecida na Itália: Roberto Alagna, um dos mais promissores tenores da atualidade, retirou-se do palco do teatro La Scala, em Milão, após receber vaias de uma parte da platéia. Umas das atitudes mais covardes que vi, mesmo em se tratando de um complô, como o tenor sugeriu.

Por mais talentoso que seja, um artista não pode contar apenas com os aplausos ao subir ao palco. Talento não é sinônimo de perfeição, assim como também não é um escudo contra o erro. Reconhecer uma falha ou, mais ainda, reconhecer quando o público não está sendo agradado, faz parte do profissionalismo.

Ao correr do palco, Roberto Alagna agiu como aquelas crianças que, tendo sido criticadas, abandonam o jogo levando a bola, prejudicando até mesmo quem as apoiava. Quando o público é muito exigente e vaia, é porque sabe que aquele artista pode fazer mais. O próprio Luciano Pavarotti já foi vaiado antes, mas teve o bom senso de reconhecer que sua platéia não estava exagerando.

Após o abandono de Alagna, a cantora lírica Rafaella Brustia, que fazia dueto com Alagna, já tinha em mente que teria que continuar sozinha. Quando recomeçou a cantar, o tenor Antonello Palombi foi “jogado” às pressas no palco. Vestindo calça jeans e camisa preta, ou seja, um figurino totalmente inadequado à peça, e sem ter feito sequer um aquecimento vocal, o tenor passou, talvez, pelo maior desafio de sua vida ao ter a missão de continuar a apresentação. Será que conseguiu?

Palombi estava no local e acompanhava o acontecimento bastante surpreso, quando o diretor da peça, Ricardo Chailly, se aproximou e lhe disse para subir ao palco. “Ao menos me vestirei adequadamente, não?”. A resposta foi negativa e Antonello Palombi cogitou cantar por detrás de uma cortina, mas nem isso conseguiu. Foi para o palco com a cara e a coragem, surpreendendo Rafaella. Mais tarde, durante uma parte da apresentação da qual não fazia parte, Palombi colocou as vestimentas apropriadas e levou o espetáculo até o final, quando foi aplaudido por 9 minutos.

Um ato de covardia e outro de coragem no mesmo palco. Esse deve ter sido O Espetáculo…

Referência: El Pais.

Ao som de Theatre of Tragedy – Hollow Hearted, Heart Departed.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

17/12/2006 - 15:06

Postado em Inusitado

Dica rápida aos amantes de poesia (e aos não amantes também)

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Sei que muitos dos que lêem este blog são ávidos por leitura. Por causa disso, tomei a liberdade de sugerir-lhes o livro on-line “As Asas da Águia”, de Cárlisson Galdino (Bardo), cujo site visito freqüentemente.

O livro é uma coleção de poesias publicadas por Bardo ao longo do tempo em seu site. Para baixar a versão em PDF, clique aqui (é “de grátis”). Se preferir, acesse as poesias diretamente do site através deste link.

Leitura recomendada ;)

Escrivinhado por Emerson Alecrim

11/12/2006 - 22:51

Postado em Interessante