Emerson Alecrim

O ponto de vista de um alecrim que não é dourado

Arquivo para dezembro, 2006

Um inimigo chamado estresse

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O estresse é um problema que pode afetar qualquer pessoa, mas suas conseqüências são variáveis e estão atreladas, principalmente, ao jeito que se lida com isso. Eu, por exemplo, tinha uma grande facilidade em deixar o estresse me afetar, tanto que com 23 anos já tive problemas de saúde por causa disso. Na última vez, o médico me perguntou se é do meu desejo passar dos 40 anos…

É claro que quero passar dos 40, então tive que ir à luta. Um dos primeiros passos que dei para lidar com o estresse foi identificar suas causas e, posteriormente, atacá-las. Eis as ditas cujas:

- Planos.
Se eu planejo uma coisa e algum fator externo me impede de executá-la, meu humor muda imediatamente. Talvez seja por isso que odeio tanto depender dos outros;

- Ansiedade. Certos problemas só podem ser resolvidos com o tempo. A questão é que eu sempre busquei soluções imediatas e o resultado da falta de paciência freqüentemente é ruim;

- Auto-cobrança. Quando não consigo fazer alguma coisa ou quando não correspondo às minhas próprias expectativas, fico com uma mistura de tristeza e irritação. É nessas horas que a alto-estima pode baixar;

- Monotonia. Se eu ficar muito tempo tendo um único ritmo de vida, logo começo a me entediar e a desejar mudanças radicais. Como a razão me impede de fazer isso, passo a ter uma inquietação perturbante;

- Trânsito e transporte público. Não preciso nem entrar em detalhes.

É claro que há outros fatores, mas esses são os que mais me afetam. Veja o que faço para lidar com eles:

- Planos.
Não consigo deixar de fazer as coisas sem planejamento, então melhorei essa minha característica: ao planejar, incluo até as possibilidades de erro mais remotas. Isso não elimina a irritabilidade, mas a ameniza de maneira muito significativa. Parece que o fato de eu já saber o que fazer, mesmo nas situações mais negativas, me dá a sensação de não ter perdido o controle, o que me ajuda a resolver as adversidades;

- Ansiedade. Aqui é necessário mesmo ter auto-controle. É botar na cabeça que aquilo não pode ser resolvido agora e ir tratar de algo mais agradável;

- Auto-cobrança. Ainda não sei o que me leva a exigir tanto de mim em determinadas situações – talvez o peso de tantas responsabilidades -, mas tenho conseguido lidar bem isso olhando para o que fiz de produtivo e, quando necessário, dizendo FODA-SE! Isso ajuda bastante;

- Monotonia. Esse é o problema mais fácil de lidar. Algumas atitudes pequenas – como mudar o trajeto de ida ao trabalho – ajudam bastante. Dependendo da situação, decisões de maior peso também são importantes, como viajar ou aprender alguma coisa nova. Na verdade, consigo vencer a monotonia pela soma de diversas iniciativas, sejam elas pequenas ou grandes;

- Trânsito e transporte público. Acredite se quiser, mas deixei muito de me irritar no trânsito ouvindo música. Não sabia que daria tão certo. O que acontece é que coloco no meu MP3-player as canções que mais gosto. O simples prazer de ouví-las no ônibus é suficiente para amenizar meu estresse.

É claro que há outras coisas que ajudam, inclusive em relação aos fatores de estresse não citados. Em meu caso, ler livros variados, dormir mais, sair para beber ou se divertir, freqüentar lugares calmos, jogar conversa fora, chutar um gato na rua (brincadeira :D ), escrever no blog, freqüentar lugares calmos e viajar fazem parte do “tratamento”.

Se você tem desânimo, irritabilidade constante, dores no corpo, resfriados freqüentes, dificuldade de concentração, insônia, taquicardia, falta de apetite e outros problemas, pode ter o estresse como gatilho, por isso é bom se cuidar. É melhor acabar com o estresse, antes que o estresse acabe com você.

Ao som de After Forever – Intrinsic.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

8/12/2006 - 23:01

Postado em Reflexão

Como acordar bem acordado

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Este que vos escreve é do tipo que costumar dormir tarde e acordar cedo. Assim, vez ou outra, acabo sendo vítima da “síndrome dos 5 minutos”, isto é, desperto, desligo o (maldito) despertador e digo a mim mesmo que dormirei só por mais 5 minutos, quando, na verdade, acabo acordando 5² minutos depois.

O legal é que quando percebo que dormi mais do que deveria, acordo num pulo, desperto como se tivesse levado um banho de água gelada. Pois é aí que está o segredo para evitar atrasos: “acordar bem acordado”. Mas como, se durmo menos do que meu organismo exige? Como, se minha cama fica incrivelmente atraente quando estou com muito sono?

Foi pensando nesse dilema que um inventor maluco – que provavelmente trabalha para a Polishop ou para as Organizações Tabajara – criou o Flying Alarm Clock. Trata-se de um despertador que funciona como qualquer outro, porém conta com um adicional: ao invés de apenas tocar um alarme na hora programada, o aparelho também ejeta uma hélice, que voa pelo recinto e dificilmente cai no mesmo lugar. Se o dono do aparelho não inserir a maldita hélice de volta no despertador, o alarme irá tocar até a bateria acabar.

O produto realmente deve funcionar, já que a pessoa é obrigada a levantar rapidamente da cama para procurar a tal hélice, do contrário, o barulho infernal não parará. Problema mesmo vai ser se a janela for esquecida aberta e a hélice sair voando por ela…

Quer dar o Flying Alarm Clock de presente de natal a alguém? O maldito custa apenas 39,3 dólares e pode ser comprado aqui. A dica veio do The Red Ferret.

Ao som de Tristania – Deadlands.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

2/12/2006 - 17:22

Postado em Inusitado