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28/1/2007

Relógio dos infernos!

Por Emerson Alecrim

Se tem uma coisa que me deixa p*** da vida, é acordar atrasado. Isso não acontece com freqüência, mas quando ocorre, quase sempre é por culpa do tradicional “só mais cinco minutos”. É simplesmente horrível acordar, olhar o relógio e ver que já passou quinze minutos do horário em que deveria ter saído de casa. Por outro lado, é uma maravilha acordar no meio da noite, olhar para o relógio e ver que ainda faltam duas horas para levantar. Porém, na semana passada, perdi a chance de curtir esse prazer…

Acordei de madrugada, consultei meu relógio de pulso e, adivinhe? Eram 5:55! Meu horário de sair de casa é 5:30!!! Literalmente pulei da cama, joguei uns dois litros de água no meu rosto, me arrumei o mais rápido que pude e, ao pegar meu celular, vi que ele marcava 3:05… Consultei novamente meu relógio de pulso: 6:05. Bom, neste caso, precisava de uma terceira opinião, então olhei o relógio que fica na parede da sala, cujos ponteiros indicavam que o meu celular me forneceu o horário correto.

Meu relógio de pulso trabalha com dois horários, recurso útil para quem precisa saber as horas de outra localidade (o que não é o meu caso). De alguma forma, acabei pressionando o botão que exibe o segundo horário (não, eu não durmo com o relógio no braço, ele fica na cabeceira da cama), que estava adiantado em duas horas em relação ao primeiro horário. Estava, porque agora ambos exibem o mesmo horário. Se tivesse feito isso antes, teria evitado tal transtorno.

Depois de descobrir que não estava atrasado, senti um grande alívio, é claro, mas estava totalmente acordado, não ia conseguir dormir novamente. Então liguei a TV e, por sorte, um filme muito bom tinha acabado de começar na Globo. Assim que o filme acabou, voltei ao meu quarto para desligar o despertador (que se não fosse pela minha bobeira, estaria me acordando naquele momento), tomei um café da manhã reforçado e saí tranqüilamente para trabalhar.

Moral da história: não use relógios com dupla personalidade.

Ao som de Nemesa – Like the Air.

2:28 | Inusitado | 3 comentários


24/1/2007

Treinando para “abandonar o navio”

Por Emerson Alecrim

Ontem, na empresa em que trabalho, participei de uma simulação de evacuação do prédio. A idéia é fazer com que os funcionários saibam como agir em situações de emergência, especialmente quando há incêndio no local. Terminada a simulação, cheguei a três constatações interessantes:

1ª – Todos estavam absolutamente calmos e seguiram as orientações à risca porque sabiam que se tratava de um treinamento (ou de algo próximo disso). Porém, algumas pessoas que já presenciaram alguma situação de emergência – incluindo eu – garantem que, em ocasiões de desespero, a maioria sai correndo, sendo fiel unicamente à máxima “agora é cada um por si”. Somente as pessoas realmente treinadas e preparadas emocionalmente saberão como agir da maneira correta;

2ª – Todos tendem a correr para as saídas principais nos casos de emergências. O problema é que, se essas saídas estiverem bloqueadas de alguma forma, o pessoal fica mais perdido do que cego em tiroteio. Se as portas de emergência tiverem sentimentos, certamente se sentirão rejeitadas;

3ª – O alarme de incêndio realmente funciona (hehehe)! Mas, sabe-se lá o porquê, o sinal me lembrou das sirenes que avisam os peões de que o expediente começou…

Apesar dos pesares, me interessei pelo assunto, principalmente depois de ter ficado um bom tempo conversando com os bombeiros. Acredite, combater um incêndio é mais difícil do que parece. Isso até me deu a idéia de tentar fazer parte da brigada de incêndio da empresa. Ai daquele que disser que “vou aprender a pegar na mangueira”…

Ao som de Sonata Arctica – Replica.

0:09 | Interessante | 3 comentários


19/1/2007

O truque do guarda-chuva

Por Emerson Alecrim

Estamos numa época bastante chuvosa, pelo menos aqui em São Paulo. Qualquer pessoa que sabe disso se previne, levando um guarda-chuva consigo ao sair de casa. Não sou exceção, mas só uso o guarda-chuva quando realmente está chovendo forte. Quando a chuva está fraca, não faço questão de me proteger dela.

Isso me fez notar uma coisa curiosa: toda vez que começa a chover, sabe-se lá como, sempre surge um vendedor de guarda-chuva ao seu redor. Eles aparecem em todos os lugares: nos pontos de ônibus, nas estações do Metrô, em frente ao mercado, ao lado do banco e, se bobear, te oferecem um guarda-chuva assim que você bota o pé para fora de casa.

A pergunta que fica no ar, é: de onde os guarda-chuvas surgem? Tenho uma teoria: quando começa a chover, os vendedores de sorvete desaparecem. Bom, pelo menos os sorvetes desaparecem. Isso me faz suspeitar de que os vendedores ambulantes conhecem algum truque que transforma sorvetes em guarda-chuvas.

Se é isso mesmo que acontece, não sei. Talvez esse seja um daqueles mistérios que nunca serão resolvidos, como aquele que envolve as canetas Bic (já reparou que elas somem antes de acabar a tinta?). Mas, de uma coisa estou certo: que os vendedores ambulantes são mágicos, são. Grite “olha o rapa” perto deles para ver como eles desaparecem rapidinho…

Ao som de Dark Moor – The Moon.

0:10 | Inusitado | 5 comentários


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