Treinando para “abandonar o navio”
Por Emerson AlecrimOntem, na empresa em que trabalho, participei de uma simulação de evacuação do prédio. A idéia é fazer com que os funcionários saibam como agir em situações de emergência, especialmente quando há incêndio no local. Terminada a simulação, cheguei a três constatações interessantes:
1ª - Todos estavam absolutamente calmos e seguiram as orientações à risca porque sabiam que se tratava de um treinamento (ou de algo próximo disso). Porém, algumas pessoas que já presenciaram alguma situação de emergência - incluindo eu - garantem que, em ocasiões de desespero, a maioria sai correndo, sendo fiel unicamente à máxima “agora é cada um por si”. Somente as pessoas realmente treinadas e preparadas emocionalmente saberão como agir da maneira correta;
2ª - Todos tendem a correr para as saídas principais nos casos de emergências. O problema é que, se essas saídas estiverem bloqueadas de alguma forma, o pessoal fica mais perdido do que cego em tiroteio. Se as portas de emergência tiverem sentimentos, certamente se sentirão rejeitadas;
3ª - O alarme de incêndio realmente funciona (hehehe)! Mas, sabe-se lá o porquê, o sinal me lembrou das sirenes que avisam os peões de que o expediente começou…
Apesar dos pesares, me interessei pelo assunto, principalmente depois de ter ficado um bom tempo conversando com os bombeiros. Acredite, combater um incêndio é mais difícil do que parece. Isso até me deu a idéia de tentar fazer parte da brigada de incêndio da empresa. Ai daquele que disser que “vou aprender a pegar na mangueira”…
Ao som de Sonata Arctica - Replica.
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