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18/5/2007

A reforma

Por Emerson Alecrim

Se tem uma coisa que gosto neste blog, é o fato dele me permitir falar do que quiser, da maneira que eu quiser e quando eu quiser. Aqui eu não preciso me prender à rotina, aos prazos, aos horários, à obrigação. Esse é um espaço onde eu posso fazer considerações sobre assuntos que eu não domino, mas me interesso, assim como é o lugar onde eu posso falar de coisas que não têm espaço no meu cotidiano.

Um fato curioso neste blog é que ele é freqüentado por dois públicos distintos: o primeiro é composto por pessoas que, creio eu, posso chamar de amigos. São blogueiros que conheci em situações das quais já não me recordo, mas que lêem esse blog há algum tempo. Como não poderia deixar de ser, também leio o blog de cada um e comento neles sempre quando acho pertinente. Essas pessoas, cujos blogs estão incluídos nos links aí ao lado, conhecem o Emerson Alecrim - outrora chamado de “Wezsior” - do Emerson Alecrim.

O segundo público é maior, mas muito mais silencioso. Raramente se manifesta por aqui, mas sei que aparece sempre, a não ser que as ferramentas de estatísticas desse blog mintam descaradamente. São pessoas que encontraram o Emerson Alecrim do InfoWester. Muitas dessas pessoas chegam aqui curiosas em saber quem é a pessoa que assume as rédeas do mencionado site sobre informática. Se não é curiosidade, o que faz essas pessoas digitarem “quem é Emerson Alecrim” no Google e caírem aqui? :D

Na verdade, há ainda um terceiro tipo de público: pessoas que pesquisam por determinados assuntos em mecanismos de busca e acabam encontrando conteúdo relacionado aqui. O texto mais visitado por essas pessoas é o que escrevi sobre os clássicos desenhos da TV Cultura. É possível perceber o elevado interesse por esse assunto pela quantidade de comentários que esse post tem, muito acima da média do blog.

É claro que todas as pessoas que freqüentam esse blog são muito bem-vindas aqui, sempre. É por entender que posso escrever melhor, tratar de assuntos mais interessantes e organizar de maneira mais eficiente tudo o que coloco neste blog, que decidi aplicar-lhe uma reforma, a reforma! Para começar, o site terá um visual mais sofisticado. Além de escrever textos sobre coisas do cotidiano, como tenho feito até agora, também pretendo fazer posts mais elaborados e falar de coisas que nunca tratei aqui, embora tivesse vontade. Quem acompanha esse blog regularmente talvez não goste das mudanças, mas é um risco que terei que correr.

Por conta desse planejamento, as postagens diminuirão por aqui, mas não pense que o blog ficará abandonado. Como toda reforma para aumentar a casa, esta também causa transtornos, mas o resultado final certamente valerá o esforço. Enquanto isso, estarei dando o ar da graça lá no escritório. Se tiver saco para ler sobre tecnologia, apareça por lá de vez em quando ;)

Ao som de Sargant Fury - Eagle (A Metal Tribute to Abba).

0:26 | Blog | 7 comentários


6/5/2007

Crianças, simplesmente

Por Emerson Alecrim

História 1: Iowa, EUA. Uma mãe desesperada chama a polícia porque sua filha de 6 anos de idade havia desaparecido. Em pouco tempo, policiais, bombeiros, familiares e vizinhos se unem e começam a procurar a menina. Já passava da meia-noite, quase 5 hora do início das buscas, mas não havia sequer uma pista da garota. Até que alguém teve a idéia de olhar debaixo da cama e, adivinhe? Lá estava a menina! Brincando, ela entrou debaixo do móvel e acabou adormecendo…

História 2: três garotos na faixa dos 8 anos estão na rua e decidem brincar de acidente. Um vai até a cozinha de sua casa e, sem ninguém perceber, pega uma embalagem de catchup. Em comum acordo, outro deles se passa por acidentado. Para isso, tira a camiseta e joga catchup em seu tórax para simular sangue. Enquanto isso, os outros se passam por socorristas, tentando carregá-lo. A irmã mais nova do “acidentado” observa a cena desde o início e, sabendo que seu irmão poderia levar uma baita bronca, chama a sua mãe. A mulher, quando viu seu filho quase desmaiado e cheio de “sangue” sendo carregado pelos colegas, caiu de joelhos e começou a berrar. Só parou quando um vizinho lhe convenceu de que os moleques estavam apenas brincando. Dizem que o “acidentado” ficou mais de um mês sem poder brincar. Ocasionalmente, alguém lhe via na janela olhando para a rua, como se implorasse para alguém deixá-lo sair. Ah, sua irmã recebeu o mesmo castigo…

História 3: um moleque de 7 anos recebeu 10 reais para comprar refrigerante para a vizinha. Ao chegar no mercado, não encontrou o dinheiro em sua blusa. Envergonhado, voltou e disse que havia perdido a nota. A vizinha lhe diz que tudo bem, que não precisava se preocupar, pois isso acontece, e lhe entregou uma nota de 5 reais. Ele foi ao mercado novamente, comprou o refrigerante e voltou para entregá-lo à vizinha. Esta lhe recompensou deixando-o ficar com o troco, embora o garoto relutasse, devido a sua falha. Mas o menino lembrou de que havia recebido um cupom promocional do mercado e o procurou em sua blusa para entregá-lo à mulher. Quando tirou o papel, percebeu que, sem explicação alguma, o cupom havia se transformado em uma nota de 10 reais. A vizinha ficou brava no mesmo momento, lhe aplicou o maior sermão e ficou de ter uma conversinha com sua mãe. Pensou que o moleque agiu de má fé para ficar com a nota de 10 reais, quando, na verdade, ele havia apenas se atrapalhado ao procurar o dinheiro.

Pois bem, a primeira história aconteceu recentemente, de acordo com esta matéria. É por isso que gosto de sites como Digg.com e meneame.net (neste último é que encontrei essa página), pois sempre aparece alguma notícia assim. Esse acontecimento me fez lembrar da segunda história, contada aos risos por um colega de trabalho. Também lembrei da terceira história, com o diferencial de que o moleque que virou malandro sem querer era eu mesmo. Na época, nossa moeda era cruzeiro ou cruzados, não me lembro bem, mas adaptei para reais para facilitar a compreensão.

Dessas três histórias, digo só uma coisa: essas crianças esses adultos…

Ao som de Xandria - Salome.

19:20 | Inusitado | 3 comentários



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