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29/6/2007

O futebol e eu

Por Emerson Alecrim

Se tornar um jogador profissional de futebol é o sonho de muitos garotos (e garotas) por aí. Eu mesmo já tive minha época de não perder um jogo do São Paulo ou da Seleção Brasileira por nada. Mas, a criançada está interessada mesmo é em jogar, e comigo não foi diferente. Na escola e no meu bairro, sempre jogava como goleiro, já que era péssimo em qualquer outra posição, mesmo a de gandula.

Nunca fui um excelente corredor, tampouco tinha firmeza suficiente para encarar uma dividida, mas sabia pular como um gato na bola. Conforme meus próprios colegas me diziam, eu me matava para defender o gol. Tinha em mente que, se era a única coisa que eu sabia fazer, tinha que ser bem feito, então não havia chute forte que me botava medo, campo ruim que me fazia evitar de pular, atacante que me intimidasse.

Fotos de trapalhadas no futebolMas o tempo foi passando, como é de sua natureza. O futebol já não era tão divertido quanto foi na minha época de moleque. Sei lá o que houve, mas senti que esse esporte foi perdendo a graça. Até que um dia, numa das raras vezes em que me arrisquei a jogar como zagueiro, levei um carrinho que me fez estourar o joelho ao cair no chão. Aquele dia foi terrível. Minha perna estava banhada de sangue e, minutos depois do ferimento, começou a doer horrores.

Quando me recuperei – o que não levou muito tempo -, voltei a jogar, mas estava cada vez mais desanimado com o esporte. Até que um dia, jogando futebol na escola, cometi um erro que não era do meu feitio, e isso me motivou a dizer “já chega”: a quadra da escola estava sem iluminação por causa da queda da energia, mesmo assim decidimos continuar jogando. Como eu jogo sem óculos (tenho astigmatismo), a luz me é imprescindível. Foi justamente a falta de luz que fez com que eu enxergasse tardiamente a bola vindo como um foguete em direção ao meu rosto. Não tive tempo suficiente para levantar os braços e proteger minha cara com as mãos, como é natural de se fazer nesses casos.

Apesar da dor momentânea, não foi nada grave e, após descansar por uns 10 minutos, voltei para o que seria a minha última partida. Depois disso, alguns colegas insistiram para que voltasse. Pensavam que o motivo da minha desistência foi a bolada e diziam que todo mundo tem um jogo ruim de vez em quando. De fato, naquele dia, eu não estava jogando nada bem, do contrário não teria levado tantos gols e não teria permitido que a bola agredisse o meu rosto. Mas isso já era conseqüência da minha crescente falta de interesse.

Isso foi com 16 anos. Na mesma época, deixei de me importar quando o São Paulo perdia, deixei de sentir raiva da zombação dos meus colegas corinthianos, deixei de achar que o título mundial era a coisa mais importante do mundo. Não comprei mais cadernos com o símbolo do São Paulo. Não sabia mais se o jogo de ontem foi pelo Campeonato Brasileiro ou pela Libertadores. Nunca mais assisti a um jogo inteiro, a não ser em época de Copa do Mundo.

Meu interesse por futebol simplesmente morreu. Algumas pessoas que não sabiam disso até se irritavam quando me perguntavam da partida do dia anterior e eu respondia que nem sabia que houve jogo. Aliás, isso acontece até hoje, quando converso com alguém que tenho pouco contato e o assunto se esgota. Na última segunda-feira, por exemplo, ao chegar ao trabalho, o segurança disse em tom de brincadeira que estava possesso da vida porque o seu Palmeiras havia perdido o último jogo. Dei uma risada cordial como resposta e fui embora. Mas, se fosse para eu ser sincero mesmo, simplesmente diria “meu amigo, me desculpe, mas para mim, tanto faz como tanto fez”.

Não que eu odeie futebol, tenho todo respeito, afinal, estou falando do esporte mais popular do país. Apenas acho que esse esporte nunca combinou comigo e eu nunca combinei com o ele. Na época em que ainda jogava, creio que foi apenas uma questão de tolerância de ambas as partes. Quando não deu mais, fizemos um acordo amigável e cada um foi para o seu lado.

Ao som de John Petrucci – Lost Without You.

7:58 | Cotidiano | 3 comentários


21/6/2007

No ar, finalmente!

Por Emerson Alecrim

Eis então que vos apresento o novo Ponto de Vista! Demorou mais que o esperado, reconheço, mas o resultado final valeu a pena, não concorda? Na verdade, “final” não é a palavra certa, pois como disse no tópico da reforma, a reformulação também inclui posts mais elaborados, e é exatamente nisso que eu vou me concentrar agora.

Quanto ao layout, ele é mais uma obra da Erika Sarti. Para quem não sabe, ela também é responsável pelos layouts do InfoWester e do Blog InfoWester. Ela trabalhou tão bem nestes sites que não tive dúvidas em confiar o layout do novo Ponto de Vista a ela. E, mais uma vez, não me arrependi. Então, se um dia você precisar de um webdesigner, a Erika é de longe a minha indicação (mas não peça a ela layouts gratuitos ou muito baratos, pois trabalhar de graça é sacanagem, né?)!

Se você pressionar o botão F5 em seu teclado ou clicar em qualquer link desta página, verá que o layout mudará ligeiramente, especialmente a imagem que fica no topo da tela. Com o passar do tempo, novas imagens vão surgindo (e outras vão sumindo). Isso foi feito porque minha intenção é a de que cada imagem seja tida como parte do conteúdo do site, e não apenas como parte do layout. Legal, né? Pois é, agora é hora de botar a mão na massa e voltar a escrever textos minimamente decentes, que é o que interessa.

Seja bem-vindo(a) ao novo Ponto de Vista e até breve!

Ao som de Kamelot – Love You to Death.

17:30 | Blog | 4 comentários


14/6/2007

Quase lá!

Por Emerson Alecrim

Pois é, como disse no post anterior, ia dar uma sumida deste blog, mas não o abandonaria. Por isso, estou passando só para dizer que a reforma está quase acabando. O visual novo do site está pronto, falta apenas acertar alguns detalhes. Além disso, estou revendo a organização de todo o blog, mas, neste aspecto, não haverá muitas mudanças. Então, peço que aguardem mais um pouco. Se tudo der certo, neste final de semana o novo Ponto de Vista entra, definitivamente, no ar. Isso se eu conseguir vencer essa maldita gripe que tem me forçado a ficar na cama por mais tempo do que eu gostaria… Até breve!

23:45 | Blog | 2 comentários



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