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28/7/2007

O gato da Dona Morte

Por Emerson Alecrim

Gato da Dona MorteA Alini me enviou um link para uma matéria do G1 que trata de um gato de nome Oscar, um felino que ganhou destaque por conseguir indicar com precisão qual paciente de um hospital vai morrer em breve. Coisa macabra, não?

De acordo com o médico David Rosa, do Centro de Reabilitação para Idosos de Providence, o pessoal da clínica já até se mobiliza quando vê o bichano caminhando calmamente em direção a algum leito.

Agora, eu fico imaginando o pânico de quem está internado e vê o gato se aproximando. Ou, então, o alívio de quem vê o dito cujo parar em frente à sua porta, olhar para dentro, e seguir caminho para outro quarto. E se o quarto tiver mais de um leito? Os pacientes internados ali, mesmo quando ateus, devem começar a rezar na hora para o escolhido ser o infeliz do lado…

Mas tem duas coisas nessa história que me intriga: de acordo com a matéria, os médicos do lugar afirmaram que o gato é meigo, carinhoso e pesa 7 quilos. Certo, mas alguém pode me responder qual o motivo dos médicos terem pesado o bichano? Além disso, não deveria ser proibida a entrada de animais dentro do hospital? Bom, pelo menos um dos médicos deu uma explicação que considero lógica: o gato não deve ter poderes paranormais, provavelmente há alguma “explicação química” para isso.

Pelo menos a gente sabe agora que a Dona Morte tem um animal de estimação, e que ele não é preto, como é de se esperar…

Ao som de Epica - Beyond Belief.

10:18 | Inusitado | 1 comentário


23/7/2007

Como eu deixei a funcionária da limpeza preocupada

Por Emerson Alecrim

Foi sem querer querendo<br/>Hoje, pela manhã, algumas horas depois de eu ter chegado ao trabalho, abri o Google Reader para ler os textos novos dos blogs e noticiários que acompanho. Fui passando de um em um, até que o telefone tocou na mesa de um colega que não estava na sala naquele momento. Levantei, fui até a mesa do rapaz e atendi a ligação. A funcionária da limpeza aproveitou minha rápida saída para esvaziar a lixeira da minha mesa. Até aí, nada de anormal, até que ela acabou olhando para a tela do meu monitor…

Eu notei que a mulher ficou um tanto quanto sem graça e, de repente, parecia ter muita pressa em sair dali. Quando voltei à minha mesa é que notei o que é que tinha assustado a funcionária. No exato momento em que eu deixei minha mesa, o Google Reader estava exibindo este post do blog Repórter Net. Se você abrir o link, vai ver que na página há uma foto de uma bonita mulher ao lado de um cavalo. E o que tem demais? Nada, exceto o fato da mulher estar nua!

Pois é, foi justamente essa foto que espantou a tiazinha da limpeza. Mas o que eu podia fazer? Na hora em que saí da mesa, nem tinha visto que parara o Google Reader justo ali. Bom, pelo menos não foi nenhum dos meus chefes que viu, né? :D

Ao som de Delain - Pristine.

16:44 | Inusitado | 5 comentários


20/7/2007

Um dia sem o Google

Por Emerson Alecrim

GoogleRecebi um interessante convite do Rodrigo do Como Faço? para participar da tag “Um dia Sem Google, Brasil”. Nessa, por assim dizer, “campanha”, os convidados que concordarem em participar devem ficar um dia sem utilizar qualquer serviço do Google e, depois, fazer uma avaliação, podendo indicar as alternativas que foram usadas. A data para isso já passou: foi no último dia 16, mas estive muito ocupado nessa semana, razão pela qual só pude fazer o teste ontem, dia 19.

No meu caso, decidi fazer o teste apenas com os serviços do Google que eu necessitasse usar nesse dia. Veja no que deu:

Google Busca: utilizei o Yahoo! no lugar. Consegui encontrar tudo o que queria, mas certamente teria conseguido resultados melhores se tivesse usado o Google. Todavia, não foi nenhum sofrimento;

Gmail: não consegui ficar sem. Meu e-mail principal é nesse serviço, portanto, deixaria de tratar de coisas importantes se não o usasse nesse dia. Mas, se eu fosse utilizar uma alternativa, certamente seria o Yahoo! Mail;

Google AdSense: para quem não sabe, esse é um serviço remunerado que permite a veiculação de anúncios nos sites afiliados. Como o utilizo no InfoWester, teria muito trabalho em desativá-lo, sem contar o prejuízo, portanto, não pude deixar de usá-lo;

Google Analytics: como o nome indica, esse é um serviço do Google que oferece estatísticas detalhadas sobre os sites cadastrados. Utilizei a ferramenta oferecida pela Locaweb, serviço onde hospedo o InfoWester. Mas logo vi que essa ferramenta é baseada no Urchin, serviço comprado pelo Google e que, se não me engano, facilitou o surgimento do Analytics. Portanto, falhei de novo :D ;

Orkut: eu poderia ficar sem usá-lo tranqüilamente, mas justo nesse dia tive que acessá-lo por causa de uma informação importante que eu sabia estar em uma comunidade. Se tivesse que ficar sem o Orkut, minha alternativa seria o Facebook. Sou cadastrado nesse serviço e o considero muito bom;

Google Reader: esse é o agregador de feeds RSS do Google. consegui não utilizá-lo tranqüilamente, já que, em seu lugar, usei o Alesti;

Google Notas: tenho algumas informações importantes guardadas nesse serviço, mas consegui obtê-las em outros meios, portanto, não precisei usar o Google Notas;

Google Agenda: consegui passar o dia sem usá-lo, mas só porque não tinha nada de importante marcado. Se tivesse que usar uma alternativa, seria o calendário disponível no serviço de e-mail da Locaweb. O problema é que esse último é pago;

Picasa Web: esse é serviço de álbum de fotos do Google. Consegui ficar sem usá-lo, já que as imagens que necessitei também estão guardadas em meu computador. Se fosse optar por outro serviço, seria o Flickr que, aliás, muitos consideram melhor que o Picasa;

Google News: não tive dificuldade nenhuma em ficar sem usá-lo, só tive mais trabalho porque acessei os sites de notícias um por um.

Não me lembro de ter tido a necessidade de usar outro serviço do Google, mas minha conclusão final é a seguinte: eu sou muito dependente dos serviços da empresa, mas até que não acho isso perigoso. Se necessário fosse, eu pagaria para usar as ferramentas da companhia, já que elas, em sua maioria, facilitam e muito o meu cotidiano.

A história do Google se mistura à história da própria internet, já que muita coisa existente na “grande rede” sofreu influência da empresa. Talvez ainda teríamos e-mails com, no máximo, 10 MB de capacidade se o Google não tivesse anunciado um serviço de e-mail que oferecia, inicialmente, 1 GB, para espanto geral. Talvez não teríamos mecanismos de busca tão eficientes, se Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google), quando ainda em Stanford, não se esforçassem para criar algoritmos que encontrassem resultados relevantes às pesquisas.

Vendo por esse lado, pergunto: o que seria de nós se o Google, de repente, deixasse de existir? Bom, talvez teríamos que repensar a internet…

Como passei do prazo, não vou convidar ninguém para participar desse desafio. Todavia, agradeço ao Rodrigo pelo convite.

Ao som de Delain - The Gathering.

9:09 | Internet | 2 comentários


17/7/2007

Piscina à moda japonesa

Por Emerson Alecrim

Eu fico me perguntando o que seria do mundo sem as tecnologias disponibilizadas pelos japoneses. Não há como negar que eles são verdadeiras feras no que se refere ao desenvolvimento de produtos eletrônicos e automobilísticos, por exemplo.

É claro, os japoneses também são conhecidos pela riqueza e tradição de sua cultura, coisa que faz com que, no país, a alta tecnologia divida espaço com costumes seculares, como se o passado e o futuro tivessem feito um acordo para coexistir no presente.

Mas os japoneses também são conhecidos por inventar certas coisas, por assim dizer, extravagantes, porém criativas na maioria dos casos. O exemplo que me é mais recente é mostrado na foto a seguir:

Pessoas em pé no fundo da piscina

Sim, a impressão que se tem é que essas pessoas estão em pé no fundo da piscina como se a água não exercesse qualquer influência em seus movimentos e em sua respiração. E, na verdade, é exatamente isso que acontece! Observe as fotos abaixo: a piscina é rasa e possui um fundo de vidro que serve de teto para uma espécie de sala instalada bem abaixo do local.

Por debaixo da piscina

Por debaixo da piscina

Tinha que ser coisa de japonês, hehehe…

Fotos tiradas do blog Curious Photos.

Ao som de Epica - Beyond Belief.

12:30 | Inusitado | 2 comentários


14/7/2007

Se táxi falasse, não pouparia nem o dono

Por Emerson Alecrim

TáxiSe você ainda não conhece o blog TAXITRAMAS, não sabe o que está perdendo. Seu autor, Mauro Castro, relata as diversas situações que enfrenta a bordo de seu táxi. Suas histórias são divertidas, inusitadas, comoventes, mas nunca entediantes.

Assim como o Mauro Castro conta suas histórias sob o ponto de vista de um taxista, hoje ouso relatar uma situação sob o ponto de vista de um passageiro. Não que eu consiga fazer isso com a mesma habilidade do Mauro, pelo contrário, mas isso serve para mostrar que nem sempre as esquisitices ocorrem apenas nos bancos dos passageiros.

A história aconteceu em 2004. Na época, eu saia todo dia do trabalho no horário do almoço e pegava um táxi para chegar até um cliente. Em um desses dias, eu estava com duas caixas abarrotadas de papéis, razão pela qual pedi ao taxista para usar o porta-malas. Ele me olhou com uma cara de assustado e disse que não daria para usar o porta-malas porque uma batida danificou a maçaneta, embora o carro estivesse inteiro. Mesmo desconfiado e nem um pouco convencido pela desculpa, concordei em deixar as caixas no banco traseiro.

Vinte minutos depois, cheguei ao prédio do cliente. Assim que desembarquei, uma mulher cheia de sacolas e acompanhada de duas crianças se aproximou do táxi. Perguntou se estava livre, e o taxista disse que sim. Tão logo eu tirei as caixas do banco traseiro, as crianças entraram devido à insistência da mulher. Percebi então que o taxista não teria outra alternativa a não ser colocar as sacolas no porta-malas. Então aguardei. Ele pediu à mulher para entrar no carro e se ofereceu para guardar as sacolas. Fiquei irritado no mesmo instante e fui questioná-lo sob o porquê de não ter permitido que eu utilizasse o porta-malas.

O taxista não sabia o que dizer e, com uma expressão de desespero no rosto, fez um sinal com a mão para que eu olhasse o que havia no porta-malas. Com receio, fui até a traseira do carro, mas mantive uma certa distância. Logo em seguida, o taxista abriu o porta-malas e eu pude ver, contendo os risos e a vontade de falar “bonito, heim?”, o que tanto lhe afligia. Havia uma boneca inflável bastante “atraente” ali dentro. O taxista colocou as sacolas todas de uma vez dentro do porta-malas, fechou a porta rapidamente e se mandou sem sequer olhar para mim.

Ele podia ter esvaziado a boneca e então tê-la guardada em uma sacola. Mas, sei lá, por algum motivo a boneca precisava ser mantida ali. Depois disso, fiquei imaginando se o taxista havia conseguido tirar as sacolas do porta-malas sem que a mulher visse aquele balão em formato grosseiramente feminino…

Ao som de Morgana Lefay - Blind.

10:09 | Cotidiano | comentar


11/7/2007

A dona aranha subiu pela parede…

Por Emerson Alecrim

O hábito de quem vive com pressa é olhar para o relógio mesmo quando não é necessário. Mas, às vezes, o simples ato de consultar as horas pode resultar em um grande susto. E não estou falando do susto de constatar um atraso. Estou falando do susto de, por exemplo, ver que o relógio da parede criou pernas, como mostra a foto a seguir:

Pernas no relógio?!

Ao ver o relógio com pernas, um cara drogado diria: será que fumei cocaína e cheirei maconha? Um bêbado olharia com grande desconfiança para a sua garrafa. Uma criança alegre e extrovertida diria: “olha mãe, o relógio agora tem pernas”. Um cachorro ficaria latindo e um gato começaria a planejar uma estratégia para pegar a presa. Aquela menina gostosa e delicadinha que quase sempre encontro no ônibus talvez daria um baita grito. Uma bicha bem alegre, por sua vez, provavelmente diria: “ai gente, que nojo”. Quanto a mim, faria como qualquer outro homem: fingiria não ter medo e tentaria tirar o relógio dali. Uma vassoura ajuda muito nessas situações.

O fato é que a vítima dessa história toda é a própria aranha. Provavelmente ela subiu a parede para brincar de “esconde-esconde” (ou “pique-esconde”, como quiser) e se escondeu tal como uma criança que se posiciona ajoelhada atrás de uma árvore deixando os pés à mostra.

De qualquer forma, fica a lição: consulte as horas apenas quando necessário.

Fotos tiradas do site Fazed.

Ao som de Sirenia - In My Darkes Hours.

17:09 | Inusitado | 6 comentários


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