Emerson Alecrim

O ponto de vista de um alecrim que não é dourado

Arquivo para julho, 2007

Piscina à moda japonesa

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Eu fico me perguntando o que seria do mundo sem as tecnologias disponibilizadas pelos japoneses. Não há como negar que eles são verdadeiras feras no que se refere ao desenvolvimento de produtos eletrônicos e automobilísticos, por exemplo.

É claro, os japoneses também são conhecidos pela riqueza e tradição de sua cultura, coisa que faz com que, no país, a alta tecnologia divida espaço com costumes seculares, como se o passado e o futuro tivessem feito um acordo para coexistir no presente.

Mas os japoneses também são conhecidos por inventar certas coisas, por assim dizer, extravagantes, porém criativas na maioria dos casos. O exemplo que me é mais recente é mostrado na foto a seguir:

Pessoas em pé no fundo da piscina

Sim, a impressão que se tem é que essas pessoas estão em pé no fundo da piscina como se a água não exercesse qualquer influência em seus movimentos e em sua respiração. E, na verdade, é exatamente isso que acontece! Observe as fotos abaixo: a piscina é rasa e possui um fundo de vidro que serve de teto para uma espécie de sala instalada bem abaixo do local.

Por debaixo da piscina

Por debaixo da piscina

Tinha que ser coisa de japonês, hehehe…

Fotos tiradas do blog Curious Photos.

Ao som de Epica – Beyond Belief.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

17/7/2007 - 12:30

Postado em Inusitado

Se táxi falasse, não pouparia nem o dono

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TáxiSe você ainda não conhece o blog TAXITRAMAS, não sabe o que está perdendo. Seu autor, Mauro Castro, relata as diversas situações que enfrenta a bordo de seu táxi. Suas histórias são divertidas, inusitadas, comoventes, mas nunca entediantes.

Assim como o Mauro Castro conta suas histórias sob o ponto de vista de um taxista, hoje ouso relatar uma situação sob o ponto de vista de um passageiro. Não que eu consiga fazer isso com a mesma habilidade do Mauro, pelo contrário, mas isso serve para mostrar que nem sempre as esquisitices ocorrem apenas nos bancos dos passageiros.

A história aconteceu em 2004. Na época, eu saia todo dia do trabalho no horário do almoço e pegava um táxi para chegar até um cliente. Em um desses dias, eu estava com duas caixas abarrotadas de papéis, razão pela qual pedi ao taxista para usar o porta-malas. Ele me olhou com uma cara de assustado e disse que não daria para usar o porta-malas porque uma batida danificou a maçaneta, embora o carro estivesse inteiro. Mesmo desconfiado e nem um pouco convencido pela desculpa, concordei em deixar as caixas no banco traseiro.

Vinte minutos depois, cheguei ao prédio do cliente. Assim que desembarquei, uma mulher cheia de sacolas e acompanhada de duas crianças se aproximou do táxi. Perguntou se estava livre, e o taxista disse que sim. Tão logo eu tirei as caixas do banco traseiro, as crianças entraram devido à insistência da mulher. Percebi então que o taxista não teria outra alternativa a não ser colocar as sacolas no porta-malas. Então aguardei. Ele pediu à mulher para entrar no carro e se ofereceu para guardar as sacolas. Fiquei irritado no mesmo instante e fui questioná-lo sob o porquê de não ter permitido que eu utilizasse o porta-malas.

O taxista não sabia o que dizer e, com uma expressão de desespero no rosto, fez um sinal com a mão para que eu olhasse o que havia no porta-malas. Com receio, fui até a traseira do carro, mas mantive uma certa distância. Logo em seguida, o taxista abriu o porta-malas e eu pude ver, contendo os risos e a vontade de falar “bonito, heim?”, o que tanto lhe afligia. Havia uma boneca inflável bastante “atraente” ali dentro. O taxista colocou as sacolas todas de uma vez dentro do porta-malas, fechou a porta rapidamente e se mandou sem sequer olhar para mim.

Ele podia ter esvaziado a boneca e então tê-la guardada em uma sacola. Mas, sei lá, por algum motivo a boneca precisava ser mantida ali. Depois disso, fiquei imaginando se o taxista havia conseguido tirar as sacolas do porta-malas sem que a mulher visse aquele balão em formato grosseiramente feminino…

Ao som de Morgana Lefay – Blind.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

14/7/2007 - 10:09

Postado em Cotidiano

A dona aranha subiu pela parede…

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O hábito de quem vive com pressa é olhar para o relógio mesmo quando não é necessário. Mas, às vezes, o simples ato de consultar as horas pode resultar em um grande susto. E não estou falando do susto de constatar um atraso. Estou falando do susto de, por exemplo, ver que o relógio da parede criou pernas, como mostra a foto a seguir:

Pernas no relógio?!

Ao ver o relógio com pernas, um cara drogado diria: será que fumei cocaína e cheirei maconha? Um bêbado olharia com grande desconfiança para a sua garrafa. Uma criança alegre e extrovertida diria: “olha mãe, o relógio agora tem pernas”. Um cachorro ficaria latindo e um gato começaria a planejar uma estratégia para pegar a presa. Aquela menina gostosa e delicadinha que quase sempre encontro no ônibus talvez daria um baita grito. Uma bicha bem alegre, por sua vez, provavelmente diria: “ai gente, que nojo”. Quanto a mim, faria como qualquer outro homem: fingiria não ter medo e tentaria tirar o relógio dali. Uma vassoura ajuda muito nessas situações.

O fato é que a vítima dessa história toda é a própria aranha. Provavelmente ela subiu a parede para brincar de “esconde-esconde” (ou “pique-esconde”, como quiser) e se escondeu tal como uma criança que se posiciona ajoelhada atrás de uma árvore deixando os pés à mostra.

De qualquer forma, fica a lição: consulte as horas apenas quando necessário.

Fotos tiradas do site Fazed.

Ao som de Sirenia – In My Darkes Hours.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

11/7/2007 - 17:09

Postado em Inusitado