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31/8/2007

Blog Day 2007

Por Emerson Alecrim

Blog Day 2007

E acontece hoje o Blog Day 2007. Para quem não sabe do que se trata, a breve explicação fornecida pelo site oficial do evento diz tudo: “o Blog Day foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes”. E é exatamente isso que eu faço agora. Eis os blogs que indico para o Blog Day 2007, organizados de forma aleatória:

Dia de Folga:
eis o simpático blog da Luciana Monte, que escreve diretamente de Brasília. Em seu site ela fala de quase tudo um pouco: filmes, WordPress, culinária, atualidades, entre outros. É o tipo de blog que você entra e já se sente em casa. Como a própria autora diz, tudo acompanhado com gelo e laranja :) ;

Futilidade Pública: a primeira coisa que reparei quando acessei o blog do Rafael Silva pela primeira vez foi: caramba, quanto conteúdo bom! O cara simplesmente escreve com uma facilidade tremenda e é capaz de tornar qualquer assunto chato em algo interessante. Taí um blog que eu gostaria de ter conhecido lá no seu início;

Microsiervos: blog em espanhol, mas com conteúdo para geeks (ou nerds, ou intelectuais, você escolhe) de todo o mundo. Esse site trata de ciência, de informática, de atualidades, enfim, de uma série de coisas, tudo com uma dose alta de inteligência. A parte que eu mais gosto são as citações de filmes e celebridades, publicadas quase que diariamente;

Fred Neumann: o blog do Fred é um achado. Seu foco é a literatura, assunto que me interessa e muito, e o autor não deixa a desejar: escreve poesias, contos e relatos pra lá de interessantes, tudo acompanhado de doses de bom humor, simpatia e até filosofia;

Dinheirama: como o nome indica, o blog do Navarro trata de um dos órgãos mais sensíveis do corpo humano: o bolso. Graças aos seus textos, eu já escapei de alguns truques (para não dizer golpes) que funcionários de bancos e operadoras de crédito tentaram me passar. Não é por acaso que, apesar de ter poucos meses de vida, o Dinheirama já se tornou leitura obrigatória para muita gente. Isso me inclui, é claro.

Pois é, esses foram os meus indicados para o Blog Day 2007. É claro, há mais blogs que merecem indicação, e isso tornou a escolha de apenas cinco muito difícil, mas aí está. Parabéns a todos os blogueiros por tornarem a internet tão rica em conteúdo e interação!

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0:59 | Internet | 4 comentários


26/8/2007

Cada país com os carros que merece

Por Emerson Alecrim

É verdade que eu nunca me interessei muito por carros, mas uma conversa em grupo pode tornar qualquer assunto interessante, por mais enfadonho que lhe seja. Foi então que, num descontraído bate-papo com colegas durante o almoço, discutimos sobre o carro ideal para cada um. Dessa conversa, descobrimos que, na atualidade, o Fiat Doblò seria o carro com melhor relação custo-benefício para a maioria dali. Embora uma minoria discordasse nesse ponto, todos concordaram que, se fosse para comprar esse modelo, seria por seus recursos, não por sua estética - o Fiat Doblò é feio demais.

É claro que essa é uma questão de gosto, e mesmo quando iguais, cada um tem o seu. Eu até que não acho o Doblò tão feio assim, mas dei boas risadas quando um dos colegas disse que ele tinha o formato de um “sapato desenhado por uma criança”. Por outro lado, é um carro espaçoso, que oferecesse boa visibilidade ao motorista, é capaz de transportar até sete pessoas, tem um monte de porta-objetos, anda bem tanto no ambiente urbano quanto nas estradas, enfim.

Antigo Doblò
Antigo Doblò, ainda à venda no Brasil (até a data deste texto)

A conversa acabou junto com o almoço, mas serviu para que eu quisesse saber mais desse carro, então fui procurar por mais informações a respeito no Google. Sabe o que eu achei? Uma versão bem mais apresentável do Doblò sendo comercializada na Europa! Visitei o site da Fiat inglesa. Lá estava ele. Depois, fui ao site da Fiat italiana. Lá estava ele. Em seguida, fui ao site da Fiat alemã. Lá estava ele, um carro que, além de rico em recursos, finalmente se tornou mais bonito!

Novo Doblò
O novo Doblò, muito mais apresentável

Apesar de saber que é prática comum das montadoras disponibilizar seus lançamentos no Brasil somente depois de meses ou anos, confesso que me irritei. Daí comecei a olhar os outros carros. O mais simples que encontrei foi o Fiat Panda que, penso eu, poderia a anos ocupar o lugar do Fiat Uno por aqui. E não seria sem tempo: salvo engano, o Uno deixou de ser fabricado na Itália em 1995! Mas se levarmos em conta que o Panda possui recursos muitas vezes comparáveis e até superiores ao Palio, creio que isso nunca acontecerá.

Falando em Palio, decidi pesquisar por ele, afinal, é um carro que não deixa de ser interessante. Não demorei quase nada para descobrir que o Palio foi projetado especificamente para países em desenvolvimento, motivo pelo qual só é possível encontrá-lo no Brasil, na Índia, na África do Sul, na China, entre outros países menos privilegiados. Aliás, a África do Sul é bastante parecida com o Brasil quando o assunto é Fiat, já que conta com o Fiat Uno e o Palio, por exemplo. Bem verdade é que os africanos não contam com o novo Palio (até a data em que escrevi esse texto) e com o Fiat Idea. Por outro lado, contam com várias versões do Panda e até com o novo Doblò, embora apenas na versão para transporte de cargas.

Se fizermos a mesma pesquisa com outras montadoras, encontraremos histórias parecidas. O problema é que o Brasil tem uma alta carga tributária e o poder aquisitivo dos brasileiros é menor se comparado a outros países, logo, não é de surpreender que tenhamos como novas coisas que já são até obsoletas lá fora. É claro que a culpa não é totalmente do governo, já que um pouco de boa vontade das montadoras ajudaria muito, como mostra a Honda que, até certo ponto, lança modelos no Brasil com configurações e prazos semelhantes aos da Europa e EUA.

Acredito que se a Fiat tivesse um pouquinho dessa boa vontade, já teria lançado o novo Doblò por aqui e feito diminuir as tão comuns críticas à (falta de) beleza do primeiro modelo. Mesmo assim, não agradaria a gregos e troianos: um dos meus colegas disse que, se for para adquirir um carro levando em consideração apenas espaço interno e capacidade de transporte, compraria uma Kombi…

Ao som de Vision of Atlantis - The Secret.

22:24 | Interessante | 1 comentário


23/8/2007

Quando se trabalha demais…

Por Emerson Alecrim

Work is HellSabe, hoje cheguei à conclusão de que ando trabalhando demais ou, ao menos, me preocupando em excesso com as minhas tarefas, pois não vejo outra explicação para as coisas que relato a seguir terem acontecido em um intervalo de tempo tão pequeno:

- No início do mês, atendi ao telefone de casa dizendo “Empresa tal, Emerson, boa tarde”;

- No domingo passado, levantei às 5 horas em ponto, sem ajuda do despertador, e somente alguns minutos depois é que lembrei (alegre, é verdade) que aquele não era um dia de trabalho (a não ser aqui);

- ontem, ao utilizar o celular, pressionei a tecla 0 (zero) primeiro, sendo que isso só é necessário no telefone da empresa, por ser ramal;

- O pior vem agora: um colega me mostrou que uma camisa de seu novo uniforme estava sem a entrada para um botão. Eu disse então que a camisa viera com um bug (apelido dado às falhas de software, coisa de quem é da área). O pessoal riu, eu também, mas não disse a ninguém que tinha dito aquilo com seriedade.

Acho que preciso seguir o conselho do dono do bar, de aparecer por lá mais vezes…

Ao som de Imperia - Braveheart.

10:35 | Cotidiano | 5 comentários


18/8/2007

Doar é uma coisa, ser explorado é outra!

Por Emerson Alecrim

Não sei se é só comigo, mas além de receber ligações de empresas oferecendo cartão de crédito, assinaturas de jornais e até empréstimo financeiro, também venho recebendo muitas ligações de entidades assistenciais pedindo doações, especialmente em dinheiro. E, não somente como cidadão, mas como humano, sinto que é importante ajudar, afinal, estamos falando de instituições que, para muitos, representam a única chance de superar uma dificuldade ou até mesmo de sobreviver.

Vendo dessa forma, é até de se compreender que essas entidades façam ligações pedindo donativos. Só que tudo tem um limite. Eu, por exemplo, faço pequenas doações mensais à CAMAAC, porque sei que é uma instituição séria. Há tantos golpes por aí que eu me nego a doar 1 real sequer enquanto não tiver certeza de não estar sendo vítima de um golpe. Esse é um dos motivos que me fazem dizer não em uma ligação.

Outro motivo é o fato de que, como disse, tudo tem um limite. Se eu fizer doações pra tudo o que é entidade, vou fechar o mês deixando algumas contas pendentes. Em alguns casos, o representante da instituição que está ao telefone compreende, agradece a atenção e desliga o telefone. No entanto, outros causam irritação: tentam fazê-lo sentir culpa, insistem bastante, ligam mais de uma vez na mesma semana e até desligam o telefone na sua cara, como já aconteceu comigo uma vez.

Doar é preciso, mas não dá para atender todo mundo, me desculpe. A culpa de uma instituição filantrópica estar em dificuldades financeiras não é minha, por isso não vou ficar me matando para atender a todos os pedidos que me chegam. Acho que nem se eu fosse rico agiria assim.

E se alguém acha que estou sendo frio, saiba que poderia ser pior. Quase sempre pergunto à pessoa no telefone onde ela conseguiu o meu número. Se eu decidisse fazer doações apenas àquelas que me respondem, faria uma doação por ano. Ou até menos.

Ao som de Aesma Daeva - Odeath.

12:12 | Cotidiano | 2 comentários


15/8/2007

A canseira do Cansei

Por Emerson Alecrim

Assim como um bebê conta com o choro para expressar seus anseios, o povo conta com o protesto para expressar sua insatisfação. Um protesto bem feito requer tempo, paciência, persistência e, acima de tudo, grande adesão. É possível encontrar todos esses elementos e incentivos para mantê-los quando um protesto é bem organizado e direcionado. Pensei que o movimento Cansei teria boas chances de somar todas essas características, todavia, ao buscar mais informações, descobri que a coisa não era tão simples e harmônica assim…

Não lembro se foi por e-mail ou se foi em algum noticiário que tomei conhecimento do Cansei. Para quem não sabe, trata-se de um movimento que convida o povo a comparecer em frente à Catedral da Sé, em São Paulo, no dia 17 de agosto (2007) para fazer um minuto de silêncio em protesto contra todos os problemas que estamos enfrentando no país. De acordo com o site da campanha, a iniciativa já conta com a participação de artistas, personalidades famosas, empresários, formadores de opinião e representantes de entidades religiosas. Na frente de tudo, está a OAB de São Paulo.

Até aí, nada de mais, correto? Bom, de início, confesso que estranhei a falta de incentivo à participação do público jovem, isto é, dos estudantes. Mas pouco me prendi a essa questão, já que o protesto faz um convite a toda população, sem distinção de idade ou de atividade. Passei então a ler o conteúdo oferecido na própria página do movimento Cansei, decisão essa que resultou em uma grande surpresa: a Philips do Brasil está apoiando a causa, inclusive meteu a mão no bolso para veicular campanhas publicitárias!

Oras, como uma empresa de nível internacional ousa se meter em assuntos estritamente políticos? De certo que a iniciativa partiu do presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo que, como qualquer cidadão, tem o direito de expressar sua indignação com os problemas que afetam o país, mas só o deve fazer usando o próprio nome. Se ele coloca o nome da própria empresa no meio dessa história, é porque quer posicioná-la integralmente no assunto, coisa que um executivo só faria sem o alvará da matriz se estiver louco. Na minha opinião, isso quer dizer que a Philips tem algum interesse nisso, e provavelmente não são as questões sociais. O que será, então?

Fiquei intrigado. Comecei então a pesquisar mais pelo assunto, mas essa pesquisa durou pouco. Por quê? Porque eu cansei, assim, logo de cara. A mídia resume o movimento e todas as manifestações contrárias ao protesto como sendo uma guerra onde um lado é a favor do governo Lula e o outro, contra. Essa visão é entendida por alguns como sendo também uma disputa “pró PT” versus “contra PT”. Mas aí Zottolo diz à Folha que o movimento Cansei é um ato de indignação contra os problemas que afetam o país, não contra o governo. Se é assim, por que João Dória foi envolvido na história, justamente um dos apoiadores de Geraldo Alckmin? E, novamente pergunto, o que a Philips tem a ver com isso?

Não sei e dificilmente saberei, mas estou certo de que tem alguma coisa estranha aí. Não existe almoço grátis, logo é possível que haja outros interesses por trás dessa campanha. No final das contas, vai tudo continuar a mesma merda de sempre: vamos continuar convivendo com o caos aéreo, com a violência descarada, com os escândalos no governo, com as greves, com a burocracia excessiva, com impostos altos, com os buracos nas estradas, com a educação falida, enfim. Isso cansa, viu? E como cansa…

Referências: Folha, Notidiasdot.com, UOL News, Google News.

Ao som de Legião Urbana - Faroeste Caboclo.

10:25 | Política | 2 comentários


11/8/2007

75 anos de LEGO

Por Emerson Alecrim

A minha familiaridade com os computadores faz com que muita gente pense que o meu interesse por essas máquinas surgiu na infância e que, portanto, um videogame ou até mesmo um PC foi o melhor presente que já ganhei quando criança. Grande engano! O melhor presente que já tive foi uma caixa de LEGO.

LEGOSim, os famosos e divertidos blocos de montar. Gostava tanto desse brinquedo que ano após ano pedia uma caixa de LEGO de presente para a minha mãe. Minha insistência era tanta que, na última vez, acabei ganhando um balde inteiro dessas peças!

O primeiro desafio, é claro, era o de montar o brinquedo conforme as instruções do manual. Lembro que o mais complexo foi um guindaste de seis rodas, isso porque eu me atrapalhava todo com a sua corda. Mas, depois que consegui montá-lo, o orgulho foi tanto que o deixei em exposição na estante da sala por uma semana.

Depois, vinham os “auto-desafios”, como construir casas. O objetivo era sempre construir uma casa mais bonita do que a outra. E a criatividade não se limitava a isso: era também necessário lidar com a falta de peças, já que sempre faltava uma, por mais blocos que houvesse.

E não parava por aí: carros, barcos, caminhões de lixo (eu deixava até um bonequinho pendurado atrás do caminhão, como se fosse um catador), ônibus, naves espaciais, carro de bombeiro, robôs gigantes (inspirados em séries como Jaspion), pirâmides (que se pareciam com tudo, menos com pirâmides), palcos de show, enfim, tudo era motivo para ser representado em LEGO.

LEGO de madeiraFoi assim por um bom tempo, até que eu entrei na adolescência e perdi totalmente o interesse pelo assunto. Mas aí descobri que ontem, dia 10 de agosto, o brinquedo LEGO completou 75 anos de existência, daí me lembrei de tudo isso que contei acima. Puxa vida, 75 anos! Isso significa que até meus avôs poderiam ter brincado com LEGO durante a infância! É claro que com algumas limitações, já que os blocos de LEGO começaram a ser fabricados em peças plásticas apenas em 1947. Até então, eram feitos de madeira.

Mesmo existindo a tanto tempo, esses blocos de montar estão longe de cair no esquecimento. São populares até hoje, embora não tanto no Brasil (até pela questão do preço) e, pelo jeito, serão agradáveis presentes para os meus netos. Assim espero :)

Referência: LEGO Corporate Information.

Ao som de Morgana Lefay - On the Other Side.

13:07 | Entretenimento, Interessante | 1 comentário


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