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18/8/2007

Doar é uma coisa, ser explorado é outra!

Por Emerson Alecrim

Não sei se é só comigo, mas além de receber ligações de empresas oferecendo cartão de crédito, assinaturas de jornais e até empréstimo financeiro, também venho recebendo muitas ligações de entidades assistenciais pedindo doações, especialmente em dinheiro. E, não somente como cidadão, mas como humano, sinto que é importante ajudar, afinal, estamos falando de instituições que, para muitos, representam a única chance de superar uma dificuldade ou até mesmo de sobreviver.

Vendo dessa forma, é até de se compreender que essas entidades façam ligações pedindo donativos. Só que tudo tem um limite. Eu, por exemplo, faço pequenas doações mensais à CAMAAC, porque sei que é uma instituição séria. Há tantos golpes por aí que eu me nego a doar 1 real sequer enquanto não tiver certeza de não estar sendo vítima de um golpe. Esse é um dos motivos que me fazem dizer não em uma ligação.

Outro motivo é o fato de que, como disse, tudo tem um limite. Se eu fizer doações pra tudo o que é entidade, vou fechar o mês deixando algumas contas pendentes. Em alguns casos, o representante da instituição que está ao telefone compreende, agradece a atenção e desliga o telefone. No entanto, outros causam irritação: tentam fazê-lo sentir culpa, insistem bastante, ligam mais de uma vez na mesma semana e até desligam o telefone na sua cara, como já aconteceu comigo uma vez.

Doar é preciso, mas não dá para atender todo mundo, me desculpe. A culpa de uma instituição filantrópica estar em dificuldades financeiras não é minha, por isso não vou ficar me matando para atender a todos os pedidos que me chegam. Acho que nem se eu fosse rico agiria assim.

E se alguém acha que estou sendo frio, saiba que poderia ser pior. Quase sempre pergunto à pessoa no telefone onde ela conseguiu o meu número. Se eu decidisse fazer doações apenas àquelas que me respondem, faria uma doação por ano. Ou até menos.

Ao som de Aesma Daeva - Odeath.

12:12 | Cotidiano | 2 comentários



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