Não sei se é só comigo, mas além de receber ligações de empresas oferecendo cartão de crédito, assinaturas de jornais e até empréstimo financeiro, também venho recebendo muitas ligações de entidades assistenciais pedindo doações, especialmente em dinheiro. E, não somente como cidadão, mas como humano, sinto que é importante ajudar, afinal, estamos falando de instituições que, para muitos, representam a única chance de superar uma dificuldade ou até mesmo de sobreviver.
Vendo dessa forma, é até de se compreender que essas entidades façam ligações pedindo donativos. Só que tudo tem um limite. Eu, por exemplo, faço pequenas doações mensais à CAMAAC, porque sei que é uma instituição séria. Há tantos golpes por aí que eu me nego a doar 1 real sequer enquanto não tiver certeza de não estar sendo vítima de um golpe. Esse é um dos motivos que me fazem dizer não em uma ligação.
Outro motivo é o fato de que, como disse, tudo tem um limite. Se eu fizer doações pra tudo o que é entidade, vou fechar o mês deixando algumas contas pendentes. Em alguns casos, o representante da instituição que está ao telefone compreende, agradece a atenção e desliga o telefone. No entanto, outros causam irritação: tentam fazê-lo sentir culpa, insistem bastante, ligam mais de uma vez na mesma semana e até desligam o telefone na sua cara, como já aconteceu comigo uma vez.
Doar é preciso, mas não dá para atender todo mundo, me desculpe. A culpa de uma instituição filantrópica estar em dificuldades financeiras não é minha, por isso não vou ficar me matando para atender a todos os pedidos que me chegam. Acho que nem se eu fosse rico agiria assim.
E se alguém acha que estou sendo frio, saiba que poderia ser pior. Quase sempre pergunto à pessoa no telefone onde ela conseguiu o meu número. Se eu decidisse fazer doações apenas àquelas que me respondem, faria uma doação por ano. Ou até menos.
Ao som de Aesma Daeva – Odeath.
Sim, os famosos e divertidos blocos de montar. Gostava tanto desse brinquedo que ano após ano pedia uma caixa de LEGO de presente para a minha mãe. Minha insistência era tanta que, na última vez, acabei ganhando um balde inteiro dessas peças!
Foi assim por um bom tempo, até que eu entrei na adolescência e perdi totalmente o interesse pelo assunto. Mas aí descobri que ontem, dia 10 de agosto, o brinquedo LEGO completou 75 anos de existência, daí me lembrei de tudo isso que contei acima. Puxa vida, 75 anos! Isso significa que até meus avôs poderiam ter brincado com LEGO durante a infância! É claro que com algumas limitações, já que os blocos de LEGO começaram a ser fabricados em peças plásticas apenas em 1947. Até então, eram feitos de madeira.