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29/9/2007

Deviam usar o nome correto!

Por Emerson Alecrim

Esse papo todo da prorrogação da CPMF já está enchendo o saco, mesmo porque todo mundo sabe que vamos continuar pagando esse maldito imposto. O problema, na minha opinião, não é pagar, mas saber que esse dinheiro não vai ser usado para os propósitos iniciais, mas enfim…

Em Brasília

Confesso, no entanto, que fico pensando no desrespeito ao cidadão brasileiro. Não, não estou falando da corrupção ou do mau uso do dinheiro público, já que isso não tem jeito mesmo, estou falando do nome enganoso da CPMF, sigla para Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ou Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (amém).

A manutenção da palavra Provisória na sigla é uma sátira, só pode ser. O correto seria substituí-la por Permanente ou por Prorrogável ou, ainda, sendo mais ousado, por Partidária.

No dia em que corrigirem o significado de CPMF utilizando uma dessas palavras, terei a certeza de que o governo trabalha em prol dos interesses dos brasileiros. Afinal, se é para continuar passando a mão no nosso dinheiro, que isso seja feito da maneira mais correta possível, concorda?

Ao som de Kamelot - EdenEcho.

9:46 | Política | 4 comentários


28/9/2007

Blogs pra lá de diferentes

Por Emerson Alecrim

diferenteO Bruno Alves disse ontem no BrPoint: “está difícil achar blogs interessantes que não falem de blogs, tecnologia ou mulher pelada. Eu sei que eles existem, só não sei porque se escondem”. Olhando bem, até que ele tem razão. O que tem de blog dos assuntos que ele citou não é brincadeira! Então resolvi ajudar, ou melhor, tentar ajudar…

Dei uma olhada nos meus feeds e nos meus “bookmarks” para encontrar blogs bastante diferentes, isto é, blogs que falam de coisas não tão comuns. Achei três. Não sei se agradarão o Bruno Alves, mas que são diferentes, isso são! Eis os links e uma breve descrição do trio:

Fãbus - BusBlog: o nome já deixa claro. Esse é um blog que fala de ônibus. Sério! O blog tem vários artigos que falam sobre carrocerias, chassis e empresas de ônibus que atuam no país. Eu nunca imaginei que encontraria um blog que tratasse desse assunto, até que, certo dia, vi meu irmão visitando o Fãbus. Ele é “busólogo”, isto é, um admirador de ônibus, e participa de listas de discussão, comunidades no Orkut e visita sites sobre esses veículos. E, olha, até que é um assunto interessante, viu? Pena que o Fãbus não é atualizado desde maio…

Mighty Optical Illusions: eu adoro imagens de ilusão de óptica, principalmente quando acompanhadas de textos que explicam o motivo de seus efeitos. Isso tem de sobra no Mighty Optical Illusions. Quando encontrei esse blog, passei horas lendo seus textos e sendo iludido por suas figuras :)

Skull-A-Day: na primeira vez que visitei esse blog, pensei: eita povo que não tem o que fazer! Mas não demorou muito para eu achá-lo deveras criativo. Como seu nome diz, o que esse blog mostra é como fazer um tipo diferente de caveira por dia, usando os mais diversos materiais. Genial!

Não dá mesmo para negar que são blogs bastante diferentes, né? Bruno, espero ter ajudado :D

Ao som de Angtoria - A child that walks the path of a man.

9:41 | Internet | 4 comentários


26/9/2007

É castigo, só pode…

Por Emerson Alecrim

Reverendo LovejoyEu nunca me senti desconfortável ao usar roupa social, mas tenho utilizado a minha velha e querida combinação de tênis, calça jeans e camiseta até mesmo no trabalho, só para não ter o desgosto de ser confundido com um crente. Sério! Antes de prosseguir, já deixo bem claro que não tenho nada contra nenhuma religião, cada um deve ser respeitado em suas crenças.

Quando falo aos meus amigos que pessoas na rua que perguntam onde é minha congregação (!!!), se eu aceito evangelizar não sei aonde e etc, eles caem na risada, como não poderia deixar de ser. Pior foi a vez em que, no Metrô, um colega de trabalho me passou seus fones de ouvido para eu conhecer uma banda que ele gostava. Um senhor de terno e bíblia na mão perguntou se eu estava ouvindo cantos de louvor! Esse meu colega até hoje diz “aleluia, irmão” quando me vê…

Mas nada me foi tão horrível quanto o que me aconteceu na semana passada. Eu estava em um supermercado e, de repente, uma senhora se aproximou e disse “pastor não sei o quê, que benção encontrá-lo por aqui”. É óbvio que eu fingi que não era comigo, mas a mulher levantou a mão para me cumprimentar (ainda bem que não quis me abraçar), não tive como escapar.

Eu disse em alto e bom som à senhora que ela estava me confundindo com alguém, mas a mulher só acreditou quando chamou um garoto que provavelmente era seu neto, e ele confirmou que eu não era o tal pastor. Aliviado, voltei a olhar para as prateleiras, mas a chata da mulher queria mesmo conversar. Perguntou de qual religião eu era e, já irritado, respondi que não tinha religião e nem cogitava ter.

No mesmo instante, notei que a senhora tentaria me “converter” ali. Não perdi tempo: disse à ela, me controlando para não falar gritando, que esse assunto estava me incomodando. Ela fez cara feia e saiu de perto. Mas engana-se quem pensa que ela, finalmente, havia me deixado em paz…

Instantes depois, a %*$#! da mulher apareceu novamente, mas acompanhada de um senhor que me dirigiu a palavra. A primeira coisa que ele disse foi algo como “você precisa aceitar Jesus”. Já vermelho de raiva, perguntei num tom de voz que não expressava a minha ira:

- O senhor acha que vai para o céu?
- Pela misericórdia de Jesus, sim.
- Então se o senhor for para lá, eu prefiro ir para o inferno!

Eu saí andando rápido, e eles falavam quase gritando que eu ia me arrepender disso. Mas sabe o que é pior nessa história toda? Eu acabei não comprando o aparelho de barbear que precisava e, notei depois, horrorizado: eles me confundiram com alguém da religião deles sem que ao menos estivesse usando roupa social. Eu mereço…

Ao som de Demether - Whitin the mirror.

12:55 | Cotidiano | 10 comentários


22/9/2007

Como eu encontrei a cantora lírica

Por Emerson Alecrim

Conforme eu relatei no Blog InfoWester, no último domingo, dia 16 de setembro, assisti ao Video Games Live 2007, em São Paulo, na casa Via Funchal. Ao contrário de 2006, dessa vez fui devidamente “armado” com a minha câmera digital, e pude tirar fotos e fazer vídeos. Os vídeos, é claro, publiquei no YouTube, enquanto que as fotos ficaram no Picasa.

Video Games Live 2007 (São Paulo)

Acontece que, no YouTube, há uma opção chamada Links, que mostra os links que apontam para o vídeo em questão. Na página do vídeo de Medal of Honor, um desses links apontava para a página de vídeos favoritos de Fernanda Schleder, no Orkut. Ela colocou na descrição desse vídeo “Sou eu tb!”. Quando li isso, estranhei, é óbvio, e rapidamente comecei a pesquisar. Não demorei muito para descobrir que ela era a cantora lírica que estava no vídeo e que fez os solos de várias músicas, entre elas, os temas de Myst e Medal of Honor. Como disse, foi neste último que descobri tudo, por isso o mostro a seguir:

É ou não é uma grande coincidência? Descobrir que uma das pessoas que está “linkando” o vídeo que gravei é justamente a que aparece com destaque na gravação. E foi assim que eu pude conhecer quem era a mulher que deixou todo mundo arrepiado com sua voz no Video Games Live.

Curiosamente, ela “linkou” justamente o vídeo em que eu falei que ela ia “estourar o led da minha câmera”, fazendo alusão ao timbre de seu solo de voz. Mas acho que ela entendeu que esse comentário foi brincadeira :D

Clique aqui para ver os outros vídeos.

8:25 | Entretenimento | 4 comentários


9/9/2007

Epitáphion

Por Emerson Alecrim

Um post clichê e ironicamente diferente do anterior, é verdade, mas acontece que a última quinta-feira, 6 de setembro, foi uma data esquisita. Foi o dia em que o mundo sentiu a morte de Luciano Pavarotti (mas o dia não foi estranho só por isso, logo você verá). Apesar de não ser um fã de carteirinha desse italiano nascido em 1935, desde de criança lhe tinha grande respeito. Lembro até de tê-lo visto na TV ao lado de José Carreras e Plácido Domingo numa noite qualquer, logo depois de ter chegado em casa com a minha mãe. Aquelas três vozes poderosas me impressionaram, e eu, com a certeza que só as crianças tem, disse que um dia cantaria de igual forma.

Na mesma quinta-feira, à noite, recebi a notícia de que um colega da época da faculdade havia falecido. De certo que não nos falávamos há mais de um ano, mas isso não me impediu de ficar sentido. Era um rapaz que sabia curtir a vida, não se deixava abater facilmente. E era bem humorado. Nossa turma vivia brincando com ele, pois apesar de dormir em quase todas as aulas, sempre conseguia as melhores notas. Era o cara que estudava dormindo! Certa vez, um professor o acordou e lhe fez uma pergunta sobre algo que acabara de explicar, na expectativa de deixar nosso colega em uma saia justa. Como reação natural, a sala toda ficou em silêncio, mas ele respondeu, baixou a cabeça e voltou a dormir. Logo em seguida, o professor tentou voltar à aula, enquanto nós ríamos de sua cara. Resposta certa, professor, tenha paciência! Você está diante do cara que aprende dormindo!

É estranho. Todo mundo sabe que a morte é o seu destino por direito e dever, mas essa certeza não nos conforma. Talvez não seja nem isso que nos assusta, mas a incerteza de quando vai acontecer. E de como vai acontecer. E do que vai acontecer depois. E se algo vai acontecer depois. Mas, se preocupar com isso é besteira. Se saber dessas coisas com antecedência ajudasse em algo, nós saberíamos.

Na verdade, o que importa mesmo é saber viver, por mais que isso soe repetitivo. Curtir mais a vida, se estressar menos, se divertir mais, livrar a mente de coisas mesquinhas, enfim, ter como dilema “Carpie Diem” e “Hakuna Matata”. Porque, pior que a incerteza de saber quando será a sua vez, é a consciência de que o seu tempo acabou e você pouco proveito tirou de sua vida. Acho que tanto o grande tenor Pavarotti, como o meu divertido colega Leandro Vidotti sabiam disso. Se foram, mas com a certeza de que tiveram, de fato, uma vida.

Ao som de Anathema - Don’t look to far.

0:46 | Reflexão | comentar


3/9/2007

O “bom” humor da Dona Morte

Por Emerson Alecrim

Dona Morte (Turma da Mônica)Ao ler o livro Discworld - A Cor da Magia (aliás, preciso desesperadamente ler os outros livros dessa série), comecei a desconfiar que, quando quer, a Dona Morte consegue ter bom humor. Mas, hoje, tive certeza disso! Sim, pois eu não vejo outra explicação para isso, a não ser doses bem sacanas de humor. Sabe como é, o conceito de bom humor da Dona Morte é diferente do nosso…

De acordo com o jornal la Vanguardia, uma cardiologista italiana de 46 anos morreu em Viena vítima de um ataque cardíaco. Bom, provavelmente é mera coincidência, não? Seria, se não fosse por um pequeno detalhe: ela faleceu justamente quando participava do Congresso de Cardiologia Europeu, portanto, estava ao lado de centenas de outros cardiologistas. Tem coisa mais irônica que isso?

Seus colegas de trabalho, é claro, fizeram de tudo para salvá-la. Ela chegou a ser removida para um hospital de helicóptero, onde outros colegas lutaram por sua vida, mas lamentavelmente, a médica não resistiu…

Viu porquê o “bom humor” da Dona Morte é diferente? E já pensou se ela decide fazer essa “brincadeira” quando chegar a minha ou a sua hora? Eu, heim…

Ao som de Iced Earth - A Question of Heaven.

11:46 | Inusitado | 6 comentários



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