Emerson Alecrim

O ponto de vista de um alecrim que não é dourado

Arquivo para setembro, 2007

Como eu encontrei a cantora lírica

5 comentários

Conforme eu relatei no Blog InfoWester, no último domingo, dia 16 de setembro, assisti ao Video Games Live 2007, em São Paulo, na casa Via Funchal. Ao contrário de 2006, dessa vez fui devidamente “armado” com a minha câmera digital, e pude tirar fotos e fazer vídeos. Os vídeos, é claro, publiquei no YouTube, enquanto que as fotos ficaram no Picasa.

Video Games Live 2007 (São Paulo)

Acontece que, no YouTube, há uma opção chamada Links, que mostra os links que apontam para o vídeo em questão. Na página do vídeo de Medal of Honor, um desses links apontava para a página de vídeos favoritos de Fernanda Schleder, no Orkut. Ela colocou na descrição desse vídeo “Sou eu tb!”. Quando li isso, estranhei, é óbvio, e rapidamente comecei a pesquisar. Não demorei muito para descobrir que ela era a cantora lírica que estava no vídeo e que fez os solos de várias músicas, entre elas, os temas de Myst e Medal of Honor. Como disse, foi neste último que descobri tudo, por isso o mostro a seguir:

É ou não é uma grande coincidência? Descobrir que uma das pessoas que está “linkando” o vídeo que gravei é justamente a que aparece com destaque na gravação. E foi assim que eu pude conhecer quem era a mulher que deixou todo mundo arrepiado com sua voz no Video Games Live.

Curiosamente, ela “linkou” justamente o vídeo em que eu falei que ela ia “estourar o led da minha câmera”, fazendo alusão ao timbre de seu solo de voz. Mas acho que ela entendeu que esse comentário foi brincadeira :D

Clique aqui para ver os outros vídeos.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

22/9/2007 - 8:25

Postado em Entretenimento

Epitáphion

Comente

Um post clichê e ironicamente diferente do anterior, é verdade, mas acontece que a última quinta-feira, 6 de setembro, foi uma data esquisita. Foi o dia em que o mundo sentiu a morte de Luciano Pavarotti (mas o dia não foi estranho só por isso, logo você verá). Apesar de não ser um fã de carteirinha desse italiano nascido em 1935, desde de criança lhe tinha grande respeito. Lembro até de tê-lo visto na TV ao lado de José Carreras e Plácido Domingo numa noite qualquer, logo depois de ter chegado em casa com a minha mãe. Aquelas três vozes poderosas me impressionaram, e eu, com a certeza que só as crianças tem, disse que um dia cantaria de igual forma.

Na mesma quinta-feira, à noite, recebi a notícia de que um colega da época da faculdade havia falecido. De certo que não nos falávamos há mais de um ano, mas isso não me impediu de ficar sentido. Era um rapaz que sabia curtir a vida, não se deixava abater facilmente. E era bem humorado. Nossa turma vivia brincando com ele, pois apesar de dormir em quase todas as aulas, sempre conseguia as melhores notas. Era o cara que estudava dormindo! Certa vez, um professor o acordou e lhe fez uma pergunta sobre algo que acabara de explicar, na expectativa de deixar nosso colega em uma saia justa. Como reação natural, a sala toda ficou em silêncio, mas ele respondeu, baixou a cabeça e voltou a dormir. Logo em seguida, o professor tentou voltar à aula, enquanto nós ríamos de sua cara. Resposta certa, professor, tenha paciência! Você está diante do cara que aprende dormindo!

É estranho. Todo mundo sabe que a morte é o seu destino por direito e dever, mas essa certeza não nos conforma. Talvez não seja nem isso que nos assusta, mas a incerteza de quando vai acontecer. E de como vai acontecer. E do que vai acontecer depois. E se algo vai acontecer depois. Mas, se preocupar com isso é besteira. Se saber dessas coisas com antecedência ajudasse em algo, nós saberíamos.

Na verdade, o que importa mesmo é saber viver, por mais que isso soe repetitivo. Curtir mais a vida, se estressar menos, se divertir mais, livrar a mente de coisas mesquinhas, enfim, ter como dilema “Carpie Diem” e “Hakuna Matata”. Porque, pior que a incerteza de saber quando será a sua vez, é a consciência de que o seu tempo acabou e você pouco proveito tirou de sua vida. Acho que tanto o grande tenor Pavarotti, como o meu divertido colega Leandro Vidotti sabiam disso. Se foram, mas com a certeza de que tiveram, de fato, uma vida.

Ao som de Anathema – Don’t look to far.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

9/9/2007 - 0:46

Postado em Reflexão

O “bom” humor da Dona Morte

7 comentários

Dona Morte (Turma da Mônica)Ao ler o livro Discworld – A Cor da Magia (aliás, preciso desesperadamente ler os outros livros dessa série), comecei a desconfiar que, quando quer, a Dona Morte consegue ter bom humor. Mas, hoje, tive certeza disso! Sim, pois eu não vejo outra explicação para isso, a não ser doses bem sacanas de humor. Sabe como é, o conceito de bom humor da Dona Morte é diferente do nosso…

De acordo com o jornal la Vanguardia, uma cardiologista italiana de 46 anos morreu em Viena vítima de um ataque cardíaco. Bom, provavelmente é mera coincidência, não? Seria, se não fosse por um pequeno detalhe: ela faleceu justamente quando participava do Congresso de Cardiologia Europeu, portanto, estava ao lado de centenas de outros cardiologistas. Tem coisa mais irônica que isso?

Seus colegas de trabalho, é claro, fizeram de tudo para salvá-la. Ela chegou a ser removida para um hospital de helicóptero, onde outros colegas lutaram por sua vida, mas lamentavelmente, a médica não resistiu…

Viu porquê o “bom humor” da Dona Morte é diferente? E já pensou se ela decide fazer essa “brincadeira” quando chegar a minha ou a sua hora? Eu, heim…

Ao som de Iced Earth – A Question of Heaven.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

3/9/2007 - 11:46

Postado em Inusitado