Por Emerson Alecrim
Descobri através do menéame uma curiosa pergunta postada no site reddit.com:
Te convidam a entrar em um quarto. Nele, há 10 mil caixas. Uma delas te mata e as outras contém mil dólares. Quantas caixas você abriria?

Essa mesma pergunta foi feita em outros sites, e as respostas dadas mostram o quão é intrigante. Algumas coisas que constatei:
- Muitas pessoas tentaram dar uma resposta inteligente, como se esse fosse um teste de lógica de difícil resolução;
- Algumas pessoas associaram uma bomba à caixa “fatal”, embora em nenhum momento a pergunta cite esse artefato;
- Muitas pessoas disseram que não abririam nenhuma caixa, pois sua vida vale mais que o dinheiro, embora o risco de morte seja de 1 em 10 mil;
- Pelo menos cinco pessoas disseram que fariam com que outra pessoa abrisse as caixas. Para isso, poderiam, por exemplo, pagar 100 dólares por caixa aberta;
- Uma pessoa questionou se a primeira caixa aberta não seria a assassina, independente da posição em que estivesse;
- Algumas pessoas deixaram claro que não saberiam o que fazer;
- Uma pessoa “otimista” disse que Murphy provavelmente a faria abrir a caixa “maldita”.
O fato é que essa é uma pergunta cuja resposta diz muito da pessoa. Por exemplo: os que responderam que não abririam caixa alguma certamente se mostram hesitantes quando tem noção da dimensão do perigo. As pessoas que fariam outros abrirem as caixas evidenciam a sua tendência de delegar tarefas ou o seu caráter individualista e egoísta. Por sua vez, os indecisos demonstram que precisam apenas de um estimulo – ver alguém abrindo uma caixa, talvez.
Bom, e quanto a mim? Se eu estiver certo de que não há nada que facilite a escolha da caixa “fatal”, arriscaria e abriria apenas algumas dezenas de caixas. Tudo o que fazemos está envolto em riscos, não é mesmo? O que podemos fazer é escolher entre se expor mais ou se expor menos a esses riscos. É nisso que eu basearia minha decisão. Arriscar sim, mas não muito.
E você, quantas caixas abriria?
Ao som de Midwinter – Fountain of youth.
23:04 | Interessante | 5 comentários
Por Emerson Alecrim
Usar telefone celular demais dá nisso: a dependência é tanta que muitos usuários sentem o aparelho vibrar em seu bolso (ou onde quer que ele costuma ficar) mesmo quando não está com ele. É o que alguns pesquisadores americanos estão chamando de “síndrome da vibração fantasma” ou, ainda, “síndrome do BlackBerry“. Por acaso, isso já aconteceu com você?
Embora possa parecer algo banal, o assunto tem chamado a atenção de vários neurologistas porque é um fenômeno parecido com os casos de pessoas que perdem um braço ou uma perna e sentem dores ou coceiras no membro removido. Segundo Jack Tsao, pesquisador da Universidade de Maryland (EUA), provavelmente o cérebro das pessoas que têm essa síndrome interpreta os movimentos do telefone celular como parte do corpo, razão pela qual a falsa vibração é sentida.
Mas é claro que não é necessário começar a ver seu celular com desconfiança por causa disso. A tal síndrome aparentemente é resultado de ações repetitivas, ou seja, algumas pessoas usam tanto o celular no modo de vibração que o cérebro já se acostumou com esse mecanismo. Logo, basta aos que sofrem desse “severo” problema diminuir o uso do celular – pelo menos no modo de vibração – para ser, por assim dizer, “curado”. Se bem que eu fico pensando se algumas pessoas não gostariam de sentir essa falsa vibração, especialmente em locais estratégicos do corpo… Bom, é melhor parar por aqui
Referência: Noticiasdot.com.
Emerson Alecrim
1:37 | Inusitado | 5 comentários
Por Emerson Alecrim
Enquanto isso, na Itália, motoristas de Segrate (Milão), reclamavam enfurecidos dos semáforos de várias ruas do local. Segundo eles, a luz amarela mudava para a luz vermelha de maneira muito rápida, fazendo com que até o mais habilidoso motorista ultrapassasse o sinal vermelho e recebesse uma bela de uma multa. Provando que as pessoas conseguem ter “bom humor” até quando perdem dinheiro, as vítimas passaram a chamá-los de “semáforos vampiros”.
Todo mundo tem uma desculpa na ponta da língua quando comete um erro e não consegue colocar a culpa em alguém, mas as reclamações em Segrate passavam do comum. Então, uma TV italiana chamada Canal 5 decidiu investigar e colocou câmeras escondidas que filmaram os “maledetos” semáforos. Os repórteres ficaram muito felizes, pois conseguiram filmar o flagrante e o transmitiram a todo o país.
Aí não teve jeito. No dia seguinte, as autoridades italianas tiveram que sair às ruas para tentar descobrir o que acontecia com os semáforos. Descobriram o que todo mundo já sabia: os semáforos foram programados para exibir a luz amarela por um período de tempo muito curto. A partir daí, tornou-se pública a informação de que a empresa que controla os semáforos – uma tal de Scae – levava 25,1% de cada multa paga pelos motoristas. Descobriram também que membros da polícia municipal estavam envolvidos no golpe.
Até que é uma idéia engenhosa, não? É, mas não é nada comparável à criatividade existente no Brasil. Aqui o negócio é tão sofisticado que não é necessário multar ninguém por ultrapassar o sinal vermelho. Aliás, aqui não é necessário que o motorista sequer cometa qualquer infração para ter que pagar multa. A única coisa que o motorista brasileiro precisa fazer é sair com seu carro e pegar uma rodovia. Daí ele vai ser multado por estar trafegando por ela. E o melhor de tudo é que se o cara continuar na rodovia após a primeira multa, vai ser multado novamente quilômetros à frente. E tem mais: é necessário pagar a multa ali, no ato, sem demora, ou… É, meu amigo, “semáforo vampiro” não está com nada. Negócio bom mesmo é ter pedágio à moda brasileira!
Referência: RIA Novosti.
Ao som de Nevermore – The Fault of the Flesh.
20:55 | Inusitado | 2 comentários