Enquanto isso, na Itália, motoristas de Segrate (Milão), reclamavam enfurecidos dos semáforos de várias ruas do local. Segundo eles, a luz amarela mudava para a luz vermelha de maneira muito rápida, fazendo com que até o mais habilidoso motorista ultrapassasse o sinal vermelho e recebesse uma bela de uma multa. Provando que as pessoas conseguem ter “bom humor” até quando perdem dinheiro, as vítimas passaram a chamá-los de “semáforos vampiros”.
Todo mundo tem uma desculpa na ponta da língua quando comete um erro e não consegue colocar a culpa em alguém, mas as reclamações em Segrate passavam do comum. Então, uma TV italiana chamada Canal 5 decidiu investigar e colocou câmeras escondidas que filmaram os “maledetos” semáforos. Os repórteres ficaram muito felizes, pois conseguiram filmar o flagrante e o transmitiram a todo o país.
Aí não teve jeito. No dia seguinte, as autoridades italianas tiveram que sair às ruas para tentar descobrir o que acontecia com os semáforos. Descobriram o que todo mundo já sabia: os semáforos foram programados para exibir a luz amarela por um período de tempo muito curto. A partir daí, tornou-se pública a informação de que a empresa que controla os semáforos – uma tal de Scae – levava 25,1% de cada multa paga pelos motoristas. Descobriram também que membros da polícia municipal estavam envolvidos no golpe.
Até que é uma idéia engenhosa, não? É, mas não é nada comparável à criatividade existente no Brasil. Aqui o negócio é tão sofisticado que não é necessário multar ninguém por ultrapassar o sinal vermelho. Aliás, aqui não é necessário que o motorista sequer cometa qualquer infração para ter que pagar multa. A única coisa que o motorista brasileiro precisa fazer é sair com seu carro e pegar uma rodovia. Daí ele vai ser multado por estar trafegando por ela. E o melhor de tudo é que se o cara continuar na rodovia após a primeira multa, vai ser multado novamente quilômetros à frente. E tem mais: é necessário pagar a multa ali, no ato, sem demora, ou… É, meu amigo, “semáforo vampiro” não está com nada. Negócio bom mesmo é ter pedágio à moda brasileira!
Referência: RIA Novosti.
Ao som de Nevermore – The Fault of the Flesh.
