Telefone bom é telefone desligado!
Por Emerson Alecrim
Quando a internet passou a fazer parte do meu dia-a-dia, nunca mais olhei para o telefone com bons olhos. Bem verdade é que ainda não é possível dispensá-lo e, pensando bem, creio que esse dia nunca chegará. Por isso, a única coisa que posso fazer para lidar com isso é me esforçar para usá-lo o mínimo possível.
Conheço pessoas que não vivem sem telefone. Se o seu celular não tocar pelo menos uma vez no dia, vão dormir com a sensação de que há algo errado com o aparelho. Comigo é o contrário. Quanto menos me ligarem ou quanto menos eu ligar, melhor. O problema é que não consigo ver o telefone como algo que não signifique incômodo. E não é para menos, pois quem atende sempre intorrompe o que está fazendo, ou alguém aqui dedica algumas horas de seu dia só para atender telefonemas?
E quem é que não odeia receber uma ligação quando está dormindo, tomando banho ou até mesmo “fazendo aquilo”? E você vai me dizer, com razão, que o pior são os trotes (como tem gente que adora encher o saco dos outros!) e os telefonemas oferecendo cartão de crédito, assinaturas de jornais ou empréstimos bancários. Se não bastasse, inventaram agora propagandas por telefone que são, na verdade, gravações. A última que recebi foi uma do Lombardi me oferecendo um Carnê do Baú da Felicilidade. E ainda há os enganos, as ligações para outros moradores da casa, as tentativas de golpe, os telefonemas durante o trânsito, enfim.
É por isso que, dependendo do dia, simplesmente desligo os meus telefones por algumas horas. É claro que essa não é uma prática recomendável, afinal, alguma ligação pode realmente ser importante, mas é um risco que aceitei correr. E se isso parece radical, saiba que podia ser pior: eu não quebrei nenhum telefone, pelo menos não até agora…
UPDATE: por que é que depois deste post choveu ligações aqui, “amigos”? ¬¬
Ao som de 3rd Room - Poison n.5.
13:31 | Cotidiano | 9 comentários
