Você é uma pessoa azarada? Você só se ferra na vida? Somente o banco te liga? Os pombos sempre escolhem a sua cabeça? Quando você acha dinheiro na rua, a nota é falsa? E você fica triste com tudo isso? Seus problemas acabaram! As Organizações Tabajara A Universidade de Harvard começará a oferecer pela internet, neste mês, o “curso da felicidade”, que ensina “psicologia positiva”. Com essa novidade, por mais ferrado que você esteja em sua vida, você será feliz!
É sério, Harvard tem mesmo esse curso, e ele é bastante procurado, mesmo custando 700 dólares. Mas, sinceramente, eu vejo esse tipo de ensinamento com desconfiança desde que assisti a palestras que abordavam motivação emocional e temas semelhantes. Não que elas contenham somente instruções inúteis ou ineficazes, mas é porque, dependendo do caso, tenho a impressão de que ensinam os expectadores a tampar o sol com a peneira.
Essa coisa de ter pensamento positivo, de elevar a sua auto-estima e de sorrir para todo mundo para tornar o dia alegre é importante, mas isso não significa que as coisas tenham sempre que ser assim. Eu prefiro ter pensamento negativo, baixa auto-estima e olhar feio para todo mundo do que ter que ser falso para parecer o contrário.
Essa coisa de felicidade, na verdade, é um assunto extremamente complexo. Há coisas que podem me dar momentos de felicidade que podem não significar nada para você e vice-versa. Felicidade não é algo que se busca, se conquista e fica pra sempre, não é tão simples assim. Além disso, sempre me pergunto: a gente nasce apenas para buscar a felicidade? Se sim, o que é, de fato, felicidade?
Viu como esse assunto é extenso e pode render vários “papos-cabeça”? É por isso que eu não confio muito nesses cursos de motivação ou mesmo nesse aí de Harvard sobre psicologia positiva. A vida é complicada demais para que apenas pequenas mudanças de hábito sejam suficientes para melhorá-la. Devemos buscar meios para sermos felizes, sim (independente do que felicidade significa para você), mas devemos fazê-lo sem utilizarmos da ilusão e das falsas verdades que existem por aí.
Ao som de Magica – Shallow Grave.
