Emerson Alecrim

O ponto de vista de um alecrim que não é dourado

Arquivo para fevereiro, 2008

Diretamente da Coréia do Sul: Melona!

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O ano de 2007 passou sem eu ter feito uma única visita demorada à Liberdade, o bairro mais japonês de São Paulo. No entanto, estive por lá no último sábado, em companhia do Claudio Freitas. Andando pelas ruas do local, notei que uma infinidade de pessoas tinha algo que parecia um “picolé retangular” em mãos. Quase todos eram de uma cor verde clara, mas eventualmente aparecia alguém com um picolé no mesmo formato, mas rosa ou amarelo. Até que eu não resisti e perguntei ao Claudio se ele sabia o que era aquilo: simplesmente uma delícia chamada Melona!

MelonaEra tanta gente com Melona nas mãos e tantas lixeiras lotadas de embalagens vazias do produto (como estamos no Brasil, havia embalagens no chão também), que resolvi experimentar. Paramos em um ponto de venda e pedimos o Melona mais tradicional, de sabor melão. De início, não gostei de ter que pagar 3,50 reais por esse inusitado sorvete, mas levando em consideração que se trata de um produto importado, resolvi deixar de ser pão-duro por alguns segundos.

Após experimentar o Melona, me arrependi de ter ficado tanto tempo sem andar pela Liberdade. Cara, esse sorvete é muito bom! Além do delicioso sabor, o Melona parece um sorvete de massa, só que mais concentrado e consistente. Tem até cheiro! Gostei tanto, que pensei em experimentar os outros sabores que vi por lá (morango e banana), mas resolvi deixar para outro dia.

Assim que pude, procurei por mais informações sobre o Melona na internet, já que, até então, apenas sabia que esse é um sorvete desenvolvido na Coréia do Sul. Descobri algumas coisas curiosas. Uma delas é a de esse produto foi lançado em 1991 e, por vários anos, bateu recordes de venda. Ou fato é que, além da própria Coréia e da Ásia em si, o Melona também é bastante comercializado nos EUA e – adivinhe – no Brasil.

Mas não é todo mundo que vê o Melona com bons olhos, e os motivos são compreensíveis: não se pode dizer que o sorvete é saudável, afinal, é rico em corantes, conservantes e outras substâncias que, se não fazem mal à saúde, bem é que não fazem. Mesmo assim, não vejo problema em tomar um ou outro de vez em quando. Eu preciso lembrar disso: de vez em quando, de vez em quando…

Ao som de Dominia – With pain into eternity.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

6/2/2008 - 18:30

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Curso da felicidade?!

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Você é uma pessoa azarada? Você só se ferra na vida? Somente o banco te liga? Os pombos sempre escolhem a sua cabeça? Quando você acha dinheiro na rua, a nota é falsa? E você fica triste com tudo isso? Seus problemas acabaram! As Organizações Tabajara A Universidade de Harvard começará a oferecer pela internet, neste mês, o “curso da felicidade”, que ensina “psicologia positiva”. Com essa novidade, por mais ferrado que você esteja em sua vida, você será feliz!

Falso sorrisoÉ sério, Harvard tem mesmo esse curso, e ele é bastante procurado, mesmo custando 700 dólares. Mas, sinceramente, eu vejo esse tipo de ensinamento com desconfiança desde que assisti a palestras que abordavam motivação emocional e temas semelhantes. Não que elas contenham somente instruções inúteis ou ineficazes, mas é porque, dependendo do caso, tenho a impressão de que ensinam os expectadores a tampar o sol com a peneira.

Essa coisa de ter pensamento positivo, de elevar a sua auto-estima e de sorrir para todo mundo para tornar o dia alegre é importante, mas isso não significa que as coisas tenham sempre que ser assim. Eu prefiro ter pensamento negativo, baixa auto-estima e olhar feio para todo mundo do que ter que ser falso para parecer o contrário.

Essa coisa de felicidade, na verdade, é um assunto extremamente complexo. Há coisas que podem me dar momentos de felicidade que podem não significar nada para você e vice-versa. Felicidade não é algo que se busca, se conquista e fica pra sempre, não é tão simples assim. Além disso, sempre me pergunto: a gente nasce apenas para buscar a felicidade? Se sim, o que é, de fato, felicidade?

Viu como esse assunto é extenso e pode render vários “papos-cabeça”? É por isso que eu não confio muito nesses cursos de motivação ou mesmo nesse aí de Harvard sobre psicologia positiva. A vida é complicada demais para que apenas pequenas mudanças de hábito sejam suficientes para melhorá-la. Devemos buscar meios para sermos felizes, sim (independente do que felicidade significa para você), mas devemos fazê-lo sem utilizarmos da ilusão e das falsas verdades que existem por aí.

Ao som de Magica – Shallow Grave.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

2/2/2008 - 8:42

Postado em Reflexão