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26/3/2008

Extração de dentes do siso: não foi tão ruim assim!

Por Emerson Alecrim

Eu havia comentado com dois amigos meus (Wilerson e Alini) sobre o quanto estava preocupado com as extrações dos dentes do siso (terceiro molares) que eu teria que fazer. Comecei a esquentar a cabeça quando levei minha radiografia panorâmica à minha dentista. Ela disse que meus sisos inferiores tinham remoção bastante complicada por estarem inclusos (ou seja, não saíram para fora da gengiva) e por estarem na horizontal, isto é, “deitados”. Por causa disso, ela me encaminhou a uma especialista no assunto.

Com o antro de informações que é a internet, naturalmente, comecei a pesquisar no Google sobre extração de dentes. Mas só o fiz depois de encontrar alguns relatos assustadores em comunidades do Orkut. A maioria das pessoas descreveu fortes dores dias após a extração, problemas com inchaço do rosto e alguns outros incômodos, como parestesia e dificuldade de abrir a boca. Sem contar a descrição que muitos fizeram do momento em que ficaram na cadeira do dentista. Parecia mais com contos de terror!

Sem sofrimento na cadeira do dentistaBom, pelo Google, eu soube mais ou menos como seria essa extração e de quais seriam os riscos. De fato, os terceiros molares inferiores costumam ter remoção mais difícil e podem causar mais transtornos durante o período de recuperação. Além disso, é na extração desses dentes que pode ocorrer a tão temível parestesia, que nada mais é do que uma falta de sensibilidade que atinge parte do rosto, da língua e dos lábios no lado onde o dente foi retirado. Isso pode acontecer porque o dente fica muito próximo do nervo responsável por essa sensibilidade. Um simples toque de um instrumento cirúrgico ou a pressão causada por um edema que se forma na região, pode fazer com esse nervo sofra danos, causando a parestesia. Mas, quando isso ocorre, há apenas a falta de sensibilidade, já que a movimentação do rosto não é afetada. Além disso, a parestesia é temporária. A recuperação pode levar alguns dias ou até meses, tudo depende do grau da lesão e do organismo da pessoa. A parestesia só passa a ser permanente se o nervo for rompido, mas isso muito raramente ocorre, a não ser que o cirurgião seja ruim.

Bom, não me restou outra solução a não ser procurar a tal especialista no assunto, já que tentar obter informações na internet estava me deixando mais confuso. Foi a melhor coisa que fiz. No dia, ela me disse o porquê do meu caso ser complicado, explicou como seriam as extrações, esclareceu todas as minhas dúvidas e me deu todas as orientações pré-cirúrgicas. Então, ontem, 25 de março de 2008, fui à clínica fazer as extrações…

Para começar, a doutora me deu um líquido para higienizar a boca. Depois de eu cuspir o líquido, ela passou uma pomada no local onde a gengiva seria cortada. Em seguida, começou a aplicar a anestesia. Essa foi uma parte chata. A doutora aplicou anestesia em três pontos da boca e, confesso, foi bastante dolorido, mas essa dor durou apenas alguns segundos, portanto, não foi nada insuportável. Depois disso, ela começou a fazer alguns testes, me perguntado se eu sentia dor em determinada região. Após constatar que eu estava devidamente anestesiado, ela começou o procedimento, não sem antes me orientar a avisá-la caso sentisse alguma dor ou incômodo maior.

Com uma broca, ela começou a cortar o dente incluso, uma técnica chamada odontosecção. Essa situação pode assustar um pouco, pois começa a sair um pouco de fumaça da boca e um cheiro de queimado, ambos causados pelo atrito da broca com o dente. A doutora dividiu o dente em vários pedaços e, para tirar a raiz, teve também que mexer em parte do osso da mandíbula. Mais fumaça e mais cheiro de queimado. Depois, fazendo esforço, ela tirou os pedaços ainda presos. Essa cena pode parecer bastante assustadora, mas conforme a doutora mesmo me explicou, é melhor dividir o dente em vários pedaços do que causar um trauma ainda maior e mais arriscado à boca.

Depois disso, ela fez uma limpeza no local, tirou um raio-x para se certificar de que não ficou nenhum fragmento de dente ou de osso dentro do espaço deixado pelo dente e fez a sutura, isto é, aplicou os pontos. Em seguida, partiu para o dente superior. Novamente, a aplicação da anestesia incomodou, mas a dor durou apenas alguns poucos segundos. Quando a região estava anestesiada, a doutora prendeu o dente superior com um instrumento, fez um pouco de força e, pronto, lá estava o dente, retirado em torno de 1 minuto!

No momento seguinte, a doutora fez a sutura e a limpeza no local, deu a receita com os medicamentos que eu tenho que tomar, forneceu um documento explicando como devo agir no pós-operatório, explicou o que tenho que fazer em caso de dor ou de sangramento e me deu um número de telefone para o qual eu posso ligar em caso de urgência. Por fim, quando fui para a sala de recepção, uma assistente me deu as primeiras doses dos remédios.

O que posso dizer de tudo isso é que a experiência não foi nada traumatizante. Pelo o que eu pude apurar em relatos que encontrei na internet e no Orkut, a maioria esmagadora das pessoas que tiveram problemas maiores após a extração dos dentes, se encaixa em uma das seguintes situações: 1) fez o procedimento com um profissional despreparado; 2) não seguiu as recomendações do pós-operatório; 3) estava muito nervosa.

É importantíssimo encontrar o profissional certo! Se você perceber que o doutor (ou doutora) que você procurou não lhe forneceu explicações claras, pareceu inseguro ou impaciente em algum momento ou lhe causou qualquer desconfiança, não hesite, procure outro! É por isso que é importante conversar com a pessoa, ter mesmo um bom bate-papo sobre o assunto. É a melhor forma de fazer uma avaliação. Quando encontrar o profissional que lhe parece certo, siga à risca as recomendações que ele te dar, responda com sinceridade a tudo o que ele perguntar, faça os exames solicitados, enfim, ajude ele a te ajudar.

Outra coisa importante: mantenha-se calmo. Se você ficar tenso, sua pressão pode subir, sua suscetibilidade à dor vai ser maior, você pode ter movimentos involuntários ou se mexer demais e, acredite, isso atrapalha o procedimento. Mas aí novamente entra em cena a questão da escolha de um bom profissional. Acima de tudo, ele deve te dar orientações durante todo o procedimento para te deixar mais tranqüilo. Foi assim que a doutora agiu comigo.

Bom, para encerrar a história, digo que eu fui extrair os dentes preparado para uma guerra e voltei de lá dando risada da situação (modo de dizer, afinal, minha boca tinha que estar fechada). Ainda tenho mais um dente superior para extrair e um outro inferior, mas em relação a este último, a doutora está analisando, pois acredita que talvez seja melhor preservá-lo. Ah, um dia depois das extrações, meu rosto inchou pouco, quase não sinto dor e não fiquei com parestesia (é só seguir os cuidados pós-operatório). Escolher o profissional certo, mesmo pagando um pouco mais caro, vale a pena. Aliás, se alguém em São Paulo quiser que eu indique a doutora que cuida do meu caso, é só me mandar e-mail ;)

Ao som de Sirenia - Meridian (esse música me deixa arrepiado!).

15:37 | Cotidiano | 34 comentários



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