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22/5/2008

Ah, então ele é homem mesmo!

Por Emerson Alecrim
Sabe, tem certas coisas na vida que só acontecem com o Alecrim aqui. O mais recente desses acontecimentos exclusivos se deu ontem. Eu fui chamado para verificar a rede dos consultórios do curso de nutrição da universidade em que trabalho. Chegando lá, encontrei algumas estagiárias aguardando seus pacientes chegarem para o início das consultas. Elas estavam reunidas em torno de uma mesa, fazendo comentários sobre uma revista que uma delas lia em voz alta.

Embora aquelas meninas fossem atraentes (pelo menos a maioria delas), eu estava com uma bomba nas mãos um problema tão complicado de resolver que nem prestei muita atenção nelas. No entanto, percebi que, em um determinado momento, elas discutiam sobre uma tal imagem mostrada na revista que, quando vista por mulheres, era entendida de uma forma e, quando vista por homens, era compreendida de outra. Elas ficaram surpresas quando se deram conta de que, em relação às mulheres, a revista tinha acertado.

Veja bem, ainda faltava comprovar se a revista estaria certa em relação aos homens. Naquele momento, só havia uma pessoa do sexo masculino ali: eu. Naturalmente, uma das meninas teve a idéia de levar a revista até mim e perguntar o que eu entendia da tal imagem. Eu respondi. Novamente elas se mostraram maravilhadas com a precisão da revista.

A história terminaria bem aí, se não fosse por um detalhe: uma das meninas se atrasou e chegou bem no momento em que eu dei a minha resposta. Obviamente, ela não entendeu nada e quis saber o que estava acontecendo. Uma de suas colegas tentou explicar rapidamente:

- Está vendo essa figura aqui? As mulheres a enxergam como uma senhora e os homens a entendem como uma jovem com a cabeça inclinada.

- É verdade! Que legal! E o que ele viu?

- Uma mulher com a cabeça inclinada.

- Ah, então ele é homem mesmo!

Imagine um momento de silêncio. Imaginou? Agora, me imagine parando tudo o que eu estava fazendo. Imaginou? Ok, agora me imagine fazendo a ela, com a educação que só vem à tona quando estou muito irritado, a seguinte pergunta:

- Por acaso, em algum momento, a senhorita teve alguma dúvida disso?

Ao som de After Forever – Intrinsic.

21:33 | Inusitado | 8 comentários


19/5/2008

The Office

Por Emerson Alecrim

Para não perder tempo demais com “bobagens”, decidi acompanhar de forma rigorosa apenas o seriado Lost. Daí veio a trama de Heroes, explorando um assunto que tinha tudo para não passar do ridículo, mas que superou em muitas vezes as minhas expectativas. Por conta disso, prometi a mim mesmo que só acompanharia, com rigor, Lost e Heroes. Aí eu conheci o seriado The Office, esse sim com cara de um mero passatempo. Bom, novamente fui pego de surpresa e, hoje, os seriados que faço questão de acompanhar são justamente esses: Lost, Heroes e The Office. E The Office!

The Office, como o nome indica, retrata, de maneira extremamente bem humorada, a rotina de um escritório, mais precisamente, o escritório da empresa Dunder Mifflin, que vende papel. Embora se trate de uma comédia, muitas das hilárias situações mostradas nesse seriado são, até certo ponto, semelhantes ao que acontece em um escritório “de verdade”. Foi justamente nesse ponto que The Office me cativou: eu me identifiquei com muitas das cenas exibidas por considerá-las semelhantes às situações que vivenciei quando trabalhava em um ambiente de escritório.

As coincidências – se é que eu estou empregando corretamente esta palavra – vão desde o chefe criando situações constrangedoras até o indivíduo que gosta de implicar com o colega de trabalho por pura diversão. A comunicação pelo olhar, às idas à copa para passar um recado mais importante, o desespero para ir embora na sexta-feira, os ocasionais happy hours, o clima de tédio nas reuniões, os flertes e outros elementos fazem parte apenas das ações secundárias, mas são uma reprodução fiel ao que acontece no “mundo real” e, portanto, são as características que fazem de The Office, de fato, uma produção perfeitamente ambientalizada.

É claro que o que torna o seriado atraente são os seus roteiros engraçados, mas isso é feito de uma forma equilibrada e intimamente ligada à personalidade e ao cotidiano de cada personagem, fazendo com que, quase sempre, os episódios nos façam rir não só por sua essência humorística, mas também por nos permitir enxergar uma crítica às mais variadas situações que enfrentamos no nosso dia-a-dia. E, verdade seja dita, isso é que é comédia de qualidade!

The Office é apresentado de uma forma peculiar: cada personagem, vez ou outra, olha para as câmeras, dá depoimentos isolados e deixa claro que sabe que está sendo filmado. Sim, o seriado finge ser um documentário. E como que para mostrar que The Office não é apenas “real”, como também “atual”, muitos dos episódios da série utilizam acontecimentos e tendências recentes. Como exemplo, Dwight, um dos mais engraçados integrantes da série (e também o mais “aloprado”), já citou cenas e personagens de Lost, Heroes e Senhor dos Anéis (ele também assiste seriados e filmes, oras!). Outro exemplo bacana é que a Dunder Mifflin tem um site próprio. Bacana, não?

Personagens de The OfficePersonagens de The Office

Na semana passada, foi ao ar nos EUA o último episódio da 4ª temporada, engraçadíssimo, por sinal. Um dos pontos mais surpreendentes ocorreu de maneira simples, mas absolutamente genial: em um determinado momento, todos os funcionários do escritório correram para frente de um PC e assistiram, pasmos, a um vídeo no YouTube (alerta de spoiler):

Para quem não acompanha a série, não é nada demais, mas se trata de um acontecimento e tanto. E note que o vídeo é disponibilizado de verdade no YouTube, reforçando a idéia de “integração com o mundo real” (frase bonita essa, não?):

The Office é um seriado ímpar, acima de tudo por colocar em cima da mesa, para todo mundo ver, as bizarrices do nosso cotidiano. A diferença é a de que, em relação ao que aqui eu cansei de chamar de “mundo real”, lá o convite para rirmos da vida dos outros e da nossa própria vida é explícito.

E para não finalizar de maneira injusta, é minha obrigação informar que o The Office ao qual me refiro aqui é a versão americana. O The Office “original” é britânico e, embora eu ainda não tenha assistido a nenhum de seus episódios, li ótimas críticas e opiniões sobre ele ;)

Update: acabei de descobrir que o último vídeo foi retirado do YouTube e, até o momento, não encontrei outro igual. É só para estragar esse post… ¬¬

Ao som de Xandria – Dancer.

16:29 | Entretenimento | 3 comentários


7/5/2008

Nunca menospreze um grão de areia

Por Emerson Alecrim

Eis a definição de areia, segundo a Wikipedia:

Areia é um material de origem mineral finamente dividido em grânulos, composta basicamente de dióxido de silício, com 0,063 a 2 mm. Forma-se à superfície da Terra pela fragmentação das rochas por erosão, por ação do vento ou da água.

Em efeitos práticos, areia é parte dos materiais usados na construção civil, serve para a extração de silício para a fabricação de chips e, se você estiver na praia, é aquele monte de pequenos grãos de nada que insistem em ficar entre os dedos dos seus pés ou em outros lugares, se você não tomar cuidado :D

Tirando isso, areia é somente e simplesmente areia, não tem nada que mereça maior atenção. Era o que eu pensava até que, por acaso, descobri que alguém resolveu ver esses grãos mais de perto. E aí a surpresa: até esse insignificante material tem lá a sua beleza. Uma beleza oculta pela nossa incapacidade de enxergar coisas extremamente pequenas, mas que existe:

Bacana, não? Dá para imaginar que simples grãos de areia podem esconder tantos detalhes? Essas duas fotos microscópicas foram extraídas da galeria exibida nesta página, que inclusive fornece explicações sobre as imagens. Dê uma olhada nela para ver as outras fotos disponíveis. Depois de visualizá-las, imagino que você, assim como eu, nunca mais verá um punhado de areia como um mero punhado de areia… :)

Ao som de Elis – Remember the promisse.

0:56 | Interessante | 1 comentário



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