Por Emerson Alecrim
Sabe quando você está tão desesperado para encontrar alguma coisa que a procura até nos lugares mais inusitados? Pois é, foi em uma dessas buscas sem lógica que eu “redescobri” em minha sala duas gavetas que eu usava para guardar revistas. Acontece que, atualmente, é muito difícil eu comprar revistas, razão pela qual nem me lembro mais da última vez que mexi nelas.
Ao reabrir as gavetas, encontrei um monte de revistas não muito velhas, alguns sinais de mofo e até algumas malditas baratinhas. “Eis o momento de jogar tudo isso no lixo”, pensei. Enquanto eu tirava as revistas das gavetas, concluía que a maioria ali era lixo desde que o momento em que saíram das gráficas. Algumas por terem qualidade editorial duvidosa, outras por terem características de conteúdo manipulativo, muitas por estarem entupidas de publicidade e duas da Linux Magazine por serem repetidas (não lembro como consegui dois pares iguais de revistas, mas certamente não foi comprando
). Só algumas poucas se salvavam e estas eu fiz questão de guardar.

Revistas de uma única gaveta…
Quando a pilha de revistas condenadas estava finalmente pronta, não tive coragem de simplesmente levá-las à lixeira do prédio. Tinha tanto papel ali, que um catador certamente ficaria feliz em recolher todo aquele material. Resolvi então colocá-las em frente à lixeira, para deixá-las mais visível. Não deu outra: passados alguns minutos, um catador apareceu, recolheu as revistas com pressa e se mandou!
Boa ação do dia feita. O catador de papel certamente ganhou alguns troquinhos, duas gavetas da minha casa agora poderão ser ocupadas com coisas mais interessantes e aquele monte de papel provavelmente será reciclado. Se for mesmo, só espero que “retorne ao mundo” sob a forma de algo mais útil do que aquelas revistas. E em pensar que um dia eu li tudo aquilo…
Ao som de Distorted – Consistent duality.
14:56 | Cotidiano | comentar
Por Emerson Alecrim
O cara que disse que há louco pra tudo nesse mundo falou uma mas maiores verdades que existe. Vira e mexe a gente descobre coisas que são possíveis apenas porque saíram da mente de alguém que tem uma “bela imaginação”.
É o caso de Andrew Bush (nenhuma relação com o capet… digo, com o presidente dos EUA). Entre 1989 e 1997, ele tirou dezenas de fotos de vários carros com os quais cruzou durante viagens que fez a partir de Los Angeles, nos EUA. Eis algumas:



Vector Portraits é o nome que Bush deu a esse simples, porém fantástico trabalho. Genial, não concorda? No site do autor ainda é possível encontrar outros projetos, como o Prop Portraits e o Parisian Rugs. Para quem gosta de fotografia, vale a pena conferir
Ao som de Elis – Devil inside you.
1:47 | Inusitado | 2 comentários
Por Emerson Alecrim
Certa vez, eu estava belo e tranqüilo em um trem do Metrô. Em uma estação, uma mulher carregando uma enorme sacola entrou e se sentou ao meu lado. Em seguida, ela tirou um bom pedaço de plástico-bolha da sacola e começou a estourar as tais bolhas. Só que ela fazia isso com tanta rapidez, que era impossível não se sentir incomodado. Sei lá o motivo, mas aquilo me dava tanta aflição, que quando o plástico tinha todas as bolhas estouradas, a sensação de alívio pelo silêncio era grande. Porém, sempre que isso acontecia, ela tirava mais um pedaço de plástico da sacola e continuava com o ritual…

Sempre que eu compro alguma coisa que é protegida por esse tipo de plástico, também estouro as bolhas, mas isso não me torna viciado nesse ato. Aliás, até encontrar essa mulher, eu não fazia idéia de que existia gente viciada nisso. Mas, pessoas mais espertas não só perceberam isso, como tiveram a idéia de fazer dessa descoberta uma pequena fortuna. Não, não resolveram vender plástico-bolha no mercado, não, simplesmente criaram um dispositivo que simula esse tipo de plástico: o Puchi Puchi.

Pelo nome, você já deve ter desconfiado que é coisa dos japoneses. É um produto comercializado pela Bandai (a mesma que inventou a praga dos Tamagotchis) que, após ser sucesso de vendas no Japão, está chegando em outros países. O interessante é que as versões mais recentes não se limitam a simular o estouro de plástico-bolha, mas também emitem frases ou sons diferentes quando um determinado número de bolhas é estourado. É cada uma, não?
Bom, se esse troço chegar ao Brasil (é bem capaz que clones chineses cheguem primeiro), talvez eu compre um para dar de presente à tal mulher do Metrô. Se ela não comprar um antes, é claro…
Ao som de Estrum – Yours.
9:39 | Entretenimento | 7 comentários