Página Inicial   |   Quem sou   |   Contato   |   Livros que leio   |   O que ouço   |   Sobre o blog   |   RSS (o que é isso?)

29/6/2008

Ao lixo o que é do lixo

Por Emerson Alecrim

Sabe quando você está tão desesperado para encontrar alguma coisa que a procura até nos lugares mais inusitados? Pois é, foi em uma dessas buscas sem lógica que eu “redescobri” em minha sala duas gavetas que eu usava para guardar revistas. Acontece que, atualmente, é muito difícil eu comprar revistas, razão pela qual nem me lembro mais da última vez que mexi nelas.

Ao reabrir as gavetas, encontrei um monte de revistas não muito velhas, alguns sinais de mofo e até algumas malditas baratinhas. “Eis o momento de jogar tudo isso no lixo”, pensei. Enquanto eu tirava as revistas das gavetas, concluía que a maioria ali era lixo desde que o momento em que saíram das gráficas. Algumas por terem qualidade editorial duvidosa, outras por terem características de conteúdo manipulativo, muitas por estarem entupidas de publicidade e duas da Linux Magazine por serem repetidas (não lembro como consegui dois pares iguais de revistas, mas certamente não foi comprando :D ). Só algumas poucas se salvavam e estas eu fiz questão de guardar.

Revistas de uma única gaveta...
Revistas de uma única gaveta…

Quando a pilha de revistas condenadas estava finalmente pronta, não tive coragem de simplesmente levá-las à lixeira do prédio. Tinha tanto papel ali, que um catador certamente ficaria feliz em recolher todo aquele material. Resolvi então colocá-las em frente à lixeira, para deixá-las mais visível. Não deu outra: passados alguns minutos, um catador apareceu, recolheu as revistas com pressa e se mandou!

Boa ação do dia feita. O catador de papel certamente ganhou alguns troquinhos, duas gavetas da minha casa agora poderão ser ocupadas com coisas mais interessantes e aquele monte de papel provavelmente será reciclado. Se for mesmo, só espero que “retorne ao mundo” sob a forma de algo mais útil do que aquelas revistas. E em pensar que um dia eu li tudo aquilo…

Ao som de Distorted - Consistent duality.

14:56 | Cotidiano | comentar


25/6/2008

No carro ao lado

Por Emerson Alecrim

O cara que disse que há louco pra tudo nesse mundo falou uma mas maiores verdades que existe. Vira e mexe a gente descobre coisas que são possíveis apenas porque saíram da mente de alguém que tem uma “bela imaginação”.

É o caso de Andrew Bush (nenhuma relação com o capet… digo, com o presidente dos EUA). Entre 1989 e 1997, ele tirou dezenas de fotos de vários carros com os quais cruzou durante viagens que fez a partir de Los Angeles, nos EUA. Eis algumas:

Foto do projeto Vector Portraits, de Andrew Bush

Vector Portraits é o nome que Bush deu a esse simples, porém fantástico trabalho. Genial, não concorda? No site do autor ainda é possível encontrar outros projetos, como o Prop Portraits e o Parisian Rugs. Para quem gosta de fotografia, vale a pena conferir ;)

Ao som de Elis - Devil inside you.

1:47 | Inusitado | 2 comentários


15/6/2008

Para os amantes de plástico-bolha

Por Emerson Alecrim

Certa vez, eu estava belo e tranqüilo em um trem do Metrô. Em uma estação, uma mulher carregando uma enorme sacola entrou e se sentou ao meu lado. Em seguida, ela tirou um bom pedaço de plástico-bolha da sacola e começou a estourar as tais bolhas. Só que ela fazia isso com tanta rapidez, que era impossível não se sentir incomodado. Sei lá o motivo, mas aquilo me dava tanta aflição, que quando o plástico tinha todas as bolhas estouradas, a sensação de alívio pelo silêncio era grande. Porém, sempre que isso acontecia, ela tirava mais um pedaço de plástico da sacola e continuava com o ritual…

Plástico bolha

Sempre que eu compro alguma coisa que é protegida por esse tipo de plástico, também estouro as bolhas, mas isso não me torna viciado nesse ato. Aliás, até encontrar essa mulher, eu não fazia idéia de que existia gente viciada nisso. Mas, pessoas mais espertas não só perceberam isso, como tiveram a idéia de fazer dessa descoberta uma pequena fortuna. Não, não resolveram vender plástico-bolha no mercado, não, simplesmente criaram um dispositivo que simula esse tipo de plástico: o Puchi Puchi.

Puchi Puchi

Pelo nome, você já deve ter desconfiado que é coisa dos japoneses. É um produto comercializado pela Bandai (a mesma que inventou a praga dos Tamagotchis) que, após ser sucesso de vendas no Japão, está chegando em outros países. O interessante é que as versões mais recentes não se limitam a simular o estouro de plástico-bolha, mas também emitem frases ou sons diferentes quando um determinado número de bolhas é estourado. É cada uma, não?

Bom, se esse troço chegar ao Brasil (é bem capaz que clones chineses cheguem primeiro), talvez eu compre um para dar de presente à tal mulher do Metrô. Se ela não comprar um antes, é claro…

Ao som de Estrum - Yours.

9:39 | Entretenimento | 7 comentários


11/6/2008

Obra de arte: comercial antigo da Garoto

Por Emerson Alecrim

É fato: televisão é uma merda. Dificilmente tem algo que realmente preste e, pelo menos para mim, só serve para filmes ou seriados ocasionais e… para comerciais. É sério! Nas poucas vezes em que vejo TV, sempre fico atento aos comerciais. Já reparou que vira e mexe aparece alguma coisa interessante nos intervalos do que quer que esteja passando?

Alguns comerciais fazem você decorar sua música e até cantar junto quando o vídeo passa novamente. Outros fazem você falar “nossa, bem louco!”. Uma parte deles faz você dar risada, mesmo que seja só um pouquinho. E há também aqueles que te fazem refletir. E ainda tem aqueles raros que fazem tudo isso de uma vez. É o caso do comercial abaixo, feito pela W/Brasil para a Garoto, em 1995:

Comercial Garoto: Sonhos - 1995

Uma obra de arte, não? Pra começar, acertaram em cheio na escolha da música: I Had the Craziest Dream, por Frank Sinatra. Em seguida, vem o incomum tempo de duração do comercial: 2 minutos e meio. Depois, a idéia genial de tratar das descobertas acerca do universo feminino por partes de nós, homens. Quando moleques, nós pouca ou nenhuma atenção damos às meninas. Mas não demora muito para começarmos a “acordar para a vida” e é justamente esse momento que o vídeo retrata.

E note que o comercial o faz de maneira agradável, sem considerar essa fase de descobertas como algo digno de vergonha. E, convenhamos, tratar desse assunto sem deixá-lo com cara de “coisa para adulto” não é para qualquer um, não!

Esse comercial da Garoto ficou na minha lembrança desde o dia em que o vi. E olha que faz tempo, afinal, o vídeo foi veiculado em 1995. Mas, uma alma caridosa fez o favor de colocá-lo no YouTube, e aqui estamos nós, podendo curtí-lo a qualquer hora do dia. E o mesmo acontece com vários outros comerciais, até mesmo com os mais recentes.

Pelo menos para mim, isso é ótimo, pois assim não perco tempo ligando a TV à espera dos comerciais ;)

Ao som de Frank Sinatra, I Had the Craziest Dream (é óbvio, né? Estou com a página do vídeo aberta aqui…)

22:22 | Interessante | comentar


6/6/2008

6/6: o dia maldito

Por Emerson Alecrim

Sim, hoje é seis de junho de 2008, isto é, 6/6. Um dia maldito, sabia? Calma, não é nada relacionado ao número do Bill Gates da besta, 666. É simplesmente uma constatação matemática. São considerados “malditos” os dias 4/4, 6/6 8/8, 10/10 e 12/12, além do último dia do mês de fevereiro (na verdade, há ainda outros dias). Por quê? Porque todas essas datas caem no mesmo dia da semana em cada ano.

Duvida? Então faça o teste: pegue um calendário e observe que os dias 4/4, 6/6, 8/8, 10/10 e 12/12 de 2008 caem numa sexta-feira. O mesmo ocorre com o dia 29/02/2008, último dia de fevereiro deste ano. Em 2009, o dia da semana para todas essas datas é sábado. Em 2010, o dia é domingo, em 2011, segunda-feira, e assim por diante.

Doomsday

Essa curiosa “coincidência” é perceptível mais claramente pelo algoritmo Doomsday (ou algoritmo do dia maldito), um nome inglês utilizado para referenciar o último dia do mês de fevereiro. Trata-se de um algoritmo desenvolvido pelo matemático inglês John Horton Conway para calcular - mentalmente - em que dia da semana cai uma data qualquer de um ano.

Se você quiser entender o algoritmo Doomsday (tem que calcular mentalmente, consegue?), esta página da Wikipedia explica tudo com detalhes, assim como esta, ambas em inglês ;)

Imagem do texto por Human Calendar.

Ao som de Myriads - Encapsulated.

0:11 | Interessante | comentar


1/6/2008

A vingança de uma vítima de ligações cruzadas

Por Emerson Alecrim

Hitler tinha uma péssima relação com o telefone. Muitas vezes, as linhas se cruzavam, o que levava a situações absurdas. Certa vez alguém perguntou para Hitler quem ele era, ele respondeu dizendo o seu nome, recebendo como resposta: “Você enlouqueceu!” Em Bayreuth, perguntaram-lhe a hora pelo telefone. Outra vez, quando Hitler estava conversando com Eva Braun [sua mulher], alguém lhe disse: “Conversas particulares não são permitidas aqui”.

Esse é um pequeno trecho do livro O Dossiê Hitler, de Henrik Eberle e Matthias Uhl, que estou lendo atualmente. Trata-se de uma obra muito interessante, que conta a vida de Hitler desde que ele assumiu o poder e que foi baseada em um dossiê elaborado por ordem do ditador soviético Josef Stalin.

Ex-ditador ao telefoneO trecho que reproduzo acima não é capaz de expressar a seriedade e a contribuição informativa da obra, e é justamente isso que me deu a idéia de escrever este post. Acredite você ou não, mas quando li esse parágrafo, quase tive um ataque de risos ao imaginar a cara de Hitler ao se dar conta de que sua ligação cruzou com a de outra pessoa. Deve causar a mesma raiva que um fanático por futebol sente quando sua TV quebra no último minuto do segundo tempo da final de um campeonato!

Por um tempo, fiquei me perguntando qual a reação do ex-ditador quando descobriu que alguém mais estava ouvindo a conversa - expressamente íntima - que ele tinha com sua esposa. E será que o indivíduo que lhe perguntou as horas o faria se realmente soubesse quem estava do outro lado da linha?

Antes da privatização das empresas de telefonia no Brasil, as ligações cruzadas também eram comuns por aqui (e certamente em qualquer lugar do mundo). Eu mesmo me lembro de algumas situações engraçadas que vivenciei com isso, com destaque para a conversa de um rapaz que certa vez ligou para uma loja querendo reatar o namoro com uma funcionária. Assim que meu telefonema começou a reproduzir a conversa do casal, lembro que eu tentava completar as frases do rapaz com palavras, por assim dizer, “calientes”. É claro que não deu certo, já que, por mais que tentasse engrossar minha voz, eu era um moleque. Mesmo assim, desliguei o telefone dando altas gargalhadas…

Mas voltando às ligações cruzadas do demônio de Hitler, esses acontecimentos me chamaram a atenção não apenas pelo seu caráter inusitado, mas também pelo fato das ligações, tal como se fossem entidades vivas inatingíveis, abusarem dessa condição para “brincar” com Hitler, coisa que nenhuma outra pessoa, mesmo no auge de sua loucura, ousaria fazer. E a brincadeira, neste caso, só se mostrou realmente engraçada porque se sabe que à “vítima” em questão restaria apenas um acesso de fúria!

Hoje, as coisas mudaram. As ligações cruzadas praticamente não existem mais, a telefonia celular veio para ficar e você pode falar com uma pessoa em qualquer parte do mundo sem grandes dificuldades. O que não mudou daquela época para cá são as “dores de cabeça”, afinal, quem é que, pelos mais variados motivos, nunca passou por aborrecimentos com uma empresa de telefonia? Talvez essa tenha sido a vingança de Hitler: uma maldição que faz com que qualquer pessoa do mundo passe, em algum momento de sua vida, raiva com um telefone, por mais que a tecnologia evolua. Só resta saber o porquê de o Brasil ter recebido essa maldição em doses cavalares :D

Foto por Institute for Historical Review.

Ao som de Opeth - Burden.

22:05 | Inusitado | 2 comentários



junho 2008
S T Q Q S S D
« mai   jul »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

publicidade

categorias

arquivos

Baixe Firefox 2

BlogBlogs

InfoWester

rss do blog

comentários recentes:

eu leio

também estou

destaques

citações

A Terra é o berço da humanidade, mas ninguém pode viver no berço para sempre!
Konstantin Tsiolkovsky


Blog de Emerson Alecrim | Layout por Erika Sarti | Powered by WordPress WordPress | Política de privacidade | No ar desde novembro de 2005