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24/7/2008

Oito coisas a fazer antes de morrer

Por Emerson Alecrim

Faz tanto tempo que eu não participo de um meme, que não tive como não aceitar o convite feito pelo Daniel Santos. O assunto da vez é indicar oito coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. Então, vamos a elas:

1 – Ter minha biblioteca particular: nunca escondi de ninguém que tenho uma verdadeira paixão por livros. Naturalmente, é isso que me fez ter vontade de ter uma biblioteca particular. Nada muito requintado: apenas um cômodo em minha casa onde eu possa guardar todos os meus livros e ter um local confortável e tranqüilo para ler;


Uma pequena amostra dos meus livros

2 – Voar de asa-delta: tem gente que morre de medo, mas a sensação de poder voar de asa-delta deve ser indescritível e eu quero experimentá-la;

3 – Ter um sítio: eu conheço muita gente que gostaria de ter uma casa na praia, mas a combinação de areia e mar nunca foi a minha preferida. Eu gosto de árvores, rios, lagoas, cachoeiras, plantas, enfim, de mato! Por conta disso, ter um sítio ou uma chácara me agradaria muito mais do que ter uma casa na praia;

4 – Participar de um passeio ecológico no Pantanal mato-grossense: tem gente que abomina essa idéia por causa dos riscos. De fato, o pantanal tem lá os seus perigos, mas me impressiono com a riqueza natural do lugar nas fotos e vídeos que encontro por aí. “Ao vivo e em cores” deve ser simplesmente fascinante;

5 – Aprender a tocar violão e guitarra: essa é uma vontade que surgiu no auge da minha adolescência. Não desejo me tornar um músico profissional, muito menos ficar me exibindo para os meus amigos, apenas quero ter uma compreensão melhor da música e manter um hobby saudável no meu cotidiano;


Coitado do meu violão: nunca tocou uma música

6 – Montar o meu próprio negócio: não quero ter uma multinacional ou uma empresa que, de tão grande, perde a identidade. Quero apenas ter o meu negócio, um trabalho que eu possa realizar não apenas pelo dinheiro, mas por prazer. Felizmente, dessa meta eu estou próximo;

7 – Tirar uma foto realmente incrível: aquela frase que diz que uma imagem vale mais que mil
palavras é a mais pura verdade! Às vezes, fico impressionado com algumas fotos que encontro por aí. Por mais que pareça estranho, eu tenho vontade de fazer um foto assim, que cause admiração. Pode ser qualquer coisa, mas tem que ser algo realmente incrível, capaz de deixar qualquer pessoa absolutamente admirada. Eu sei, terei que contar com muita sorte para fazer isso;

8 – Estudar um idioma diferente do inglês e do espanhol: eu tenho lá os meus conhecimentos de inglês e de espanhol, mas queria conhecer um pouco de outro idioma. Russo ou alemão, talvez. Só não tenho vontade de aprender francês, hehehe…

É claro que há mais coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. Na verdade, são muitas, mas se eu conseguir fazer pelo menos metade delas, já estarei satisfeito. Aqui, listei apenas as oito coisas que considero mais relevantes.

Bom, eu deveria convidar outros blogueiros (ou bloggers, se preferir) para participar desse meme, mas já vi tantos blogs tratando desse assunto que acho melhor deixar o convite aberto a qualquer pessoa que quiser participar. Se esse é o seu caso, simplesmente escreva as oito coisas que você gostaria de fazer antes de morrer em seu blog e me avise aqui nos comentários :)

Ao som de At the Lake – Decision.

1:23 | Reflexão | 5 comentários


13/7/2008

Estrelando: Pica-Pau!

Por Emerson Alecrim
Pica-PauMeus pais não eram nem nascidos quando Pica-Pau (Woody Woodpecker) deu o ar da graça pela primeira vez. Foi no ano de 1940 que um dos pássaros mais malucos do mundo dos desenhos animados surgiu. Até hoje, Pica-Pau é sinônimo de sucesso, de desenho que não enjoa, fazendo com que geração após geração se divirta com os seus mais variados episódios. Que o diga a TV Record, que atualmente alcança ótimos índices de audiência com a exibição de Pica-Pau em variados horários.

Pica-Pau surgiu pela mente geniosa do cartunista americano Walter Lantz. Dizem que, certa vez, Lantz e sua esposa Grace Stafford estavam curtindo sua noite de núpcias em um chalé em Sherwood Lake, mas um pica-pau passou horas e horas bicando o telhado do lugar. Quando o pássaro foi embora, começou a chover e, graças às goteiras, descobriram que o pica-pau havia feito vários buracos no telhado. Grace teve então a idéia de sugerir a Walter que criasse um pica-pau irritante em seus desenhos animados. Não se sabe, porém, se essa história é verdadeira, pois Walter e Grace se casaram depois que o desenho de Pica-Pau estreou, em 1940.

O que se sabe mesmo é que a primeira aparição de Pica-Pau foi como coadjuvante no episódio Knock Knock, de Andy Panda. Nesse desenho, Pica-Pau inferniza a vida de Andy e seu pai ao fazer buracos no teto de sua casa. Os dois ursos tentam de tudo para fazer Pica-Pau parar, inclusive colocar sal na cauda do pássaro maluco.

Pica-Pau se mostrou tão irreverente que agradou os produtores da Universal Pictures, fazendo com que ganhasse episódios exclusivos dali por diante e ocupasse o posto de principal desenho de Walter Lantz, deixando Andy Panda como personagem secundário.

Pica-Pau e Andy Panda
Pica-Pau e Andy Panda

Quando eu era moleque, ficava intrigado com as constantes mudanças na aparência do Pica-Pau. Não é preciso ser muito atento aos detalhes para notar que suas patas (ou pernas?), suas penas vermelhas da cabeça (ou cabeleira?) e até a sua fisionomia não eram iguais em todos os episódios. Isso aconteceu porque, ao longo do tempo, os desenhos de Pica-Pau passaram pelas mãos de vários artistas.

O primeiro visual de Pica-Pau faz jus à idéia original, isto é, a de um pássaro totalmente biruta. Pica-Pau tinha patas totalmente amarelas, tórax vermelho, cauda verde, dava gargalhadas insanas e não raramente ficava vesgo. O visual mais gracioso e “normal” de Pica-Pau surgiu pelas mãos de Emery Hawkins e, aparentemente, teve sua primeira aparição no episódio The Barber of Seville, quando Pica-Pau perdeu a aparência de maluco (embora não o tenha deixado de ser) e passou a ter penas azuis em suas pernas e cauda. Depois disso, Pica-Pau teve outras mudanças, mas nada muito radical.

O primeiro e o segundo visual de Pica-Pau
O primeiro e o segundo visual de Pica-Pau

É claro que a gente não pode falar de Pica-Pau sem dar destaque à sua inusitada risada. Quem é que, ao menos uma vez na vida, não tentou rir como o Pica-Pau? Quem é que não se frustrou ao descobrir que não era tão fácil assim? O que pouca gente sabe é que a risada que virou marca registrada de Pica-Pau não é, necessariamente, original. Ela foi usada, inicialmente, por um coelho chamado Happy Rabbit que, pasme, mais tarde se transformou no Pernalonga (Bugs Bunny).

E como é que essa risada foi “tomada” por Pica-Pau? A tal risada foi criada pelo dublador americano Mel Blanc. Antes de dublar Pica-Pau, Blanc dublou Happy Rabbit e chegou a fazer o coelho usar a risada em quatro episódios. Um deles se chama Elmer’s Candid Camera e pode ser visto aqui (se o link não funcionar, é porque o YouTube tirou o vídeo do ar, mas basta procurar por seu nome na internet para encontrá-lo). Parece que, nos extras do DVD Looney Tunes: Back in Action, é possível encontrar uma cena cortada do filme que mostra Pernalonga sendo atingido por um raio que o faz voltar a ter a aparência de Happy Rabbit, ocasião em que ele dá a tal risada, só que com uma voz mais grossa.

Pena que essa história teve lá seus problemas. Devido a um contrato que fechou com a Warner, Blanc só pôde dublar três ou quatro episódios de Pica-Pau. O problema é que os dubladores seguintes não conseguiam imitar sua risada, de forma que Lantz se viu obrigado a usar uma gravação da risada de Blanc nos outros episódios. Ta fato acabou gerando uma briga judicial entre Blanc e Lantz.

Happy Rabbit, que mais tarde se tornou Pernalonga
Happy Rabbit, que mais tarde se tornou Pernalonga

Não se pode dizer que Pica-Pau é um exemplo de desenho politicamente correto. Para alcançar seus objetivos, como conseguir comida fácil, arranjar um local para descanso ou mesmo conquistar uma garota, Pica-Pau, seus amigos e seus inimigos usam os mais variados artifícios. Portanto, violência e trapaça, por exemplo, são eventos corriqueiros em seus episódios.

Por outro lado, isso não quer dizer que Pica-Pau incentiva práticas maléficas. O desenho preza pelo fator diversão e combina vários elementos para alcançar esse fim, inclusive violência. Mas, o seu principal truque são as coisas que, por serem humanamente impossíveis (ou quase), nos causam surpresa e, logo em seguida, graça, por sua característica inusitada. Quantas e quantas vezes Pica-Pau apareceu em lugares inesperados ou fez coisas que beiram o impossível, como descer, em um barril, as Cataratas do Niágara?

Descer as Cataratas do Niágara em um barril? Só no Pica-Pau...
Descer as Cataratas do Niágara em um barril? Só no Pica-Pau…

Se respeitasse as leis do que conhecemos como “mundo real”, hoje, Pica-Pau seria um velhinho, perto de seus 70 anos. Mas, nem esquente com isso. Os filhos dos seus filhos também darão boas gargalhadas com ele e sua turma. E saiba que, se pudesse, Pica-Pau daria a sua tradicional risada agora, apenas para debochar do fato de o tempo passar para você, mas não para ele… :)

Pica-Pau velho?
Pica-Pau velho? “Só em desenho”…

Referências: Wikipedia, Wikipedia (BR), Woody Woodpecker (site oficial), The Woody Woodpecker Gazette.

Ao som de The Woody Woodpecker Song.

17:16 | Cotidiano | 3 comentários


6/7/2008

Internet como meio, nunca como fim

Por Emerson Alecrim

A última quinta-feira (03/07/2008) foi um caos aqui em São Paulo. Desta vez, a culpa não foi do trânsito, da paralisação do Metrô ou de protestos na Avenida Paulista. A culpa foi do “apagão digital”, mais precisamente, da pane na rede de dados da Telefônica que deixou centenas de milhares de pessoas e empresas sem acesso à internet em quase todo o estado.

O caos se estabeleceu porque a falha afetou também serviços essenciais à população. Como relatei lá no InfoWester, delegacias deixaram de emitir boletins de ocorrência, o Poupatempo praticamente não funcionou, a CET teve dificuldades em emitir seus boletins de trânsito e até agências bancárias operaram instavelmente.

Muita gente teve prejuízo. Lan houses deixaram de abrir, pessoas que compram e vendem ações pela internet tiveram dificuldades em realizar operações, desenvolvedores deixam de entregar seus projetos e donos de sites – inclusive eu – sentiram no bolso as conseqüências da redução no número de visitas às suas páginas.

Vício na internetPor causa de todos esses problemas, notei que a maioria das pessoas ficou revoltada com o ocorrido, o que é de se esperar. No entanto, soube de indivíduos que, se não entraram em verdadeiro pânico, simplesmente não sabiam o que fazer da vida sem acesso à internet. Tomei conhecimento de casos de pessoas que ficaram desesperadas para entrar em jogos on-line e soube até de gente que parecia que ia morrer se não entrasse logo no Orkut e no Windows Live Messenger. Falar de vício nessas horas é bobagem, suponho…

Apesar do prejuízo financeiro, eu não senti, nem um pouco, falta da internet. Talvez esse tenha sido o único ponto dessa história toda que me agradou. Está certo que, no tal dia, eu pude acessar a “grande rede” na empresa em que trabalho e em casa, durante a noite, mas meramente para ver notícias e executar minhas atividades, ou seja, não acessei por necessidade “fisiológica”.

Entre os seus vários benefícios, a internet se destaca por não respeitar fronteiras e por permitir que pessoas em qualquer lugar do mundo se conheçam e se comuniquem. Nenhum outro meio de comunicação tem tamanho poder. Por outro lado, a internet pode fazer com que as pessoas se tornem tão dependentes dela, que muita gente se limita ao computador para dar sentido à sua vida.

E assim, mesas de bares deixam de ser testemunhas de um bom bate-papo, cadeiras de cinemas deixam de constatar o quão uma pessoa é boa companhia à outra, o sol deixa de ver rostos que lhe eram tão conhecidos em um passado não muito distante e as noites ficam sedentas para mostrar seus encantos a novos olhos. Feliz mesmo só está uma tela de computador, orgulhosa de ser o centro das atenções de uma pessoa durante tantas horas por dia.

Sua vida é única, meu amigo, portanto, não dê espaço ao desperdício. Ter uma vida meramente on-line é como uma droga: no início, parece a melhor coisa que existe, mas depois te torna escravo e infeliz. Use a internet como meio, nunca como fim.

Ao som de Battlelore – Into the new world.

15:36 | Cotidiano, Reflexão | 2 comentários



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Se você trata cada situação como uma questão de vida ou morte, morrerá muitas vezes.
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