Emerson Alecrim

O ponto de vista de um alecrim que não é dourado

Arquivo para 17/8/2008

20ª Bienal do Livro São Paulo: eu fui!

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Ontem (16/08/2008) foi o dia que escolhi para ir à 20ª Bienal do Livro de São Paulo, evento que acontece entre 14 e 24 de agosto de 2008 no Parque de Exposições Anhembi. Como bom amante de livros, não poderia deixar de visitar o local. A seguir, relato as minhas impressões.

O local fica próximo da estação Portuguesa-Tietê do Metrô (que também abriga o terminal rodoviário). De lá sai ônibus gratuito para o evento. Notei que muita gente tomava táxi ou pagava de 5 a 15 reais a motoristas ilegais para chegar à Bienal quando via o tamanho da fila de transporte. Pura precipitação. De fato, a fila estava grande, mas andava rápido, graças à grande disponibilidade de ônibus.

Entrada da Bienal do Livro
Entrada da Bienal do Livro

Ao chegar ao Anhembi, fiquei contente ao notar que não havia fila alguma para comprar ingresso (10 reais para adultos, 5 reais para estudantes). Para quem está acostumado a pegar longas filas, é uma notícia e tanto! Ao entrar na área de exposição, a primeira coisa que chamou a minha atenção foi o estande da Igreja Universal TV Record. Não, eles não estavam fazendo culto vendendo livros, mas sim fazendo gravações com os participantes da feira. Durante as minhas caminhadas por lá, também encontrei equipes de reportagem da Band, da Globo e de jornais.

Estande da TV Record
Estande da Igreja Universal TV Record

O primeiro estande que eu visitei foi o de uma editora de livros em espanhol. Dei uma boa olhada nas obras em exposição, mas saí de lá decepcionado: não encontrei nenhuma publicação que me agradasse. E olha que bons livros em espanhol não faltam! Diante disso, decidi dar uma olhada nos eventos paralelos que aconteceriam ao longo do dia. Novamente, nada me agradou. Parti então para a parte mais esperada: a compra de livros.

Visitando os estandes das editoras, encontrei vários e vários livros bons, gastaria muito tempo falando de todos os que folheei. Tive surpresas agradáveis, como o Guia Ilustrado Zahar de Astronomia, de Ian Ridpath, que fornece informações preciosas para quem deseja se aventurar no assunto. O livro custa 59 reais, mas graças aos cupons de desconto de 1 real do ingresso (são 10 cupons ao todo), paguei 53 reais pela obra. Ainda continuei achando caro, mas enfim…

Guia Ilustrado Zahar de Astronomia
Guia Ilustrado Zahar de Astronomia

Quando entrei no estande da Rocco, tive outra surpresa: vários livros da Anne Rice estavam à venda. Tempos atrás, quando procurei essas publicações, não encontrei nenhum à venda nas livrarias. Eram tantos, que decidi não levar nenhum, mas algo me diz que essa resistência não vai durar muito tempo…

Mesmo assim, não saí de mãos vazias da área de exposição da Rocco. Acabei dando de cara com o livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby, e com várias outras obras do autor. O Rodrigo Ghedin havia feito uma recomendação desse livro em seu blog, então não pensei duas vezes antes de levá-lo. Ao chegar no caixa, vi que os atendentes estavam meio que desesperados. Descobri então que nenhum dos sistemas de cartão de crédito funcionava. Um rapaz tentou umas dez vezes passar o meu cartão, mas não adiantava. Daí perguntou se eu trabalhava com cheque. Eu disse que não. Perguntou se eu podia pagar com “dinheiro vivo”. Eu disse que não. Perguntou se eu não toparia levar o livro por 25 reais desde que eu pagasse dessa forma. Eu disse que sim. O livro custava 37 reais :)

Alta Fidelidade
Alta Fidelidade

Depois, foi a vez de entrar no estande da Martins Fontes. Eu tinha que cumprir uma missão ali: comprar o box com os três livros de O Senhor dos Anéis mais O Hobbit, de J. R. R. Tolkien. De quebra, ainda levei O Silmarillion. As cinco obras totalizaram 271 reais, mas consegui levar tudo por 250 reais. Confesso que quase levei Roverandom (outro livro de Tolkien), mas a preocupação com os gastos me fez mudar de idéia.

Box de O Senhor dos Anéis + O Hobbit e O Silmarillion
Box de O Senhor dos Anéis + O Hobbit e O Silmarillion

Achando que já havia comprado demais, passei a caminhar descontraidamente pelo local. Vi algumas coisas legais acontecendo por lá: uma dupla tocando repente, jovens da Fundação Casa (ex-Febem) lendo livros, vários escritores dando autógrafos, um rapaz dando explicações sobre um jogo de RPG e… só. Depois, me encontrei com um amigo, o Lucas, e continuei andando pelo local. Acabei comprando só mais um livro: Por Que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas (recomendação do Lucas).

Fotos dos estandes

Fotos dos estandes

Fotos dos estandes

É claro que nem tudo são flores. Para um evento desse porte, seria bom se os livros custassem um pouco menos, se as editoras fizessem o favor de colocar o preço das obras nas capas ou nas estantes (só a Rocco fez isso), se houvesse mais lugares para sentar (só havia na praça de alimentação), se a ventilação fosse melhor (o Lucas a todo o momento falava que eu estava “mijando pela testa” – ou algo assim), se representantes de jornais e revistas não ficassem oferecendo brindes que no final do mês se transformam em assinaturas não solicitadas e se o Senado Federal tivesse o bom senso de não estragar o humor dos visitantes com a visão de seu estande.

De qualquer forma, o saldo foi positivo. Ainda continuo achando que o livro é a melhor invenção do mundo, só perdendo para o biquíni fio dental ;)

Ao som de Amberian Dawn – Passing Bells.

Escrivinhado por Emerson Alecrim

17/8/2008 - 18:11