Lua
Por Emerson AlecrimQuando criança, eu tinha uma dificuldade incrÃvel para dormir nas viagens noturnas de ônibus. Sem qualquer outra distração, eu me pegava olhando pela janela do veÃculo, afinal, as estrelas, a Lua, as luzes dos carros passando pela outra pista e as ocasionais lâmpadas dos postes eram as únicas coisas “enxergáveis”, por motivos óbvios.
Quando era noite de Lua cheia então, eu ficava vidrado. Como é que uma coisa como aquela não caÃa na Terra? Por que desaparecia de dia? Será que quando eu for adulto, visitas à Lua serão possÃveis? Será que alguém ou alguma coisa mora lá?
Os anos passaram. Hoje eu conheço o porquê da Lua não cair na Terra, entendo como é que ela desaparece de dia e sei que não, que ainda não é possÃvel visitar a Lua tal como se visita um ponto turÃstico qualquer. Ah, e até hoje não há qualquer pista concreta que indique que alguém ou alguma coisa more por lá.
Apesar disso, a Lua ainda consegue prender minha atenção, só que por motivos diferentes. Quando criança, era pela curiosidade alimentada pela ociosidade. Agora, é pela necessidade de relaxar, de ficar “zen”. É sério! Quando quero esvaziar a mente, tiro proveito do fato da janela do meu quarto ficar ao lado da cama para abrir a cortina e ficar olhando para a Lua - quando ela estiver cheia, de preferência. Cinco ou dez minutos depois eu fico sonolento, durmo e acordo muito bem.
Talvez, tanto a antiga curiosidade quanto a necessidade atual de ficar “zen” sejam apenas pretextos. A verdade oculta é que a Lua é muito bonita e, por esse único motivo, é digna de ser admirada.
Abaixo, uma fotografia que tirei minutos antes de escrever esse texto. Não é lá essas coisas, eu sei, mas se levarmos em conta que usei uma câmera simples e que sou tão bom fotógrafo quanto sou jogador de futebol, está de bom tamanho

Ao som de Deep Purple - Burn.
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