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31/1/2009

Conversas que “mudaram” a minha vida em 2008

Por Emerson Alecrim

Desde o início deste blog eu publico aqui uma relação das “conversas” que “mudaram a minha vida” durante o ano. Foi assim em 2005, em 2006, em 2007 e… Faltou 2008! Pois é, eu havia esquecido dessa “tradição”, mas tive ou presenciei conversas muito interessantes durante esse ano também. Com atraso, aqui estão elas:

Na fila do banco:

- Mas que saco! Essa menina não para de chorar! – senhora na fila.
- A senhora também não para de olhar pra ela! – mãe da criança chorona.

No trabalho:

- Quanto você cobra pra arrumar meu computador?
- Er… Eu não faço esse tipo de serviço.
- Conhece alguém que faça?
- Sim, essa pessoa aqui (entreguei um cartão para ela).
- Obrigada. Sabe se ele cobra caro?
- Não sei…
- E por que você não faz esse tipo de serviço? Não podia abrir uma exceção para mim?
- Eu não faço porque, por mais barato que eu cobre, o cliente sempre acha caro…
- (Silêncio)

No trem do Metrô:

- Esse livro aí fala de signos? – Uma senhora sentada ao meu lado, ao me ver lendo um livro sobre astronomia.

Na Avenida Paulista:

- Moço, como é que eu faço para chegar na Consolação?
- É fácil. Segue reto por aqui. Daqui umas três quadras você chega na Consolação.
- Então, tá. Deve ser isso mesmo. Você é o terceiro que me diz para fazer isso…

No Salão do Automóvel:

- Entra aí, filho, para eu tirar uma foto.
- Ah, eu não quero, pai…
- Entra, porque do jeito que você é inteligente, será o mais perto que conseguirá chegar de uma BMW…

No guichê da Itapemirim:

- Oi, eu queria uma passagem pra Curitiba para o dia 4.
- Só um minuto… Ainda não dá para comprar passagem para esse dia, senhor.
- Ué, por que não?
- Er… Porque o sistema não permite…
- E quando é que poderei comprar passagem?
- Não sei te informar, senhor.
- Eu sei: no dia em que você aprender a usa esse computador. Vou lá comprar na concorrência…

Ao som de Black Sabbath – Iron Man.

11:02 | Inusitado | comentar


18/1/2009

A interessante história do nome do planeta (anão) Plutão

Por Emerson Alecrim

Eu lembro de quando eu estava na terceira (ou quarta) série e a professora pediu para os alunos escreverem um texto dizendo em que planeta morariam se a Terra não existisse. Eu escolhi Plutão e justifiquei dizendo que esse é o planeta que fica na “borda” do Sistema Solar, portanto, é o que permite ver melhor o que tem depois…

O fato é que alguém – não lembro se a professora ou se um colega de classe – atribuiu a minha escolha ao famoso cachorro da Disney que tem o nome de Pluto. Para a redação proposta, essa até que seria uma justificativa aceitável, afinal, éramos crianças. Mas, a verdade é que, enquanto a maioria dos meus colegas escolhiam Saturno ou Júpiter por seu tamanho, eu realmente escolhi Plutão por ele estar mais longe do Sol e por, na minha concepção, estar mais perto do desconhecido.

Plutão

Lembrei desse dia da minha infância quando encontrei, meio que por acaso, uma matéria publicada pela BBC em 14 de janeiro de 2006 que mostra uma entrevista com Venetia Phair. E quem é ela? Ninguém menos que a pessoa que atribuiu ao astro em questão o nome Plutão, e isso quando ela tinha 11 anos de idade.

Venetia PhairA história toda começa no dia de 14 de março de 1930. Venetia Phair (na época, Venetia Burney) estava tomando café da manhã, enquanto o seu avô, Falconer Madan, lia a edição do dia do jornal The Times. Uma matéria sobre o descobrimento de um planeta chamou a sua atenção e então ele resolveu comunicar sua neta da novidade.

Na ocasião, Venetia Phair era estudante em uma escola de Oxford e tinha grande interesse por mitologia, especialmente grega e romana. Assim, quando ela viu que a matéria informava que o planeta recém-descoberto ainda não tinha denominação, teve imediatamente a ideia de sugerir “Plutão”, nome que na mitologia romana representa o deus grego Hades.

Falconer Madan, que era um bibliotecário aposentado da Biblioteca Bodleiana, ficou tão impressionado com o nome que resolveu procurar seu amigo Herbert Hall Turner, professor de astronomia da Universidade de Oxford. Na verdade, Madan continuava visitando a biblioteca onde trabalhou, então aproveitou uma dessas visitas para passar na casa de Turner. O professor, no entanto, estava na Sociedade Astrônoma Real, em Londres, onde se debatia inclusive sobre o nome que seria dado ao planeta.

Quando Madan finalmente encontrou o professor Turner, este concordou que Plutão era uma sugestão de nome excelente e, portanto, tratou de comunicar a ideia ao Observatório Lowell. Em 1º de maio de 1930, o nome Plutão foi então oficialmente atribuído ao planeta descoberto não havia muito. Falconer Madan ficou tão satisfeito, que deu à Venetia Phair a quantia de 5 libras.

Em sua entrevista à BBC, Venetia Phair fez questão de lembrar que, na época, teve que esclarecer que o nome Plutão não foi baseado no cachorro da Disney que tem o mesmo nome (em inglês, tanto o planeta quanto o cachorro se chamam Pluto). Oras, se em minha redação eu já havia ficado irritado com a comparação, imagine Phair!

Personagem PlutoO que é mais curioso, no entanto, é saber que o nome do cachorro da Disney é que pode ter sido inspirado na denominação do planeta descoberto. A ideia, aparentemente, foi coisa da esposa de Walt Disney. Pluto apareceu pela primeira vez justamente em 1930, mas naquela época ainda não tinha nome. Em sua segunda aparição, ainda em 1930, lhe deram o nome de Rover. Somente em março de 1931 é que ele apareceu com o nome Pluto.

Mas, o mistério continua: Ben Sharpsteen, animador da Disney na ocasião, disse que Rover era um nome muito comum, portanto, foi necessário mudá-lo. Ele só não se lembra no que o novo nome foi baseado. Só que, naquela época, a descoberta de Plutão era um dos assuntos do momento, então é difícil acreditar em mera coincidência, não concorda?

Hoje, Venetia Phair tem 89 anos, mas a idade avançada não lhe fez esquecer o quanto a acolhida de sua sugestão contou, em parte, com uma boa dose de sorte. Plutão era um dos poucos nomes de deuses não utilizados, portanto, as chances de outra pessoa ter essa ideia não eram, de certa forma, pequenas.

É claro que Venetia Phair acompanhou a mudança ocorrida em 2006 que “rebaixou” Plutão de ‘planeta’ para ‘planeta anão’ (modéstia à parte, eu escrevi um texto bonzinho sobre o acontecimento aqui). Quanto a BBC perguntou à Phair o que ela achou da mudança, ela se limitou a dizer que, até por causa da idade, se posiciona de maneira indiferente ao assunto, mas que no fundo preferiria que Plutão continuasse sendo considerado um planeta.

E é essa é a história do nome do planeta que eu moraria se a Terra não existisse :)

Referências: BBC, Wikipedia [1], Guia Ilustrado Zahar de Astronomia – Ian Ridpath, Wikipedia [2], Disney Archives.

Ao som de Midnattsol – Wintertimes.

19:22 | Interessante | comentar


10/1/2009

Um bom motivo para deixar a tampa da privada para cima

Por Emerson Alecrim

A briga já é antiga: a maioria dos homens prefere deixar a tampa da privada para cima, enquanto que a maior parte das mulheres prefere deixá-la para baixo. Eu faço parte do primeiro grupo, é claro, e só deixo a tampa do “troninho” para baixo quando a situação exige. Mas, de acordo com alguns médicos britânicos, é recomendável deixar a tampa para cima sempre que possível, caso você tenha filhos pequenos.

Não, a intenção não é facilitar o afogamento deles na privada, não. A ideia é a de evitar danos ao órgão masculino mais importante: o pênis (e não a carteira, mulheres). Segundo o Dr. Joe Philip, do Leighton Hospital, em Crewe, Inglaterra, muitas das ocorrências médicas registradas de meninos entre 2 e 4 anos se deve ao fato da tampa da privada ter caído sob o seu pênis no momento em que urinavam. Deve ser uma dor insuportável, do tipo que eu não desejo nem para o meu chefe!

Privada do mau!

Mas, para deixar a tampa da privada cair em cima do pênis o moleque deve ser muito idiota, né? Na verdade, não. Na maioria dos casos, a criança encontra a tampa da privada para baixo, mas não consegue levantá-la totalmente. Logo, o risco dela cair é grande, especialmente quando a criança está em outra casa e desconhece o peso da tampa.

Uma possível solução é orientar o garoto a segurar a tampa da privada com uma mão e o pênis com a outra, mas eu acho isso arriscado, já que ele pode muito bem deixar a tampa escapar.

Se, por outro lado, a tampa já estiver levantada, a criança simplesmente se preocupará em colocar o dito cujo pra fora e mijar. Portanto, deixe a tampa da privada levantada! Homens, briguem com suas esposas por isso!

Mas, se você é irredutivelmente a favor de manter a privada fechada quando fora do uso, ao menos utilize uma tampa leve, preferencialmente feita de plástico. Estas não caem facilmente e, se caírem, não causarão o estrago que deixará o seu filho traumatizado para o resto da vida…

Referência: LiveScience.

Ao som de Katra – Storm Rider.

10:28 | Inusitado | 4 comentários


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