Sabe quando você está tão desesperado para encontrar alguma coisa que a procura até nos lugares mais inusitados? Pois é, foi em uma dessas buscas sem lógica que eu “redescobri” em minha sala duas gavetas que eu usava para guardar revistas. Acontece que, atualmente, é muito difícil eu comprar revistas, razão pela qual nem me lembro mais da última vez que mexi nelas.
Ao reabrir as gavetas, encontrei um monte de revistas não muito velhas, alguns sinais de mofo e até algumas malditas baratinhas. “Eis o momento de jogar tudo isso no lixo”, pensei. Enquanto eu tirava as revistas das gavetas, concluía que a maioria ali era lixo desde que o momento em que saíram das gráficas. Algumas por terem qualidade editorial duvidosa, outras por terem características de conteúdo manipulativo, muitas por estarem entupidas de publicidade e duas da Linux Magazine por serem repetidas (não lembro como consegui dois pares iguais de revistas, mas certamente não foi comprando
). Só algumas poucas se salvavam e estas eu fiz questão de guardar.

Revistas de uma única gaveta…
Quando a pilha de revistas condenadas estava finalmente pronta, não tive coragem de simplesmente levá-las à lixeira do prédio. Tinha tanto papel ali, que um catador certamente ficaria feliz em recolher todo aquele material. Resolvi então colocá-las em frente à lixeira, para deixá-las mais visível. Não deu outra: passados alguns minutos, um catador apareceu, recolheu as revistas com pressa e se mandou!
Boa ação do dia feita. O catador de papel certamente ganhou alguns troquinhos, duas gavetas da minha casa agora poderão ser ocupadas com coisas mais interessantes e aquele monte de papel provavelmente será reciclado. Se for mesmo, só espero que “retorne ao mundo” sob a forma de algo mais útil do que aquelas revistas. E em pensar que um dia eu li tudo aquilo…
Ao som de Distorted – Consistent duality.
