Aqui se faz, aqui se paga
Por Emerson AlecrimNa semana passada, fui ao Poupa Tempo solicitar um novo RG, já que o primeiro foi emitido em 1997, portanto, estava bem velhinho. Escolhi uma época ruim para fazer isso, pois o lugar estava hiper-lotado: esperei três horas e meia para ser atendido, mas tudo bem, eu estava prevenido com revistas e com meu MP3-player.
Na última terça, retornei ao Poupa Tempo para retirar o documento. A fila para isso estava grande, mas andava rápido. Fiquei lá por cerca de 20 minutos. Todavia, parecia que eu permaneci três horas e meia nessa bendita fila. Por que? Porque tinha um senhor na minha frente que não se conformava com a fila e ficava resmungando a todo momento, em um instante com o rapaz da frente, no outro, comigo.
O balcão para a retirada do RG corta um corredor, por isso, sempre tinha alguém atravessando a frente do primeiro da fila, impedindo-o de chegar ao balconista assim que chamado. Só que isso fazia a pessoa se atrasar apenas alguns segundos. No entanto, àquele senhor, parecia uma eternidade. Bastava a balconista chamar alguém duas vezes para ele começar a berrar frases como “tá chamando o próximo aí, pô”, “presta atenção aí, tá atrasando a fila”.
O cara era chato demais, não parava um minuto quieto, ouví-lo parecia um castigo. Felizmente, a fila continuou andando a contento, até que chegou a vez dele ser atendido. Fiquei feliz, não porque seria o próximo, mas porque ficaria livre daquele resmungão. Mas, adivinha o que aconteceu?
Duas ou três pessoas passaram na frente do “reclamador profissional” justamente quando ele se tornou o primeiro da fila. E o que aconteceu? Ele se atrasou, fazendo a balconista gritar “próximo” mais de uma vez. Não digo que o que fiz foi certo, mas convenhamos, o cara mereceu. Sem dó, nem piedade, e em alto e bom som, reclamei:
- Pô, olha a fila aí, tá atrasando todo mundo!
- Mas é que tinha uma mulher passando…
Todo mundo da fila começou a reclamar e o resmungão chegou ao balcão mais vermelho que tomate maduro. Pois é, “aqui se faz, aqui se paga”…
Ao som de Angra - Paradise.
4:17 | Inusitado |

Hahaha…mereceu!

Comentário por Nikita — 13/1/2007 @ 22:58
BOAAAA! Eu faria a mesma coisa!!!
Eu me irrito muito muito mesmo com esse tipo de coisa… pessoas sem noção com quem a gente é obrigado a conviver em lugares públicos.
Tem dias que chego em casa completamente estressada, simplesmente por causa da volta no ônibus. Sexta mesmo o cara era um gordo, sentou de lado no banco da frente (aqui em marília todo o lado esquerdo do onibus tem um assento só por fila) e ficava olhando pra minha cara. Nossa eu perco a cabeça com esses inconvenientes.
Comentário por Alini — 14/1/2007 @ 12:30
Isso só prova a minha teoria que as pessoas estão cada dia mais agressivas. Ninguém tem mais paciência pra nada, e os poucos que têm paciência perdem com os que não tem. A coisa toda caminha pra um treco que alguns dizem ser anarquia, mas anarquia é algo muito mais organizado do que esse caos. Num sei porque mas essa história toda me fez lembrar o filme Crash. Mas provavelmente não tem nada a ver com a sua história, é só uma viagem que eu tava tendo aqui rs.
Comentário por Aline — 16/1/2007 @ 22:13