As reformas das vilas
Por Emerson AlecrimDepois de uma noite natalina boa em vários aspectos (infelizmente, não nesse que você está pensando), acordei em torno do meio-dia. Após usar o banheiro, fui à cozinha, peguei alguma coisa para comer, fui para a sala e liguei a TV. Estava passando Chaves e, de imediato, minha mente começou a trabalhar. Alguma coisa naquele episódio me era muito familiar…
No episódio em questão, a vila onde Chaves mora estava em reforma, então ele, Dona Florinda, Dona Clotilde, Chiquinha e sua avó estão passando uns dias na casa do Seu Barriga. Até aí, nada demais, mas como disse, minha mente começou a trabalhar. Não demorou muito para eu entender o porquê desse episódio ter chamado tanto a minha atenção…
Quando tinha 5 ou 6 anos, morava em uma casa alugada que dividia o quintal com outras duas, de forma semelhante à vizinhança do Chaves. Em certa época, o dono dos imóveis nos informou da necessidade de reformar o local. Por ser um trabalho demorado, teríamos que passar aproximadamente um mês fora do lugar, assim como aconteceu no Chaves, com a diferença de que não fomos para a casa do dono.
Minha mãe levou meus irmãos e eu para o Paraná, mas faltando apenas alguns dias para viajarmos, lembro de ter assistido o referido episódio. Eu era pequeno demais para entender que aquilo era uma grande coincidência, então acreditei mesmo que Seu Barriga havia gostado da idéia do dono do local onde eu morava e decidiu imitá-lo.
Talvez seja por isso que muita gente sente falta da infância. Criança não precisa de drogas para “viajar na maionese”…

Ao som de Symphony X - The Asce.
0:04 | Inusitado |

HAHAHAHAHAHA!
Demais!
A arte imitando a vida, eu diria!
Criança é incrível, e o curioso é que elas não sabem o quanto, por isso, não se tornam vaidosas nunca… Maravilhoso…
Bom ser adulto e presenciar coisas assim, pra resgatar um pouco do que é ser criança…
Abraço
Comentário por José Marcos — 26/12/2006 @ 22:43
Só de lembrar destas histórias e resgatá-las para o presente, já mostra que você é um adulto que sabe viver. E que este texto, viajante na maionese, substitui todo o resto alucinógeno.
Abraço,
Fred
Comentário por Fred Neumann — 27/12/2006 @ 0:29