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	<title>Emerson Alecrim &#187; Cotidiano</title>
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Medo de voar de avião</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 21:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é um post que eu havia criado para um blog sobre aviação que não foi pra frente. Mas o texto pode ser tão útil que resolvi republicá-lo aqui. Em resumo: você tem medo de avião? Quem não tem esse problema pode até achar que é besteira, mas muitas pessoas – muitas mesmo! – realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um post que eu havia criado para um blog sobre aviação que não foi pra frente. Mas o texto pode ser tão útil que resolvi republicá-lo aqui. Em resumo: <strong>você tem medo de avião?</strong></p>
<div id="attachment_551" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/12/indo_aviao.jpg"><img class="size-full wp-image-551" title="Bora voar?" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/12/indo_aviao.jpg" alt="Bora voar?" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Bora voar?</p></div>
<p>Quem não tem esse problema pode até achar que é besteira, mas muitas pessoas – muitas mesmo! – realmente sofrem quando entram em uma aeronave. Um exemplo clássico foi o saudoso Tim Maia, que temia tanto os aviões que só entrava – e se mantinha – dentro deles quando bebia, o que o fez se envolver em diversas confusões.</p>
<p>Em muitos casos, a pessoa não tem necessariamente medo de voar, mas receio de algum efeito indesejado, como ouvido tampado, enjoo, dor de cabeça, etc. Outras, por claustrofobia, se incomodam com a sensação de aperto ou aprisionamento que o avião pode causar. Mas me parece que a maioria tem mesmo é medo da situação de voo como um todo.</p>
<p>E há como perder o medo de avião, independente de qual tipo ele seja? Bom, não sou psicólogo ou coisa parecida, mas acredito que é possível perder o medo, sim, ou pelo menos amenizá-lo. Eis algumas dicas que, creio eu, podem ajudar:</p>
<p>- <strong>Tenha em mente que os aviões são muito seguros.</strong> A gente se assusta quando ouve falar de algum acidente, mas não leva em conta que dezenas de milhares de voos são realizados diariamente no mundo todo e, portanto, quando algo acontece, é porque se trata de uma coisa bastante fora do comum. É muito mais fácil morrer em um acidente dirigindo confiantemente o seu carro do que em um desastre aéreo;</p>
<p>- <strong>Não se preocupe com o movimento das asas.</strong> Tem gente que, ao vê-las balançar, entra em pânico pensando que elas vão se soltar a qualquer momento, mas não vão. As asas possuem certa flexibilidade justamente para ajudar na sustentação da aeronave, especialmente em situações de turbulência. Mas se esse balanço ou mesmos os movimentos dos flaps e afins (partes móveis) te fazem sentir um frio na barriga, escolha uma poltrona onde você não possa ver as asas;</p>
<p><strong>- Ocupe a sua mente.</strong> Leia um livro ou uma revista que prenda bastante a sua atenção, faça palavras cruzadas, ouça música (mas apenas quando e se a tripulação autorizar o uso de eletrônicos), puxe conversa com a pessoa ao lado ou mesmo preste atenção na conversa de alguém. Isso não só te permitirá esquecer um pouco o avião como também fará com que o “tempo passe mais rápido”;</p>
<p><strong>- Use roupas e calçados que te deixem confortável e não limitem a sua movimentação.</strong> Deixe para colocar o terno no hotel ou mesmo no banheiro do aeroporto, por exemplo;</p>
<p><strong>- Para quem tem claustrofobia, é uma boa ideia sentar numa poltrona ao lado do corredor.</strong> Ali, você conta com o espaço do centro, diminuindo a sensação de “sufocamento”. Além disso, você pode sair do lugar mais rapidamente, aliviando o sentimento de “aprisionamento”;</p>
<p><strong>- Não tome bebida alcoólica ou café em excesso.</strong> Você pode ficar mais ansioso do que calmo! Você também pode tomar remédios para controlar a ansiedade, mas pelamor, só o faça com orientação médica;</p>
<p><strong>- Frio na barriga, palpitação, suor? Ok, tente controlar essas sensações com respiração.</strong> Feche os olhos, respire fundo e depois solte o ar, sempre devagar. Faça isso até se acalmar. Ao mesmo tempo, pense no benefício da viagem: conhecer um lugar bacana, conseguir um cliente novo, matar as saudades de uma pessoa, enfim;</p>
<p><strong>- É normal o avião balançar, inclinar, fazer algum barulho, etc.</strong> Lembre-se que há pelo menos duas pessoas dentro da aeronave que são pagas e preparadas para lidar com todos os aspectos do voo, portanto, deixe que elas se preocupem com o avião.</p>
<p>Perceba que não há milagre. O negócio é enfrentar o seu medo. Aliás, sentí-lo é absolutamente normal e não é motivo para vergonha. O importante é não chegar ao ponto de deixar de viajar por causa disso. Se este é o seu caso, bola pra frente: levante a cabeça e procure ajuda profissional <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Serj Tankian &#8211; Baby.</em></p>
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		<title>Alô? Estou ligando para encher o seu saco!</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 00:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um único dia, me ligaram cinco vezes oferecendo assinaturas do jornal Folha. Naquela semana, devo ter recebido ainda outros dois ou três telefonemas me ofertando cartão de crédito; não lembro com exatidão, mas tenho certeza disso, pois recebia essas &#8220;ofertas tentadoras&#8221; constantemente. Nem acreditei quando o PROCON-SP implementou o bloqueio de telemarketing por telefone. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um único dia, me ligaram cinco vezes oferecendo assinaturas do jornal Folha. Naquela semana, devo ter recebido ainda outros dois ou três telefonemas me ofertando cartão de crédito; não lembro com exatidão, mas tenho certeza disso, pois recebia essas &#8220;ofertas tentadoras&#8221; constantemente. Nem acreditei quando o PROCON-SP implementou o bloqueio de telemarketing por telefone. Acreditei menos ainda quando percebi que o negócio funciona!</p>
<p>A ideia é muito simples: você entra no <a href="http://www.procon.sp.gov.br/categoria.asp?id=964">site do PROCON-SP</a>, cadastra seus números de telefones &#8211; inclusive celulares &#8211; e, dentro de um mês, nenhuma empresa poderá te ligar para oferecer produtos ou serviços. Se alguma companhia desrespeitar sua decisão, basta fazer uma denúncia fornecendo o máximo de dados que puder.</p>
<p>Eu só lamento que as coisas tenham que funcionar assim, apoiada na lei, não no bom senso. Com um pensamento pra lá de antiquado, empresas não hesitam em utilizar armas desleais para vender, sem pensar nas consequências futuras. E fazem isso porque, no curto prazo, essas estratégias funcionam.</p>
<p>Funcionam porque temos dificuldades para dizer não, tanto que muitas vezes usamos desculpas no lugar de &#8220;não quero&#8221;, o que acaba dando brechas para a argumentação da pessoa no outro lado da linha, que por sua vez pode acabar conseguindo a sua aceitação, mesmo quando você decididamente não quer nada.</p>
<p>E essa argumentação é mesmo pesada. Certa vez, um vendedor de assinaturas de revistas disse até que eu poderia perder o meu emprego se não me mantivesse bem informado. Irritado, respondi que ele tinha razão, por isso eu assinava uma revista concorrente. Para outras pessoas, no entanto, esse argumento pode ser assustador, por incrível que pareça.</p>
<p>Os vendedores são preparados para explorar pontos fracos das pessoas. Eles conseguem fazer a pessoa se sentir mal-educada quando, na verdade, ela é quem está sendo desrespeitada. Idosos e indivíduos que se intimidam facilmente estão entre as principais &#8220;vítimas&#8221;. E quem é esperto suficiente para não cair na laia desse povo também não escapa: pode conseguir não ser enganado, porém não fica livre das irritantes ligações.</p>
<p>É por isso que considero o bloqueio de telemarketing do PROCON-SP uma das &#8220;invenções do século&#8221;! Você não sabe o prazer que senti quando disse a uma vendedora da Claro que iria denunciá-los por terem me ligado. E assim o fiz:</p>
<div id="attachment_479" class="wp-caption alignnone" style="width: 462px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/03/bloqproc.jpg"><img class="size-full wp-image-479" title="Denúncia contra a Claro no PROCON-SP" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/03/bloqproc.jpg" alt="Denúncia contra a Claro no PROCON-SP" width="452" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Denúncia contra a Claro no PROCON-SP</p></div>
<p>É uma pena esse tipo de serviço só funcionar em São Paulo. É uma ideia tão boa que deveria ser estendida ao país todo. Está certo que não resolve todos os problemas: ONGs que pedem doações não precisam respeitar o bloqueio. Não que eu seja contra esta prática; o que me irrita mesmo é a insistência e o excesso.</p>
<p>Para quem mora em São Paulo, existe o bloqueio do PROCON-SP. Para todos os outros estados, o negócio é ser duro: desligue na cara, se faça de louco, mande a pessoa para a puta que o pariu, mas não caia no papo dessa galera. Limite-se a sentir raiva com o seu telefone apenas pelos trotes ou pela conta no final do mês.</p>
<p><em>Ao som de Hypnotize &#8211; System of a Down.</em></p>
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		<title>Conjuntivite: e agora?</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 18:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Deitei na cama para dormir e, quase que imediatamente, senti uma irritação leve no olho direito. Nem dei atenção porque, para mim, era só um cisco que certamente sairia dali no decorrer da noite. No entanto, quando acordei, parecia que havia areia no olho. Cocei, instintivamente, o que me fez perceber que a região estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deitei na cama para dormir e, quase que imediatamente, senti uma irritação leve no olho direito. Nem dei atenção porque, para mim, era só um cisco que certamente sairia dali no decorrer da noite. No entanto, quando acordei, parecia que havia areia no olho. Cocei, instintivamente, o que me fez perceber que a região estava bastante inchada. Então pulei da cama e corri para o espelho do banheiro. Uma forte vermelhidão. Sim, eu estava com conjuntivite.</p>
<p>Na verdade, eu não fui a primeira vítima da família. Dias antes, meu irmão mais novo chegou em casa com os mesmos sintomas, mas conseguiu se recuperar rapidamente. Mas logo depois foi a vez da minha mãe, que chegou a ter o que se conhece como &#8220;derrame ocular&#8221;. Apesar disso, não reforcei os cuidados para evitar minha contaminação, confiando cegamente na minha saúde. Estou pagando muito caro por esse erro.</p>
<p>No mesmo dia, o olho esquerdo também foi afetado. Parecia que eu havia levado um soco nos dois lados. O pior de tudo é que o inchaço na região não permite a abertura total das pálpebras, me fazendo ter que usar óculos escuros para não forçar os olhos.</p>
<p>Estou indo para a segunda semana com a doença, o que me fez cancelar uma série de compromissos. O que mais me chateia é que algumas pessoas deram a entender que eu, na verdade, apenas arranjei uma desculpa para não comparecer aos eventos. Talvez elas não entendam como a conjuntivite é.</p>
<p>Até pouco tempo atrás, eu mesmo não dava importância ao assunto, mesmo com os alertas de <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/03/18/capital-paulista-tem-epidemia-de-conjuntivite-com-mais-de-mil-casos-por-dia-924041770.asp">epidemia em São Paulo</a>, já que acreditava que qualquer problema do tipo seria resolvido com remédios que aceleram a recuperação. De fato, até há medicamentos do tipo para conjuntivite bacteriana ou alérgica, mas na viral, que é o meu caso, o tratamento consiste simplesmente em combater os sintomas. Tal como numa gripe, é necessário esperar que o corpo reaja ao invasor. Não há remédio capaz de &#8220;matar&#8221; os vírus, mesmo porque estes sofrem mutações constantemente.</p>
<p>Se tiver estômago pra isso, clique na figura abaixo caso queira ver como ficaram meus olhos:</p>
<p><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/03/euconjutreal.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-469" title="Eu com conjuntivite (desenho)" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/03/euconjut.jpg" border="0" alt="Eu com conjuntivite (desenho)" width="365" height="136" /></a></p>
<p>Mais do que qualquer colírio, uma coisa que tem me ajudado bastante a combater os efeitos da conjuntivite são as compressas de água gelada. Essa ação ajuda a aliviar os edemas em volta dos olhos e diminui, mesmo que temporariamente, a irritação na região. Se não fosse isso, acho que já teria pirado.</p>
<p>A conjuntivite é uma doença altamente contagiosa. Acredite se quiser, mas a melhor maneira de prevení-la é lavando (bem) as mãos com frequência. Se não houver uma pia com sabão por perto, a dica é usar álcool em gel, que não necessita de água e pode ser transportado facilmente na mochila ou na bolsa, por exemplo.</p>
<p>Geralmente, a contaminação ocorre quando a pessoa toca em uma região que contém o vírus ou a bactéria &#8211; o ferro de apoio do ônibus ou uma maçaneta, por exemplo &#8211; e, depois, leva os dedos aos olhos. É por isso que lavar as mãos é tão importante, assim como evitar ao máximo coçar os olhos.</p>
<p>É bom frisar que simplesmente olhar para uma pessoa com conjuntivite ou se aproximar dela não causa contaminação. Do contrário, médicos e enfermeiros atenderiam os doentes com roupas de astronauta.</p>
<p>De qualquer forma, é bom evitar abraços, apertos de mão, beijos e objetos compartilhados, como toalhas de rosto, por exemplo (sexo então&#8230;). Se houver alguém com conjuntivite na casa, também é bom limpar telefones, controles remotos, maçanetas, mouses, interruptores de luz e qualquer objeto tocado constantemente.</p>
<p>Se você pegou a doença, a primeira coisa a fazer é: não entrar em pânico. Em seguida, contar com uma boa dose de paciência. Não cometa o erro de usar colírios deliberadamente. Só o faça com orientação médica, pois o problema pode piorar se você aplicar o medicamento errado. E não é difícil entender o porquê: se você usar colírios antibacterianos para uma conjuntivite viral, não haverá efeito positivo. Além disso, os problemas podem variar de pessoa para pessoa. Por exemplo: o médico pode receitar um colírio para um amigo para controlar a pressão intraocular. Se você tomar esse remédio sem ter problemas do tipo, poderá enfrentar complicações.</p>
<p>Os cuidados preventivos devem ser mantidos mesmo se você já estiver doente, não só para evitar que outras pessoas sejam contaminadas, mas também para diminuir os riscos de recidiva do vírus ou da bactéria. Não coce o olho. Como disse, compressas de água gelada (filtrada, fervida ou mineral) ajudam a lidar com a irritação. Mas, para isso ou para a limpeza da região afetada, utilize sempre materiais descartáveis, como gaze ou discos de algodão. Nunca use toalhas ou lenços de pano. Ah, óculos escuros também podem ajudar a evitar irritação, pois diminui à sensibilidade à luz (fotofobia). Também ajuda a evitar sustos alheios, hehehe&#8230;</p>
<p>A conjuntivite não é uma doença &#8220;letal&#8221;, mas também não é uma enfermidade simples, portanto, leve a sério o tratamento, pois as complicações podem inclusive diminuir sua capacidade de enxergar. E lembre-se de que o médico oftalmologista é a pessoa certa para indicar o caminho a seguir, portanto, não aplique nenhum medicamento nos olhos sem orientação especializada.</p>
<p>Tendo você ficado doente ou não, os cuidados de higiene devem ser mantidos, mesmo porque o fato de ter pegado conjuntivite não significa que você não poderá ser contaminado novamente. Além disso, essa prática ajuda a evitar outras doenças <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Dream Theater &#8211; Through Her Eyes.</em></p>
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		<title>Fazendo a lei ser cumprida</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 16:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, a eminente sensação de estar sendo enganado. Das coisas que despertam a minha ira, essa é uma das que a fazem mais rapidamente. Ontem eu tive certeza disso. Compareci ao guichê da empresa de ônibus Andorinha, no terminal Barra Funda, em São Paulo, para devolver duas passagens de um casal de amigos que havia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, a eminente sensação de estar sendo enganado. Das coisas que despertam a minha ira, essa é uma das que a fazem mais rapidamente. Ontem eu tive certeza disso.</p>
<p>Compareci ao guichê da empresa de ônibus Andorinha, no terminal Barra Funda, em São Paulo, para devolver duas passagens de um casal de amigos que havia cancelado sua viagem. A atendente me disse que, na devolução, é necessário reter <strong>7%</strong> do valor de cada bilhete. Foi exatamente neste ponto que o alarme que avisa que estou sendo enganado tocou. E tocou alto!</p>
<p>De fato, a lei &#8211; neste caso, determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) &#8211; permite que a empresa de ônibus retenha um valor nas devoluções de passagens, mas essa quantia não pode ser superior a <strong>5%</strong>! E o detalhe mais importante: no verso do bilhete está escrito justamente isso, veja:</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pass_and.jpg" alt="Aviso no bilhete da Andorinha" /></p>
<p>Ao questionar sobre a divergência, outro atendente apareceu e me informou que os 7% fazem parte de uma nova lei da ANTT. Ah, certo! Mas por que a passagem continua exibindo 5%? &#8220;Porque o bilhete é de impressão antiga&#8221;. Sei. Pedi para ele me mostrar onde a ANTT determina valor máximo de 7%. Ele até procurou, mas não achou nada.</p>
<p>Diante da negativa da companhia de me descontar 5% e não 7%, fui ao posto de atendimento da ANTT, no terminal da Barra Funda mesmo. A atendente foi clara: 5%. Se insistirem com 7%, volte aqui e eu mando um fiscal na hora ver o problema.</p>
<p>Segui a orientação. Informei que se não descontassem 5% eu chamaria o fiscal da ANTT. Prontamente o problema foi resolvido. Prontamente. Mas a história não terminou aí: depois do ocorrido, liguei para o atendimento da Andorinha para me queixar desse transtorno e sabe qual resposta que eu tive? Que a ANTT determina 5%, mas a empresa pode trabalhar com o valor que quiser. MEN-TI-RA! Liguei na ANTT para confirmar: todas as empresas devem cumprir o limite de 5%. TODAS!</p>
<p>Eu consegui fazer a lei ser cumprida. Você pode até me dizer que fiz tempestade em copo d&#8217;água, afinal, a diferença de 5% para 7% é tão pequena&#8230; No entanto, o truque está justamente nos valores insignificantes. Ora, se uma empresa descontasse, por exemplo, 25%, todo mundo reclamaria. Agora, cobrando apenas 2% a mais, todo mundo tende a colocar em prática o velho &#8220;deixa pra lá&#8221;. E um monte de &#8220;deixa pra lá&#8221; é muita coisa!</p>
<p>Se você também é do tipo que não gosta de ser feito de idiota, os seguintes links são leituras obrigatórias. Eles contêm cartilhas que a ANTT e a ANAC (para a aviação) disponibilizam para orientar os passageiros:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.antt.gov.br/passageiro/DireitoseObrigacoes/cartilha_direitosdeveres2010.pdf">Cartilha da ANTT</a>;</li>
<li><a href="http://www.anac.gov.br/dicasanac/pdf/novo/anac_guia_do_passageiro.pdf">Cartilha da ANAC</a>.</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Iced Earth &#8211; The path I choose.</em></p>
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		<title>O jeito paulistano de atravessar a rua</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 06:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que a galinha atravessa a rua? Para chegar ao outro lado. Apesar de ser uma piada &#8220;hilária&#8221;, tenho que concordar com ela, mesmo porque eu atravesso a rua pelo mesmo motivo (você não?). O problema é que, no último final de semana, me fizeram uma pergunta &#8220;igual, mas diferente&#8221;: Por que você NÃO atravessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por que a galinha atravessa a rua? Para chegar ao outro lado.</em> Apesar de ser uma piada &#8220;hilária&#8221;, tenho que concordar com ela, mesmo porque eu atravesso a rua pelo mesmo motivo (você não?). O problema é que, no último final de semana, me fizeram uma pergunta &#8220;igual, mas diferente&#8221;: Por que você NÃO atravessa a rua? <em>Para esperar o carro passar, ué!</em></p>
<p>Eu estava em Campo Mourão, Paraná, andando calmamente pela cidade com a minha prima durante uma noite muito bonita. Atravessamos a primeira rua tranquilamente. A segunda, idem, mas na terceira eu parei e minha prima continuou. Daí ela olhou para trás e fez a tal pergunta. Desde então, cada vez que íamos atravessar uma rua, ela dizia que eu podia fazê-lo imediatamente, sem medo, porque os carros iam parar. E paravam. Mesmo sabendo disso, eu instintivamente hesitava em toda e qualquer travessia, fazendo minha prima achar graça daquilo.</p>
<p>Então expliquei que em São Paulo as pessoas estão acostumadas a atravessar a rua somente depois de os carros passarem, exceto quando os veículos estão muito longe ou quando algum gentil motorista para e sinaliza para que os pedestres atravessem. Até mesmo quando o farol (denominação tipicamente paulistana para &#8220;semáforo&#8221;) fecha, muitas pessoas só atravessam a rua quando todos os veículos param. Eu sou uma delas e mais de uma vez me senti aliviado por agir assim&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/abbeyroad.jpg" alt="Jeito " /><br />
<small>Jeito &#8220;Beatles&#8221; de atravessar a rua</small></p>
<p>Passei então a pensar no assunto. No dia seguinte, fui para Maringá. Em uma visita anterior à cidade descobri por outros primos que se você parar numa faixa de pedestre e esticar o braço, o motorista que estiver vindo vai parar o carro (ou ao menos deveria, pois me parece que essa é uma prática recente por lá), comportamento esse que é bastante comum em Brasília, aliás.</p>
<p>Sozinho, sem ninguém para utilizar como cobaia ( <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  ), resolvi fazer o teste por conta própria: parei em uma faixa, estiquei o braço rapidamente e&#8230; Bingo! O motorista parou como se fosse a coisa mais normal que existe. Se eu fizesse isso em São Paulo, o condutor ia pensar que eu estava acenando para um ônibus logo atrás ou que estava pedindo carona. Ou que eu era um retardado mesmo. Com base nas duas vezes em que estive por lá, acredito que no Rio de Janeiro não ia ser muito diferente&#8230;</p>
<p>Independente do lugar em que eu esteja, prefiro continuar com o método paulistano de atravessar a rua. Pode me deixar mais lento, mas ao menos sei que funciona, tanto é que orientei meus primos paranaenses a agirem da mesma forma quando estiverem em São Paulo. E a galinha? Bom, ela sabe muito bem o que fazer: ao invés de voltar ou de acelerar o passo para fugir do carro, ela segue na mesma direção e sentido do veículo até que este finalmente a alcance. Esperta ela: já que vai morrer mesmo, ao menos morre com muita &#8220;emoção&#8221;&#8230;</p>
<p><em>Ao som de Battlelore &#8211; Moontower.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Papo sério: Santa Catarina precisa de sua ajuda!</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 19:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já estava me acostumando com a idéia de deixar este blog que nem os livros das bibliotecas públicas do Brasil: pegando poeira. Mas tenho que interromper essa fase de &#8220;abstinência&#8221; por um motivo pra lá de sério: as enchentes em Santa Catarina, que já causaram dezenas de mortes e deixaram milhares de pessoas desabrigadas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já estava me acostumando com a idéia de deixar este blog que nem os livros das bibliotecas públicas do Brasil: pegando poeira. Mas tenho que interromper essa fase de &#8220;abstinência&#8221; por um motivo pra lá de sério: as enchentes em Santa Catarina, que já causaram dezenas de mortes e deixaram milhares de pessoas desabrigadas.</p>
<p>Já enfrentei enchentes aqui em São Paulo. Em uma delas, eu estava em um ônibus que ficou ilhado. Todos os ocupantes do veículo tiveram que esperar a água baixar para que tivessem condições de sair. Em outra situação, dentro de uma lotação, vi a água transbordando do rio de maneira extremamente rápida e agressiva. Em questão de segundos, a avenida foi tomada por aquele mar de água cor de terra. A situação só não complicou porque o motorista teve astúcia suficiente para manobrar o veículo e fugir daquele monstro que parecia querer engolir a gente.</p>
<p>Essas situações são terríveis, acredite. A sensação de insegurança é muito grande, assim como o sentimento de impotência. Mas, pior mesmo, é ver sua casa sendo invadida pela força das águas, não poupando nada, nem ninguém. E é justamente isso o que está acontecendo em Santa Catarina&#8230; </p>
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/scurgente1.jpg" alt="Enchentes em Santa Catarina" /></div>
<div align="center">
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/scurgente2.jpg" alt="Enchentes em Santa Catarina" /></p>
<p><small>Imagens de Adilson Kormann, extraídas do <a href="http://www.uhull.com.br/11/25/fotos-da-enchente-em-santa-catarina/" target="_blank">blog Uhull</a>.</small></div>
<p>Os relatos que encontro em sites de notícias, blogs, Orkut, etc, impressionam. A situação está realmente complicada, mas aparentemente as pessoas não estão tendo noção da dimensão do problema porque a imprensa não está dando o devido destaque a esses acontecimentos. Em comparação aos casos das meninas Isabella e Eloá, por exemplo, de fato há pouca atenção da mídia.</p>
<p>Por conta disso, pessoas sérias desse país estão se mobilizando como podem. Há quem esteja realizando arrecadações nos quatro quantos do Brasil, há quem esteja dando notícias e organizando ajuda através de Orkut, Twitter e blogs, há quem esteja fazendo doações de roupas e alimentos, enfim.</p>
<p>Hoje pela manhã fiz uma doação à Defesa Civil de Santa Catarina. Se você quiser fazer o mesmo, eis os dados bancários:</p>
<p><i>- Banco do Brasil, agência 3582-3, conta corrente 80.000-7;</i> ou<br /><i>- Bradesco, agência 0348-4, conta corrente 160.000-1; ou</i><br /><i>- Banco do Estado de Santa Catarina, agência 068-0, conta corrente 80.000-0.</i></p>
<p><i>Nome da pessoa jurídica: Fundo Estadual da Defesa Civil;</i><br /><i>CNPJ: 04.426.883/0001-57.</i></p>
<p>Também fiz uma <a target="_blank" href="http://www.infowester.com/blog/enchentes-em-santa-catarina-ajude-com-doacoes/">nota sobre o assunto lá no InfoWester</a>. É sério, se você puder ajudar com alguma coisa, o faça. A situação está complicada por lá. Há dezenas de milhares de desabrigados e tem gente passando fome, sem itens de cuidados pessoais, sem remédios, enfim.</p>
<p>Essa é a hora em que devemos fazer alguma coisa. Só ficar lamentando na frente da TV ou do computador não vai ajudar em nada, portanto, mãos à obra!</p>
<p>Se alguém precisar de mais informações, os seguintes links podem ajudar:</p>
<p>- <a target="_blank" href="http://www.defesacivil.sc.gov.br/">Defesa Civil de Santa Catarina</a>;<br />- <a target="_blank" href="http://allesblau.net/">Notícias de Blumenau</a>.</p>
<p> <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>É, aprovaram a nova lei do estágio&#8230;</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/e-aprovaram-a-nova-lei-do-estagio/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 15:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa é certa: boa parte das empresas brasileiras que contratam estagiários o fazem principalmente porque esta é uma forma de se obter mão-de-obra barata. Eu mesmo passei por isso. Nos estágios que fiz durante a minha vida acadêmica, o meu nível de responsabilidade e cobrança era quase igual ao de funcionários experientes. Por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa é certa: boa parte das empresas brasileiras que contratam estagiários o fazem principalmente porque esta é uma forma de se obter mão-de-obra barata. Eu mesmo passei por isso. Nos estágios que fiz durante a minha vida acadêmica, o meu nível de responsabilidade e cobrança era quase igual ao de funcionários experientes.</p>
<p>Por um lado isso é bom: faz você entrar no ritmo do que entendemos como mercado de trabalho, te ensina a lidar com outras pessoas e, obviamente, reforça os seus conhecimentos sobre a área que escolheu (desde que o estágio seja relacionado a essa área, é claro).</p>
<p>O problema é que, muitas vezes, a jornada de trabalho é tão puxada que atrapalha os seus estudos. Seu salário, ou melhor, sua bolsa-auxílio, corresponde à metade do salário de um funcionário com funções parecidas. Não ter direito a férias e a outros benefícios também é ruim, mas somente quando você percebe que o que te torna diferente de um funcionário é unicamente o que está escrito em sua carteira de trabalho, porque o resto é igual.</p>
<p>É claro que há exceções. Eu mesmo tive sorte de estagiar em uma multinacional que me ensinou muito, me deu responsabilidades que eu queria, me fez trabalhar em uma jornada de apenas 30 horas semanais, me pagava bem e, acima de tudo, respeitava a minha condição de estudante: se eu necessitasse faltar para fazer algum trabalho acadêmico ou mesmo para estudar para uma prova, bastava falar com a chefe e ficava tudo resolvido.</p>
<p>Mas, como eu disse, essa não é a realidade de boa parte das empresas. Certamente foi isso que fez com que uma <a target="_blank" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL774980-5604,00-LULA+SANCIONA+LEI+QUE+REGULAMENTA+ESTAGIO.html">nova lei de estágio fosse aprovada recentemente</a>. Há várias mudanças que beneficiam o estagiário, como obrigatoriedade de férias, carga horária semanal limitada, contrato com duração de até 2 anos e número máximo de estagiários de acordo com a quantidade de funcionários. Neste último, se uma empresa tiver mais de 25 funcionários, por exemplo, poderá ter até 20% de estagiários.</p>
<p>Eu aprovo a nova lei e, para ser sincero, acho que ela chegou tarde, mas não posso negar que alguns problemas poderão ocorrer: diante das novas medidas, a quantidade de estágios disponíveis pode cair, portanto, muitos estudantes poderão ter maior dificuldade para ingressar no mercado de trabalho.</p>
<p>De qualquer forma, uma mudança se faz necessária. Estágio é estágio, não mão-de-obra barata! Para muitas empresas, contratar funcionários é difícil, eu sei, há muito ônus e tal, mas não vejo isso como desculpa para condicionar estagiários como solução para esse problema, principalmente quando o estudante é colocado em funções que em pouco ou nada lhe acrescentam.</p>
<p>Essa lei é muito recente, portanto, ainda é cedo para termos certeza dos impactos &#8211; positivos e negativos &#8211; que ela terá. Por isso, é importante ao estudante interessado em um estágio procurar vagas em empresas que realmente podem lhe trazer benefícios. Para encontrar essas empresas, procure dicas na internet, converse com colegas de escola ou faculdade que já estão inseridos no mercado de trabalho (quem sabe não rola o tradicional &#8220;QI&#8221;?) e, acima de tudo, esteja ligado em tudo o que acontece na área que escolheu. Se você se esforçar, certamente conseguirá encontrar um estágio que realmente é um estágio <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de The Aerium &#8211; Wanderer.</i></p>
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		<title>Feiras de ciências &#8211; Parte 2</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/feiras-de-ciencias-parte-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 13:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Parte final do texto &#8220;Feiras de ciências &#8211; Parte 1&#8243;. Minha terceira feira de ciências aconteceu no meu 1º ano do ensino médio, em outra escola. Adivinha qual era o tema da minha sala? Exatamente, sexualidade! Meu grupo ficou com a parte mais chata, embora não menos importante: planejamento familiar. O mais legal foi que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a href="http://www.ealecrim.net/feiras-de-ciencias-parte-1/">Parte final do texto &#8220;Feiras de ciências &#8211; Parte 1&#8243;.</a></strong></em></p>
<p>Minha terceira feira de ciências aconteceu no meu 1º ano do ensino médio, em outra escola. Adivinha qual era o tema da minha sala? Exatamente, sexualidade! Meu grupo ficou com a parte mais chata, embora não menos importante: planejamento familiar.</p>
<p>O mais legal foi que a sala toda contou com o auxílio da professora de psicologia e de uma ONG que dá apoio a pessoas soropositivo: <em>Projeto Esperança</em>. Graças a isso, conseguimos orientação, panfletos informativos, cartazes e até camisinhas para distribuir aos visitantes. </p>
<p>O começo da feira foi bem engraçado. Um grupo ficou responsável por explicar como se usa um preservativo. O primeiro colega responsável por fazer essa demonstração (calma gente, o grupo usou bananas para isso), estava tão nervoso e tão constrangido, que uma das meninas da sala se irritou, falou &#8220;dá isso aqui&#8221; e mostrou como se faz. No final da demonstração, ela foi até aplaudida. Eu acho que ela acabou se arrependendo, pois não apareceu mais, hehehe&#8230;</p>
<p>A sala era, de longe, a mais movimentada (por que será, né?). A gente viu de tudo ali. Mulheres com certa idade que não tinham noção dos perigos das doenças sexualmente transmissíveis, adolescentes e pré-adolescentes esbanjando curiosidade, meninas preocupadas com gravidez e moleques querendo saber sobre a importância do tamanho do pênis. Uma moça havia comentado comigo que seu marido se negava a usar preservativo. É claro que ela esperava de mim alguma orientação. A melhor coisa que pensei no momento foi sugerir o uso da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Female_condom" target="_blank">camisinha feminina</a>. Ela achou a idéia interessante e eu lhe entreguei um panfleto que explicava como usá-la.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2008/08/prefem2.jpg" alt="Preservativo feminino" /></p>
<p>Tão logo ela foi embora, uma moça de uns 18 anos se aproximou de mim. Caro leitor, por mais vulgar que lhe pareça, me permita usar esses termos, pois somente assim a descreverei da forma mais fiel: ela era gostosa pra caramba! Corpo violão, peitões, bunda perfeita, pernões, cheiro bom, enfim. Em contraste com essa bela imagem, estava um garoto magricelo, com o rosto cheio de espinhas, óculos de lentes grandes, andar desajeitado, aparência de CDF, tímido e cabelo esquisito: eu.</p>
<p>A garota me chamou de canto e, sussurrando para ninguém ouvir (e, mesmo não intencionalmente, para me deixar arrepiado), me perguntou se a tal da camisinha feminina causava dores nas mulheres e se eu podia explicar um pouco detalhadamente como utilizá-la. Nobre leitor, por favor, pare e pense na cena: um mulherão daqueles pedindo conselhos íntimos para um moleque bobão&#8230;</p>
<p>A primeira coisa que fiz foi me perguntar: por que é que eu não caí no grupo que travava de preservativos? Em seguida, eu olhei novamente para aquele belo par de&#8230; Bom, você sabe, e disse a mim mesmo: diga algo que a impressione, rápido! Mas eu não sabia como começar e, para ganhar tempo, disse: </p>
<p>- Veja bem&#8230;</p>
<p>Nesse momento, a professora de psicologia apareceu e, com uma gentileza que somente esse tipo de profissional consegue ter, chamou a gostosona para outro canto e, ali, elas tiveram um papo de mulher para mulher. Bom, quanto a mim, fiz uma cara de &#8220;estava bom demais para ser verdade&#8221; e tratei de voltar ao trabalho.</p>
<p>A minha quarta e última feira de ciências foi a mais sem graça de todas. Aconteceu no meu 3º ano do ensino médio. O tema da minha sala era eletricidade. Por um triz não pegamos sexualidade novamente. Para ser sincero, eu não lembro exatamente do que o meu grupo tratou. Eu sei que um grupo vizinho tinha uma bela de uma casa de bonecas feita em madeira toda iluminada. Era a principal atração da sala. A única coisa da qual me lembro bem é que, em um dado momento, fui apresentar o meu trabalho a um grupo de visitantes e&#8230; Bom, o que acontece com quem brinca com energia elétrica? Exato, levei um baita de um choque na frente de todo mundo! </p>
<p>Eu juro que até tentei fazer um trabalho decente. Depois do choque, tratei de organizar melhor os fios para que as futuras vítimas não fossem os visitantes. Esse foi o meu erro. Quando já estava anoitecendo, um grupo entrou na sala e começou a tocar axé, funk, forró, etc. O lugar virou uma zona! Se eu não tivesse organizado os fios, as chances de algum daqueles infelizes ter levado um choque seriam bem maiores. </p>
<p>Não restou outra coisa a não ser recolher tudo e ir assistir à apresentação de uma banda de rock no pátio. O grupo não tocava muito bem, mas aquilo era bem melhor do que ouvir aquelas porcarias que estavam tocando na sala em que eu estava.</p>
<p>E assim termina a minha saga pelas feiras de ciências da vida. De todos os eventos que tinham nas escolas pelas quais passei, esses eram, de longe, os que mais agradavam aos alunos, mesmo porque era aberto ao público e, no final, sempre havia algum tipo de comemoração. E foi nessas feiras que comecei a lidar com coisas com as quais lido até hoje, como prazo apertado, impressão de que tudo vai dar errado, improvisos, negociações e etc. Azar de quem não soube aproveitar <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Soultakers &#8211; Floating.</em></p>
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		<title>Estrelando: Pica-Pau!</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 20:16:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus pais não eram nem nascidos quando Pica-Pau (Woody Woodpecker) deu o ar da graça pela primeira vez. Foi no ano de 1940 que um dos pássaros mais malucos do mundo dos desenhos animados surgiu. Até hoje, Pica-Pau é sinônimo de sucesso, de desenho que não enjoa, fazendo com que geração após geração se divirta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="left"><img style="max-width: 800px; float: right; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pp0.jpg" alt="Pica-Pau" />Meus pais não eram nem nascidos quando <b>Pica-Pau</b> (<i>Woody Woodpecker</i>) deu o ar da graça pela primeira vez. Foi no ano de 1940 que um dos pássaros mais malucos do mundo dos desenhos animados surgiu. Até hoje, Pica-Pau é sinônimo de sucesso, de desenho que não enjoa, fazendo com que geração após geração se divirta com os seus mais variados episódios. Que o diga a TV Record, que atualmente alcança ótimos índices de audiência com a exibição de Pica-Pau em variados horários.</div>
<p>Pica-Pau surgiu pela mente geniosa do cartunista americano <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Lantz">Walter Lantz</a>. Dizem que, certa vez, Lantz e sua esposa <i>Grace Stafford</i> estavam curtindo sua noite de núpcias em um chalé em <i>Sherwood Lake</i>, mas um pica-pau passou horas e horas bicando o telhado do lugar. Quando o pássaro foi embora, começou a chover e, graças às goteiras, descobriram que o pica-pau havia feito vários buracos no telhado. Grace teve então a idéia de sugerir a Walter que criasse um pica-pau irritante em seus desenhos animados. Não se sabe, porém, se essa história é verdadeira, pois Walter e Grace se casaram depois que o desenho de Pica-Pau estreou, em 1940.</p>
<p>O que se sabe mesmo é que a primeira aparição de Pica-Pau foi como coadjuvante no episódio <i>Knock Knock</i>, de <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Andy_Panda">Andy Panda</a>. Nesse desenho, Pica-Pau inferniza a vida de Andy e seu pai ao fazer buracos no teto de sua casa. Os dois ursos tentam de tudo para fazer Pica-Pau parar, inclusive colocar sal na cauda do pássaro maluco. </p>
<p>Pica-Pau se mostrou tão irreverente que agradou os produtores da <a target="_blank" href="http://www.universalpictures.com/">Universal Pictures</a>, fazendo com que ganhasse episódios exclusivos dali por diante e ocupasse o posto de principal desenho de Walter Lantz, deixando Andy Panda como personagem secundário.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pp1.jpg" alt="Pica-Pau e Andy Panda" /><br /><small><i>Pica-Pau e Andy Panda</i></small></p>
<p>Quando eu era moleque, ficava intrigado com as constantes mudanças na aparência do Pica-Pau. Não é preciso ser muito atento aos detalhes para notar que suas patas (ou pernas?), suas penas vermelhas da cabeça (ou cabeleira?) e até a sua fisionomia não eram iguais em todos os episódios. Isso aconteceu porque, ao longo do tempo, os desenhos de Pica-Pau passaram pelas mãos de vários artistas.</p>
<p>O primeiro visual de Pica-Pau faz jus à idéia original, isto é, a de um pássaro totalmente biruta. Pica-Pau tinha patas totalmente amarelas, tórax vermelho, cauda verde, dava gargalhadas insanas e não raramente ficava vesgo. O visual mais gracioso e &#8220;normal&#8221; de Pica-Pau surgiu pelas mãos de <i>Emery Hawkins</i> e, aparentemente, teve sua primeira aparição no episódio <i>The Barber of Seville</i>, quando Pica-Pau perdeu a aparência de maluco (embora não o tenha deixado de ser) e passou a ter penas azuis em suas pernas e cauda. Depois disso, Pica-Pau teve outras mudanças, mas nada muito radical.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pp2.jpg" alt="O primeiro e o segundo visual de Pica-Pau" /><br /><i><small>O primeiro e o segundo visual de Pica-Pau</small></i></p>
<p>É claro que a gente não pode falar de Pica-Pau sem dar destaque à sua inusitada risada. Quem é que, ao menos uma vez na vida, não tentou rir como o Pica-Pau? Quem é que não se frustrou ao descobrir que não era tão fácil assim? O que pouca gente sabe é que a risada que virou marca registrada de Pica-Pau não é, necessariamente, original. Ela foi usada, inicialmente, por um coelho chamado <i>Happy Rabbit</i> que, pasme, mais tarde se transformou no <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bugs_Bunny">Pernalonga</a> (<i>Bugs Bunny</i>).</p>
<p>E como é que essa risada foi &#8220;tomada&#8221; por Pica-Pau? A tal risada foi criada pelo dublador americano <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mel_Blanc"><i>Mel Blanc</i></a>. Antes de dublar Pica-Pau, Blanc dublou Happy Rabbit e chegou a fazer o coelho usar a risada em quatro episódios. Um deles se chama <i>Elmer&#8217;s Candid Camera</i> e <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=BPVxSWBAtmM">pode ser visto aqui</a> (se o link não funcionar, é porque o YouTube tirou o vídeo do ar, mas basta procurar por seu nome na internet para encontrá-lo). Parece que, nos extras do DVD <i>Looney Tunes: Back in Action</i>, é possível encontrar uma cena cortada do filme que mostra Pernalonga sendo atingido por um raio que o faz voltar a ter a aparência de Happy Rabbit, ocasião em que ele dá a tal risada, só que com uma voz mais grossa.</p>
<p>Pena que essa história teve lá seus problemas. Devido a um contrato que fechou com a Warner, Blanc só pôde dublar três ou quatro episódios de Pica-Pau. O problema é que os dubladores seguintes não conseguiam imitar sua risada, de forma que Lantz se viu obrigado a usar uma gravação da risada de Blanc nos outros episódios. Ta fato acabou gerando uma briga judicial entre Blanc e Lantz.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pp3.jpg" alt="Happy Rabbit, que mais tarde se tornou Pernalonga" /><br /><i><small>Happy Rabbit, que mais tarde se tornou Pernalonga</small></i></p>
<p>Não se pode dizer que Pica-Pau é um exemplo de desenho politicamente correto. Para alcançar seus objetivos, como conseguir comida fácil, arranjar um local para descanso ou mesmo conquistar uma garota, Pica-Pau, seus amigos e seus inimigos usam os mais variados artifícios. Portanto, violência e trapaça, por exemplo, são eventos corriqueiros em seus episódios.</p>
<p>Por outro lado, isso não quer dizer que Pica-Pau incentiva práticas maléficas. O desenho preza pelo fator diversão e combina vários elementos para alcançar esse fim, inclusive violência. Mas, o seu principal truque são as coisas que, por serem humanamente impossíveis (ou quase), nos causam surpresa e, logo em seguida, graça, por sua característica inusitada. Quantas e quantas vezes Pica-Pau apareceu em lugares inesperados ou fez coisas que beiram o impossível, como descer, em um barril, as Cataratas do Niágara?</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pp4.jpg" alt="Descer as Cataratas do Niágara em um barril? Só no Pica-Pau..." /><br /><i><small>Descer as Cataratas do Niágara em um barril? Só no Pica-Pau&#8230;</small></i></p>
<p>Se respeitasse as leis do que conhecemos como &#8220;mundo real&#8221;, hoje, Pica-Pau seria um velhinho, perto de seus 70 anos. Mas, nem esquente com isso. Os filhos dos seus filhos também darão boas gargalhadas com ele e sua turma. E saiba que, se pudesse, Pica-Pau daria a sua tradicional risada agora, apenas para debochar do fato de o tempo passar para você, mas não para ele&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pp5.jpg" alt="Pica-Pau velho? " só="" em="" desenho="" ...="" /><br /><i><small>Pica-Pau velho? &#8220;Só em desenho&#8221;&#8230;</small></i></p>
<p>Referências: <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Woody_Woodpecker">Wikipedia</a>, <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pica-Pau">Wikipedia (BR)</a>, <a target="_blank" href="http://www.woodywoodpecker.com/">Woody Woodpecker (site oficial)</a>, <a target="_blank" href="http://www.geocities.com/ricardomt/">The Woody Woodpecker Gazette</a>.</p>
<p><i>Ao som de The Woody Woodpecker Song.</i></p>
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		<title>Internet como meio, nunca como fim</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/internet-como-meio-nunca-como-fim/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 18:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[A última quinta-feira (03/07/2008) foi um caos aqui em São Paulo. Desta vez, a culpa não foi do trânsito, da paralisação do Metrô ou de protestos na Avenida Paulista. A culpa foi do &#8220;apagão digital&#8221;, mais precisamente, da pane na rede de dados da Telefônica que deixou centenas de milhares de pessoas e empresas sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última quinta-feira (03/07/2008) foi um caos aqui em São Paulo. Desta vez, a culpa não foi do trânsito, da paralisação do Metrô ou de protestos na Avenida Paulista. A culpa foi do &#8220;apagão digital&#8221;, mais precisamente, da pane na rede de dados da Telefônica que deixou centenas de milhares de pessoas e empresas sem acesso à internet em quase todo o estado.</p>
<p>O caos se estabeleceu porque a falha afetou também serviços essenciais à população. Como <a target="_blank" href="http://www.infowester.com/blog/?p=680">relatei lá no InfoWester</a>, delegacias deixaram de emitir boletins de ocorrência, o <a target="_blank" href="http://www.poupatempo.sp.gov.br/">Poupatempo</a> praticamente não funcionou, a <a target="_blank" href="http://www.cetsp.com.br/">CET</a> teve dificuldades em emitir seus boletins de trânsito e até agências bancárias operaram instavelmente.</p>
<p>Muita gente teve prejuízo. Lan houses deixaram de abrir, pessoas que compram e vendem ações pela internet tiveram dificuldades em realizar operações, desenvolvedores deixam de entregar seus projetos e donos de sites &#8211; inclusive eu &#8211; sentiram no bolso as conseqüências da redução no número de visitas às suas páginas.</p>
<p><img style="float: right; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/vici_net.jpg" alt="Vício na internet" />Por causa de todos esses problemas, notei que a maioria das pessoas ficou revoltada com o ocorrido, o que é de se esperar. No entanto, soube de indivíduos que, se não entraram em verdadeiro pânico, simplesmente não sabiam o que fazer da vida sem acesso à internet. Tomei conhecimento de casos de pessoas que ficaram desesperadas para entrar em jogos on-line e soube até de gente que parecia que ia morrer se não entrasse logo no Orkut e no Windows Live Messenger. Falar de vício nessas horas é bobagem, suponho&#8230; </p>
<p>Apesar do prejuízo financeiro, eu não senti, nem um pouco, falta da internet. Talvez esse tenha sido o único ponto dessa história toda que me agradou. Está certo que, no tal dia, eu pude acessar a &#8220;grande rede&#8221; na empresa em que trabalho e em casa, durante a noite, mas meramente para ver notícias e executar minhas atividades, ou seja, não acessei por necessidade &#8220;fisiológica&#8221;.</p>
<p>Entre os seus vários benefícios, a internet se destaca por não respeitar fronteiras e por permitir que pessoas em qualquer lugar do mundo se conheçam e se comuniquem. Nenhum outro meio de comunicação tem tamanho poder. Por outro lado, a internet pode fazer com que as pessoas se tornem tão dependentes dela, que muita gente se limita ao computador para dar sentido à sua vida.</p>
<p>E assim, mesas de bares deixam de ser testemunhas de um bom bate-papo, cadeiras de cinemas deixam de constatar o quão uma pessoa é boa companhia à outra, o sol deixa de ver rostos que lhe eram tão conhecidos em um passado não muito distante e as noites ficam sedentas para mostrar seus encantos a novos olhos. Feliz mesmo só está uma tela de computador, orgulhosa de ser o centro das atenções de uma pessoa durante tantas horas por dia.</p>
<p>Sua vida é única, meu amigo, portanto, não dê espaço ao desperdício. Ter uma vida meramente on-line é como uma droga: no início, parece a melhor coisa que existe, mas depois te torna escravo e infeliz. Use a internet como meio, nunca como fim.</p>
<p><i>Ao som de Battlelore &#8211; Into the new world.</i></p>
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