Medicina pirata
Por Emerson Alecrim
Diz o velho ditado que a oportunidade faz o ladrão. Triste constatar, mas é verdade. Desde que o mundo é mundo, picaretas exploram os mais variados meios para aplicar golpes e se dar bem prejudicando a vida alheia. Há práticas golpistas até mesmo em atividades consideradas legais sob o ponto de vista da lei. Mas há outras que são de tamanha ousadia que até revoltam…
Hoje, por exemplo, fiquei pasmo ao ler nos noticiários a prisão de uma falsa médica que atuou em vários hospitais do Brasil por mais de 4 anos. Tem noção do risco de uma pessoa não preparada lidar com a saúde dos outros? Segundo uma reportagem do jornal A Tarde, a falsa médica chegava a basear seus diagnósticos em resultados de consultas de outros profissionais e, certa vez, receitou uma dose muito alta de um medicamento a uma criança. Por sorte, a farmacêutica que recebeu a receita tinha conhecimento suficiente para reconhecer a superdosagem e se negou a aplicar a medicação.
O pior dessa situação toda é a desconfiança do delegado que investiga o caso de que haja uma quadrilha atuando no Brasil especializada em inserir médicos “piratas” no mercado de trabalho. Isso significa que podemos ser atendidos por gente despreparada em praticamente qualquer hospital, seja ele particular ou público. Se médicos de verdade podem cometer erros perigosos, do que não são capazes os médicos falsos?
Se notÃcias desse tipo se tornarem mais freqüentes, é possÃvel que os hospitais - especialmente os particulares - tomem medidas mais rÃgidas para evitar a contratação de médicos falsos. Seria interessante até que entidades médicas dedicassem atenção ao assunto, uma vez que, além de pôr em risco a saúde dos pacientes, esses golpistas estão tomando o emprego de pessoas que realmente se prepararam para assumir um cargo da área de medicina.
Todavia, enquanto nada acontece, nos resta tomar cuidado nas consultas médicas. Não há fórmula mágica para isso, mas penso que, se o médico der sinais de insegurança, relutar em dar informações úteis ao seu diagnóstico e não esclarecer suas dúvidas de maneira satisfatória, é melhor procurar outro profissional. Pode até ser que ele seja um médico de verdade, mas um médico assim não é um bom profissional, concorda?
Referência: A Tarde.
Ao som de Symphony X - The Odyssey.
22:38 | Cotidiano | 1 comentário

Quando a internet passou a fazer parte do meu dia-a-dia, nunca mais olhei para o telefone com bons olhos. Bem verdade é que ainda não é possÃvel dispensá-lo e, pensando bem, creio que esse dia nunca chegará. Por isso, a única coisa que posso fazer para lidar com isso é me esforçar para usá-lo o mÃnimo possÃvel.
Eu nunca me senti desconfortável ao usar roupa social, mas tenho utilizado a minha velha e querida combinação de tênis, calça jeans e camiseta até mesmo no trabalho, só para não ter o desgosto de ser confundido com um crente. Sério! Antes de prosseguir, já deixo bem claro que não tenho nada contra nenhuma religião, cada um deve ser respeitado em suas crenças.
Sabe, hoje cheguei à conclusão de que ando trabalhando demais ou, ao menos, me preocupando em excesso com as minhas tarefas, pois não vejo outra explicação para as coisas que relato a seguir terem acontecido em um intervalo de tempo tão pequeno: