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5/12/2007

Medicina pirata

Por Emerson Alecrim

medicina pirata?Diz o velho ditado que a oportunidade faz o ladrão. Triste constatar, mas é verdade. Desde que o mundo é mundo, picaretas exploram os mais variados meios para aplicar golpes e se dar bem prejudicando a vida alheia. Há práticas golpistas até mesmo em atividades consideradas legais sob o ponto de vista da lei. Mas há outras que são de tamanha ousadia que até revoltam…

Hoje, por exemplo, fiquei pasmo ao ler nos noticiários a prisão de uma falsa médica que atuou em vários hospitais do Brasil por mais de 4 anos. Tem noção do risco de uma pessoa não preparada lidar com a saúde dos outros? Segundo uma reportagem do jornal A Tarde, a falsa médica chegava a basear seus diagnósticos em resultados de consultas de outros profissionais e, certa vez, receitou uma dose muito alta de um medicamento a uma criança. Por sorte, a farmacêutica que recebeu a receita tinha conhecimento suficiente para reconhecer a superdosagem e se negou a aplicar a medicação.

O pior dessa situação toda é a desconfiança do delegado que investiga o caso de que haja uma quadrilha atuando no Brasil especializada em inserir médicos “piratas” no mercado de trabalho. Isso significa que podemos ser atendidos por gente despreparada em praticamente qualquer hospital, seja ele particular ou público. Se médicos de verdade podem cometer erros perigosos, do que não são capazes os médicos falsos?

Se notícias desse tipo se tornarem mais freqüentes, é possível que os hospitais - especialmente os particulares - tomem medidas mais rígidas para evitar a contratação de médicos falsos. Seria interessante até que entidades médicas dedicassem atenção ao assunto, uma vez que, além de pôr em risco a saúde dos pacientes, esses golpistas estão tomando o emprego de pessoas que realmente se prepararam para assumir um cargo da área de medicina.

Todavia, enquanto nada acontece, nos resta tomar cuidado nas consultas médicas. Não há fórmula mágica para isso, mas penso que, se o médico der sinais de insegurança, relutar em dar informações úteis ao seu diagnóstico e não esclarecer suas dúvidas de maneira satisfatória, é melhor procurar outro profissional. Pode até ser que ele seja um médico de verdade, mas um médico assim não é um bom profissional, concorda?

Referência: A Tarde.

Ao som de Symphony X - The Odyssey.

22:38 | Cotidiano | 1 comentário


23/11/2007

Precisa de médico? Vá ao banco!

Por Emerson Alecrim

Encerrar conta em banco dá trabalho, principalmente quando você utiliza vários serviços da instituição financeira, mas tem hora que é inevitável. Após me cansar de ser atendido por gerentes que desconhecem a maioria dos procedimentos do banco e só fazem o básico (empurrar empréstimos, títulos de capitalização, seguro, cartão de crédito, etc), resolvi fechar a contar que tenho em um dos maiores bancos do país (um que tem um logotipo vermelho e caixa eletrônico em tudo o que é lugar). E não é que no dia que fui à agência para fazer isso encontrei mais um motivo para encerrar a conta?

Ao lado da mesa em que eu estava sendo atendido, um senhor estava abrindo uma conta. Papo vai, papo vem, ele acaba informando que é médico gastro-alguma-coisa. De repente, a gerente que o atendia começou a falar que tinha uma queimação no estômago, isso e aquilo. Não demorou muito, outra funcionária se aproximou para também relatar os seus problemas. Quando fui me dar conta, o médico já estava escrevendo uma receita para cada uma delas. O que deveria ser simplesmente uma abertura de conta, virou uma consulta médica!

Bom, se o médico fez isso de boa vontade, tudo bem, né? O problema é que ainda havia umas 5 pessoas aguardando atendimento (das gerentes, não do médico). Eu olhei para trás para ver se alguém da fila reagiria de alguma forma, mas todos se limitaram a resmungar, nada mais (então tem mais é que ficar aguardando aí mesmo!).

Mas o pior veio depois: apesar de ter recebido uma consulta médica gratuita, a gerente ainda sacaneou o médico. Lhe ofereceu um título de capitalização, e o doutor aceitou! Título de capitalização, nobre leitor, é uma furada, mesmo com o argumento de que você receberá todo o valor pago corrigido após não sei quanto tempo. Se você colocar todo o dinheiro investido nisso numa poupança, vai render mais. Tremenda sacanagem com o médico bonzinho, não?

Enganaram o doutor

Nessa história toda, a gerente, para variar, é que saiu ganhando. Recebeu uma consulta de graça e ainda ganhou uma comissão por ter vendido o título. Depois disso, respondi em alto e bom som à gerente que me atendia que “sim, eu realmente quero encerrar a minha conta”.

Ao som de Battlelore - House of heroes.

23:32 | Cotidiano | 4 comentários


11/11/2007

Telefone bom é telefone desligado!

Por Emerson Alecrim

Quando a internet passou a fazer parte do meu dia-a-dia, nunca mais olhei para o telefone com bons olhos. Bem verdade é que ainda não é possível dispensá-lo e, pensando bem, creio que esse dia nunca chegará. Por isso, a única coisa que posso fazer para lidar com isso é me esforçar para usá-lo o mínimo possível.

Conheço pessoas que não vivem sem telefone. Se o seu celular não tocar pelo menos uma vez no dia, vão dormir com a sensação de que há algo errado com o aparelho. Comigo é o contrário. Quanto menos me ligarem ou quanto menos eu ligar, melhor. O problema é que não consigo ver o telefone como algo que não signifique incômodo. E não é para menos, pois quem atende sempre intorrompe o que está fazendo, ou alguém aqui dedica algumas horas de seu dia só para atender telefonemas?

E quem é que não odeia receber uma ligação quando está dormindo, tomando banho ou até mesmo “fazendo aquilo”? E você vai me dizer, com razão, que o pior são os trotes (como tem gente que adora encher o saco dos outros!) e os telefonemas oferecendo cartão de crédito, assinaturas de jornais ou empréstimos bancários. Se não bastasse, inventaram agora propagandas por telefone que são, na verdade, gravações. A última que recebi foi uma do Lombardi me oferecendo um Carnê do Baú da Felicilidade. E ainda há os enganos, as ligações para outros moradores da casa, as tentativas de golpe, os telefonemas durante o trânsito, enfim.

É por isso que, dependendo do dia, simplesmente desligo os meus telefones por algumas horas. É claro que essa não é uma prática recomendável, afinal, alguma ligação pode realmente ser importante, mas é um risco que aceitei correr. E se isso parece radical, saiba que podia ser pior: eu não quebrei nenhum telefone, pelo menos não até agora…

UPDATE: por que é que depois deste post choveu ligações aqui, “amigos”? ¬¬

Ao som de 3rd Room - Poison n.5.

13:31 | Cotidiano | 9 comentários


26/9/2007

É castigo, só pode…

Por Emerson Alecrim

Reverendo LovejoyEu nunca me senti desconfortável ao usar roupa social, mas tenho utilizado a minha velha e querida combinação de tênis, calça jeans e camiseta até mesmo no trabalho, só para não ter o desgosto de ser confundido com um crente. Sério! Antes de prosseguir, já deixo bem claro que não tenho nada contra nenhuma religião, cada um deve ser respeitado em suas crenças.

Quando falo aos meus amigos que pessoas na rua que perguntam onde é minha congregação (!!!), se eu aceito evangelizar não sei aonde e etc, eles caem na risada, como não poderia deixar de ser. Pior foi a vez em que, no Metrô, um colega de trabalho me passou seus fones de ouvido para eu conhecer uma banda que ele gostava. Um senhor de terno e bíblia na mão perguntou se eu estava ouvindo cantos de louvor! Esse meu colega até hoje diz “aleluia, irmão” quando me vê…

Mas nada me foi tão horrível quanto o que me aconteceu na semana passada. Eu estava em um supermercado e, de repente, uma senhora se aproximou e disse “pastor não sei o quê, que benção encontrá-lo por aqui”. É óbvio que eu fingi que não era comigo, mas a mulher levantou a mão para me cumprimentar (ainda bem que não quis me abraçar), não tive como escapar.

Eu disse em alto e bom som à senhora que ela estava me confundindo com alguém, mas a mulher só acreditou quando chamou um garoto que provavelmente era seu neto, e ele confirmou que eu não era o tal pastor. Aliviado, voltei a olhar para as prateleiras, mas a chata da mulher queria mesmo conversar. Perguntou de qual religião eu era e, já irritado, respondi que não tinha religião e nem cogitava ter.

No mesmo instante, notei que a senhora tentaria me “converter” ali. Não perdi tempo: disse à ela, me controlando para não falar gritando, que esse assunto estava me incomodando. Ela fez cara feia e saiu de perto. Mas engana-se quem pensa que ela, finalmente, havia me deixado em paz…

Instantes depois, a %*$#! da mulher apareceu novamente, mas acompanhada de um senhor que me dirigiu a palavra. A primeira coisa que ele disse foi algo como “você precisa aceitar Jesus”. Já vermelho de raiva, perguntei num tom de voz que não expressava a minha ira:

- O senhor acha que vai para o céu?
- Pela misericórdia de Jesus, sim.
- Então se o senhor for para lá, eu prefiro ir para o inferno!

Eu saí andando rápido, e eles falavam quase gritando que eu ia me arrepender disso. Mas sabe o que é pior nessa história toda? Eu acabei não comprando o aparelho de barbear que precisava e, notei depois, horrorizado: eles me confundiram com alguém da religião deles sem que ao menos estivesse usando roupa social. Eu mereço…

Ao som de Demether - Whitin the mirror.

12:55 | Cotidiano | 10 comentários


23/8/2007

Quando se trabalha demais…

Por Emerson Alecrim

Work is HellSabe, hoje cheguei à conclusão de que ando trabalhando demais ou, ao menos, me preocupando em excesso com as minhas tarefas, pois não vejo outra explicação para as coisas que relato a seguir terem acontecido em um intervalo de tempo tão pequeno:

- No início do mês, atendi ao telefone de casa dizendo “Empresa tal, Emerson, boa tarde”;

- No domingo passado, levantei às 5 horas em ponto, sem ajuda do despertador, e somente alguns minutos depois é que lembrei (alegre, é verdade) que aquele não era um dia de trabalho (a não ser aqui);

- ontem, ao utilizar o celular, pressionei a tecla 0 (zero) primeiro, sendo que isso só é necessário no telefone da empresa, por ser ramal;

- O pior vem agora: um colega me mostrou que uma camisa de seu novo uniforme estava sem a entrada para um botão. Eu disse então que a camisa viera com um bug (apelido dado às falhas de software, coisa de quem é da área). O pessoal riu, eu também, mas não disse a ninguém que tinha dito aquilo com seriedade.

Acho que preciso seguir o conselho do dono do bar, de aparecer por lá mais vezes…

Ao som de Imperia - Braveheart.

10:35 | Cotidiano | 5 comentários


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