Página Inicial   |   Quem sou   |   Contato   |   Livros que leio   |   O que ouço   |   Sobre o blog   |   RSS (o que é isso?)

21/6/2009

Querido diário, sou eu, Doug!

Por Emerson Alecrim

Doug, assim como TinTin, faz parte da imensa lista de desenhos e animações da TV Cultura que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas mais importantes na nossa vida, a chegada da adolescência.

O primeiro episódio já ilustra bem isso. Nele, a família Funnie se muda de Bloatsburg para Bluffington, e Doug leva consigo os receios de encarar uma vida totalmente nova. Eu sei o que é isso. Aos 9 anos de idade, eu tive que mudar de bairro e, portanto, abandonei amigos, vizinhos, escola e toda a familiaridade que eu tinha com o lugar em que eu morava desde que nasci. Para um adulto, esse tipo de mudança pode até causar pouco impacto, mas para uma criança a coisa é muito diferente. Doug retrata bem isso com suas incertezas sobre fazer novos amigos, saber onde ficam os estabelecimentos do local e assim por diante, tal como ocorreu comigo e com pelo menos boa parte das pessoas que vivenciaram mudanças de bairro ou cidade durante a infância/adolescência.

A Família Funnie
A Família Funnie

Uma característica marcante de Doug é a sua abertura fantástica à fantasia. Qualquer acontecimento é capaz de fazê-lo se imaginar na pele de um agente secreto, de um herói (o Homem-Codorna), de uma celebridade e assim por diante. E quem é que nunca fez isso? Quem é que nunca se imaginou enlouquecendo plateias ao ouvir uma música bacana e se colocar no lugar do cantor? Quem é que nunca se imaginou em um grande time de futebol ao jogar bola na rua?

Doug não usa sua imaginação meramente como forma de abstração, mas também como um mecanismo para lidar com os seus problemas. Por outro lado, esse truque também tem suas ciladas: muitas vezes, Doug se mete em uma enrascada e a sua imaginação faz aquele problema se transformar em algo maior, isto é, cria uma situação de “tempestade em copo d’água”. É o que aconteceu, por exemplo, em um episódio em que ele quebrou a churrasqueira de seu vizinho, o Sr. Dink, e o imaginou se transformando em um monstro dominado pela ira ao descobrir quem fez aquilo. Exagero puro, causado apenas por sua sensação de culpa, sentimento presente apenas nas pessoas de boa índole.

Os amigos e colegas de Doug são um show à parte. São totalmente diferentes um dos outros, já que ostentam gostos, condições financeiras e aspectos físicos bastante particulares (cada um possui uma cor de pele diferente, por exemplo). O destaque fica por conta de seu melhor amigo, Skeeter Valantine, um rapaz inquieto, não tão inteligente, mas receptivo, generoso, seguro de si, ciente das coisas que acontecem ao seu redor e um excelente confidente. Foi Skeeter que notou o quanto Doug estava perdido ao chegar a Bluffington e tratou de incorporá-lo à cidade.

Doug e Skeeter
Doug e Skeeter

No entanto, tal como acontece em qualquer escola, sempre há uma valentão na turma que vive infernizando a vida dos “bonzinhos”. Cabe a Roger Klotz esse papel, um “espertão” que passa a atormentar Doug desde a sua chegada à cidade, desafiando-o, tentando causar-lhe medo e assim por diante. Mas logo Doug percebe que Roger não é, necessariamente, uma pessoa ruim, mas um garoto perturbado e, pacifista como é, desde então, passa a tolerá-lo e até a perdoar suas investidas.

Roger Klotz
Roger Klotz

É impossível falar de Doug e seus amigos sem citar Patti Mayonnaise, seu “amor à primeira vista”. O garoto se apaixona completamente por ela e aqui é importante ressaltar os motivos: muitas vezes, nos sentimos atraídos por garotas lindas, de corpo escultural, maquiagem e cabelos bem feitos, e roupas perfeitamente combinadas, ou seja, somos atraídos por aquilo que os olhos veem. Porém, para nos apaixonarmos verdadeiramente por uma pessoa, é necessário uma combinação de fatores.

Patti Mayonnaise
Patti Mayonnaise

Doug se apaixona por Patti assim que a vê pela primeira vez. No entanto, o desenrolar dos episódios logo mostra que Patti não é apenas uma garota bonita: é simpática, estudiosa, divertida, esportista e comunicativa. Não é, tal como a personagem riquinha Beebe Bluff, o tipo de garota que monta um altar para si. No que conhecemos como vida real, quem é que nunca encontrou uma pessoa tão cheia de si que se acha intocável? Por sua vez, quem é que nunca simpatizou por uma pessoa que tinha tudo para ser esnobe (beleza física, dinheiro, status social, etc), mas que é atenciosa com todo mundo e não se acha melhor que ninguém? Patti Mayonnaise é assim.

Quem já sofreu com amores platônicos sabe que simplesmente cultivar uma amizade com a pessoa amada já é uma grande conquista. Doug parece saber disso, mas seus instintos o fazem tentar algo mais, mesmo sabendo que as chances de sucesso são remotas. Ou, nem tanto: às vezes é seu medo que atrapalha. De qualquer forma, o garoto valoriza cada segundo da presença de Patti, tanto que quem assiste não consegue evitar a torcida para que ele, finalmente, consiga beijar a senhorita Mayonnaise.

Nesse sentido, um dos episódios mais marcantes é um em que Doug e Patti vão ao cinema, sozinhos. É o encontro do século! Para Doug (e, talvez, para Patti), o filme é o que menos importa. Doug observa a mão de Patti no encosto da cadeira e pensa em segurá-la. Finalmente ele toma coragem para isso, mas Patti aparentemente percebe e tira sua mão para coçar o nariz. Uma nova oportunidade surge, Doug estava quase lá, mas novamente a garota parece perceber e, para disfarçar, oferece balas (ou algo assim) a Doug. É dramático! Na volta, Doug acompanha Patti até a sua casa. No momento da despedida, um rosto vai se aproximando do outro, quem assiste grita mentalmente “vai, vai, vai!”, mas na “hora H”, a menina desiste. O clima de decepção é inevitável, não só para Doug e para quem assiste, como também para seus colegas, que, pasme, estavam escondidos para ver o que aconteceria. O reconforto está no fato de que, ao menos, Patti ficou balançada. Assim que entrou para dentro de casa, subiu ao seu quarto e, da janela, observou o triste Doug ir embora…

Doug quase beija Patti

A relação de Doug com sua família é muito boa. Dificilmente o rapaz se envolve em conflitos com os seus pais, todavia, em uma primeira olhada, ele não se dá bem com a sua irmã mais velha, Judy Funnie. A garota, sempre envolvida com o seu desejo de se tornar uma grande atriz dramática, causa incômodos em Doug por pensar diferente e por vez ou outra colocá-lo em situações constrangedoras. Mas, no fundo, ambos se amam e demonstram isso nas ocasiões em que só resta a um pedir ajuda ao outro.

Não dá para deixar de falar de Costelinha, o cachorro de Doug, que de tão amigo é considerado membro da família, pelo menos por seu dono. É um animal incomum, capaz de dançar por iniciativa própria ou de participar de jogos de tabuleiro com Doug, por exemplo. Ninguém tem um cachorro tão inteligente, mas conheço muita gente que considera seu animal de estimação um amigo inseparável, tal como Costelinha o é. Assim como Doug afirmou mais de uma vez, “Costelinha é o seu melhor amigo não humano”.

Acredito que Doug fez muito sucesso não só por ser divertido, mas também por brincar com os nossos anseios de adolescente e por muitas vezes fazer com que nos identifiquemos com determinados episódios. Criado pela Nickelodeon, lamentavelmente perdeu parte da sua essência quando foi entregue nas mãos da Disney (embora eu não tenha considerado essa fase totalmente ruim). Nela, as personagens da série sofrem algumas mudanças e as histórias parecem não ter a mesma graça que antes. Talvez isso tenha feito com que a série fosse cancelada em 1999.

O que resta dizer sobre esse desenho é que foi bom enquanto durou, pena que nunca saberemos se Doug conseguiu deixar de ser apenas um bom amigo para Patti Mayonnaise… :)

Referências: Wikipedia, IMDb.

Ao som de Liv Kristine – Blue Emptiness.

21:54 | Entretenimento | 5 comentários


24/5/2009

Eita, povo curioso!

Por Emerson Alecrim

Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. Ela estranhou, pois o “velho”, de acordo com suas palavras, não tinha esse hábito, mas logo ele revelou que havia comprado um carro naquele dia e queria mostrá-lo.

Ela não estava conseguindo entender bem onde seu pai havia encostado o carro, só sabia que era na Radial Leste (para quem não conhece, uma gigantesca avenida em São Paulo paralela à linha 3 do Metrô). Então, me passou as características do veículo e me pediu para ajudá-la a localizá-lo visualmente, já que estávamos na passarela da estação que liga os dois lados da avenida.

Encontrei o carro e disse a ela “acho que é aquele ali”. Para confirmar, ela pediu por telefone para o seu pai fazer algum sinal com as mãos. Ele o fez, ela ficou feliz, se despediu de mim, pediu para que eu mantivesse contato e foi embora. Bom, na verdade, foi quase isso…

Ela foi embora, de fato, no entanto, não sem antes notar, absolutamente surpresa, que tinha umas 5 ou 6 pessoas ao nosso lado na passarela olhando para a direção que segundos antes apontávamos. Também surpreso, olhei fixamente para uma dessas pessoas, uma senhora do tipo que pelo olhar você percebe ser fuxiqueira. Ao perceber que estava sendo observada, no mesmo instante ela perguntou: “o que que vocês estão olhando? É algum acidente, é?”

A Paloma expressou sua indignação com a curiosidade do povo simplesmente olhando para cima e, antes de finalmente se mandar, me fez um último aceno. Quanto a mim, sugeri à senhora curiosa que continuasse olhando que logo ela descobriria o alvo de nossa atenção e, em seguida, também fui embora. Fui sem olhar para trás, porque se o fizesse, tenho certeza que encontraria um volume maior de pessoas olhando pela passarela, uma tentando descobrir inutilmente o que a outra estava vendo e, com isso, fazendo o grupo aumentar.

A situação toda ao menos me serviu para ter certeza de uma coisa: deixar um monte de gente morrendo de curiosidade é deveras divertido :)

Ao som de Nevermore – The river dragon has come.

16:44 | Entretenimento, Inusitado | comentar


10/5/2009

Jaspion e afins

Por Emerson Alecrim

Li no Omelete que finalmente o primeiro box de DVDs contendo episódios do Jaspion estava para ser lançado no Brasil. “Quer saber? Vou comprar!”, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: “esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar”.

É a mais pura verdade. Quando eu era pequeno, assistia Jaspion, Jiraya, Changeman e até o “tosco-mor” Lion Man na finada TV Manchete. Não costumava perder nenhum episódio, especialmente de Jaspion. Deste último eu tinha camiseta, espada de plástico, fita K7 (pirata) e até uma máscara com um elástico que arrebentava a todo momento. De tarde, não era muito difícil me ver gritando “gigante guerreiro DAI-LE-ON” no quintal de casa…

Jaspion

Mas, o tempo passa, a gente cresce e o senso crítico se desenvolve. Daí começamos a dar importância ao zíper da roupa de borracha do monstro, aos prédios feitos de papelão ou isopor, à cordinha quase invisível que faz o herói flutuar ou dar saltos gigantescos, às brechas do enredo e por aí vai.

No entanto, apesar da “descoberta” de tantos “defeitos”, eu não consigo deixar de gostar desses seriados japoneses por um motivo que sempre falou mais alto: o fator diversão. Ou, ao menos, a lembraça do fator diversão.

Não é por acaso que decidiram lançar os episódios de Jaspion em DVD depois de tantos anos. Não são as crianças de hoje que vão comprá-los, mas as crianças de ontem, o que reforça a minha desconfiança de que ser adulto, às vezes, é apenas um ponto de vista. Ainda bem ;)

Ao som de Dark Moor – Swan Lake.

Emerson Alecrim

20:32 | Entretenimento | 4 comentários


20/4/2009

Meu primeiro livro

Por Emerson Alecrim

Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, não só lembro do primeiro livro que li como o tenho até hoje!

O Mistério da Cidade-Fantasma

O Mistério da Cidade-Fantasma, de Marçal Aquino. Eu o li quando estava na 5ª série do que hoje conhecemos como ensino fundamental. O livro faz parte da lendária e querida Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Conta a aventura de um grupo de amigos que se dirigia a um acampamento, mas vai parar numa cidade abandonada ao descer do ônibus no local errado.

O Mistério da Cidade-Fantasma

Naquela época, minha professora de português havia pedido um trabalho sobre o livro. A intenção dela era justamente a de despertar o hábito da leitura entre os alunos. Os livros da Coleção Vaga-Lume são acompanhados de um complemento com exercícios e foi justamente isso que serviu de trabalho.

Eu venho de família de baixa renda e, naquela época, não podia me dar ao luxo de comprar livros. No entanto, graças a um acordo com a editora, os professores da escola podiam adquirir livros em lote contando com bons descontos. Por conta disso, consegui comprar o Mistério da Cidade-Fantasma usando apenas a minha pequena mesada.

Gostei tanto da leitura que logo parti para outros livros. O segundo foi o Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey. Quando me dei conta, já tinha vários outros livros do autor, como Na Rota do Perigo e Doze Horas de Terror (títulos interessantes, não?). Não demorou muito para que eu pulasse o muro da Coleção Vaga-Lume e explorasse outras obras. No entanto, só passei a comprar livros pra valer mesmo depois que comecei a trabalhar. E não é difícil entender o motivo: infelizmente, livros são muito caros no Brasil.

O Mistério do Cinco Estrelas

Vale ressaltar que, apesar de ter tido o meu primeiro livro quando estava na 5ª série, eu já tinha o hábito da leitura desde os meus 6 ou 7 anos. Comecei de uma maneira simplesmente sensacional: com gibis. Mas isso é assunto para outro post ;)

Ao som de John Petrucci – Animate-Inanimate.

0:38 | Entretenimento, Interessante, Internet | 4 comentários


5/4/2009

Os filmes de terror da minha infância

Por Emerson Alecrim

Devo a Freddy Krueger a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de “realismo” da produção, afinal, são justamente os sonhos que Freddy Krueger usa para atacar. No meu sonho, eu o havia derrotado, fato que é suficiente para encher de coragem uma criança ao ponto de fazê-la enfrentar os medos que, quando crescemos, descobrimos que não passam de bobagens.

Freddy Krueger - Imagem por New Line Cinema
Freddy Krueger – Imagem por New Line Cinema

Com ar de provocação, vez ou outra eu aproveitava as noites de silêncio na frente da TV para, do nada, cantar o “hino” de Freddy:

Um dois, Freddy vem te pegar /
Três, quatro, é melhor a porta do quarto trancar /
Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo /
Sete, oito, Fique acordado até tarde /
Nove, dez, não durma nunca mais” /

Apesar de não lembrar da letra inteira, eu tentava, sem sucesso, imitar o tom de voz das crianças que cantavam essa música nos filmes. Era o meu jeito de dizer que não tinha medo de produções de terror. A ideia deu certo, pois acho que foi graças a isso que minha mãe permitiu que eu ficasse acordado até tarde para assistir O Exorcista (The Exorcist, 1973), apesar de ser impróprio para crianças. E eu fiz isso. Sozinho.

Sabe, depois do filme, eu passei a achar Freddy Krueger um cara simpático. Em seus filmes, ele não me causou medo suficiente para que eu resistisse à vontade de ir ao banheiro, dormisse com a luz do meu quarto acessa, cobrisse a cabeça com o cobertor numa noite de calor e olhasse com extrema desconfiança para a minha cama com medo de ela começar a balançar.

Mas, O Exorcista também conseguiu despertar a minha indignação. Por que a menina não pulou logo quando a cama começou a balançar? Por que a deixaram sofrer tanto nas mãos dos médicos? Como é que ela enfiava uma cruz na barriga (é, eu pensei que foi na barriga) e permanecia viva? O que ela fez para ser escolhida pelo demônio?

Cena de O Exorcista
Cena de O Exorcista

Acho que eu só voltei a assistir O Exorcista na adolescência, mas não fiquei esse tempo todo sem ver um filme de terror. Com a minha mãe na sala, eu me senti corajoso para assistir a Poltergeist (1982). Minha mãe resistiu entediada até a metade do filme e então decidiu dormir. Confesso que cogitei essa ideia, mas a curiosidade em saber como a garotinha Carol Anne foi parar em outro mundo era maior que o medo.

Assisti ao filme até o final, mas tenho que reconhecer que aquela menininha branquela, delicada e de cabelos absurdamente loiros tinha um aspecto que eu considerava tão incomum, que eu não consegui simpatizar com ela, tal como se a garota fosse um demônio disfarçado. Na verdade, a minha implicância não era com a personagem, mas com a atriz. Sendo mais claro, eu achava aquela menina estranha, #prontofalei não me pergunte o porquê!

Não faz muito tempo que eu vi Poltergeist novamente e, curioso para saber como estaria a menininha loira nos dias de hoje, fiz uma pesquisa no Google que me deu um banho de água fria: vítima de uma inflamação severa no intestino, Heather O’Rourke, o nome verdadeiro da garota, faleceu em 1988, aos 12 anos de idade, logo depois de filmar Poltergeist 3. Quando assisti a Poltergeist pela primeira vez, lá pelos idos de 1990, estranhei a garota sem saber que, do “mundo real”, ela já não fazia mais parte…

A falecida Heather O'Rourke em uma cena de Poltergeist
A falecida Heather O’Rourke em Poltergeist – Imagem por Child Stars

Já mais crescido, lembro de ter encontrado na locadora perto de casa a fita de A Casa das Almas Perdidas (The Haunted: A True Story, 1991). Junto com um filme de Os Trapalhões (eca!), levei a fita para casa. Novamente assisti ao filme sozinho, durante a noite, só desta vez sem nenhuma preocupação. Mesmo assim, não nego que muitas cenas me deixaram bastante arrepiados.

A Casa das Almas Perdidas é um filme bem elaborado e intenso, apesar de não ter o mesmo glamour que as produções supracitadas. Seu forte se baseia no que é contado e não nas cenas de susto (tanto é que não consegui escolher nenhuma imagem que representasse a tensão do filme). A filmagem relata a vida de uma família que se muda para uma casa sem saber que ela é mal-assombrada. Até aí, nada de inovador, mas o desenrolar da história é dramático. Nem a Igreja Católica consegue uma solução para o problema. Médiuns, vizinhos e um grupo de religiosos tentam ajudar, mas quando tudo parecia se acertar, os espíritos voltavam a se manifestar, como se fosse uma doença incurável, mas que apresenta períodos de melhora.

Cena de A Casa das Almas Perdidas
Cena de A Casa das Almas Perdidas

Hora do Pesadelo, O Exorcista, Poltergeist e A Casa das Almas Perdidas são, portanto, os meus filmes de terror preferidos, embora hoje eu considere algumas de suas cenas toscas e até engraçadas. É claro que eu gosto de alguns filmes de terror mais recentes, como O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999), O Chamado (The Ring, 2002), Espíritos (Shutter, 2004), Vozes do Além (White Noise, 2005), O Orfanato (El Orfanato, 2007) e até O Grito (The Grudge, 2004). No entanto, acredito que nenhum deles conseguiria o que os filmes clássicos citados nesse texto conseguiram: me impressionar e agradar tanto ao ponto de eu lembrar até hoje do dia em que os assisti pela primeira vez :)

Ao som de Kamelot – Farewell.

22:57 | Entretenimento | 5 comentários


  próxima página »


março 2010
S T Q Q S S D
« fev    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

publicidade

categorias

arquivos

www.flickr.com

rss do blog

comentários recentes:

eu leio

também estou

destaques

citações

Evite acidentes: faça tudo de propósito.
Carlito Maia



http://twitter.com/ealecrim

Baixe Firefox 2

InfoWester



Blog de Emerson Alecrim | Layout por Erika Sarti | Powered by WordPress WordPress | Política de privacidade | No ar desde novembro de 2005