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19/12/2007

Para fazer o Charlie Brown chorar

Por Emerson Alecrim

Charlie BrownNa chuvosa manhã de hoje, acompanhei um colega até uma locadora de vídeos. Dizendo ser fã de Snoopy e sua turma, ele procurava o filme “Um garoto chamado Charlie Brown”. Um clássico, que eu já tive o prazer de assistir mais de uma vez e que assistiria novamente, caso encontrasse um DVD ou mesmo um VHS na locadora. Sabendo que poderia perder tempo procurando o filme, meu nobre colega se dirigiu a uma balconista, que pediu para aguardarmos alguns instantes. Quando voltou, ela trazia em mãos caixas de CD e DVDs do Charlie Brown Jr, a banda…

Claro, ela deve ter entendido errado, por isso ressaltei que se tratava de um filme. A cara da balconista já dizia que ela não estava entendendo nada, para o nosso espanto. Imediatamente, o meu colega informou que procurava um filme do “Charlie Brown do Snoopy”, afinal, quem é que não conhece o Snoopy? Bom, aparentemente, a balconista não conhecia…

Para o nosso total e mais avassalador desespero, a balconista perguntou se seria algo relacionado a Snoop Dogg (!!!). E não poderia ser outra coisa se não esse desespero para nos fazer explicar que se tratava de um filme de desenho animado, muito antigo, por sinal. Perguntamos se ela nunca viu um desenho de um cachorrinho branco, de orelhas pretas, vez ou outra acompanhado de um passarinho amarelo (Woodstock). Um cachorrinho engraçado, que tem o hábito ímpar de dormir em cima de sua casinha e tem uma imaginação pra lá de fértil.

SnoopyA resposta que tivemos foi um “ah, tá, esse não tem”, mas eu tive a impressão de que ela disse isso apenas para encerrar o assunto e se livrar logo da gente. A minha indignação só me permitiu dizer que, se eu encontrar o filme à venda em algum lugar, darei a ela de presente de natal.

Saímos de lá e, apesar de nem ser meio-dia, o ocorrido me deu a sensação de que esse era um dia perdido. Meu colega ainda indagou se éramos velhos demais ao ponto de gente mais nova não conhecer Charlie Brown e sua turma. Quando cheguei em meu prédio e subi as escadas, perguntei a um vizinho de uns 10 anos que descia se ele conhecia o Charlie Brown. Sem demonstrar muito interesse, o garoto me respondeu com uma outra pergunta: a banda ou o desenho?

Cara, esse moleque salvou o meu dia…

Ao som de Dark Princess - Lost Sunrise.

15:47 | Entretenimento, Inusitado | 4 comentários


10/10/2007

Se o Garfield fosse um gato normal…

Por Emerson Alecrim

Garfield normal

Veja mais no Brand New Blog.

Ao som de Epica - Fools of damnation.

11:57 | Entretenimento | comentar


22/9/2007

Como eu encontrei a cantora lírica

Por Emerson Alecrim

Conforme eu relatei no Blog InfoWester, no último domingo, dia 16 de setembro, assisti ao Video Games Live 2007, em São Paulo, na casa Via Funchal. Ao contrário de 2006, dessa vez fui devidamente “armado” com a minha câmera digital, e pude tirar fotos e fazer vídeos. Os vídeos, é claro, publiquei no YouTube, enquanto que as fotos ficaram no Picasa.

Video Games Live 2007 (São Paulo)

Acontece que, no YouTube, há uma opção chamada Links, que mostra os links que apontam para o vídeo em questão. Na página do vídeo de Medal of Honor, um desses links apontava para a página de vídeos favoritos de Fernanda Schleder, no Orkut. Ela colocou na descrição desse vídeo “Sou eu tb!”. Quando li isso, estranhei, é óbvio, e rapidamente comecei a pesquisar. Não demorei muito para descobrir que ela era a cantora lírica que estava no vídeo e que fez os solos de várias músicas, entre elas, os temas de Myst e Medal of Honor. Como disse, foi neste último que descobri tudo, por isso o mostro a seguir:

É ou não é uma grande coincidência? Descobrir que uma das pessoas que está “linkando” o vídeo que gravei é justamente a que aparece com destaque na gravação. E foi assim que eu pude conhecer quem era a mulher que deixou todo mundo arrepiado com sua voz no Video Games Live.

Curiosamente, ela “linkou” justamente o vídeo em que eu falei que ela ia “estourar o led da minha câmera”, fazendo alusão ao timbre de seu solo de voz. Mas acho que ela entendeu que esse comentário foi brincadeira :D

Clique aqui para ver os outros vídeos.

8:25 | Entretenimento | 4 comentários


11/8/2007

75 anos de LEGO

Por Emerson Alecrim

A minha familiaridade com os computadores faz com que muita gente pense que o meu interesse por essas máquinas surgiu na infância e que, portanto, um videogame ou até mesmo um PC foi o melhor presente que já ganhei quando criança. Grande engano! O melhor presente que já tive foi uma caixa de LEGO.

LEGOSim, os famosos e divertidos blocos de montar. Gostava tanto desse brinquedo que ano após ano pedia uma caixa de LEGO de presente para a minha mãe. Minha insistência era tanta que, na última vez, acabei ganhando um balde inteiro dessas peças!

O primeiro desafio, é claro, era o de montar o brinquedo conforme as instruções do manual. Lembro que o mais complexo foi um guindaste de seis rodas, isso porque eu me atrapalhava todo com a sua corda. Mas, depois que consegui montá-lo, o orgulho foi tanto que o deixei em exposição na estante da sala por uma semana.

Depois, vinham os “auto-desafios”, como construir casas. O objetivo era sempre construir uma casa mais bonita do que a outra. E a criatividade não se limitava a isso: era também necessário lidar com a falta de peças, já que sempre faltava uma, por mais blocos que houvesse.

E não parava por aí: carros, barcos, caminhões de lixo (eu deixava até um bonequinho pendurado atrás do caminhão, como se fosse um catador), ônibus, naves espaciais, carro de bombeiro, robôs gigantes (inspirados em séries como Jaspion), pirâmides (que se pareciam com tudo, menos com pirâmides), palcos de show, enfim, tudo era motivo para ser representado em LEGO.

LEGO de madeiraFoi assim por um bom tempo, até que eu entrei na adolescência e perdi totalmente o interesse pelo assunto. Mas aí descobri que ontem, dia 10 de agosto, o brinquedo LEGO completou 75 anos de existência, daí me lembrei de tudo isso que contei acima. Puxa vida, 75 anos! Isso significa que até meus avôs poderiam ter brincado com LEGO durante a infância! É claro que com algumas limitações, já que os blocos de LEGO começaram a ser fabricados em peças plásticas apenas em 1947. Até então, eram feitos de madeira.

Mesmo existindo a tanto tempo, esses blocos de montar estão longe de cair no esquecimento. São populares até hoje, embora não tanto no Brasil (até pela questão do preço) e, pelo jeito, serão agradáveis presentes para os meus netos. Assim espero :)

Referência: LEGO Corporate Information.

Ao som de Morgana Lefay - On the Other Side.

13:07 | Entretenimento, Interessante | 1 comentário


16/3/2007

Guia da Música Clássica: um achado!

Por Emerson Alecrim

Embora não faça isso com perfeição, sou do tipo que controla bem os gastos, mesmo porque o Leão leva mensalmente parte do que ganho, fazendo com que eu tenha que apertar o cinto de vez em quando. Mas, tem uma coisa que é capaz de quebrar esse meu… digamos, “auto-controle financeiro”: livros.

Leio desde os 7 anos de idade, quando descobri que a leitura é muito mais do que uma mera interpretação de um conjunto de palavras, por isso não me importo com quem considera esse “vício literário” uma característica de CDFs, nerds e outros rótulos.

Minha última aquisição une a leitura com outra coisa que gosto: música. Trata-se Guia da Música Clássica, livro editado por John Burrows e lançada pela Jorge Zahar Editor. Como disse no título deste texto, é um verdadeiro achado! O guia é uma fonte de informações poderosa sobre a música clássica, pois trata de seu contexto histórico, dos instrumentos, dos compositores e de suas obras, tudo de maneira compreensível e extremamente organizada. No início do livro também há uma introdução à música, o que ajuda os mais leigos (como eu) a entender conceitos como notas, oitavas, harmonia, ritmo, entre outros.

Minutos antes de escrever esse texto, li um trecho que descrevia os instrumentos de uma orquestra, incluindo alguns que ficaram obsoletos e que hoje fazem parte da história da música clássica. A variedade de instrumentos de sopro, por exemplo, é muito grande, tanto que eu, agindo como qualquer desentendido no assunto, chamaria todos de “flautas” se não lesse a descrição de cada um.

Em resumo, ler esse livro é como assistir a um documentário da Discovery Channel, só que em papel e com uma riqueza de detalhes bem maior. Creio que a obra seja pouco útil a músicos profissionais ou a estudiosos do assunto, mas para leigos e simples amantes da música, é algo que vale cada centavo investido. E não pense que música clássica é coisa apenas para intelectuais. Você certamente já ouviu o trecho de algum clássico em algum lugar e, mesmo sem perceber, pode ter gostado.

Se você se interessou pelo livro, talvez tenha alguma dificuldade em achá-lo, pois se esgotou na maioria das livrarias. Em todo caso, procure-o por seu ISBN para facilitar a busca em lojas on-line, caso prefira esse meio: 8571109117. Boa leitura!

Ao som de Symphony 1 - Beethoven (tinha que ser algo do tipo, né?).

0:10 | Entretenimento | 1 comentário


20/11/2006

Video Games Live: eu fui!

Por Emerson Alecrim

Ontem (19/11/2006) tive o privilégio de ir com alguns amigos no Video Games Live, espetáculo ímpar que aconteceu aqui em São Paulo, na casa Via Funchal. Foi uma das apresentações mais incríveis que já vi, principalmente porque reuniu duas coisas que gosto bastante: orquestra e jogos.

O Video Games Live é um espetáculo criado e comandado por dois nomes de peso no mundo dos games: Tommy Tallarico e o maestro Jack Wall, ambos responsáveis por muitas das canções criadas para jogos. A idéia é apresentar com uma orquestra e um coral as músicas mais marcantes dos games de maior sucesso juntando, para isso, efeitos de luzes, lasers e imagens em telões. Em São Paulo, Jack Wall regeu a Orquestra Sinfônica Jovem da Unicamp e o coral da Academia Concerto.

As músicas apresentadas causaram grande empolgação. Tocaram temas de jogos como Metal Gear Solid, Castlevania, God of War (a música que mais me deixou arrepiado), Tomb Raider, Zelda, Sonic (uma das mais aplaudidas), Mario (muito bom, não poderia faltar), Final Fantasy VII e VIII, Civilization, Halo, entre outras. Como se fosse um brinde, apresentaram também uma música que homenageava os desenhos da Disney.

A apresentação também contou com a presença de Martin Leung, mais conhecido como Video Game Pianist, um jovem chinês que ficou famoso por interpretar músicas de jogos no piano. Ele tocou o tema de Super Mario Bros de olhos vendados e fez uma coisa que me surpreendeu: tocou a música do jogo Tetris, levando a platéia à loucura. Martin foi, merecidamente, aplaudido de pé.

Os pequenos detalhes também serviram para elevar a qualidade do show: durante o intervalo, o telão exibia um aviso e uma barra que dizia algo como “loading game”, simulando um jogo em carregamento. Quando os músicos voltaram, a mensagem dizia que o show foi carregado por completo e que bastava pressionar Start ou bater palmas para a apresentação recomeçar. Simplesmente genial, sem contar que, nesse momento, Jack Wall simulou um chute na caixa de lasers, no palco, em alusão ao tropeção que o aparelhou lhe causou logo no início do show, causando risos não só pelo acontecimento em si, mas pelo jeito engraçado que ele lidou com isso.

Pois é, foi inesquecível. Orquestra e coral de primeira, o pianista dando seu show, gente interessante (sim, também havia mulheres bonitas, jogos não são só para homens), músicas emocionantes, casa bacana, o pessoal (inclusive eu) trocando mensagens pelo Nintendo DS (e até disputando algumas partidas), enfim. Ali, naquele dia, a virtualidade dos jogos se misturou à nossa realidade e o resultado não poderia ter sido melhor. Não teve “game over” para ninguém.

Foto promocional do Site Herói - não levei câmera =D

Ao som de Pantera - Planet Caravan.

16:44 | Entretenimento | 5 comentários


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