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	<title>Emerson Alecrim &#187; Entretenimento</title>
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Harry Potter. Por quê?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 00:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa comoção toda causada pela estreia do último filme da série Harry Potter nos cinemas me fez considerar este o momento ideal para escrever este post. Ideal porque traz à tona uma pergunta que me fiz assim que terminei de ler o último livro da série: por quê? Tal como eu disse no Twitter, você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa comoção toda causada pela estreia do último filme da série Harry Potter nos cinemas me fez considerar este o momento ideal para escrever este post. Ideal porque traz à tona uma pergunta que me fiz assim que terminei de ler o último livro da série: por quê?</p>
<p>Tal como <a href="http://twitter.com/#%21/ealecrim/status/89044786559987712">eu disse no Twitter</a>, você pode até torcer o nariz, mas não tem como negar: Harry Potter se transformou em um marco para a literatura e para o cinema. E, desde que eu li o último livro da série, me pergunto: por que isso acontece? O que Harry Potter tem de tão especial? Fazendo uma piadinha sem graça, tamanho sucesso é oriundo de um &#8220;feitiço&#8221; de sua autora?</p>
<p>Como fã de livros, confesso que não tenho Harry Potter no topo da minha lista de publicações preferidas &#8211; este posto é ocupado pela trilogia O Senhor dos Anéis (<em>The Lord of the Rings</em>). Mas não posso dizer que a obra de J.K. Rowling não me fez efeito: li os sete livros em duas semanas, quando meu plano era ler apenas um neste período. Também não vou negar que nas páginas finais do último livro fiquei bastante angustiado. E novamente me pergunto: por quê?</p>
<p>Neste mundo fantástico criado por J.K. Rowling, a magia é, assim como o bom humor, apenas um elemento enriquecedor. Cheguei à conclusão de que, talvez, o que fascina mesmo as pessoas são os valores expostos na obra, com destaque para a amizade.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/harrypotter.png" alt="Harry Potter" align="right" />A amizade puxa varios outros sentimentos que valorizamos, mesmo quando não percebemos, entre eles, lealdade, confiança e, como não poderia deixar de ser, amor. Por mais clichês que pareçam, são valores que prezamos, com mais ou com menos intensidade. O que estou querendo dizer é que o que vemos nos livros &#8211; ou nos filmes &#8211; de Harry Potter são os reflexos de sentimentos que já experimentamos ou que desejamos ter para nós. Como consequência, simplesmente nos envolvemos com a história.</p>
<p>Se você estiver no pior lugar do mundo, essa situação pode não ser tão ruim ser houver boa companhia ao seu lado. E é justamente esse aspecto que faz toda a diferença na trama de Harry Potter. A história retrata sentimentos que fazem parte do cotidiano das pessoas, como tristeza, solidão, medo e ira, elementos esses que são superados mais facilmente com o apoio de braços amigos. E quem é que não gosta de saber que sempre tem com quem contar? Quem é que não sente falta de uma grande amizade que se desfez por algum motivo? Quem é que não gosta da sensação de querer bem e ser querido?</p>
<p>E tem mais: a obra também mostra que, por mais que a amizade seja uma diferencial, muitas vezes temos que enfrentar determinadas situações sozinhos. Em outras palavras, temos que tomar decisões.</p>
<p>Pois é, J.K. Rowling conseguiu explorar bem os pontos fracos da humanidade ou, se se você me permite ser mais otimista, os nossos pontos fortes. Como se não bastasse, complementou sua obra com as infinitas possibilidades da fantasia, que não só divertem e encantam, como também convidam o leitor/expectador a reavaliar aquilo que, ao longo da vida, aprendeu a encarar como sendo impossível.</p>
<p>Por conseguir simular tão bem essa parte da essência humana, J.K. Rowling garantiu um lugar na lista dos escritores mais admirados de todos os tempos e, como prêmio maior, verá a sua obra ignorar a ação do tempo e fascinar geração após geração, não duvido.</p>
<p>Mas há uma coisa que nenhuma futura geração conseguirá extrair da trama: o <a href="http://www.heraldsun.com.au/entertainment/confidential/harry-potter-stars-bid-emotional-farewell-at-final-film-premiere/story-e6frf96o-1226090512886">clima de despedida</a> que o filme Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (<em>Harry Potter and the Deathly Hallows &#8211; Part 2</em>) trouxe. O próprio livro oferece isso, evidentemente, mas o filme o faz de maneira coletiva e global. Não é por menos que, na première realizada hoje (07/07/2011) em Londres, fãs, atores e a própria J.K. Rowling caíram no choro. Talvez este seja o último presente da saga: a noção de que tudo nesta vida tem um fim.</p>
<p><strong>* * *</strong></p>
<p>Para encerrar, um pequeno brinde: algumas frases de uma das figuras mais admiradas de toda a história de Harry Potter, Alvo Dumbledore:</p>
<ul>
<li>São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades;</li>
<li>Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver;</li>
<li>Não tenha piedade nos mortos. Tenha piedade dos vivos e, acima de tudo, dos que vivem sem amor;</li>
<li>A indiferença e o abandono muitas vezes causam mais danos do que a aversão direta;</li>
<li>As cicatrizes podem vir a ser úteis. Tenho uma acima do joelho esquerdo que é um mapa perfeito do metrô de Londres;</li>
<li>As meias nunca são suficientes. Mais um natal chegou e passou e não ganhei nenhum par. As pessoas insistem em me dar livros;</li>
<li>Para a mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte;</li>
<li>A verdade é uma coisa bela e terrível e, portanto, deve ser tratada com grande cautela;</li>
<li>Os jovens não podem saber como os idosos pensam e sentem. Mas os velhos são culpados quando se esquecem do que era ser jovem.</li>
</ul>
<p>Ah, e mais uma coisa: se você só conhece a história de Harry Potter pelos filmes, recomendo veementemente que leia os livros <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de The Rolling Stones &#8211; Stray cat blues.</em></p>
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		<title>Minha visita à Ciudad del Este, Puerto Iguazú e Cataratas do Iguaçu</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 01:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo começou quando aceitei o convite do meu primo e de sua namorada para passar um final de semana com eles em Cascavel, Paraná. Por motivos óbvios, até pensei em levar uma vela, mas felizmente não foi necessário. Cheguei no dia 13/11/2010, sábado. Descansei um pouco, depois almoçamos e, de noite, fomos para a Expovel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou quando aceitei o convite do meu primo e de sua namorada para passar um final de semana com eles em Cascavel, Paraná. Por motivos óbvios, até pensei em levar uma vela, mas felizmente não foi necessário. Cheguei no dia 13/11/2010, sábado. Descansei um pouco, depois almoçamos e, de noite, fomos para a <a href="http://www.expovel.com.br/">Expovel</a>, uma exposição bacana, com várias atrações. Chegamos em casa às 3h00 da manhã, mas nem dormimos, pois às 04h45 pegamos o ônibus para Foz do Iguaçu.  Chegamos lá em torno das 07h00 e, na própria rodoviária, pegamos um ônibus comum que ia direto para o Paraguai. Tínhamos que conhecer um dos centros comerciais mais conhecidos dos brasileiros, ué! A lotação do veículo já indicava que iríamos encontrar o local abarrotado de gente, mesmo naquela hora da manhã. Dito e feito.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz1.jpg" alt="Ciudad Del Este" /> <em>Rua com camelôs no Paraguai</em> <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz2.jpg" alt="Ciudad Del Este" /> <em>Shopping no Paraguai, bem perto da fronteira com o Brasil</em> Andamos por mais ou menos três horas na Ciudad Del Este, tempo que me permitiu chegar às seguintes conclusões: o local, pelo menos nesta época, é excelente para comprar notebooks, câmeras digitais, tecidos e até perfumes. Mas encontrei muitos produtos de menor valor falsificados, como cartões de memória, pendrives, baterias, telefones celulares e relógios, muitas vezes com os vendedores tentando passá-los como produtos originais. De qualquer forma, uma coisa ficou muito clara: quem sabe negociar faz excelentes compras no Paraguai.  Na volta, decidimos atravessar a Ponte da Amizade a pé. Quando chegamos no lado brasileiro, vimos um pequeno ônibus estacionado com destino à Puerto Iguazú, na Argentina. Não pensamos duas vezes: vamos pegá-los e procurar um lugar para almoçar por lá!  Pagamos 3,20 reais e o ônibus saiu 5 minutos depois, só com a gente, situação que nos preocupou um pouco no início. Mas logo outros turistas entraram e passamos então a curtir a viagem. Quando chegamos na divisa com a Argentina, tivemos que descer e nos registrar junto às autoridades locais (aceitam somente RG ou passaporte). O procedimento foi rápido. Poucos minutos depois, já estávamos de volta para seguir viagem.  Quando finalmente chegamos em Puerto Iguazú, começamos a procurar algum lugar bacana para almoçar. A namorada do meu primo conhecia um pouco da região, mas mesmo assim tivemos que pedir informações. Devo frisar: os argentinos foram bastante simpáticos com a gente.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz3.jpg" alt="Puerto Iguazú" /> <em>Entrada de Puerto Iguazú. Pena que não deu para pegar o nome inteiro</em> Achamos um lugar legal, que vendia um prato que visualmente lembra uma pizza, mas que possui uma massa mais grossa e muito mais saborosa. Simplesmente uma delícia! Meus olhos também brilharam quando vi na geladeira do estabelecimento uma Heineken de quase 1 litro. Só não passei vontade porque Cascavel está bem servido de Heineken:  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz4.jpg" alt="Heineken" /> <em>Fachada de um bar em Cascavel</em> <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />   Percebemos que o rapaz que nos atendeu, apesar de falar um &#8220;portunhol&#8221; muito mais puxado para o espanhol, nos entendia perfeitamente bem. Na hora de ir embora, ele nos informou que era do Piuaí! Quando jovem, ele havia ido trabalhar na Avenida Paulista, em São Paulo, depois se transferiu para um hotel que posteriormente abriu uma unidade em Buenos Aires. De lá, chegou em Puerto Iguazú e não mais saiu: formou família, abriu o restaurante e vive feliz por lá. Bacana, né?  Chegamos com facilidade à rodoviária (Terminal de Omnibus Puerto Iguazú), mas não sabíamos que ônibus pegar. Pedimos informações num guichê e, em seguida, a um casal sentado em um banco da plataforma. Eles nos informaram prontamente qual era o ônibus &#8211; depois descobrimos que era o mesmo que eles iriam tomar. O que nos surpreendeu na hora é que eles eram italianos, mas falaram com a segurança de quem mora no lugar <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />   Quando o ônibus finalmente chegou, outra surpresa: os turistas brasileiros que encontramos na ida estavam nele também. Essa parte foi bem divertida! Seguimos no veículos até chegarmos em frente ao Terminal de Transportes Urbanos de Foz, que tinha um ônibus que nos levaria, finalmente, ao Parque Nacional do Iguaçu.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz5.jpg" alt="Ônibus para Foz do Iguaçu" /> <em>Esse mesmo pessoal estava no ônibus da ida também</em> Chegamos no parque em torno das 14h00. Na hora, deu um desânimo quando vimos a quantidade de pessoas para entrar: havia uma fila enorme para comprar ingressos, uma segunda fila três vezes maior para entrar e, como se não bastasse, um terceira fila para pegar o ônibus que nos deixaria perto das cataratas.  Pegamos o veículo em torno das 15h30. Por sorte, conseguimos entrar em um ônibus de dois andares, cujo andar superior é aberto. Apesar do sol, queríamos contato com a natureza desde já, então ficamos na torcida para não pegar um ônibus normal, com ar condicionado.  No Parque Nacional do Iguaçu, o visitante pode escolher vários roteiros. Optamos pelo o que me pareceu depois o mais popular: a Trilha das Cataratas, com extensão de aproximadamente 1,2 quilômetro. Eu recomendo fortemente este trajeto: além das paisagens, você vai &#8220;descobrindo&#8221; as cataratas as poucos. Até encontramos um quati no caminho:  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz6.jpg" alt="Quati no Parque Nacional do Iguaçu" /> <em>Olha o páss&#8230; Digo, olha o quati!</em> A parte mais <em>awesome</em>, é claro, foi o momento em que chegamos na passarela que entra no meio daquele mundo de água. Foi o banho mais agradável que eu já tomei na vida! Não só pelo calor, mas porque estar ali parece mesmo um lance mágico! Ou algo assim.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz8.jpg" alt="Cataratas do Iguaçu" /> <em>Parque Nacional do Iguaçu</em> O passeio ainda não estava terminado: havia uma parte mais alta, bem mais próxima às quedas d&#8217;água, que não poderíamos deixar de visitar. Podíamos ir de elevador ou retomar a trilha. Apesar do cansaço, preferimos este último e não nos arrependemos: encontramos até uma bica de água limpa para reabastecer nossas garrafas.  Durante todo o passeio, várias pessoas pediam para tirar fotos delas com seus companheiros. Na passarela, cheguei a me oferecer para fazer isso com um casal de japoneses que, por causa do vento e da água, não conseguiam tirar uma foto juntos. Aceitaram na hora, todos sorrisos. &#8220;Thank you, thank you, thank you&#8221;. Também encontrei um senhor com sotaque nordestino: &#8220;ô mininu, tire uma fotografia minha, vá!&#8221;. Fazia tempo que eu não via uma máquina fotográfica de filme, mas fiz questão de caprichar, afinal, parecia muito importante para aquele senhor registrar o momento.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz9.jpg" alt="Parque Nacional do Iguaçu" /> <em>Passarela nas Cataratas do Iguaçu</em> Na hora de ir embora, mais uma fila gigantesca para pegar o ônibus. Sorte que andava rápido. Não por menos, foi o dia em que o parque mais recebeu visitantes: 14.236 pessoas. Saímos de lá às 18h00. Seguimos até a rodoviária de Foz, fizemos um lanche e às 20h30 seguimos para Cascavel. Chegamos em casa em tornos das 23h00. Foi o tempo de tomar um banho e capotar na cama.  <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="306" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8NJBn4LzONE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" src="http://www.youtube.com/v/8NJBn4LzONE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object> Não sei quando, mas vou visitar as Cataratas do Iguaçu novamente. Mesmo não podendo homenagear o Pica-Pau descendo as cataratas num barril, VALE MUITO A PENA! Há inclusive um roteiro lá que inclui safari e outro que oferece passeio de canoa. Só espero que não seja requisito saber nadar <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />   Eis o restante das fotos:  <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2F&amp;set_id=72157625414402440&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2F&amp;set_id=72157625414402440&amp;jump_to="></embed></object> <a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157625414402440/">www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157625414402440</a><em>.</em><em></em></p>
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		<title>Quem diria: eu no Rodeio de Colorado!</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 04:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a maioria dos meus parentes por parte de mãe morando em Colorado, no norte do Paraná, viajo para lá com certa frequência. Consequentemente, sempre ouço falar da festividade mais conhecida não só da cidade, mas de toda aquela região: a Festa do Peão de Colorado. Tão tradicional e popular é o evento que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a maioria dos meus parentes por parte de mãe morando em Colorado, no norte do Paraná, viajo para lá com certa frequência. Consequentemente, sempre ouço falar da festividade mais conhecida não só da cidade, mas de toda aquela região: a <strong><a href="http://www.coloradorodeio.com.br/" target="_blank">Festa do Peão de Colorado</a></strong>. Tão tradicional e popular é o evento que a cidade é considerada a capital do rodeio do Estado. Não por menos, sempre tive a curiosidade de conferir de perto como é esse acontecimento. Neste ano, tive essa oportunidade e confesso: foi uma das experiências mais divertidas que já tive.</p>
<p>Entenda: eu não tenho nada contra nenhum estilo de música. Mas, desde pequeno, sou acostumado a ouvir rock. Lembro até hoje de ficar ouvindo o vizinho escudar bandas como Pink Floyd, Guns N&#8217; Roses, Deep Purple e Queen quando eu tinha uns 7 ou 8 anos. Embora minha família toda, por tradição, sempre tenha preferido música sertaneja, a influência do meu vizinho foi tamanha que hoje eu escuto não só diversos estilos de rock, mas também de metal. Tirando música clássica, que eu aprendi a gostar ouvindo bandas como Therion e Epica, e também pela sua existência em filmes e jogos, nunca consegui dar espaço para outros estilos musicais.</p>
<p>Sendo assim, não fazia sentido trocar os bares, shows e baladas mais, por assim dizer, &#8220;rock &#8216;n&#8217; roll&#8221; que eu frequento de vez em quando por uma festividade com uma tradição sertaneja tão enraizada que faz ser normal encontrar boa parte das pessoas da cidade usando roupas de estilo country mesmo na manhã de um tedioso domingo. Mas, como experiências anteriores já me mostraram que mudar de ares de vez em quando pode ser muito divertido, tratei de saciar a minha curiosidade e, entre os dias 25 e 28 de março (2010), estive em Colorado para finalmente conhecer o tão falado rodeio.</p>
<p>E foi muito legal! O local do rodeio em si parece uma gigante balada a céu aberto: cheio de gente que vai pra lá para dançar, beber e, você sabe, &#8220;se dar bem&#8221;. É claro que as arquibancadas e camarotes da arena também enchem de pessoas querendo ver as montarias, apesar de eu ter percebido que muita gente só ia para essa área quando alguma dupla sertaneja subia ao palco para dar o seu show. Tudo bem, afinal, só estar lá já era o suficiente para aproveitar bastante.</p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aCIZLiGS-Wk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/aCIZLiGS-Wk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p><small>O rodeio de Colorado em si</small></p>
<p>O Parque do Rodeio de Colorado é bem grande, então há, além da arena, área para alimentação, um pequeno parque de diversões, um lugar chamado &#8220;barraca&#8221; ou &#8220;barracão&#8221; criado especialmente para o pessoal dançar e até uma pracinha para sentar com os amigos, abrir uma cerveja e conversar ou, novamente, &#8220;se dar bem&#8221;. Aliás, devo frisar que as meninas de lá são muito atenciosas. Acredite, se você convidar alguma garota para dançar, muito provavelmente receberá um <em>sim</em>, mesmo daquelas mais bonitas e bem vestidas, que o passar do tempo nos ensina que, na maioria dos casos, são mais &#8220;difíceis&#8221;. Não que isso vá significar que no final da dança você vai conseguir &#8220;se dar bem&#8221; com ela, mas mesmo assim, é uma atitude que pode tornar sua noite bastante interessante. O detalhe é que você precisa saber dançar. Não precisa ser um expert no assunto, mas precisa saber alguma coisa&#8230;</p>
<p><object width="450" height="338"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=pt-br&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623711969135%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623711969135%2F&#038;set_id=72157623711969135&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=pt-br&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623711969135%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623711969135%2F&#038;set_id=72157623711969135&#038;jump_to=" width="450" height="338"></embed></object><br />
<small>Slideshow de fotos: é só clicar no Play</small></p>
<p>Mas, a parte que mais me impressionou não veio do rodeio em si, mas das ruas. Explico: no penúltimo dia do rodeio, centenas de pessoas de cidades vizinhas &#8211; e de outras nem tão perto assim &#8211; chegam com seus carros e barracas para acampar nas ruas de Colorado próximas ao Parque do Rodeio. Quando a &#8220;ocupação&#8221; é, por fim, estabelecida, os carros ficam com o som ligado, as pessoas pegam suas bebidas e todas tratam de começar a se divertir.</p>
<p>A diversão não para: atravessa a noite e vai até o dia seguinte. Andando no meio desse pessoal, você percebe que a preocupação de todos é uma só: curtir a vida. Vi coisas curiosas no meio desse povo: uma galera dançando com pessoas humildes que transitavam por ali, &#8220;cowboys&#8221; literalmente laçando meninas mais &#8220;desavisadas&#8221; que passavam por eles (nem todas gostavam, é verdade, mas não deixava de ser engraçado), uns caras andando nas ruas apenas de cueca, botas e chapéu (infelizmente, não vi nenhuma menina só de calcinha, mas juro que vi um sutiã jogado em um fio da rede elétrica), e até um rapaz que, tentando bravamente resistir ao cansaço, tratou de dormir em pé (sério!).</p>
<p>A animação era tão grande que nem a chuva desanimou o povo &#8211; a maioria, pelo menos. Ali, todo mundo era bem-vindo. Lembro que minutos depois de ter chegado às ruas &#8220;ocupadas&#8221;, parei na casa da tia de uma prima e, na residência ao lado, uma menina &#8211; lindíssima, por sinal &#8211; acenava constantemente para mim como se dissesse: &#8220;vamos, cara, se anima!&#8221;. Interessante também foi notar que a maior parte dos moradores das ruas &#8220;dominadas&#8221; tratou de entrar na farra também, em vez de simplesmente reclamar da bagunça. E para quem fica preocupado com a segurança, bom, pelo menos enquanto estive por lá, não vi uma única briga. Eu mesmo, tanto no rodeio, quanto nas ruas, recebia uma tapinha nas costas de &#8220;não foi nada&#8221; das pessoas cujos pés a bebida me fazia pisar. Sem contar que a polícia esteve todo o tempo por perto.</p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1lYk-uJZkxs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/1lYk-uJZkxs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p><small>Rua de Colorado tomadas: é o tal do &#8220;fervo&#8221;</small></p>
<p>No dia 28, domingo, acho que somente os moradores de Colorado ou das cidades próximas assistiram ao encerramento do rodeio. Os demais, incluindo eu, voltaram para casa, dando novamente às ruas o seu natural clima de lugar pacato. Cheguei em São Paulo na segunda-feira de manhã, em torno das 06h30. No Metrô Barra-Funda, ainda acenei de longe para duas meninas que estavam no mesmo ônibus que eu. Elas responderam, certamente sem nenhum interesse maior, mas com ar de cumplicidade, como que para dizer que aquela multidão de pessoas que estavam ao nosso redor não fazia ideia do quanto nos divertimos em Colorado. E tenho a ligeira impressão de que vou encontrar elas e a toda a galera que vi por lá no rodeio de 2011 <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Edward Maya &#8211; Stereo Love <small>(embora não seja sertaneja, essa foi uma das músicas que mais ouvi nas ruas de Colorado)</small>.</em></p>
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		<title>Querido diário, sou eu, Doug!</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 23:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Doug, assim como TinTin, faz parte da imensa lista de desenhos e animações da TV Cultura que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Doug</strong>, assim como <a href="http://www.ealecrim.net/as-aventuras-de-tintin/" target="_blank">TinTin</a>, faz parte da imensa <a href="http://www.ealecrim.net/nostalgia-o-retorno/" target="_blank">lista de desenhos e animações da TV Cultura</a> que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas mais importantes na nossa vida, a chegada da adolescência.</p>
<p>O primeiro episódio já ilustra bem isso. Nele, a família Funnie se muda de Bloatsburg para Bluffington, e Doug leva consigo os receios de encarar uma vida totalmente nova. Eu sei o que é isso. Aos 9 anos de idade, eu tive que mudar de bairro e, portanto, abandonei amigos, vizinhos, escola e toda a familiaridade que eu tinha com o lugar em que eu morava desde que nasci. Para um adulto, esse tipo de mudança pode até causar pouco impacto, mas para uma criança a coisa é muito diferente. Doug retrata bem isso com suas incertezas sobre fazer novos amigos, saber onde ficam os estabelecimentos do local e assim por diante, tal como ocorreu comigo e com pelo menos boa parte das pessoas que vivenciaram mudanças de bairro ou cidade durante a infância/adolescência.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/funnie.jpg" alt="A Família Funnie" /><br />
<small>A Família Funnie</small></p>
<p>Uma característica marcante de Doug é a sua abertura fantástica à fantasia. Qualquer acontecimento é capaz de fazê-lo se imaginar na pele de um agente secreto, de um herói (o Homem-Codorna), de uma celebridade e assim por diante. E quem é que nunca fez isso? Quem é que nunca se imaginou enlouquecendo plateias ao ouvir uma música bacana e se colocar no lugar do cantor? Quem é que nunca se imaginou em um grande time de futebol ao jogar bola na rua?</p>
<p>Doug não usa sua imaginação meramente como forma de abstração, mas também como um mecanismo para lidar com os seus problemas. Por outro lado, esse truque também tem suas ciladas: muitas vezes, Doug se mete em uma enrascada e a sua imaginação faz aquele problema se transformar em algo maior, isto é, cria uma situação de &#8220;tempestade em copo d&#8217;água&#8221;. É o que aconteceu, por exemplo, em um episódio em que ele quebrou a churrasqueira de seu vizinho, o Sr. Dink, e o imaginou se transformando em um monstro dominado pela ira ao descobrir quem fez aquilo. Exagero puro, causado apenas por sua sensação de culpa, sentimento presente apenas nas pessoas de boa índole.</p>
<p>Os amigos e colegas de Doug são um show à parte. São totalmente diferentes um dos outros, já que ostentam gostos, condições financeiras e aspectos físicos bastante particulares (cada um possui uma cor de pele diferente, por exemplo). O destaque fica por conta de seu melhor amigo, Skeeter Valantine, um rapaz inquieto, não tão inteligente, mas receptivo, generoso, seguro de si, ciente das coisas que acontecem ao seu redor e um excelente confidente. Foi Skeeter que notou o quanto Doug estava perdido ao chegar a Bluffington e tratou de incorporá-lo à cidade.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/doug.jpg" alt="Doug e Skeeter" /><br />
<small>Doug e Skeeter</small></p>
<p>No entanto, tal como acontece em qualquer escola, sempre há uma valentão na turma que vive infernizando a vida dos &#8220;bonzinhos&#8221;. Cabe a Roger Klotz esse papel, um &#8220;espertão&#8221; que passa a atormentar Doug desde a sua chegada à cidade, desafiando-o, tentando causar-lhe medo e assim por diante. Mas logo Doug percebe que Roger não é, necessariamente, uma pessoa ruim, mas um garoto perturbado e, pacifista como é, desde então, passa a tolerá-lo e até a perdoar suas investidas.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/roger.jpg" alt="Roger Klotz" /><br />
<small>Roger Klotz</small></p>
<p>É impossível falar de Doug e seus amigos sem citar Patti Mayonnaise, seu &#8220;amor à primeira vista&#8221;. O garoto se apaixona completamente por ela e aqui é importante ressaltar os motivos: muitas vezes, nos sentimos atraídos por garotas lindas, de corpo escultural, maquiagem e cabelos bem feitos, e roupas perfeitamente combinadas, ou seja, somos atraídos por aquilo que os olhos veem. Porém, para nos apaixonarmos verdadeiramente por uma pessoa, é necessário uma combinação de fatores.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/patti.jpg" alt="Patti Mayonnaise" /><br />
<small>Patti Mayonnaise</small></p>
<p>Doug se apaixona por Patti assim que a vê pela primeira vez. No entanto, o desenrolar dos episódios logo mostra que Patti não é apenas uma garota bonita: é simpática, estudiosa, divertida, esportista e comunicativa. Não é, tal como a personagem riquinha Beebe Bluff, o tipo de garota que monta um altar para si. No que conhecemos como vida real, quem é que nunca encontrou uma pessoa tão cheia de si que se acha intocável? Por sua vez, quem é que nunca simpatizou por uma pessoa que tinha tudo para ser esnobe (beleza física, dinheiro, status social, etc), mas que é atenciosa com todo mundo e não se acha melhor que ninguém? Patti Mayonnaise é assim.</p>
<p>Quem já sofreu com amores platônicos sabe que simplesmente cultivar uma amizade com a pessoa amada já é uma grande conquista. Doug parece saber disso, mas seus instintos o fazem tentar algo mais, mesmo sabendo que as chances de sucesso são remotas. Ou, nem tanto: às vezes é seu medo que atrapalha. De qualquer forma, o garoto valoriza cada segundo da presença de Patti, tanto que quem assiste não consegue evitar a torcida para que ele, finalmente, consiga beijar a senhorita Mayonnaise.</p>
<p>Nesse sentido, um dos episódios mais marcantes é um em que Doug e Patti vão ao cinema, sozinhos. É o encontro do século! Para Doug (e, talvez, para Patti), o filme é o que menos importa. Doug observa a mão de Patti no encosto da cadeira e pensa em segurá-la. Finalmente ele toma coragem para isso, mas Patti aparentemente percebe e tira sua mão para coçar o nariz. Uma nova oportunidade surge, Doug estava quase lá, mas novamente a garota parece perceber e, para disfarçar, oferece balas (ou algo assim) a Doug. É dramático! Na volta, Doug acompanha Patti até a sua casa. No momento da despedida, um rosto vai se aproximando do outro, quem assiste grita mentalmente &#8220;vai, vai, vai!&#8221;, mas na &#8220;hora H&#8221;, a menina desiste. O clima de decepção é inevitável, não só para Doug e para quem assiste, como também para seus colegas, que, pasme, estavam escondidos para ver o que aconteceria. O reconforto está no fato de que, ao menos, Patti ficou balançada. Assim que entrou para dentro de casa, subiu ao seu quarto e, da janela, observou o triste Doug ir embora&#8230;</p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="280" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xxDVsNgn46M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="280" src="http://www.youtube.com/v/xxDVsNgn46M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p><small>Doug quase beija Patti</small></p>
<p>A relação de Doug com sua família é muito boa. Dificilmente o rapaz se envolve em conflitos com os seus pais, todavia, em uma primeira olhada, ele não se dá bem com a sua irmã mais velha, Judy Funnie. A garota, sempre envolvida com o seu desejo de se tornar uma grande atriz dramática, causa incômodos em Doug por pensar diferente e por vez ou outra colocá-lo em situações constrangedoras. Mas, no fundo, ambos se amam e demonstram isso nas ocasiões em que só resta a um pedir ajuda ao outro.</p>
<p>Não dá para deixar de falar de Costelinha, o cachorro de Doug, que de tão amigo é considerado membro da família, pelo menos por seu dono. É um animal incomum, capaz de dançar por iniciativa própria ou de participar de jogos de tabuleiro com Doug, por exemplo. Ninguém tem um cachorro tão inteligente, mas conheço muita gente que considera seu animal de estimação um amigo inseparável, tal como Costelinha o é. Assim como Doug afirmou mais de uma vez, &#8220;Costelinha é o seu melhor amigo não humano&#8221;.</p>
<p>Acredito que Doug fez muito sucesso não só por ser divertido, mas também por brincar com os nossos anseios de adolescente e por muitas vezes fazer com que nos identifiquemos com determinados episódios. Criado pela Nickelodeon, lamentavelmente perdeu parte da sua essência quando foi entregue nas mãos da Disney (embora eu não tenha considerado essa fase totalmente ruim). Nela, as personagens da série sofrem algumas mudanças e as histórias parecem não ter a mesma graça que antes. Talvez isso tenha feito com que a série fosse cancelada em 1999.</p>
<p>O que resta dizer sobre esse desenho é que foi bom enquanto durou, pena que nunca saberemos se Doug conseguiu deixar de ser apenas um bom amigo para Patti Mayonnaise&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Referências: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doug" target="_blank">Wikipedia</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0101084/" target="_blank">IMDb</a>.<br />
<em><br />
Ao som de Liv Kristine &#8211; Blue Emptiness.</em></p>
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		<title>Eita, povo curioso!</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. Ela estranhou, pois o &#8220;velho&#8221;, de acordo com suas palavras, não tinha esse hábito, mas logo ele revelou que havia comprado um carro naquele dia e queria mostrá-lo.</p>
<p>Ela não estava conseguindo entender bem onde seu pai havia encostado o carro, só sabia que era na Radial Leste (para quem não conhece, uma gigantesca avenida em São Paulo paralela à linha 3 do Metrô). Então, me passou as características do veículo e me pediu para ajudá-la a localizá-lo visualmente, já que estávamos na passarela da estação que liga os dois lados da avenida.</p>
<p>Encontrei o carro e disse a ela &#8220;acho que é aquele ali&#8221;. Para confirmar, ela pediu por telefone para o seu pai fazer algum sinal com as mãos. Ele o fez, ela ficou feliz, se despediu de mim, pediu para que eu mantivesse contato e foi embora. Bom, na verdade, foi quase isso&#8230;</p>
<p>Ela foi embora, de fato, no entanto, não sem antes notar, absolutamente surpresa, que tinha umas 5 ou 6 pessoas ao nosso lado na passarela olhando para a direção que segundos antes apontávamos. Também surpreso, olhei fixamente para uma dessas pessoas, uma senhora do tipo que pelo olhar você percebe ser fuxiqueira. Ao perceber que estava sendo observada, no mesmo instante ela perguntou: &#8220;o que que vocês estão olhando? É algum acidente, é?&#8221;</p>
<p>A Paloma expressou sua indignação com a curiosidade do povo simplesmente olhando para cima e, antes de finalmente se mandar, me fez um último aceno. Quanto a mim, sugeri à senhora curiosa que continuasse olhando que logo ela descobriria o alvo de nossa atenção e, em seguida, também fui embora. Fui sem olhar para trás, porque se o fizesse, tenho certeza que encontraria um volume maior de pessoas olhando pela passarela, uma tentando descobrir inutilmente o que a outra estava vendo e, com isso, fazendo o grupo aumentar.</p>
<p>A situação toda ao menos me serviu para ter certeza de uma coisa: deixar um monte de gente morrendo de curiosidade é deveras divertido <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Nevermore &#8211; The river dragon has come.</em></p>
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		<title>Jaspion e afins</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 22:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Li no Omelete que finalmente o primeiro box de DVDs contendo episódios do Jaspion estava para ser lançado no Brasil. &#8220;Quer saber? Vou comprar!&#8221;, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: &#8220;esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar&#8221;. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.omelete.com.br/dvd/100019588/Lancamentos_DVD_Blu_ray__4_a_10_de_maio_.aspx" target="_blank">Li no Omelete</a> que finalmente o primeiro <em>box</em> de DVDs contendo episódios do <em>Jaspion</em> estava para ser lançado no Brasil. &#8220;Quer saber? Vou comprar!&#8221;, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: &#8220;esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar&#8221;.</p>
<p>É a mais pura verdade. Quando eu era pequeno, assistia <em>Jaspion</em>, <em>Jiraya</em>, <em>Changeman</em> e até o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_QzUfOWtbEo" target="_blank">&#8220;tosco-mor&#8221; <em>Lion Man</em></a> na finada TV Manchete. Não costumava perder nenhum episódio, especialmente de <em>Jaspion</em>. Deste último eu tinha camiseta, espada de plástico, fita K7 (pirata) e até uma máscara com um elástico que arrebentava a todo momento. De tarde, não era muito difícil me ver gritando &#8220;gigante guerreiro DAI-LE-ON&#8221; no quintal de casa&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/jaspion.jpg" alt="Jaspion" /></p>
<p>Mas, o tempo passa, a gente cresce e o senso crítico se desenvolve. Daí começamos a dar importância ao zíper da roupa de borracha do monstro, aos prédios feitos de papelão ou isopor, à cordinha quase invisível que faz o herói flutuar ou dar saltos gigantescos, às brechas do enredo e por aí vai.</p>
<p>No entanto, apesar da &#8220;descoberta&#8221; de tantos &#8220;defeitos&#8221;, eu não consigo deixar de gostar desses seriados japoneses por um motivo que sempre falou mais alto: o fator diversão. Ou, ao menos, a lembraça do fator diversão.</p>
<p>Não é por acaso que decidiram lançar os episódios de <em>Jaspion</em> em DVD depois de tantos anos. Não são as crianças de hoje que vão comprá-los, mas as crianças de ontem, o que reforça a minha desconfiança de que ser adulto, às vezes, é apenas um ponto de vista. Ainda bem <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Dark Moor &#8211; Swan Lake.</em></p>
<p><em>Emerson Alecrim</em></p>
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		<title>Meu primeiro livro</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 02:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, não só lembro do primeiro livro que li como o tenho até hoje!</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>O <b>Mistério da Cidade-Fantasma</b>, de Marçal Aquino. Eu o li quando estava na 5ª série do que hoje conhecemos como ensino fundamental. O livro faz parte da lendária e querida Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Conta a aventura de um grupo de amigos que se dirigia a um acampamento, mas vai parar numa cidade abandonada ao descer do ônibus no local errado.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan2.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>Naquela época, minha professora de português havia pedido um trabalho sobre o livro. A intenção dela era justamente a de despertar o hábito da leitura entre os alunos. Os livros da Coleção Vaga-Lume são acompanhados de um complemento com exercícios e foi justamente isso que serviu de trabalho.</p>
<p>Eu venho de família de baixa renda e, naquela época, não podia me dar ao luxo de comprar livros. No entanto, graças a um acordo com a editora, os professores da escola podiam adquirir livros em lote contando com bons descontos. Por conta disso, consegui comprar o Mistério da Cidade-Fantasma usando apenas a minha pequena mesada. </p>
<p>Gostei tanto da leitura que logo parti para outros livros. O segundo foi o Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey. Quando me dei conta, já tinha vários outros livros do autor, como Na Rota do Perigo e Doze Horas de Terror (títulos interessantes, não?). Não demorou muito para que eu pulasse o muro da Coleção Vaga-Lume e explorasse outras obras. No entanto, só passei a comprar livros pra valer mesmo depois que comecei a trabalhar. E não é difícil entender o motivo: infelizmente, livros são muito caros no Brasil.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcinest.jpg" alt="O Mistério do Cinco Estrelas" /></p>
<p>Vale ressaltar que, apesar de ter tido o meu primeiro livro quando estava na 5ª série, eu já tinha o hábito da leitura desde os meus 6 ou 7 anos. Comecei de uma maneira simplesmente sensacional: com gibis. Mas isso é assunto para outro post <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de John Petrucci &#8211; Animate-Inanimate.</i></p>
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		<title>Os filmes de terror da minha infância</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/os-filmes-de-terror-da-minha-infancia/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 00:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Devo a Freddy Krueger a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de &#8220;realismo&#8221; da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devo a <i>Freddy Krueger</i> a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido <i>Hora do Pesadelo</i> (<i>A Nightmare on Elm Street</i>, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de &#8220;realismo&#8221; da produção, afinal, são justamente os sonhos que <i>Freddy Krueger</i> usa para atacar. No meu sonho, eu o havia derrotado, fato que é suficiente para encher de coragem uma criança ao ponto de fazê-la enfrentar os medos que, quando crescemos, descobrimos que não passam de bobagens.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/fkrueger.jpg" alt="Freddy Krueger - Imagem por New Line Cinema" /><br /><small>Freddy Krueger &#8211; Imagem por <a target="_blank" href="http://www.newline.com/properties/nightmareonelmstreeta.html">New Line Cinema</a></small></p>
<p>Com ar de provocação, vez ou outra eu aproveitava as noites de silêncio na frente da TV para, do nada, cantar o &#8220;hino&#8221; de <i>Freddy</i>: <br />
<blockquote>Um dois, Freddy vem te pegar /<br />Três, quatro, é melhor a porta do quarto trancar /<br />Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo / <br />Sete, oito, Fique acordado até tarde /<br />Nove, dez, não durma nunca mais&#8221; /</p></blockquote>
<p>Apesar de não lembrar da letra inteira, eu tentava, sem sucesso, imitar o tom de voz das crianças que cantavam essa música nos filmes. Era o meu jeito de dizer que não tinha medo de produções de terror. A ideia deu certo, pois acho que foi graças a isso que minha mãe permitiu que eu ficasse acordado até tarde para assistir <i>O Exorcista</i> (<i>The Exorcist</i>, 1973), apesar de ser impróprio para crianças. E eu fiz isso. Sozinho. </p>
<p>Sabe, depois do filme, eu passei a achar <i>Freddy Krueger</i> um cara simpático. Em seus filmes, ele não me causou medo suficiente para que eu resistisse à vontade de ir ao banheiro, dormisse com a luz do meu quarto acessa, cobrisse a cabeça com o cobertor numa noite de calor e olhasse com extrema desconfiança para a minha cama com medo de ela começar a balançar.</p>
<p>Mas, <i>O Exorcista</i> também conseguiu despertar a minha indignação. Por que a menina não pulou logo quando a cama começou a balançar? Por que a deixaram sofrer tanto nas mãos dos médicos? Como é que ela enfiava uma cruz na barriga (é, eu pensei que foi na barriga) e permanecia viva? O que ela fez para ser escolhida pelo demônio?</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/exorct.jpg" alt="Cena de O Exorcista" /><br /><small>Cena de O Exorcista</small></p>
<p>Acho que eu só voltei a assistir <i>O Exorcista</i> na adolescência, mas não fiquei esse tempo todo sem ver um filme de terror. Com a minha mãe na sala, eu me senti corajoso para assistir a <i>Poltergeist</i> (1982). Minha mãe resistiu entediada até a metade do filme e então decidiu dormir. Confesso que cogitei essa ideia, mas a curiosidade em saber como a garotinha <i>Carol Anne</i> foi parar em outro mundo era maior que o medo.</p>
<p>Assisti ao filme até o final, mas tenho que reconhecer que aquela menininha branquela, delicada e de cabelos absurdamente loiros tinha um aspecto que eu considerava tão incomum, que eu não consegui simpatizar com ela, tal como se a garota fosse um demônio disfarçado. Na verdade, a minha implicância não era com a personagem, mas com a atriz. Sendo mais claro, eu achava aquela menina estranha, <strike>#prontofalei</strike> não me pergunte o porquê!</p>
<p>Não faz muito tempo que eu vi <i>Poltergeist</i> novamente e, curioso para saber como estaria a menininha loira nos dias de hoje, fiz uma pesquisa no Google que me deu um banho de água fria: vítima de uma inflamação severa no intestino, <i>Heather O&#8217;Rourke</i>, o nome verdadeiro da garota, faleceu em 1988, aos 12 anos de idade, logo depois de filmar Poltergeist 3. Quando assisti a Poltergeist pela primeira vez, lá pelos idos de 1990, estranhei a garota sem saber que, do &#8220;mundo real&#8221;, ela já não fazia mais parte&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/hrourke.jpg" alt="A falecida Heather O'Rourke em uma cena de Poltergeist" /><br /><small>A falecida Heather O&#8217;Rourke em Poltergeist &#8211; Imagem por <a target="_blank" href="http://www.childstarlets.com/">Child Stars</a></small></p>
<p>Já mais crescido, lembro de ter encontrado na locadora perto de casa a fita de <i>A Casa das Almas Perdidas</i> (<i>The Haunted: A True Story</i>, 1991). Junto com um filme de <i>Os Trapalhões</i> (eca!), levei a fita para casa. Novamente assisti ao filme sozinho, durante a noite, só desta vez sem nenhuma preocupação. Mesmo assim, não nego que muitas cenas me deixaram bastante arrepiados.</p>
<p>A <i>Casa das Almas Perdidas</i> é um filme bem elaborado e intenso, apesar de não ter o mesmo <i>glamour</i> que as produções supracitadas. Seu forte se baseia no que é contado e não nas cenas de susto (tanto é que não consegui escolher nenhuma imagem que representasse a tensão do filme). A filmagem relata a vida de uma família que se muda para uma casa sem saber que ela é mal-assombrada. Até aí, nada de inovador, mas o desenrolar da história é dramático. Nem a Igreja Católica consegue uma solução para o problema. Médiuns, vizinhos e um grupo de religiosos tentam ajudar, mas quando tudo parecia se acertar, os espíritos voltavam a se manifestar, como se fosse uma doença incurável, mas que apresenta períodos de melhora.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/haunted.jpg" alt="Cena de A Casa das Almas Perdidas" /><br /><small>Cena de A Casa das Almas Perdidas</small></p>
<p><i>Hora do Pesadelo</i>, <i>O Exorcista</i>, <i>Poltergeist</i> e <i>A Casa das Almas Perdidas</i> são, portanto, os meus filmes de terror preferidos, embora hoje eu considere algumas de suas cenas toscas e até engraçadas. É claro que eu gosto de alguns filmes de terror mais recentes, como <i>O Sexto Sentido</i> (<i>The Sixth Sense</i>, 1999), <i>O Chamado</i> (<i>The Ring</i>, 2002), <i>Espíritos</i> (<i>Shutter</i>, 2004), <i>Vozes do Além</i> (<i>White Noise</i>, 2005), <i>O Orfanato</i> (<i>El Orfanato</i>, 2007) e até <i>O Grito</i> (<i>The Grudge</i>, 2004). No entanto, acredito que nenhum deles conseguiria o que os filmes clássicos citados nesse texto conseguiram: me impressionar e agradar tanto ao ponto de eu lembrar até hoje do dia em que os assisti pela primeira vez <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de Kamelot &#8211; Farewell.</i></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ramón Valdés, o Seu Madruga</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/ramon-valdes-o-seu-madruga/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 01:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é de hoje que eu não vejo mais graça na televisão, exceto para filmes, mas vez ou outra paro na frente da telinha e fico trocando de canal. Quando isso ocorre, me surpreende o fato de que eu sempre parar no SBT se estiver passando Chaves. Não importa a quantidade de vezes que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que eu não vejo mais graça na televisão, exceto para filmes, mas vez ou outra paro na frente da telinha e fico trocando de canal. Quando isso ocorre, me surpreende o fato de que eu sempre parar no SBT se estiver passando Chaves. Não importa a quantidade de vezes que eu tenha assistido aos seus episódios: sempre acho graça, especialmente quando um tal de <strong>Seu Madruga</strong> rouba a cena.</p>
<p>Chaves é um seriado mexicano que teve início em 1971 e cujo nome original é <em>El Chavo del Ocho</em>. Seus personagens são marcantes e únicos, mas mesmo sem saber o porquê, eu sempre simpatizei mais com o Seu Madruga. Aliás, é bom que se saiba desde já: na versão original, o nome dele é <em>Don Ramón</em>, em alusão ao nome do ator, que se chamava <em>Ramón Gómez Valdés Castillo</em>.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad1.jpg" alt="Cena de Chaves" /><br />
<small>Cena de Chaves &#8211; Imagem por <em>Turma do Chaves</em></small></p>
<p>Ramón Valdés nasceu na Cidade do México, em 2 de setembro de 1923. Ao longo de sua carreira, participou de dezenas de filmes, seguindo os passos de seus irmãos <em><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Manuel_Vald%C3%A9s" target="_blank">Manuel &#8220;El Loco&#8221; Valdés</a></em> e <em><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Germ%C3%A1n_Vald%C3%A9s" target="_blank">Germán &#8220;Tin Tan&#8221; Valdés</a></em>, que são desconhecidos por aqui, mas que fizeram considerável sucesso no México.</p>
<p>Embora tenha dedicado a maior parte de seu trabalho ao cinema, a carreira de Ramón atingiu seu ápice na TV, com <em>El Chavo del Ocho</em>, que a partir daqui passo a chamar simplesmente de Chaves, por comodidade. Em 1968, <em>Roberto Gómez Bolaños</em>, mais conhecido como <em>Chespirito</em> no México e como <em>Chaves</em> no Brasil, o convidou para fazer parte de seu elenco ao lado da atriz <em>María Antonieta de las Nieves</em> (Chiquinha &#8211; <em>Chilindrina</em>, no México) e <em>Rubén Aguirre</em> (Professor Girafales &#8211; <em>Professor Jirafales</em>, no México). Juntos, dão início ao programa <em>Los Supergenios de la Mesa Cuadrada</em>, que em 1970 se transformou em <em>Chespirito</em> e durou até 1973.</p>
<p>Em 1971, Chaves estreia e em 1973 é a vez de <em>El Chapulín Colorado</em> &#8211; <em>Chapolin Colorado</em> no Brasil. Embora tenha se destacado como Seu Madruga, Ramón Valdés fez várias outras interpretações neste último que ficaram bastante conhecidas, como o pirata Alma Negra, Tripa Seca e a paródia aos EUA <em>Super Sam</em>.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad2.jpg" alt="Super Sam" /><br />
<small>Super Sam &#8211; Imagem por<em> Turma do Chaves</em></small></p>
<p>Seu Madruga, no entanto, é indiscutivelmente o personagem mais cativante de Ramón Valdés. Talvez isso seja fruto de sua semelhança com o próprio ator. Para começar, vem o nome. Em seguida, a roupa: as vestimentas de Seu Madruga eram semelhantes às que Ramón Valdés usava em seu cotidiano. Três filhas de Ramón (ele se casou três vezes e teve 10 filhos, sendo que o último nasceu depois de sua morte) chegaram a dizer que seu pai sempre se vestia de maneira simples, tal como o Seu Madruga. Dizem também que alguns de seus bordões mais conhecidos eram usados por ele atrás das câmeras.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad3.jpg" alt="Ramón Valdés" /><br />
<small>Ramón Valdés &#8211; Imagens por <em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>As pessoas que conviveram com Ramón Valdés afirmam que ele era, além de muito talentoso, uma pessoa de personalidade forte, mas divertida e atenciosa. Roberto Gómez chegou a dizer que ele foi o único comediante que já o fez &#8220;morrer de rir&#8221;. Afirmação semelhante teria feito <em>Edgar Vivar</em>, o Senhor Barriga (<em>Señor Barriga</em>, no México). Com o público, dizia-se que Ramón Valdés era sempre muito amável e respeitoso. Não é por acaso que conquistava o respeito e a admiração das pessoas, inclusive de seus colegas de trabalho.</p>
<p>Ramón Valdés sempre se esforçava para manter o ambiente de trabalho o melhor possível, portanto, tratava de amenizar brigas e até de dar uma de conciliador. Mas, em 1979, quando percebeu que mentiras e falsidades estavam tomando conta do lugar, decidiu sair e passou a trabalhar com <em>Carlos Villagrán</em> (<em>Quico</em>), que havia saído um ano antes por divergências com Roberto Gómez. Ambos fizeram várias viagens para apresentar o show <em>Federrico</em>, onde Ramón interpretava <em>Don Moncho</em>, dono de uma loja.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad11.jpg" alt="¡Ah que Kiko!" /><br />
<small><em>¡Ah que Kiko! </em>- Imagem por <em>Portal Turma CH</em></small></p>
<p>Em 1981, no entanto, após vários convites, Ramón Valdés voltou a trabalhar com Roberto, desta vez com o seriado <em>Chespirito</em>, que voltara a ser gravado. Em 1987, trabalhou com Carlos Villagrán no programa <em>¡Ah que Kiko!</em> (&#8220;Kiko&#8221; passou a ser usado por Villagrán pelo fato de Roberto Gómez ter os direitos sobre o nome &#8220;Quico&#8221;), mas não ficou muito tempo, já que também se dedicava ao seu circo. Além disso, seus problemas de saúde se agravaram ao ponto de impedí-lo de trabalhar.</p>
<p>Ramón Valdés era amigo de praticamente todos os seus colegas, mas teve especial amizade com dois atores de Chaves: Carlos Villagrán e <em>Angelines Fernández</em>, a Dona Clotilde (<em>Doña Cleotilde</em>, no México). Quando Ramón já estava no hospital, já muito mal de saúde, Carlos Villagrán percebeu a situação e, numa atitude digna de bons amigos, disse: &#8220;nos vemos lá em cima, no céu&#8221;. Com o bom humor que o acompanhou até o fim, Ramón respondeu: &#8220;não se faça de louco, nos vemos lá embaixo, no inferno&#8221;.</p>
<p>Mas, era mesmo com Angelines que Ramón Valdés tinha excepcional convivência. O seu papel de Dona Clotilde foi obtido graças a Ramón, que a apresentou a Roberto Gómez, o que demonstra que a amizade entre ambos surgiu antes de Chaves. No dia do enterro de Ramón, Angelines permaneceu cerca de duas horas ao lado do caixão, lamentando profundamente a morte do amigo. Durante todo o velório, permaneceu dizendo &#8220;mi rorro&#8221;, apelido carinhoso que atribuiu a Ramón. Amigos e familiares afirmam que Angelines nunca mais foi a mesma depois desse dia. Descuidou demais de sua saúde e acabou falecendo quase 6 anos depois de Ramón devido a um câncer de pulmão.</p>
<p>E foi também o câncer que levou a vida de Ramón Valdés. No início da década de 1980, um tumor maligno foi descoberto em seu estômago, provavelmente oriundo de outro tumor já existente em seu pulmão &#8211; Ramón Valdés era um fumante muito ativo, não largando o vício nem mesmo quando permaneceu internado. Seus últimos dias no hospital foram terríveis. Ramón passou a maior parte do tempo sedado por conta das fortes dores. No dia 9 de agosto de 1988, aos 64 anos de idade, faleceu, deixando as lembranças de seu humor e de seu talento como uma generosa herança:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad4.jpg" alt="Soy Charro de Levita" /><br />
<small>Filme <em>Soy Charro de Levita</em> (1949)</small> <small>- Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad5.jpg" alt="Los Tres Mosqueteros y Medio" /><br />
<small>Filme <em>Los Tres Mosqueteros y Medio</em> (1957)</small> <small>-  Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad6.jpg" alt="Las Mil y Una Noches" /><br />
<small>Filme <em>Las Mil y Una Noches</em> (1958) &#8211; </small><small>Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad7.jpg" alt="Seu Madruga e Dona Clotilde" /><br />
<small>Seu Madruga e Dona Clotilde</small> <small>- Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad10.jpg" alt="Seu Madruga" /><br />
<small>Seu Madruga</small> <small>- Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>Antes de encerrar esta pequena homenagem a Ramón Valdés, o nosso Seu Madruga, algumas curiosidades:</p>
<p>- Ramón Valdés com frequência se atrasava para as gravações. No entanto, isso nunca chegou a atrapalhar a memorização de suas falas, uma vez que ele tinha uma habilidade incrível para fazer isso rapidamente;</p>
<p>- A qualidade dos vídeos de Chaves e Chapolin faziam o público pensar que Ramón tinha olhos castanhos ou, quando muito, verdes. Na verdade, ele tinha olhos azuis;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad8.jpg" alt="Chanoc vs el Foso de las Serpientes" /><br />
<small>Filme <em>Chanoc vs el Foso de las Serpientes</em> (1974) -<br />
Note que é possível ver a cor dos olhos de Ramón</small> -<br />
<small>Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>- Lá pelos fins dos anos de 1960, Ramón Valdés tatuou seu braço direito. Não se sabe exatamente quando, mas supõe-se que foi nessa época porque em seus filmes da década de 1950 ele não aparece com a tatuagem. Esta, que pode ser vista com certa clareza no filme <em>Chanoc vs El Foso de las Serpientes</em>, mostra que a imagem tatuada é um navio pirata;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad9.jpg" alt="Chanoc vs el Foso de las Serpientes" /><br />
<small>Filme <em>Chanoc vs el Foso de las Serpientes</em> (1974) -<br />
Tatuagem de um navio pirata em Ramón</small> <small>- Imagem por</small><br />
<small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>- Ramón Valdés era grande fã de futebol e torcedor do time mexicano <em>Club Necaxa</em>.</p>
<p>Pois é, que me desculpe Chaves e companhia, mas sem o Seu Madruga, o seriado não teria tanta graça&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><small><em><strong>Referências:</strong> <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Ram%C3%B3n_Valdez" target="_blank">Wikipedia</a>, <a href="http://www.turmadochaves.com/" target="_blank">Turma do Chaves</a>, <a href="http://www.viladochaves.com/" target="_blank">Vila do Chaves</a>, <a href="http://www.chavodel8.com/" target="_blank">Chavo del 8</a>, <a href="http://www.network54.com/Forum/486608/" target="_blank">La vecindad que quisimos ver</a>, <a href="http://www.chespirito.org/" target="_blank">Chespirito.org</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3SHRt9j654g" target="_blank">La historia de Ramón Valdés (vídeo de uma TV chilena)</a>, <a href="http://club.telepolis.com/homenajechavo/" target="_blank">Homenaje al Chavo del Ocho</a>, <a href="http://www.portalchaves.com/" target="_blank">Portal Turma CH</a>.</em></small></p>
<p><em>Ao som de L&#8217;Âme Immortelle &#8211; Letting Go.</em></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=e19a912a-36a5-4ab7-a744-3424628dc8b8" alt="" /></div>
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		<title>25º Salão do Automóvel: eu fui!</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 00:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Aconteceu entre os dias 30 de outubro e 09 de novembro de 2008 o 25º Salão do Automóvel, no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, SP. Como sempre, o evento mostrou grandes novidades das montadoras, além de alguns projetos bastante inusitados. Para registrar tudo (ou quase tudo), eu fui armado com a minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu entre os dias 30 de outubro e 09 de novembro de 2008 o <b><a target="_blank" href="http://www.salaodoautomovel.com.br">25º Salão do Automóvel</a></b>, no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, SP. Como sempre, o evento mostrou grandes novidades das montadoras, além de alguns projetos bastante inusitados. Para registrar tudo (ou quase tudo), eu fui armado com a minha câmera digital. As fotos estão disponíveis a quem quiser ver na <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/people/ealecrim/">minha conta do Flickr</a>, mas antes de passar o link exato, segue uma amostra e algumas notas:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa1.jpg" alt="O imponente Chevrolet Volt" /><br /><small><i>O imponente Chevrolet Volt</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa2.jpg" alt="Peugeot 908 - Le Mans Series 2007" /><br /><small><i>Peugeot 908 &#8211; Le Mans Series 2007</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa3.jpg" alt="Ferrari F430" /><br /><small><i>Ferrari 430 Scuderia</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa4.jpg" alt="Fórmula 1 Honda" /><br /><small><i>Fórmula 1 Honda</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa5.jpg" alt="O conceitual Toyota RiN" /><br /><i><small>O conceitual Toyota RiN</small></i></p>
<p>- assim como na <a target="_blank" href="http://www.ealecrim.net/20%c2%aa-bienal-do-livro-sao-paulo-eu-fui/">Bienal do Livro</a> (que aconteceu no mesmo lugar), a organização do evento disponibilizou ônibus gratuito, ida e volta, no Terminal Tietê. Tanto para ir quanto para voltar, o embarque não demorou mais que 15 minutos; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- praticamente não havia fila para comprar ingresso e para entrar no evento; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- a organização dos estandes estava bem feita, embora pudesse ser melhor em alguns casos, como no estande da Mercedes, que deixava muito carro merecedor sem o devido destaque; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- indicadores de saída ou de toalete insuficientes; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- os estandes da Toyota e da Mitsubishi eram dois dos mais bonitos e com mais atrações. As empresas deram um show de criatividade, organização e simpatia; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa7.jpg" alt="Estande da Mitsubishi" /><br /><small><i>Estande da Mitsubishi. No centro, carro feito de &#8220;carrinhos&#8221;</i></small></p>
<p>- o estande da Jaguar foi um dos piores. As modelos demonstravam irritação e a iluminação dos carros não era lá essas coisas; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- a Fiat também impressionou pela organização e pela criatividade. Mostrou, por exemplo, um Linea <br />&#8220;transparente&#8221;, um Palio movido à eletricidade e várias outras atrações, além de contar com muitas modelos simpáticas, sorridentes e atenciosas; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa6.jpg" alt="Fiat Linea transparente" /><small><i>Fiat Linea &#8220;transparente&#8221;</i></small></p>
<p>- quem estivesse com câmera tinha que ser rápido para tirar fotos, pois muita gente entrava na frente sem dó nem piedade. Eu mesmo fiz isso umas três vezes, mas sem querer. Entretanto, muitas pessoas não estavam nem aí e entravam na frente na maior cara dura; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- no inicio, eu fiquei irritado porque nenhuma modelo fazia pose para a minha câmera. Mas aí, sem querer, descobri que se eu virasse a câmera como se fosse tirar foto de perfil, elas olhavam, sorriam e faziam pose. Incrível como isso deu certo; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- o estande da Peugeot exibia um carro conversível. De repente, por causa da chuva intensa, começou uma goteira bem em cima desse veículo. Uma modelo saiu correndo para fechar o capô. Cena engraçada; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa8.jpg" alt="Repare nas gotas caindo no carro" /><br /><small><i>Repare nas gotas caindo no carro</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/25sa8b.jpg" alt="Instantes depois, o mesmo carro com o capô fechado" /><br /><small><i>Instantes depois, o mesmo carro com o capô fechado</i></small></p>
<p>- tirei 468 fotos, sendo que aproveitei 429. Tive que trocar as pilhas da câmera duas vezes; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- ao contrário da Bienal do Livro, no Salão do Automóvel havia vários assentos espalhados pelo local (na verdade, não muitos, mas já era alguma coisa). Isso foi ótimo, pois me permitiu parar para descansar várias vezes; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- tinha uma porrada de degraus mal sinalizados por lá. Perdi a conta das minhas quase quedas; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- alguns fotógrafos tomavam cuidado para não atrapalhar outros fotógrafos e até cediam espaço, mesmos aos amadores, como eu. <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O evento em si foi muito bom. Deu vontade de sair dirigindo vários carrões de lá, levando algumas modelos junto, é claro. Mas, como só deu para sair com algumas fotos, eis o <b><a target="_blank" href="http://flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157608745556377/">link das imagens que fiz</a></b>. Espero que goste <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de Xandria &#8211; Ginger.</i></p>
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