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	<title>Emerson Alecrim &#187; Interessante</title>
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Uma visita à CPTM</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 17:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é porque nasci e moro aqui, mas considero São Paulo uma cidade incrível! Uma das coisas que me fascina é o seu sistema de transporte público, especialmente no que se refere ao Metrô e à CPTM. Não, eu não estou louco. Eu sei que, para uma cidade do porte de São Paulo, o transporte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é porque nasci e moro aqui, mas considero São Paulo uma cidade incrível! Uma das coisas que me fascina é o seu sistema de transporte público, especialmente no que se refere ao <a href="http://www.metro.sp.gov.br">Metrô</a> e à <strong><a href="http://www.cptm.sp.gov.br">CPTM</a></strong>.</p>
<p>Não, eu não estou louco. Eu sei que, para uma cidade do porte de São Paulo, o transporte público está longe, mas muito longe mesmo do ideal. Mas, apesar dos pesares, acho importante reconhecer quando as coisas progridem, mesmo que lentamente. Acima de tudo, acho importante tentar compreender como as coisas funcionam para sabermos o que realmente deve ser melhorado, do contrário, permaneceremos sendo apenas uns meros &#8220;reclamões&#8221;.</p>
<p>Por pensar assim, entrei em contato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que responde pelo transporte sobre trilhos junto com o Metrô, com a diferença de que este último contempla apenas a cidade de São Paulo &#8211; a CPTM atende municípios próximos também. A visita aconteceu no dia 30 de junho de 2011.</p>
<p><object width="590" height="366"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-JuB4_kqhKU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="366" src="http://www.youtube.com/v/-JuB4_kqhKU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A CPTM, ao contrário do Metrô, até hoje não é muito bem vista pelos paulistas, embora essa situação esteja mudando. Essa percepção negativa se deve, tal como trataram de explicar na visita, a vários fatores históricos.</p>
<p>Para a começar, a maior parte dos trechos operados pela CPTM não foi criado para o transporte de passageiros, mas sim de cargas. Foi necessário um longo período de adaptação para que essas linhas tivessem condições mínimas para transportar pessoas, uma necessidade que crescia conforme a região metropolitana de São Paulo ficava mais populosa, fenômeno que acontece até hoje, como todo mundo deve saber.</p>
<p>O problema é que esse processo não aconteceu, necessariamente, de maneira organizada. A CPTM mesmo só surgiu em 1992, mas, antes disso, o sistema estava dividido em empresas como FEPASA e CTBU, controladas por administrações diferentes. A consequência é que, por um longo tempo, o que se via nos trilhos eram trens velhos que atrasavam, que ofereciam pouca segurança e que circulavam inclusive com portas abertas. Em resumo, as pessoas só usavam trens quando não tinham outra opção.</p>
<p>A coisa começou a melhorar, especialmente nos últimos dez anos. Atualmente, a CPTM está recebendo trens novos e reformando composições antigas. Além disso, também está cuidando melhor das vias, reconstruindo estações, reforçando a segurança e modernizando os sistemas de sinalização, que controlam o tráfego de trens.</p>
<p>O problema é que todos esses processos demoram. Demoram porque não é possível obter verba de uma hora para outra e, principalmente, porque as mudanças ocorrem com o sistema em funcionamento, já que não se pode paralisar as operações para fazer as mudanças.</p>
<p>Hoje, o principal problema para o usuário é a lotação. Se antigamente os trens ficavam cheios somente nos horários de pico, hoje ficam nesta condição quase o dia inteiro. Mas é bom &#8220;tirar o cavalinho da chuva&#8221; porque este é um aspecto que não tem previsão de melhoras. O mesmo vale para o Metrô e para os sistemas de ônibus.</p>
<p>A CPTM transporta, diariamente, 2,4 milhões de usuários nos dias de hoje. Cerca de 15 anos atrás, esse número não chegava nem à metade disso. Isso aconteceu porque à medida que seus serviços foram ficando mais confiáveis, mais pessoas passaram a optar pelos trens.</p>
<p>Uma das soluções para amenizar esse problema consiste em aumentar a quantidade de trens. Isso já está sendo feito, na verdade, mas a CPTM não consegue avançar muito neste aspecto por limitações técnicas: simplesmente colocar mais trens em circulação não resolve o problema, pois o excesso de composições pode congestionar as vias.</p>
<p>Por causa disso, a CPTM pretende instalar nas linhas novos sistemas de sinalização capazes de diminuir o intervalo entre trens, mas este é um processo complexo e caro, portanto, não podemos esperar nenhuma melhorar neste sentido no curto prazo. E, de qualquer forma, se o sistema melhorar, a tendência é a de que mais passageiros passem a utilizá-lo, então&#8230;</p>
<p>O aspecto mais importante de toda a visita, talvez, tenha sido a minha percepção de organização e empenho que há dentro da CPTM. Reconheço que não achei por lá funcionários tão orgulhosos do que fazem quanto os que vejo no Metrô, mas encontrei gente competente, que se esforça para fazer esse sistema complexo funcionar, desde o pessoal que trabalha no Centro de Controle Operacional, que comanda toda a operação, passando pelas equipes de manutenção e chegando aos maquinistas, que precisam ficar atentos constantemente para conduzir os trens dentro da programação prevista e, ao mesmo tempo, não descuidar da segurança dos usuários.</p>
<p><object width="590" height="443"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2F&amp;set_id=72157627085505792&amp;jump_to=" /><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="443" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2F&amp;set_id=72157627085505792&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Antes de encerrar, algumas curiosidades sobre a CPTM que eu descobri na visita:</p>
<ul>
<li>Os trens da CPTM possuem um sistema apelidado de &#8220;homem morto&#8221;: trata-se de um pedal que o maquinista deve acionar toda vez que um sinal (sonoro ou visual) é ativado. Se não o fizer, o trem para. É uma forma de saber que está tudo bem com o maquinista;</li>
<li>Caso o &#8220;homem morto&#8221; não esteja funcionando, um segurança viaja na cabine junto com o maquinista e aciona o freio de emergência caso aconteça algo com o condutor;</li>
<li>Os trens mais antigos passam por rotinas de manutenção a cada semana. As composições mais novas são mais resistentes e passam por verificação a cada duas semanas, aproximadamente;</li>
<li>O para-brisa frontal de um trem novo pode custar o preço de um carro popular. Infelizmente, não é raro encontrar trens com vidros quebrados por vandalismo;</li>
<li>A CPTM possui seguranças à paisana circulando em trens e estações;</li>
<li>De madrugada, quando os trens estão fora de operação, funcionários percorrem as vias a pé para verificar as condições dos trilhos;</li>
<li>Recentemente, a <a href="http://videos.band.com.br/Exibir/Otavio-em-um-simulador-de-trem---Parte-2/2c9f94b63013c66f01301f55cde30537?channel=585">CPTM adquiriu um simuladores de trens para treinar maquinistas</a>;</li>
<li>Atualmente, a CPTM possui 89 estações e cerca de 260 quilômetros de vias;</li>
<li>Juntos, os trens realizam cerca de 2,5 mil viagens por dia;</li>
<li>Varia conforme a série do trem, mas cada carro (vagão) possui mais de 65 toneladas. Daí é possível ter noção da complexidade existente para parar um trem;</li>
<li>A velocidade dos trens varia conforme o trecho, mas o limite máximo atual é de 90 km/h.</li>
</ul>
<p>Caso tenha dificuldades para ver o vídeo e as fotos postadas acima, eis os seus respectivos links:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157627085505792/">Fotos</a>;</li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-JuB4_kqhKU">Vídeo</a>.</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; Big Me.</em></p>
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		<title>Mochilão Bolívia e Peru em 10 minutos</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/mochilao-bolivia-e-peru-em-10-minutos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 May 2011 16:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade para os meus amigos ou para quem me acompanha em alguma rede social que eu fiz um mochilão pela Bolívia e Peru entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. A minha ideia é a de ajustar o roteiro que fiz de acordo com as situações que passei e disponibilizar o arquivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade para os meus amigos ou para quem me acompanha em alguma rede social que eu fiz um mochilão pela Bolívia e Peru entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. A minha ideia é a de ajustar o roteiro que fiz de acordo com as situações que passei e disponibilizar o arquivo para download. Mas, já que essa atividade vai demorar um pouco, decidi criar um vídeo que resume o mochilão em 10 minutos. Veja aí:</p>
<p><object width="590" height="336"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5HXDn1K6MWE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5HXDn1K6MWE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="336" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Também coloquei algumas centenas de fotos no meu Flickr:</p>
<p><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/">www.flickr.com/photos/ealecrim/sets</a></strong></p>
<p>E, para quem estiver interessado, não se preocupe: quando o roteiro ficar pronto, informarei o link aqui <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Cranberries &#8211; Close to you.</em></p>
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		<title>A Dona Joana</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 03:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[À procura de um documento antigo, encontrei a foto abaixo. No mesmo instante, uma avalanche de lembranças preencheu a minha mente. É da turma do meu pré, no ano de 1989, numa escolinha pertencente à igreja São José, na Vila Palmeiras, bairro Freguesia do Ó, em São Paulo. Da esquerda para a direita, eu sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À procura de um documento antigo, encontrei a foto abaixo. No mesmo instante, uma avalanche de lembranças preencheu a minha mente. É da turma do meu pré, no ano de 1989, numa escolinha pertencente à igreja São José, na Vila Palmeiras, bairro Freguesia do Ó, em São Paulo. Da esquerda para a direita, eu sou o penúltimo da última fileira. A senhora em pé era a saudosa Dona Joana, nossa professora. Mulher firme, com ensino rigoroso e que, não duvido, deve ter lecionado inclusive para alguns dos pais das crianças que aparecem na imagem. Eu cheguei à primeira série já sabendo ler por causa dela.</p>
<div id="attachment_489" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.ealecrim.net/especial/meu_preh.jpg"><img class="size-full wp-image-489" title="Turma do pré - 1989 (clique para ver maior)" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/05/pre.jpg" alt="Turma do pré - 1989 (clique para ver maior)" width="600" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Turma do pré - 1989 (clique para ver maior)</p></div>
<p>Nos anos anteriores, minha mãe havia tentado me deixar em escolas de &#8220;jardim da infância&#8221;, mas eu não me adaptei. Mas do pré eu não podia escapar. Lembro até hoje do primeiro dia de aula, do desespero aumentando à medida que eu avançava para dentro da sala. Poucos estavam à vontade. A maioria, se não escondia as lágrimas, ficava quieta em sua carteira tentando criar um muro mental ao seu redor.</p>
<p>Mas a Dona Joana sabia lidar com aquela situação. Nos dias seguintes, era possível ver a satisfação dos pais ao perceber que a empolgação havia substituído o medo no semblante dos filhos. Eram risadinhas para cá, &#8220;te vi na rua ontem&#8221; para lá e &#8220;vai na minha casa um dia&#8221; para tudo o que era canto.</p>
<p>Mas não era sempre só alegria. A Dona Joana não perdoava mau comportamento. O nosso castigo era ficar de pé atrás da lousa. Aquilo era um assunto sério para nós. Ficar ali era o mesmo que ser levado à delegacia! Por causa disso, quando o castigo terminava, era comum ver os colegas tentando reconfortar o amigo: &#8220;pega um pedaço do meu lanche&#8221;, &#8220;você pode levar o meu brinquedo no recreio, se quiser&#8221;, &#8220;quer usar meu lápis de cor?&#8221;, &#8220;olha o que eu achei: um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bicho-de-conta">tatuzinho</a>&#8220;.</p>
<p>A Dona Joana também organizava festinhas de vez em quando. Em geral, era assim: cada um levava um prato para dividir com os outros. Certa vez, com o estômago já cheio, recusei a oferta de uma menina que oferecia o doce que ela havia levado. &#8220;Ô professora! Ele não quer comer!&#8221;. Ao ver que a menina disse aquilo com lagrimas nos olhos, imediatamente mudei de ideia e aceitei. Ela foi embora satisfeita, enquanto eu me esforçava para engolir o doce. Engoli tudo de uma vez quando notei que a Dona Joana me observava. Ela deu uma breve risada que só depois de muito tempo compreendi: a professora havia percebido que eu aceitei o doce não por medo dela, mas por pena da garota.</p>
<p>E sabe-se lá como, a Dona Joana conseguia despertar a nossa intelectualidade. A gente aprendia com gosto, tanto que, como eu disse, cheguei à primeira série sabendo ler, assim como os meus colegas. Aprender, com ela, era tão prazeroso quanto brincar. Mas mais do que nos ensinar a ler, Dona Joana nos mostrou a generosidade (acha que ela não nos via reconfortando nossos colegas?), o respeito às diferenças, a paciência e, desde o início, deixou claro que o mundo não nos daria moleza, sendo esta a razão de tanto rigor.</p>
<p>A Dona Joana faleceu no ano seguinte, em 1990. Foi a primeira vez que alguém que eu conhecia morreu, ou seja, a Dona Joana ensinou inclusive o que é a morte. Eu não sei se ela teve filhos. Mas eu sei que ela foi uma mãe para todos nós.</p>
<p><em>Ao som de Mama Said &#8211; Metallica.</em></p>
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		<title>Campus Party 2010: eu estive lá&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 19:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; e registrei partes do evento em fotos. Para quem quiser conferir (talvez não funcione em determinados leitores de RSS): Ao som de Theatre of Tragedy &#8211; Illusions.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; e registrei partes do evento em fotos. Para quem quiser conferir (talvez não funcione em determinados leitores de RSS):</p>
<p><object width="450" height="339"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623316305742%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623316305742%2F&#038;set_id=72157623316305742&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623316305742%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157623316305742%2F&#038;set_id=72157623316305742&#038;jump_to=" width="450" height="339"></embed></object></p>
<p><em>Ao som de Theatre of Tragedy &#8211; Illusions.</em></p>
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		<title>456 anos: Parabéns, São Paulo!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 12:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Interrompo o abandono deste blog para dizer algumas palavras em homenagem ao grande aniversariante de hoje: a cidade de São Paulo. Que me desculpem aqueles que só enxergam as coisas ruins desse lugar, mas São Paulo é uma cidade incrível e não há nada que me faça pensar o contrário. Marginal Pinheiros &#8211; Por Wanderlei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interrompo o abandono deste blog para dizer algumas palavras em homenagem ao grande aniversariante de hoje: a cidade de <b>São Paulo</b>. Que me desculpem aqueles que só enxergam as coisas ruins desse lugar, mas São Paulo é uma cidade incrível e não há nada que me faça pensar o contrário.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/sp1.jpg" alt="Marginal Pinheiros - Por Wanderlei Celestino - SPTuris" /><br /><small>Marginal Pinheiros &#8211; Por Wanderlei Celestino &#8211; SPTuris</small></p>
<p>Quem vem de fora e não é acostumado com grandes centros urbanos pode até se assustar ou se sentir intimidado com a magnitude de São Paulo, mas no fundo, ela é uma mãe. Há os que enxergam o lugar como uma complexa e cinzenta máquina, um local onde, embora populoso, as pessoas não conversam, não se cumprimentam, não se olham. Há aqueles que só enxergam São Paulo como a cidade das enchentes, da violência, do caos do trânsito, da disparidade social, do alto custo de vida, da poluição. Visão bem limitada essa!</p>
<p>Os problemas, é claro, sempre são mais evidentes, por isso, é preciso enxergar a alma de São Paulo para ver todas as coisas boas que a cidade oferece. Somente quem enxerga essa alma é que percebe que, sim, as pessoas aqui conversam umas com as outras, dão bom dia, riem, se olham e VIVEM. A diferença é que isso não acontece de maneira igual a outros lugares, simplesmente porque São Paulo tem um ritmo próprio, mais intenso. </p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/sp2.jpg" alt="Avenida 23 de Maio - Por Alexandre Diniz - SPTuris" /><br /><small>Avenida 23 de Maio &#8211; Por Alexandre Diniz &#8211; SPTuris</small></p>
<p>E é essa intensidade que me faz ser apaixonado por essa cidade. São Paulo tem a missão de fazer as coisas acontecerem, por isso, se nega a parar. São Paulo, na verdade, é um Brasil dentro do Brasil, pois é formada, essencialmente, por pessoas que vieram de tudo o que é canto desse país. São Paulo é o lugar onde o riso e a dor se misturam, onde o descanso e o trabalho convivem, onde a alegria e a tristeza dão as mãos, onde o silêncio e o barulho são amigos. </p>
<p>São Paulo é a cidade que não se contenta em simplesmente existir, é um lugar que não se envergonha de mostrar que tem problemas, é uma criança hiperativa que gosta de ver pessoas tão diferentes e culturas tão distintas se misturando. São Paulo é a cidade que tem orgulho de seus moradores, mesmo não sabendo expressar isso. </p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/sp3.jpg" alt="Catedral da Sé - Por Jefferson Pancieri - SPTuris" /><br /><small>Catedral da Sé &#8211; Por Jefferson Pancieri &#8211; SPTuris</small></p>
<p>E São Paulo hoje faz 456 anos mostrando que continua determinada, com um coração que bate sem vacilar, sem temer o futuro. É muito bom fazer parte disso! Parabéns, querida cidade, e muitos anos de vida <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de Aerosmith &#8211; Dream On.</i></p>
]]></content:encoded>
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		<title>20 dicas para evitar problemas em suas viagens</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/20-dicas-para-evitar-problemas-em-suas-viagens/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/20-dicas-para-evitar-problemas-em-suas-viagens/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 02:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajar é um negócio totalmente excelente! Eu adoro e, por conta disso, tento fazer ao menos uma viagem a cada dois meses. Embora não se possa dizer que eu seja um viajante experiente, descobri que algumas coisas podem dar errado até mesmo nas viagens mais tranquilas e curtas. Por conta disso, decidi colocar aqui algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar é um negócio totalmente excelente! Eu adoro e, por conta disso, tento fazer ao menos uma viagem a cada dois meses. Embora não se possa dizer que eu seja um viajante experiente, descobri que algumas coisas podem dar errado até mesmo nas viagens mais tranquilas e curtas. Por conta disso, decidi colocar aqui algumas dicas para te ajudar a evitar problemas nos seus trajetos, sejam eles quais forem. Ah, é claro, se você tiver alguma dica para acrescentar &#8211; e deve ter, principalmente se for um viajante mais experiente que eu -, por favor, fique à vontade para inserí-las nos comentários. Vamos lá?</p>
<p><strong>01</strong> &#8211; Quanto menos bagagem você levar, melhor, mas um par de chinelos extra para você tomar banho não pode faltar. Mesmo! Isso evita que você tome um escorregão durante a ducha ou que seja contaminado por micoses, especialmente em banheiros de hotéis ou clubes;</p>
<p><strong>02</strong> &#8211; Se você for visitar uma cidade pequena ou um lugar muito distante, é uma boa ideia levar uma quantidade razoável de dinheiro &#8220;vivo&#8221;. Quem mora em grandes centros urbanos já está acostumado a utilizar cartões de crédito e débito, mas ainda há muitos lugares pequenos e distantes que não aceitam essas modalidades de pagamento;</p>
<p><strong>03</strong> &#8211; Meninas, acreditem, vocês ficam lindas de salto, mas nem sempre é conveniente usá-los. Ao fazer passeios turísticos, caminhadas ou mesmo um &#8220;rolê&#8221; durante a tarde com uma galera, utilize tênis ou, se a atividade for mais urbana, sandálias. Vocês ficarão muito mais confortáveis e aproveitarão melhor o momento. Pode parecer uma dica trivial, mas cansei de ver garotas passando por apuros por andarem com sapatos de salto alto nos lugares errados;</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/dicaextra.jpg" alt="Dica extra: molequada chorando no avião? Use o porta-crianças! :D" /><br />
<small>Dica extra: molequada chorando no avião? Use o porta-crianças! <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </small></p>
<p><strong>04</strong> &#8211; A sua mochila pode estar lotada, mas sempre há espaço para uma sunga. Leve-a sempre, mesmo que banhos de piscina, rio ou mar não estejam previstos. Pular na água de cueca não é lá muito elegante. Ficar sem curtir a diversão também não, né? A dica vale para vocês também, meninas. Biquíni na bolsa é que o há;</p>
<p><strong>05</strong> &#8211; Sabia que não é todo lugar que conta com farmácia 24 horas? Se você tem predisposição a ter algum problema de saúde, como dores de cabeça ou incômodos estomacais, leve remédios apropriados com você (Aspirina, Sonrisal, etc);</p>
<p><strong>06</strong> &#8211; Água, meu amigo. Leva água! Sabia que muitos problemas que você pode enfrentar em um passeio ou em uma trilha, por exemplo, são causados por desidratação? Então coloque uma garrafinha d&#8217;água aí na sua mochila/bolsa;</p>
<p><strong>07</strong> &#8211; Toalha de rosto é outro item importante. Se estiver chovendo, ajuda a te secar, se estiver aquele calorão, ajuda a conter o suor. Então dê uma de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Toalha" target="_blank">&#8220;mochileiro das galáxias&#8221;</a> e leve sempre uma toalhinha com você;</p>
<p><strong>08</strong> &#8211; Na hora de colocar camisetas na mochila ou na mala, dobre-as cuidadosamente e depois as enrole. Além de ajudar a economizar espaço, esse macete faz com que a roupa sofra menos amassos durante o transporte. Dica comprovada e aprovada;</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/camenr.jpg" alt="Camiseta enrolada não amassa fácil!" /><br />
<small>Camiseta enrolada não amassa fácil!</small></p>
<p><strong>09</strong> &#8211; Leve meias e peças íntimas dentro de uma sacola na mala/mochila. Além de manter a discrição caso você tenha, por algum motivo, que tirar esses itens da mala/mochila em público, ajuda a separá-las das roupas limpas depois que você utilizá-las;</p>
<p><strong>10</strong> &#8211; Compre suas passagens com o máximo de antecedência. Você pode conseguir ótimos descontos promocionais. Essa dica é válida principalmente para passagens de avião, mas é possível conseguir alguma coisa para ônibus também;</p>
<p><strong>11 </strong>- Falando em viajar de ônibus, é uma boa ideia sair do veículo quando este parar naqueles restaurantes de beira de estrada. A não ser que você esteja em uma poltrona-leito, você terá pouca mobilidade durante a viagem, portanto, levantar e caminhar um pouco farão bem à sua circulação sanguínea;</p>
<p><strong>12</strong> &#8211; Ao viajar de avião ou mesmo de ônibus, leve objetos de valor, como notebooks, câmeras digitais e videogames portáteis na sua bagagem de mão. Alguns espertinhos parecem ter faro para achar esses itens em malas quando os donos estão longe. Em caso de paradas, leve sua bagagem de mão com você ao sair do veículo;</p>
<p><strong>13</strong> &#8211; Deixe as pessoas mais próximas de você cientes dos lugares que você vai visitar (cidades, hotéis, pousadas, etc). Ocasionalmente, ligue para essas pessoas informando se está tudo bem. Não é nada legal deixar parentes preocupados por falta de notícias;</p>
<p><strong>14</strong> &#8211; Sempre que possível e se você conhecer razoavelmente as redondezas do local, pegue táxi fora de rodoviárias e aeroportos, isto é, &#8220;táxis de rua&#8221;, pois quase sempre são mais baratos. Se isso não for possível, utilize somente serviços de taxistas credenciados à rodovidária ou ao aeroporto. Geralmente, funcionários do lugar sabem indicar onde encontrá-los;</p>
<p><strong>15</strong> &#8211; Sua viagem está porreta de boa e você está registrando tudo em vídeos e fotos, né? Muito bem! Aproveite para conseguir uma conexão à internet assim que possível para passar isso tudo para serviços on-line, como <a href="http://flickr.com/" target="_blank">Flickr</a>, <a href="http://picasaweb.google.com" target="_blank">Picasa</a>, <a href="http://www.dropbox.com/" target="_blank">Dropbox</a>, <a href="http://skydrive.live.com/" target="_blank">Skydrive</a>, entre outros. Por que? Porque perder câmeras ou cartões de memória é mais comum do que você imagina;</p>
<p><strong>16</strong> &#8211; Deixe um cartãozinho com seu nome e telefone dentro de sua bagagem. Alguém pode ter uma mala igual a sua e pegá-la por engano, por exemplo, ou então você pode esquecê-la em algum lugar. Se pessoas honestas encontrarem sua bagagem, procurarão por alguma informação que permita encontrar o dono;</p>
<p><strong>17</strong> &#8211; Está fazendo uma viagem longa? Melhor dormir, não? Seja no carro, seja no ônibus, seja no avião, seja onde for, escute músicas bem suaves, de preferência com fones de ouvido que reduzam o ruído externo. Utilize também máscaras de dormir para evitar as luzes. Eu faço isso em minhas viagens longas e consigo dormir bem pra caramba! Se você não quiser ouvir música (eu ouço porque me faz relaxar) ou tiver restrições quanto a isso (no avião, por exemplo), pode usar tampões de ouvido;</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/kitsono.jpg" alt="Kit sono: funciona, exceto se você ouvir Slayer ou Pantera, por exemplo" /><br />
<small>Kit sono: funciona, exceto se você ouvir Slayer ou Pantera, por exemplo</small></p>
<p><strong>18</strong> &#8211; Homens (porque mulheres já fazem isso), usem uma <em>necessaire</em> para levar escova de dente, xampu, desodorante, sabonete e outros itens de higiene. Fica muito mais fácil de transportar e localizar o que você precisa. Além disso, necessaires não afetam nem um pouquinho sua opção sexual, portanto, podem usar sem medo;</p>
<p><strong>19</strong> &#8211; Nunca, jamais, de modo algum tome bebidas alcoólicas antes de viajar, a não ser que você queira passar a maior parte do trajeto dentro do toalete do avião ou do ônibus. Já viajei alcoolizado com a desculpa de querer dormir facilmente e posso garantir: é pedir para passar vergonha! Não preciso nem dizer que o mesmo vale para comidas pesadas, né?;</p>
<p><strong>20</strong> &#8211; Sempre que possível, use roupas leve e confortáveis em trajetos longos. Se você estiver indo a um evento importante, considere se vestir melhor no hotel, por exemplo. As meninas devem evitar saias curtas ou blusas com decote, a não ser que não se incomodem com os olhares alheios. Junto a isso, evite usar perfumes fortes para não incomodar os demais passageiros. Você não precisa viajar como um pé-rapado, mas também não precisa fazer aquela produção visual.</p>
<p>Pois bem, são essas as dicas. Espero que você possa aproveitá-las, pelo menos em parte. E se tiver algo mais a acrescentar, é só mandar ver aí nos comentários. Depois disso, é só curtir a paisagem <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/paisagem.jpg" alt="Não é bem dessa paisagem que eu estava falando, mas tudo bem..." /><br />
<small>Não é bem desse tipo de paisagem que eu estava falando, mas tudo bem&#8230;</small></p>
<p><em>Ao som de Diablo Swing Orchestra &#8211; A Tap Dancer&#8217;s Dilemma.</em></p>
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		<title>Aniversariante do dia: acidente de Chernobyl</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 19:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser comemorados, mas este é para ser lembrado mesmo, afinal de contas, as consequências desse acontecimento não têm data para acabar.</p>
<div class="youtube-video"><object width="400" height="330"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="330"></embed></object></div>
<p>Para muitos dos que não vivenciaram a tragédia, o acontecimento de Chernobyl, inicialmente, é apenas um detalhe histórico. Mas não se trata de um problema isolado e do tipo &#8220;pronto, já passou&#8221;. Mais de 20 anos depois, o evento impressiona, não só pelo o que aconteceu, mas também pelo o que ainda acontece. Eis alguns fatos sobre o desastre:</p>
<p>- É notório que autoridades tentaram ocultar fatos da tragédia para amenizar seus efeitos e suas consequências políticas. O desastre só foi reconhecido como tal dias depois do ocorrido;</p>
<p>- Fala-se, oficialmente, em cerca de 4 mil mortes, mas esse número é fora da realidade se levarmos em conta que os efeitos da radiação são sentidos em geração após geração das pessoas que tiveram sua saúde afetada pela tragédia. Além disso, muitos indivíduos que trabalharam no socorro e nas investigações morreram posteriormente por doenças muito provavelmente causadas pela radiação, com destaque ao câncer;</p>
<p>- &#8220;Nuvens&#8221; de radiação se espalharam para vários pontos da Ex-União Soviética e para trechos da Europa, portanto, é um erro pensar que se trata de um problema limitado a um único ponto geográfico;</p>
<p>- Estima-se que mais de 600 mil pessoas trabalharam nas operações de socorro e evacuação da região. Muitas delas foram expostas a níveis altíssimos de radiação;</p>
<p>- Muitas crianças da época e descendentes dos afetados ou de famílias residentes em áreas atingidas pela radiação nasceram com deficiências físicas ou com problemas sérios de saúde, como câncer, retardo mental, hidrocefalia, entre outros, tal como exemplificam as fotos abaixo; </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis5.jpg" alt="Crianças com problemas de saúde. Imagem por Robert Knoth." /><br /><small>Esquerda: garota com microcefalia e garoto com retardo mental;<br />Direita: criança com hidrocefalia.<br />Imagens por <a target="_blank" href="http://www.robertknoth.com/">Robert Knoth</a>.</small></p>
<p>- A região de Pripyat, onde está localizada a usina, assim como várias localidades próximas, foram entregues ao abandono, como se o tempo ali tivesse estacionado. Centenas de vilarejos se encontram desabitados:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis1.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis2.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis3.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /><br /><small>Imagens de Pripyat extraídas <a target="_blank" href="http://hem.bredband.net/b572399/Tjernobyl/">deste site</a>.</small></p>
<p>- Uma proteção chamada de &#8220;sarcófago&#8221; foi construída para &#8220;cobrir&#8221; o reator da unidade 4 e parar a propagação de radiação. Essa solução, no entanto, é limitada e o sarcófago há tempos apresenta problemas estruturais. Por isso, uma nova construção está em planejamento para proporcionar um isolamento ainda maior;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis4.jpg" alt="Sarcófago de Chernobyl" /><br /><small>O &#8220;sarcófago&#8221; de Chernobyl. Foto extraída <a target="_blank" href="http://www.fz-juelich.de/gs/genehmigungen/projekte/tschernobyl/diashow/foto15">desta página</a>.</small></p>
<p>- A tal proteção, no entanto, não é garantia de segurança por dois motivos: 1) há muitas áreas com concentrações elevadas de radiação, o que obviamente explica o isolamento da região; 2) tal como o sarcófago, a nova construção também é uma medida paliativa;</p>
<p>- Nós sempre nos referimos às pessoas atingidas pelo desastre, no entanto, pouca gente se dá conta de que populações de animais também compartilham dessa desgraça;</p>
<p>- A explosão em Chernobyl gerou cerca de 100 vezes a quantidade de radiação das bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki juntas.</p>
<p>Eu disse no início do texto que o acidente de Chernobyl precisa ser lembrado. No entanto, quando eu falo em lembrar, é no sentido de que não basta apenas se recordar da tragédia, mas também é necessário transmitir a noção de sua importância para que experiências semelhantes não sejam vividas agora ou futuramente. </p>
<p>E nós vamos entender isso se considerarmos Chernobyl um &#8220;Patrimônio da Humanidade&#8221;. Exagero? Não, se levarmos em conta que esse é um feito que não tem data para acabar. Radiação não é como uma tempestade que vem, faz seu estrago e logo em seguida vai embora. Os dias vão passar, as pessoas vão morrer, os tempos vão mudar, mas Chernobyl continuará lá, ostentando os seus perigos.</p>
<p>Para saber mais sobre a tragédia de Chernobyl, recomendo o <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">site de Elena Vladimirovna Filatova</a>, que a bordo de sua moto percorre a região da tragédia para contar detalhes do que aconteceu. Encontrei o link do vídeo exibido no início do texto no site dela.</p>
<p><small>Referências: <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chernobyl_disaster">Wikipedia</a>, <a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/04/060426_chernobylsilencio2as.shtml">BBC</a>, <a target="_blank" href="http://www.chernobyl.info/">Chernobyl.info</a>, <a target="_blank" href="http://www.iaea.org/Publications/Booklets/Chernobyl/chernobyl.pdf">Chernobyl&#8217;s Legacy (IAEA)</a>, <a target="_blank" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v21n59/a18v2159.pdf">A catástrofe de Chernobyl vinte anos depois (SciELO)</a>, <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">Elena Vladimirovna Filatova</a>.</small></p>
<p><i>Ao som de Within Temptation &#8211; Our Farewell.</i></p>
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		<title>Meu primeiro livro</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 02:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, não só lembro do primeiro livro que li como o tenho até hoje!</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>O <b>Mistério da Cidade-Fantasma</b>, de Marçal Aquino. Eu o li quando estava na 5ª série do que hoje conhecemos como ensino fundamental. O livro faz parte da lendária e querida Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Conta a aventura de um grupo de amigos que se dirigia a um acampamento, mas vai parar numa cidade abandonada ao descer do ônibus no local errado.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan2.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>Naquela época, minha professora de português havia pedido um trabalho sobre o livro. A intenção dela era justamente a de despertar o hábito da leitura entre os alunos. Os livros da Coleção Vaga-Lume são acompanhados de um complemento com exercícios e foi justamente isso que serviu de trabalho.</p>
<p>Eu venho de família de baixa renda e, naquela época, não podia me dar ao luxo de comprar livros. No entanto, graças a um acordo com a editora, os professores da escola podiam adquirir livros em lote contando com bons descontos. Por conta disso, consegui comprar o Mistério da Cidade-Fantasma usando apenas a minha pequena mesada. </p>
<p>Gostei tanto da leitura que logo parti para outros livros. O segundo foi o Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey. Quando me dei conta, já tinha vários outros livros do autor, como Na Rota do Perigo e Doze Horas de Terror (títulos interessantes, não?). Não demorou muito para que eu pulasse o muro da Coleção Vaga-Lume e explorasse outras obras. No entanto, só passei a comprar livros pra valer mesmo depois que comecei a trabalhar. E não é difícil entender o motivo: infelizmente, livros são muito caros no Brasil.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcinest.jpg" alt="O Mistério do Cinco Estrelas" /></p>
<p>Vale ressaltar que, apesar de ter tido o meu primeiro livro quando estava na 5ª série, eu já tinha o hábito da leitura desde os meus 6 ou 7 anos. Comecei de uma maneira simplesmente sensacional: com gibis. Mas isso é assunto para outro post <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de John Petrucci &#8211; Animate-Inanimate.</i></p>
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		<title>Smart: o pequeno notável da Mercedes</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 12:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
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		<description><![CDATA[Muita gente fica surpresa quando descobre que eu me interesso pouco por duas paixões brasileiras: futebol e carros. Bom, talvez não se trate de pouco interesse, mas sim do fato de que eu não me interesso tanto por esses assuntos quanto outras pessoas. De qualquer forma, em relação aos carros, meu &#8220;desinteresse&#8221; não é suficiente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente fica surpresa quando descobre que eu me interesso pouco por duas paixões brasileiras: futebol e carros. Bom, talvez não se trate de pouco interesse, mas sim do fato de que eu não me interesso tanto por esses assuntos quanto outras pessoas. De qualquer forma, em relação aos carros, meu &#8220;desinteresse&#8221; não é suficiente para que eu não saiba os nomes dos veículos ou deixe de ver uma notícia sobre o lançamento de um modelo. <a href="http://www.ealecrim.net/25%c2%ba-salao-do-automovel-eu-fui/" target="_blank">Até no Salão do Automóvel eu fui</a>! Foi essa &#8220;curiosidade mínima&#8221; que me fez ler <a target="_blank" href="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/artigo129814-1.htm">esta matéria</a> e descobrir que a <a target="_blank" href="http://www.mercedes-benz.com.br/">Mercedes-Benz</a> vai comercializar o <b><a target="_blank" href="http://www.smart.com/">Smart</a></b> no Brasil.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smart1.jpg" alt="Smart fortwo - Imagem por Smart.com" /><br /><small>Smart fortwo &#8211; Imagem por Smart.com</small></p>
<p>A característica mais marcante desse veículo, obviamente, é o seu tamanho reduzido: tem aproximadamente 2,7 metros de comprimento, cerca de 1 metro menor que um carro &#8220;normal&#8221;. O Smart só conta com dois lugares, não possui porta-malas, muito menos estepe. Apesar de ser pequeno, não transmite nenhuma sensação de fragilidade ou insegurança. Além disso, é relativamente econômico no consumo de combustível: faz cerca de 15 quilômetros por litro de gasolina no ambiente urbano e até 25 quilômetros nas estradas. Obviamente não é o rei do desempenho, mas pode atingir uma velocidade máxima de até 145 km/h.</p>
<p>Note que esse conjunto de características torna o Smart um veículo apropriado para grandes centros urbanos, como São Paulo ou Curitiba. Primeiro porque seu tamanho reduzido faz com que ocupe menos espaço nas ruas e dá ao motorista maior facilidade para estacionar em vagas &#8220;apertadas&#8221;. Segundo porque, pelo menos em São Paulo, a maioria dos veículos em circulação tem apenas um ocupante, isto é, o próprio condutor.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smart2.jpg" alt="Smart fortwo cabrio - Imagem que fiz no &lt;br/&gt;Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)" /><br /><small>Smart fortwo cabrio &#8211; Imagem que fiz no <br />Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)</small></p>
<p>Eu acredito que o Smart pode se dar muito bem em cidades pequenas também, onde as opções de transporte não são tão abrangentes quanto as de um grande centro urbano. Nas visitas que faço à pequena Colorado, no noroeste do Paraná, por exemplo, sempre noto que as motos são muito comuns por lá &#8211; inclusive entre as mulheres &#8211; justamente por ser um tipo de veículo que atende bem as necessidades de locomoção da população local, que quase sempre precisa de transporte individual &#8211; ou para até duas pessoas &#8211; para percorrer distâncias pequenas.</p>
<p>Se diante disso você já estiver cogitando a possibilidade de comprar esse carro, talvez a seguinte notícia lhe desagrade: o tamanho reduzido do Smart não o torna um veículo necessariamente barato. No Brasil, o modelo deve ter preço inicial na casa dos 60 mil reais! Não é por acaso que a Mercedes usará o apelo do &#8220;estilo&#8221; para comercializar o Smart por aqui, estratégia que provavelmente a empresa já aplica em outros países.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smart3.jpg" alt="Smart fortwo cabrio - Imagem que fiz no &lt;br/&gt;Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)" /><br /><small>Smart fortwo cabrio &#8211; Imagem que fiz no <br />Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)</small></p>
<p>Na minha opinião, a abordagem tem que ser por aí mesmo, especialmente no Brasil. Acho muito pouco provável que alguém compre esse carro levando em consideração apenas as suas principais vantagens. Tem que rolar uma simpatia por ele logo de cara, ou melhor, tem que rolar paixão! Só isso é capaz de fazer alguém desembolsar cerca de 60 mil reais sem considerar outras opções&#8230;</p>
<p>Referência: <a target="_blank" href="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/artigo129814-1.htm">ISTOÉ Dinheiro</a>, <a target="_blank" href="http://www.smart.com/">Smart.com</a>.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=dad328fb-7750-8804-8b4f-768919b94179" /></div>
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		<title>Ramón Valdés, o Seu Madruga</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/ramon-valdes-o-seu-madruga/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 01:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é de hoje que eu não vejo mais graça na televisão, exceto para filmes, mas vez ou outra paro na frente da telinha e fico trocando de canal. Quando isso ocorre, me surpreende o fato de que eu sempre parar no SBT se estiver passando Chaves. Não importa a quantidade de vezes que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que eu não vejo mais graça na televisão, exceto para filmes, mas vez ou outra paro na frente da telinha e fico trocando de canal. Quando isso ocorre, me surpreende o fato de que eu sempre parar no SBT se estiver passando Chaves. Não importa a quantidade de vezes que eu tenha assistido aos seus episódios: sempre acho graça, especialmente quando um tal de <strong>Seu Madruga</strong> rouba a cena.</p>
<p>Chaves é um seriado mexicano que teve início em 1971 e cujo nome original é <em>El Chavo del Ocho</em>. Seus personagens são marcantes e únicos, mas mesmo sem saber o porquê, eu sempre simpatizei mais com o Seu Madruga. Aliás, é bom que se saiba desde já: na versão original, o nome dele é <em>Don Ramón</em>, em alusão ao nome do ator, que se chamava <em>Ramón Gómez Valdés Castillo</em>.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad1.jpg" alt="Cena de Chaves" /><br />
<small>Cena de Chaves &#8211; Imagem por <em>Turma do Chaves</em></small></p>
<p>Ramón Valdés nasceu na Cidade do México, em 2 de setembro de 1923. Ao longo de sua carreira, participou de dezenas de filmes, seguindo os passos de seus irmãos <em><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Manuel_Vald%C3%A9s" target="_blank">Manuel &#8220;El Loco&#8221; Valdés</a></em> e <em><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Germ%C3%A1n_Vald%C3%A9s" target="_blank">Germán &#8220;Tin Tan&#8221; Valdés</a></em>, que são desconhecidos por aqui, mas que fizeram considerável sucesso no México.</p>
<p>Embora tenha dedicado a maior parte de seu trabalho ao cinema, a carreira de Ramón atingiu seu ápice na TV, com <em>El Chavo del Ocho</em>, que a partir daqui passo a chamar simplesmente de Chaves, por comodidade. Em 1968, <em>Roberto Gómez Bolaños</em>, mais conhecido como <em>Chespirito</em> no México e como <em>Chaves</em> no Brasil, o convidou para fazer parte de seu elenco ao lado da atriz <em>María Antonieta de las Nieves</em> (Chiquinha &#8211; <em>Chilindrina</em>, no México) e <em>Rubén Aguirre</em> (Professor Girafales &#8211; <em>Professor Jirafales</em>, no México). Juntos, dão início ao programa <em>Los Supergenios de la Mesa Cuadrada</em>, que em 1970 se transformou em <em>Chespirito</em> e durou até 1973.</p>
<p>Em 1971, Chaves estreia e em 1973 é a vez de <em>El Chapulín Colorado</em> &#8211; <em>Chapolin Colorado</em> no Brasil. Embora tenha se destacado como Seu Madruga, Ramón Valdés fez várias outras interpretações neste último que ficaram bastante conhecidas, como o pirata Alma Negra, Tripa Seca e a paródia aos EUA <em>Super Sam</em>.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad2.jpg" alt="Super Sam" /><br />
<small>Super Sam &#8211; Imagem por<em> Turma do Chaves</em></small></p>
<p>Seu Madruga, no entanto, é indiscutivelmente o personagem mais cativante de Ramón Valdés. Talvez isso seja fruto de sua semelhança com o próprio ator. Para começar, vem o nome. Em seguida, a roupa: as vestimentas de Seu Madruga eram semelhantes às que Ramón Valdés usava em seu cotidiano. Três filhas de Ramón (ele se casou três vezes e teve 10 filhos, sendo que o último nasceu depois de sua morte) chegaram a dizer que seu pai sempre se vestia de maneira simples, tal como o Seu Madruga. Dizem também que alguns de seus bordões mais conhecidos eram usados por ele atrás das câmeras.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad3.jpg" alt="Ramón Valdés" /><br />
<small>Ramón Valdés &#8211; Imagens por <em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>As pessoas que conviveram com Ramón Valdés afirmam que ele era, além de muito talentoso, uma pessoa de personalidade forte, mas divertida e atenciosa. Roberto Gómez chegou a dizer que ele foi o único comediante que já o fez &#8220;morrer de rir&#8221;. Afirmação semelhante teria feito <em>Edgar Vivar</em>, o Senhor Barriga (<em>Señor Barriga</em>, no México). Com o público, dizia-se que Ramón Valdés era sempre muito amável e respeitoso. Não é por acaso que conquistava o respeito e a admiração das pessoas, inclusive de seus colegas de trabalho.</p>
<p>Ramón Valdés sempre se esforçava para manter o ambiente de trabalho o melhor possível, portanto, tratava de amenizar brigas e até de dar uma de conciliador. Mas, em 1979, quando percebeu que mentiras e falsidades estavam tomando conta do lugar, decidiu sair e passou a trabalhar com <em>Carlos Villagrán</em> (<em>Quico</em>), que havia saído um ano antes por divergências com Roberto Gómez. Ambos fizeram várias viagens para apresentar o show <em>Federrico</em>, onde Ramón interpretava <em>Don Moncho</em>, dono de uma loja.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad11.jpg" alt="¡Ah que Kiko!" /><br />
<small><em>¡Ah que Kiko! </em>- Imagem por <em>Portal Turma CH</em></small></p>
<p>Em 1981, no entanto, após vários convites, Ramón Valdés voltou a trabalhar com Roberto, desta vez com o seriado <em>Chespirito</em>, que voltara a ser gravado. Em 1987, trabalhou com Carlos Villagrán no programa <em>¡Ah que Kiko!</em> (&#8220;Kiko&#8221; passou a ser usado por Villagrán pelo fato de Roberto Gómez ter os direitos sobre o nome &#8220;Quico&#8221;), mas não ficou muito tempo, já que também se dedicava ao seu circo. Além disso, seus problemas de saúde se agravaram ao ponto de impedí-lo de trabalhar.</p>
<p>Ramón Valdés era amigo de praticamente todos os seus colegas, mas teve especial amizade com dois atores de Chaves: Carlos Villagrán e <em>Angelines Fernández</em>, a Dona Clotilde (<em>Doña Cleotilde</em>, no México). Quando Ramón já estava no hospital, já muito mal de saúde, Carlos Villagrán percebeu a situação e, numa atitude digna de bons amigos, disse: &#8220;nos vemos lá em cima, no céu&#8221;. Com o bom humor que o acompanhou até o fim, Ramón respondeu: &#8220;não se faça de louco, nos vemos lá embaixo, no inferno&#8221;.</p>
<p>Mas, era mesmo com Angelines que Ramón Valdés tinha excepcional convivência. O seu papel de Dona Clotilde foi obtido graças a Ramón, que a apresentou a Roberto Gómez, o que demonstra que a amizade entre ambos surgiu antes de Chaves. No dia do enterro de Ramón, Angelines permaneceu cerca de duas horas ao lado do caixão, lamentando profundamente a morte do amigo. Durante todo o velório, permaneceu dizendo &#8220;mi rorro&#8221;, apelido carinhoso que atribuiu a Ramón. Amigos e familiares afirmam que Angelines nunca mais foi a mesma depois desse dia. Descuidou demais de sua saúde e acabou falecendo quase 6 anos depois de Ramón devido a um câncer de pulmão.</p>
<p>E foi também o câncer que levou a vida de Ramón Valdés. No início da década de 1980, um tumor maligno foi descoberto em seu estômago, provavelmente oriundo de outro tumor já existente em seu pulmão &#8211; Ramón Valdés era um fumante muito ativo, não largando o vício nem mesmo quando permaneceu internado. Seus últimos dias no hospital foram terríveis. Ramón passou a maior parte do tempo sedado por conta das fortes dores. No dia 9 de agosto de 1988, aos 64 anos de idade, faleceu, deixando as lembranças de seu humor e de seu talento como uma generosa herança:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad4.jpg" alt="Soy Charro de Levita" /><br />
<small>Filme <em>Soy Charro de Levita</em> (1949)</small> <small>- Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad5.jpg" alt="Los Tres Mosqueteros y Medio" /><br />
<small>Filme <em>Los Tres Mosqueteros y Medio</em> (1957)</small> <small>-  Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad6.jpg" alt="Las Mil y Una Noches" /><br />
<small>Filme <em>Las Mil y Una Noches</em> (1958) &#8211; </small><small>Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad7.jpg" alt="Seu Madruga e Dona Clotilde" /><br />
<small>Seu Madruga e Dona Clotilde</small> <small>- Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad10.jpg" alt="Seu Madruga" /><br />
<small>Seu Madruga</small> <small>- Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>Antes de encerrar esta pequena homenagem a Ramón Valdés, o nosso Seu Madruga, algumas curiosidades:</p>
<p>- Ramón Valdés com frequência se atrasava para as gravações. No entanto, isso nunca chegou a atrapalhar a memorização de suas falas, uma vez que ele tinha uma habilidade incrível para fazer isso rapidamente;</p>
<p>- A qualidade dos vídeos de Chaves e Chapolin faziam o público pensar que Ramón tinha olhos castanhos ou, quando muito, verdes. Na verdade, ele tinha olhos azuis;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad8.jpg" alt="Chanoc vs el Foso de las Serpientes" /><br />
<small>Filme <em>Chanoc vs el Foso de las Serpientes</em> (1974) -<br />
Note que é possível ver a cor dos olhos de Ramón</small> -<br />
<small>Imagem por</small> <small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>- Lá pelos fins dos anos de 1960, Ramón Valdés tatuou seu braço direito. Não se sabe exatamente quando, mas supõe-se que foi nessa época porque em seus filmes da década de 1950 ele não aparece com a tatuagem. Esta, que pode ser vista com certa clareza no filme <em>Chanoc vs El Foso de las Serpientes</em>, mostra que a imagem tatuada é um navio pirata;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad9.jpg" alt="Chanoc vs el Foso de las Serpientes" /><br />
<small>Filme <em>Chanoc vs el Foso de las Serpientes</em> (1974) -<br />
Tatuagem de um navio pirata em Ramón</small> <small>- Imagem por</small><br />
<small><em>La vecindad que quisimos ver</em></small></p>
<p>- Ramón Valdés era grande fã de futebol e torcedor do time mexicano <em>Club Necaxa</em>.</p>
<p>Pois é, que me desculpe Chaves e companhia, mas sem o Seu Madruga, o seriado não teria tanta graça&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><small><em><strong>Referências:</strong> <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Ram%C3%B3n_Valdez" target="_blank">Wikipedia</a>, <a href="http://www.turmadochaves.com/" target="_blank">Turma do Chaves</a>, <a href="http://www.viladochaves.com/" target="_blank">Vila do Chaves</a>, <a href="http://www.chavodel8.com/" target="_blank">Chavo del 8</a>, <a href="http://www.network54.com/Forum/486608/" target="_blank">La vecindad que quisimos ver</a>, <a href="http://www.chespirito.org/" target="_blank">Chespirito.org</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3SHRt9j654g" target="_blank">La historia de Ramón Valdés (vídeo de uma TV chilena)</a>, <a href="http://club.telepolis.com/homenajechavo/" target="_blank">Homenaje al Chavo del Ocho</a>, <a href="http://www.portalchaves.com/" target="_blank">Portal Turma CH</a>.</em></small></p>
<p><em>Ao som de L&#8217;Âme Immortelle &#8211; Letting Go.</em></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=e19a912a-36a5-4ab7-a744-3424628dc8b8" alt="" /></div>
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