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6/2/2008

Diretamente da Coréia do Sul: Melona!

Por Emerson Alecrim

O ano de 2007 passou sem eu ter feito uma única visita demorada à Liberdade, o bairro mais japonês de São Paulo. No entanto, estive por lá no último sábado, em companhia do Claudio Freitas. Andando pelas ruas do local, notei que uma infinidade de pessoas tinha algo que parecia um “picolé retangular” em mãos. Quase todos eram de uma cor verde clara, mas eventualmente aparecia alguém com um picolé no mesmo formato, mas rosa ou amarelo. Até que eu não resisti e perguntei ao Claudio se ele sabia o que era aquilo: simplesmente uma delícia chamada Melona!

MelonaEra tanta gente com Melona nas mãos e tantas lixeiras lotadas de embalagens vazias do produto (como estamos no Brasil, havia embalagens no chão também), que resolvi experimentar. Paramos em um ponto de venda e pedimos o Melona mais tradicional, de sabor melão. De início, não gostei de ter que pagar 3,50 reais por esse inusitado sorvete, mas levando em consideração que se trata de um produto importado, resolvi deixar de ser pão-duro por alguns segundos.

Após experimentar o Melona, me arrependi de ter ficado tanto tempo sem andar pela Liberdade. Cara, esse sorvete é muito bom! Além do delicioso sabor, o Melona parece um sorvete de massa, só que mais concentrado e consistente. Tem até cheiro! Gostei tanto, que pensei em experimentar os outros sabores que vi por lá (morango e banana), mas resolvi deixar para outro dia.

Assim que pude, procurei por mais informações sobre o Melona na internet, já que, até então, apenas sabia que esse é um sorvete desenvolvido na Coréia do Sul. Descobri algumas coisas curiosas. Uma delas é a de esse produto foi lançado em 1991 e, por vários anos, bateu recordes de venda. Ou fato é que, além da própria Coréia e da Ásia em si, o Melona também é bastante comercializado nos EUA e - adivinhe - no Brasil.

Mas não é todo mundo que vê o Melona com bons olhos, e os motivos são compreensíveis: não se pode dizer que o sorvete é saudável, afinal, é rico em corantes, conservantes e outras substâncias que, se não fazem mal à saúde, bem é que não fazem. Mesmo assim, não vejo problema em tomar um ou outro de vez em quando. Eu preciso lembrar disso: de vez em quando, de vez em quando…

Ao som de Dominia - With pain into eternity.

18:30 | Interessante | 5 comentários


30/11/2007

Era para ter sido o mais incrível avião do mundo…

Por Emerson Alecrim

Se ao menos tivesse voado. Estou falando do espantoso Airliner Number 4, uma monstruosa aeronave projetada em 1929 pelo americano Normal Bel Geddes. Esse brinquedinho foi desenhado para transportar até 606 passageiros e 155 tripulantes. Para divertir todo esse povo, suas instalações foram elaboradas para ter, entre outras coisas, uma biblioteca, um playground, dois bares, quatro quadras de tênis, um ginásio de esportes, uma loja, ar-condicionado, pista de dança e até salão de beleza. Ou seja, era praticamente um “cruzeiro voador”!

Airliner Number 4

É uma pena que nunca saiu do papel, mas eu não descobri o motivo. Se bem que não é difícil deduzir: esse avião é extremamente largo, o que o torna incapaz de pousar na maioria dos aeroportos do mundo. Além do mais, se um troço desse porte sofresse um acidente, seria uma catástrofe sem igual.

Airliner Number 4 - Modelo

E ainda fica uma dúvida que, creio eu, geraria discussões até entre engenheiros aeronáuticos: será que o Airliner Number 4 seria como os aviões de papel que eu fazia quando criança? Eles eram audaciosos e até bonitos, mas voar que é bom…

Caso queira mais informações, esta página possui uma interessante matéria sobre esse engavetado projeto.

Referência: cgredan blog.

Ao som de Tarja Turunen - I walk alone.

7:46 | Interessante | 1 comentário


18/11/2007

Evento de Tunguska

Por Emerson Alecrim

No mês passado, descobri no blog Microsiervos um link para o Astronomy Picture of the Day (APOD). Trata-se de um site da NASA que mostra uma imagem astronômica por dia, cada uma delas acompanhada de uma breve explicação. Como assino o RSS do APOD , diariamente vejo o conteúdo oferecido. Foi graças à imagem do dia 14 de novembro de 2007 que tomei conhecimento do espantoso Evento de Tunguska (Tunguska Event).

Aconteceu na manhã do dia 30 de junho de 1908, na Sibéria. Uma gigantesca bola de fogo foi vista cruzando o céu rapidamente e, instantes depois, houve uma monstruosa explosão (na verdade, uma seqüência de explosões) que, segundo o site APOD, foi cerca de mil vezes mais poderosa que a bomba de Hiroshima. Uma área de mais de 2 mil quilômetros quadrados de floresta foi desvastada. A foto abaixo, tirada quase 20 anos depois do acontecimento e exibida no APOD, mostra um dos pontos atingidos.

Instantes após o acontecimento, alguns acreditavam que se tratava de um castigo divino. Outros, na chegada do fim do mundo. Houve também os que imaginaram se tratar do início de uma guerra ou, compreensivelmente, da continuação de uma. E as incertezas eram infinitas, pois muita coisa estranha aconteceu. Por exemplo, algumas regiões da Europa e da Ásia praticamente não tiveram noite e muitos relataram a ocorrência de luzes estranhas no horizonte. Apesar disso, não houve nenhum alarde de nível mundial, mesmo porque a região atingida era pouco habitada e a preocupação com os conflitos de guerra em outros locais eram maiores.

O assunto, na verdade, poderia até ter caído no esquecimento, se não fosse o trabalho de alguns pesquisadores, entre eles, Leonid Alexejewitsch Kulik. Especialista em meteoritos, Kulik começou as pesquisas sobre o assunto trabalhando com a hipótese de um meteorito ter se chocado contra a Terra. Na expectativa de encontrar a cratera oriunda do impacto, Kulik organizou uma expedição para explorar a região, isso em 1927 (foi desse trabalho que surgiu a foto mostrada acima e outras). O pesquisador não encontrou a tal cratera, mas se deparou com uma área estranhamente devastada, onde as árvores estavam totalmente inclinadas. É de esperar que essa inclinação tenha sido causada pela força da explosão, mas Kulik também encontrou árvores retorcidas em formato espiral, pontos isolados preservados totalmente, árvores que se mantiveram totalmente em pé, mas sem galhos e folhas, troncos e terrenos parcialmente queimados, entre outras coisas espantosas.

O fato é que, até hoje, não se tem certeza do que aconteceu. Kulik acreditou se tratar de um meteorito, outros pesquisadores trabalharam com a hipótese de um cometa, também houve os que atribuíram o evento a um pequeno buraco negro e até a uma nave extraterrestre. No entanto, a possibilidade do acontecimento ter sido causado por um teste de uma arma de destruição me chamou mais a atenção. Na época, supõe-se que um físico de nome Nikola Tesla - nada menos que o inventor, entre outras coisas, dos “circuitos trifásicos” - precisasse efetuar uma demonstração de sua arma (denominada “Raio da Morte”) para conseguir mais dinheiro para suas pesquisas. Sendo assim, ele disparou a sua arma para o Pólo Norte, mas algum erro fez com que a região atingida fosse Tunguska. Isso, até certo ponto, pode ter explicado o surgimento de fenômenos estranhos nos momentos seguintes após a explosão, como as visualizações de áreas luminosas no horizontes e as tais noites que viraram dia: sabe-se que o físico trabalhava inclusive com pesquisas que pudessem criar climas artificiais, e o material energético usado em seu invento poderia ter alguma influência disso.

Existem várias hipóteses para a ocorrência da explosão porque, embora cada uma seja acompanhada de explicações lógicas, nunca foi possível comprová-las totalmente. Se se trata de um meteorito, de um cometa ou de uma nave extraterrestre, onde estão os vestígios? A explosão (e as aparentes pequenas explosões que se seguiram) não deixaram rastro de qualquer material que pudesse indicar a sua causa. Até hoje surgem notícias de pesquisadores que teriam encontrado uma cratera ou restos de materiais que podem desvendar o mistério, mas nada, nada ainda foi comprovado.

Em 2008, o Evento de Tunguska completará uma século, comemorando 100 anos de dúvidas, incertezas e boatos. Para muitos, isso pode ser bom, pois alimenta toda a sensação de mistério existente em torno da história, mas para outros, especialmente para os pesquisadores, isso não tem tanta graça assim, afinal, se até hoje não se tem certeza do que aconteceu, como é que poderemos evitar que uma catástrofe igual ou pior ocorra novamente?

Referências: APOD, Instituto de Geociências da UFGRS, Tunguska Home Page (Universidade de Bolonha).

Ao som de Galadriel - Remenbrance.

10:59 | Interessante | 3 comentários


30/10/2007

A pergunta

Por Emerson Alecrim

Descobri através do menéame uma curiosa pergunta postada no site reddit.com:

Te convidam a entrar em um quarto. Nele, há 10 mil caixas. Uma delas te mata e as outras contém mil dólares. Quantas caixas você abriria?

Mil dólares

Essa mesma pergunta foi feita em outros sites, e as respostas dadas mostram o quão é intrigante. Algumas coisas que constatei:

  • Muitas pessoas tentaram dar uma resposta inteligente, como se esse fosse um teste de lógica de difícil resolução;
  • Algumas pessoas associaram uma bomba à caixa “fatal”, embora em nenhum momento a pergunta cite esse artefato;
  • Muitas pessoas disseram que não abririam nenhuma caixa, pois sua vida vale mais que o dinheiro, embora o risco de morte seja de 1 em 10 mil;
  • Pelo menos cinco pessoas disseram que fariam com que outra pessoa abrisse as caixas. Para isso, poderiam, por exemplo, pagar 100 dólares por caixa aberta;
  • Uma pessoa questionou se a primeira caixa aberta não seria a assassina, independente da posição em que estivesse;
  • Algumas pessoas deixaram claro que não saberiam o que fazer;
  • Uma pessoa “otimista” disse que Murphy provavelmente a faria abrir a caixa “maldita”.

O fato é que essa é uma pergunta cuja resposta diz muito da pessoa. Por exemplo: os que responderam que não abririam caixa alguma certamente se mostram hesitantes quando tem noção da dimensão do perigo. As pessoas que fariam outros abrirem as caixas evidenciam a sua tendência de delegar tarefas ou o seu caráter individualista e egoísta. Por sua vez, os indecisos demonstram que precisam apenas de um estimulo - ver alguém abrindo uma caixa, talvez.

Bom, e quanto a mim? Se eu estiver certo de que não há nada que facilite a escolha da caixa “fatal”, arriscaria e abriria apenas algumas dezenas de caixas. Tudo o que fazemos está envolto em riscos, não é mesmo? O que podemos fazer é escolher entre se expor mais ou se expor menos a esses riscos. É nisso que eu basearia minha decisão. Arriscar sim, mas não muito.

E você, quantas caixas abriria?

Ao som de Midwinter - Fountain of youth.

23:04 | Interessante | 5 comentários


26/8/2007

Cada país com os carros que merece

Por Emerson Alecrim

É verdade que eu nunca me interessei muito por carros, mas uma conversa em grupo pode tornar qualquer assunto interessante, por mais enfadonho que lhe seja. Foi então que, num descontraído bate-papo com colegas durante o almoço, discutimos sobre o carro ideal para cada um. Dessa conversa, descobrimos que, na atualidade, o Fiat Doblò seria o carro com melhor relação custo-benefício para a maioria dali. Embora uma minoria discordasse nesse ponto, todos concordaram que, se fosse para comprar esse modelo, seria por seus recursos, não por sua estética - o Fiat Doblò é feio demais.

É claro que essa é uma questão de gosto, e mesmo quando iguais, cada um tem o seu. Eu até que não acho o Doblò tão feio assim, mas dei boas risadas quando um dos colegas disse que ele tinha o formato de um “sapato desenhado por uma criança”. Por outro lado, é um carro espaçoso, que oferecesse boa visibilidade ao motorista, é capaz de transportar até sete pessoas, tem um monte de porta-objetos, anda bem tanto no ambiente urbano quanto nas estradas, enfim.

Antigo Doblò
Antigo Doblò, ainda à venda no Brasil (até a data deste texto)

A conversa acabou junto com o almoço, mas serviu para que eu quisesse saber mais desse carro, então fui procurar por mais informações a respeito no Google. Sabe o que eu achei? Uma versão bem mais apresentável do Doblò sendo comercializada na Europa! Visitei o site da Fiat inglesa. Lá estava ele. Depois, fui ao site da Fiat italiana. Lá estava ele. Em seguida, fui ao site da Fiat alemã. Lá estava ele, um carro que, além de rico em recursos, finalmente se tornou mais bonito!

Novo Doblò
O novo Doblò, muito mais apresentável

Apesar de saber que é prática comum das montadoras disponibilizar seus lançamentos no Brasil somente depois de meses ou anos, confesso que me irritei. Daí comecei a olhar os outros carros. O mais simples que encontrei foi o Fiat Panda que, penso eu, poderia a anos ocupar o lugar do Fiat Uno por aqui. E não seria sem tempo: salvo engano, o Uno deixou de ser fabricado na Itália em 1995! Mas se levarmos em conta que o Panda possui recursos muitas vezes comparáveis e até superiores ao Palio, creio que isso nunca acontecerá.

Falando em Palio, decidi pesquisar por ele, afinal, é um carro que não deixa de ser interessante. Não demorei quase nada para descobrir que o Palio foi projetado especificamente para países em desenvolvimento, motivo pelo qual só é possível encontrá-lo no Brasil, na Índia, na África do Sul, na China, entre outros países menos privilegiados. Aliás, a África do Sul é bastante parecida com o Brasil quando o assunto é Fiat, já que conta com o Fiat Uno e o Palio, por exemplo. Bem verdade é que os africanos não contam com o novo Palio (até a data em que escrevi esse texto) e com o Fiat Idea. Por outro lado, contam com várias versões do Panda e até com o novo Doblò, embora apenas na versão para transporte de cargas.

Se fizermos a mesma pesquisa com outras montadoras, encontraremos histórias parecidas. O problema é que o Brasil tem uma alta carga tributária e o poder aquisitivo dos brasileiros é menor se comparado a outros países, logo, não é de surpreender que tenhamos como novas coisas que já são até obsoletas lá fora. É claro que a culpa não é totalmente do governo, já que um pouco de boa vontade das montadoras ajudaria muito, como mostra a Honda que, até certo ponto, lança modelos no Brasil com configurações e prazos semelhantes aos da Europa e EUA.

Acredito que se a Fiat tivesse um pouquinho dessa boa vontade, já teria lançado o novo Doblò por aqui e feito diminuir as tão comuns críticas à (falta de) beleza do primeiro modelo. Mesmo assim, não agradaria a gregos e troianos: um dos meus colegas disse que, se for para adquirir um carro levando em consideração apenas espaço interno e capacidade de transporte, compraria uma Kombi…

Ao som de Vision of Atlantis - The Secret.

22:24 | Interessante | 1 comentário


11/8/2007

75 anos de LEGO

Por Emerson Alecrim

A minha familiaridade com os computadores faz com que muita gente pense que o meu interesse por essas máquinas surgiu na infância e que, portanto, um videogame ou até mesmo um PC foi o melhor presente que já ganhei quando criança. Grande engano! O melhor presente que já tive foi uma caixa de LEGO.

LEGOSim, os famosos e divertidos blocos de montar. Gostava tanto desse brinquedo que ano após ano pedia uma caixa de LEGO de presente para a minha mãe. Minha insistência era tanta que, na última vez, acabei ganhando um balde inteiro dessas peças!

O primeiro desafio, é claro, era o de montar o brinquedo conforme as instruções do manual. Lembro que o mais complexo foi um guindaste de seis rodas, isso porque eu me atrapalhava todo com a sua corda. Mas, depois que consegui montá-lo, o orgulho foi tanto que o deixei em exposição na estante da sala por uma semana.

Depois, vinham os “auto-desafios”, como construir casas. O objetivo era sempre construir uma casa mais bonita do que a outra. E a criatividade não se limitava a isso: era também necessário lidar com a falta de peças, já que sempre faltava uma, por mais blocos que houvesse.

E não parava por aí: carros, barcos, caminhões de lixo (eu deixava até um bonequinho pendurado atrás do caminhão, como se fosse um catador), ônibus, naves espaciais, carro de bombeiro, robôs gigantes (inspirados em séries como Jaspion), pirâmides (que se pareciam com tudo, menos com pirâmides), palcos de show, enfim, tudo era motivo para ser representado em LEGO.

LEGO de madeiraFoi assim por um bom tempo, até que eu entrei na adolescência e perdi totalmente o interesse pelo assunto. Mas aí descobri que ontem, dia 10 de agosto, o brinquedo LEGO completou 75 anos de existência, daí me lembrei de tudo isso que contei acima. Puxa vida, 75 anos! Isso significa que até meus avôs poderiam ter brincado com LEGO durante a infância! É claro que com algumas limitações, já que os blocos de LEGO começaram a ser fabricados em peças plásticas apenas em 1947. Até então, eram feitos de madeira.

Mesmo existindo a tanto tempo, esses blocos de montar estão longe de cair no esquecimento. São populares até hoje, embora não tanto no Brasil (até pela questão do preço) e, pelo jeito, serão agradáveis presentes para os meus netos. Assim espero :)

Referência: LEGO Corporate Information.

Ao som de Morgana Lefay - On the Other Side.

13:07 | Entretenimento, Interessante | 1 comentário


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