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20/4/2009

Meu primeiro livro

Por Emerson Alecrim

Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, não só lembro do primeiro livro que li como o tenho até hoje!

O Mistério da Cidade-Fantasma

O Mistério da Cidade-Fantasma, de Marçal Aquino. Eu o li quando estava na 5ª série do que hoje conhecemos como ensino fundamental. O livro faz parte da lendária e querida Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Conta a aventura de um grupo de amigos que se dirigia a um acampamento, mas vai parar numa cidade abandonada ao descer do ônibus no local errado.

O Mistério da Cidade-Fantasma

Naquela época, minha professora de português havia pedido um trabalho sobre o livro. A intenção dela era justamente a de despertar o hábito da leitura entre os alunos. Os livros da Coleção Vaga-Lume são acompanhados de um complemento com exercícios e foi justamente isso que serviu de trabalho.

Eu venho de família de baixa renda e, naquela época, não podia me dar ao luxo de comprar livros. No entanto, graças a um acordo com a editora, os professores da escola podiam adquirir livros em lote contando com bons descontos. Por conta disso, consegui comprar o Mistério da Cidade-Fantasma usando apenas a minha pequena mesada.

Gostei tanto da leitura que logo parti para outros livros. O segundo foi o Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey. Quando me dei conta, já tinha vários outros livros do autor, como Na Rota do Perigo e Doze Horas de Terror (títulos interessantes, não?). Não demorou muito para que eu pulasse o muro da Coleção Vaga-Lume e explorasse outras obras. No entanto, só passei a comprar livros pra valer mesmo depois que comecei a trabalhar. E não é difícil entender o motivo: infelizmente, livros são muito caros no Brasil.

O Mistério do Cinco Estrelas

Vale ressaltar que, apesar de ter tido o meu primeiro livro quando estava na 5ª série, eu já tinha o hábito da leitura desde os meus 6 ou 7 anos. Comecei de uma maneira simplesmente sensacional: com gibis. Mas isso é assunto para outro post ;)

Ao som de John Petrucci – Animate-Inanimate.

0:38 | Entretenimento,Interessante,Internet | 4 comentários


29/3/2009

Smart: o pequeno notável da Mercedes

Por Emerson Alecrim

Muita gente fica surpresa quando descobre que eu me interesso pouco por duas paixões brasileiras: futebol e carros. Bom, talvez não se trate de pouco interesse, mas sim do fato de que eu não me interesso tanto por esses assuntos quanto outras pessoas. De qualquer forma, em relação aos carros, meu “desinteresse” não é suficiente para que eu não saiba os nomes dos veículos ou deixe de ver uma notícia sobre o lançamento de um modelo. Até no Salão do Automóvel eu fui! Foi essa “curiosidade mínima” que me fez ler esta matéria e descobrir que a Mercedes-Benz vai comercializar o Smart no Brasil.

Smart fortwo - Imagem por Smart.com
Smart fortwo – Imagem por Smart.com

A característica mais marcante desse veículo, obviamente, é o seu tamanho reduzido: tem aproximadamente 2,7 metros de comprimento, cerca de 1 metro menor que um carro “normal”. O Smart só conta com dois lugares, não possui porta-malas, muito menos estepe. Apesar de ser pequeno, não transmite nenhuma sensação de fragilidade ou insegurança. Além disso, é relativamente econômico no consumo de combustível: faz cerca de 15 quilômetros por litro de gasolina no ambiente urbano e até 25 quilômetros nas estradas. Obviamente não é o rei do desempenho, mas pode atingir uma velocidade máxima de até 145 km/h.

Note que esse conjunto de características torna o Smart um veículo apropriado para grandes centros urbanos, como São Paulo ou Curitiba. Primeiro porque seu tamanho reduzido faz com que ocupe menos espaço nas ruas e dá ao motorista maior facilidade para estacionar em vagas “apertadas”. Segundo porque, pelo menos em São Paulo, a maioria dos veículos em circulação tem apenas um ocupante, isto é, o próprio condutor.

Smart fortwo cabrio - Imagem que fiz no <br/>Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)
Smart fortwo cabrio – Imagem que fiz no
Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)

Eu acredito que o Smart pode se dar muito bem em cidades pequenas também, onde as opções de transporte não são tão abrangentes quanto as de um grande centro urbano. Nas visitas que faço à pequena Colorado, no noroeste do Paraná, por exemplo, sempre noto que as motos são muito comuns por lá – inclusive entre as mulheres – justamente por ser um tipo de veículo que atende bem as necessidades de locomoção da população local, que quase sempre precisa de transporte individual – ou para até duas pessoas – para percorrer distâncias pequenas.

Se diante disso você já estiver cogitando a possibilidade de comprar esse carro, talvez a seguinte notícia lhe desagrade: o tamanho reduzido do Smart não o torna um veículo necessariamente barato. No Brasil, o modelo deve ter preço inicial na casa dos 60 mil reais! Não é por acaso que a Mercedes usará o apelo do “estilo” para comercializar o Smart por aqui, estratégia que provavelmente a empresa já aplica em outros países.

Smart fortwo cabrio - Imagem que fiz no <br/>Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)
Smart fortwo cabrio – Imagem que fiz no
Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)

Na minha opinião, a abordagem tem que ser por aí mesmo, especialmente no Brasil. Acho muito pouco provável que alguém compre esse carro levando em consideração apenas as suas principais vantagens. Tem que rolar uma simpatia por ele logo de cara, ou melhor, tem que rolar paixão! Só isso é capaz de fazer alguém desembolsar cerca de 60 mil reais sem considerar outras opções…

Referência: ISTOÉ Dinheiro, Smart.com.

10:14 | Interessante,Internet | 6 comentários


27/1/2008

Shopping, pra que eu te quero?

Por Emerson Alecrim

Estou com cada vez mais dificuldades para comprar produtos em lojas físicas, exceto roupas, já que ainda não inventaram uma forma eficiente e viável de prová-las no mundo virtual (mesmo assim, vez ou outra compro camisetas pela internet). O fato é que eu entro numa loja qualquer em um shopping, me interesso por um produto, consulto o seu preço e fico morrendo de vontade de consultar o mesmo objeto em outras lojas ou de usar um serviço de comparação de preços.

Tira sobre comprasO que dá para fazer é ir em uma loja concorrente dentro do mesmo shopping, ainda assim, essa é uma opção limitada, já que a quantidade de sites de comércio eletrônico que vendem aquele produto geralmente é bem maior. Para piorar a situação, qualquer pessoa que valoriza o seu dinheiro sabe que um mesmo estabelecimento prática preços diferentes dos mesmos produtos de acordo com a região em que suas lojas estão situadas.

Só para dar uma idéia da discrepância de preços, esses dias entrei numa loja de uma livraria bastante conhecida. Fui atraído pelo livro O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov, que ocupava um lugar de destaque numa prateleira. O preço era de 38 reais. Peguei o livro, fiquei com aquele momento de incerteza entre levar e não levar, e acabei decidindo pela segunda opção. Fiz bem, pois no site de vendas dessa mesma loja, o livro estava custando 26,50 reais. Se eu fizer essa mesma comparação com produtos eletrônicos e computadores, as diferenças certamente serão ainda maiores!

É claro que comprar pela internet tem algumas desvantagens. Para começar, você tem que esperar um determinado prazo para o produto estar em suas mãos, enquanto que numa loja física, muitas vezes é possível sair com a compra tão logo o pagamento é realizado. Além disso, você pode ter problemas com atrasos (situação cada vez mais comum no Brasil, em qualquer site de vendas), com o envio de produtos diferentes do que foi comprado, com os processos de troca ou envio para garantia e até ser vítima de um golpe. É claro que alguns cuidados podem evitar esses transtornos. Eu escrevi alguns neste artigo.

O fato é que não consigo mais entrar em um shopping e sair com uma sacola que não tenha exclusivamente roupas e calçados. Além de lojas que vendem esses itens, só consigo gastar meu dinheiro na praça de alimentação e no cinema. Muitos estabelecimentos praticam preços mais altos em seus pontos de venda físicos porque sabem que muita gente compra por impulso ou simplesmente não tem o hábito de comparar preços. Para a alegria do meu bolso, desses males eu não sofro…

Ao som de Nevermore – I, Voyager.

16:56 | Internet | 4 comentários


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