O logotipo sacana
Por Emerson AlecrimJá reparou que boa parte dos hotéis baratos que existem por aí exibe em sua fachada a palavra Hotel de forma que a letra H se pareça, mesmo que vagamente, com a letra M? Você sabe: esse é um truque para dizer que aquele lugar não é, necessariamente, um hotel…
Em uma outra ocasião, lembro de ter visto - não sei se em uma revista, se em um outdoor, se em um jornal, enfim - uma propaganda que mostrava a ilustração em traços simples de uma xícara de café cuja fumaça tinha a silhueta de uma mulher. A intenção era a de informar que aquele lugar não era um estabelecimento que “apenas” oferecia café.
Eu não sei nada de publicidade ou de marketing, mas sei que essas idéias de “duplo sentido” são excelentes jogadas, afinal, não estariam sendo usadas se não dessem certo. O problema é quando o duplo sentido surge por acaso ou, na pior das hipóteses, quando um publicitário, designer ou qualquer profissional da área sacaneia o seu cliente.
Foi isso que supostamente aconteceu com uma entidade do governo inglês de nome Office of Government Commerce (OGC), que gastou £14.000 na criação de um novo logotipo. Quando o trabalho ficou pronto, foi apresentado aos funcionários da entidade e chegou a ser gravado em canetas e mousepads. Eis a imagem:

Embora seja simples, é um logotipo bacana, não? Bom, acontece que alguém, talvez observando uma das tais canetas em cima da mesa, acabou vendo o tal logotipo no sentido vertical. Aí olhou mais um pouco, percebeu o que havia de errado (ou de oculto), deu um sorriso malicioso e contou ao amigo do lado o que acabou de descobrir. Veja você mesmo:

Percebeu como a imagem, quando visto na vertical, parece querer mostrar outra coisa? Diante dessa… er… disso, acho pouco provável que a OGC utilize o logotipo. Mesmo assim, essa “obra” ainda pode ser bem aproveitada. Após todas as negociações legais, um laboratório que desenvolve medicamentos para homens que sofrem de “falta de força na subida” pode muito bem lançar um remédio de nome OGC e adotar o tal logotipo. Com uma mensagem tão clara, ia vender mais que as famosas pílulas de cor azul…
Referência: Telegraph.co.uk.
Ao som de Opeth - Coil.
3:32 | Inusitado | 4 comentários

Dizem que a única certeza que temos na vida é a de que, mais cedo ou mais tarde, vamos morrer. Tudo bem, isso é verdade, mas creio que não se trata da única certeza que existe. Num desses pensamentos que só acham espaço na mente após alguns goles de cerveja, concluí que, ao menos uma vez na vida, você vai:
E a culpa é dos aparelhos, pois a pessoa canta mal pra caramba, mas quando termina a música, sua pontuação é alta, daí o indivíduo acredita mesmo que sabe cantar. Decide, então, deixar toda a vizinhança ciente disso. Quando a música é boa, o vizinho cantor consegue estragar. Quando a música é ruim, o cara consegue a façanha de estourar os limites da “ruindade”.
Outra situação traumatizante ocorreu na escola. Aliás, como você sabe, a escola é um dos melhores lugares para se ter traumas. A professora estava atrasada naquele dia, então a sala parecia uma ala de hospício pulando carnaval. Um “coleguinha” fazia um desenho bizarro na lousa e eu, com uma bala Soft na boca, comentei que aquele troço se parecia com a professora. Sim, isso mesmo, eu dei uma de Chaves. A professora apareceu justamente quando eu disse aquilo e, quando a vi, a bala Soft se assustou e tentou descer desesperadamente pela minha traquéia. Para a diminuição do meu azar, a bala conseguiu. O problema é que eu passei a aula toda sentindo uma dor no peito. Ah, sim, a professora foi generosa comigo. O único castigo que me deu foi o de apagar a lousa sozinho durante uma semana.
Aqui no meu prédio, só não vejo a criançada cantando “Ciranda Cirandinha”, “Atirei o pau no gato”, “Alecrim Dourado” (¬¬) e outras músicas de roda quando está chovendo. Mantendo a tradição, elas fazem círculos, executam pequenas coreografias e batem palmas, tudo quase que perfeitamente sincronizado.