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	<title>Emerson Alecrim &#187; Inusitado</title>
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Terror na noite: paralisia do sono</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Na primeira vez que aconteceu, eu devia ter uns 15 anos. Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, deitei na cama e, sem demora, dormi. Era para ser uma noite de sono como qualquer outra, não fosse por um detalhe: alguma coisa me fez acordar, mas eu não conseguia me mexer. Essa situação, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na primeira vez que aconteceu, eu devia ter uns 15 anos. Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, deitei na cama e, sem demora, dormi. Era para ser uma noite de sono como qualquer outra, não fosse por um detalhe: alguma coisa me fez acordar, mas eu não conseguia me mexer.</p>
<p>Essa situação, por si só, já é capaz de te deixar em pânico, no entanto, tão logo despertei, visualizei uma pessoa entrando no quarto que parecia ser o meu irmão. O problema é que essa pessoa se mexia rápido demais e, sem a menor hesitação, veio em minha direção e se sentou em meu tórax, de maneira agachada, mantendo inclusive os pés em cima do meu peito. Bizarro, né?</p>
<p>O desespero tomou conta de mim, pois eu não conseguia reagir. Além disso, a sensação de peso e de dor no peito era enorme, tanto que eu mal conseguia respirar. Tentava gritar, abrir os olhos, mover um músculo que fosse, mas nada, nada funcionava.</p>
<p>De repente, eu solto um gemido alto e me levanto da cintura para cima. Ofegante, olho ao redor e não vejo nada, nem ninguém no meu quarto. Meu irmão, que supostamente estava em cima de mim, permanecia na sala, vendo TV. A dor no peito não existia, se mostrando tão falsa quanto as outras percepções. Confuso e preocupado, demorei a voltar a dormir.</p>
<p>Naquela época, não contava com acesso à internet para obter informações imediatas e, fazendo parte de uma família religiosa, não contei a ninguém sobre o que ocorrera para evitar qualquer associação com entidades demoníacas e afins, até porque queria evitar brigas: simplesmente não acredito nestas coisas. Tratei simplesmente de esquecer o assunto.</p>
<p>Mas aconteceu mais três ou quatro vezes, sempre com intervalos de tempo grandes entre cada episódio. Até que, em uma das vezes, já tendo acesso à internet, resolvi pesquisar e fiquei extremamente aliviado ao saber que estas experiências são comuns e normalmente não representam qualquer problema de saúde: trata-se de <strong>paralisia do sono</strong>.</p>
<p>Fazia um bom tempo que eu não tinha este problema (como eu disse, os intervalos são longos), mas, no início desta semana, aconteceu novamente. Desta vez, eu sabia do que se tratava, então não entrei em pânico por não conseguir me mexer, apenas fazia um esforço mental: &#8220;vai, caramba, mexe!&#8221;.</p>
<p>Eu teria mantido a calma até o fim se não tivesse tido uma alucinação inédita para mim até então: desta vez, eu estava deitado de costas para a porta, mas mesmo assim consegui perceber alguém entrando no quarto, novamente com movimentos muito rápidos, mas com uma ação diferente: em vez de se sentar em mim, a tal presença juntou as mãos, levou-as para frente e &#8220;mergulhou&#8221; em minhas costas!</p>
<p>Eu sei, é maluquice e, além do mais, eu sabia que estava tendo um novo episódio de paralisia do sono, mas parecia real demais, então travei uma luta interna para conseguir reagir. Apavorado, dava ordens e ordens para o meu corpo responder, mas nada. Em seguida, o ritual: acordei de repente, ofegante, disposto a matar o que quer que estivesse me agredindo, mas não encontrei absolutamente nada de anormal no quarto.</p>
<p>Não demorei a voltar a dormir, pois já sabia do que se tratava, como disse, mas decidi novamente pesquisar sobre o assunto pela manhã. Foi aí que eu tive a ideia de fazer este post.</p>
<p>Em resumo, as principais características da paralisia do sono são justamente estas: impossibilidade de se mexer e algum tipo de alucinação, que pode ser percebida como uma presença estranha no ambiente, barulhos incomuns ou até mesmo a visualização de objetos que normalmente não ficam no recinto. E o interessante é que você pode ter uma noção bastante fiel do que compõe o lugar, mesmo estando de olhos fechados. É como se fosse uma mistura de realidade com fantasia, porque, apesar de estar tendo algum tipo de sonho, você está acordado.</p>
<p>A paralisia ocorre porque, durante o sono, o cérebro &#8220;desliga&#8221; os músculos. Quando você acorda, tudo volta a funcionar, como se nada tivesse sido desligado. Acontece que, em episódios de paralisia, por algum motivo o cérebro demora para perceber que você despertou, te deixando ali, consciente, mas imóvel.</p>
<p>Esta situação, ainda não se sabe exatamente o porquê, pode causar o que a ciência chama de <em>alucinação hipnagógica</em>, que pode causar percepções visuais. Nos casos de paralisia do sono, é bastante comum ter algum tipo de desconforto no peito ou sentir alguma presença atrás de você. Fiquei bastante surpreso ao descobrir que a sensação de ter alguém sentado no tórax é um relato comum, embora bizarro. Duvida? Olha a imagem eu encontrei na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:John_Henry_Fuseli_-_The_Nightmare.JPG">Wikipedia</a>:</p>
<div id="attachment_565" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/02/par_sono.jpg"><img class="size-full wp-image-565" title="John Henry Fuseli - The Nightmare" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/02/par_sono.jpg" alt="John Henry Fuseli - The Nightmare" width="500" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">John Henry Fuseli - The Nightmare</p></div>
<p>Estima-se que pelo menos metade da população terá ao menos um episódio de paralisia do sono em algum momento da vida. Alguns cientistas acreditam inclusive que o fenômeno pode ser a causa de alguns relatos de abdução alienígena ou de atividades supostamente paranormais.</p>
<p>As causas para as ocorrências são variadas: estresse elevado, sono irregular, dormir de barriga para cima, remédios, entre outros. O meu episódio mais recente, provavelmente, tem como &#8220;gatilho&#8221; os medicamentos que estou tomando contra rinite: sabe-se que anti-histamínicos podem desencadear o fenômeno.</p>
<p>Se acontecer com você, o negócio é tentar manter a calma. É difícil, eu sei bem, mas tente. Os episódios normalmente não duram mais do que alguns segundos (embora possam parecer looooongos) e você pode tentar fazer o corpo despertar respirando fundo. Além disso, não estamos falando de uma doença, mas de uma particularidade inusitada do cérebro humano.</p>
<p>Dá pra saber mais nos seguintes links:</p>
<ul>
<li><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/08/paralisia_do_sono_quando_seus/">Assombração, demônio ou Ciência? A Paralisia do Sono: quando seus pesadelos se tornam “realidade”</a>;</li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_do_sono">Wikipedia: Paralisia do sono</a>;</li>
<li><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=270779">Comunidade &#8220;Paralisia do Sono&#8221;</a> (pois é, o orkut ainda é útil).</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Dark Moor &#8211; The Hanged Man.</em></p>
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		<title>O dia em que eu fui vítima de fraude bancária</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/o-dia-em-que-eu-fui-vitima-de-fraude-bancaria-e-de-um-atendimento-ao-cliente-precario/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 14:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[E de um atendimento precário Na quinta-feira passada (05/05/2011), fiz compras no supermercado. Estranhei o fato de não ter recebido nenhum SMS do banco avisando do pagamento que eu acabara de efetuar com o cartão de débito. Julguei ser uma indisponibilidade temporária do sistema bancário e deixei pra lá. Mal sabia que este era um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>E de um atendimento precário</h3>
<p>Na quinta-feira passada (05/05/2011), fiz  compras no supermercado.  Estranhei o fato de não ter recebido nenhum SMS do  banco avisando do  pagamento que eu acabara de efetuar com o cartão de  débito. Julguei ser  uma indisponibilidade temporária do sistema bancário  e deixei pra lá.  Mal sabia que este era um sinal de um problema muito  maior que estava  por vir.</p>
<h3>Manhã do dia 09/05/2011</h3>
<p>Eu recebo, diariamente, meu extrato bancário por e-mail. Ao  conferí-lo na manhã desta segunda-feira (09/05/2011), constatei um saque  de 250 reais realizado em um Caixa 24 Horas no mesmo dia em que fui ao  supermercado. Fiquei tentando lembrar se havia feito algum saque naquela  semana. Nenhum. Então entrei no internet banking para obter mais  detalhes. Foi aí que eu descobri que, naquela mesma manhã, havia sido  registrado também um saque de 1000 reais. O que era desconfiança virou  certeza: eu estava sendo vítima de fraude bancária.</p>
<p>Imediatamente tentei ligar para o gerente da minha conta. Não  consegui, o telefone só chamava. Então eu tive que ligar para a central  de atendimento do banco, o Santander. Várias tentativas até o telefone  chamar. Após aquele irritante ritual de &#8220;aperte x para isso, aperte y  para aquilo&#8221;, finalmente consegui falar com alguém.</p>
<p>A primeira providência da pessoa que me atendeu foi a de cancelar o  meu cartão e solicitar a emissão de um novo. Até aí, tudo bem. No  entanto, quando questionei o antedente sobre os valores retirados da  conta, este disse que, considerando o tempo de relacionamento que tenho  com o banco, o total sacado seria depositado em minha conta no prazo de  uma hora e que uma investigação que poderia durar quinze dias úteis  seria aberta para verificar o que aconteceu.</p>
<p>Satisfeito, desliguei o telefone. No entanto, minutos depois, me dei  conta de uma coisa: eu não havia deixado de receber SMS só do pagamento  do supermercado; havia deixado de receber também mensagens dos saques!  Então voltei a olhar a minha conta corrente pelo internet banking. Qual não foi a minha  surpresa ao ver que o fraudador tinha alterado o meu número de celular  para que eu não recebesse SMS do banco!</p>
<p>É claro que eu liguei novamente para o Santander. Mas a pessoa que  me atendeu me transmitiu a impressão de que não sabia o que fazer. Eu  esperava ao menos que a o número de telefone registrado na minha conta  fosse passado para alguém da aréa de segurança ou algo parecido. Mas  nada. O atendente parecia apenas seguir um roteiro pré-pronto, mas ao  menos me deu uma informação útil: o número do meu telefone havia sido  alterado no dia 29/04/2011. De fato, desde o início do mês que eu não  recebia nenhum SMS. Como é que eu não havia notado isso antes?</p>
<p>Bom, perguntei então se não iam verificar a ligação que resultou na  mudanças dos meus dados. O rapaz simplesmente respondeu: &#8220;você pode  ligar na ouvidoria e pedir a gravação&#8221;. Eu?! Cabe a mim fazer o trabalho  de investigação?</p>
<h3>Delegacia</h3>
<p>Desconfiado de que eu podia estar diante de um  problema muito maior do que aparentava ser, corri para a delegacia.  Chegando lá, fui atendido por um investigador que, de maneira grosseira,  disse que eu deveria ir para a delegacia do bairro da agência onde  tenho conta. INFORMAÇÃO ERRADA! Nenhuma delegacia pode te negar o  registro de um boletim de ocorrência desse tipo de problema. Quando  disse isso a ele, o investigador me pediu para aguardar a chegada do  escrivão, que apareceu no local minutos depois.</p>
<p>Demorou quase 5 horas para eu ser atendido. Cinco! Mas eu tenho que  reconhecer: é falha do governo, não dos policiais da delegacia,  apesar do probleminha que eu tive ao chegar. Eu observei atentamente o  trabalho deles e vi que todos estavam bastante empenhados. A demora era  porque um boletim de ocorrência não é feito em 5 minutos e, além disso,  havia muita gente ali: tinha tentativa de assassinato, um casal que  tinha ido relatar a morte em casa do pai do marido, brigas de vizinhos,  carros roubados, enfim.</p>
<p>Quando finalmente fui atendido, o escrivão ouviu atentamente a minha  explicação. No final, ainda disse: &#8220;com base no que eu costumo ver por  aqui [em sua profissão], isso parece ser coisa de funcionário do banco&#8221;.  Concordei. Bastante atencioso, ainda me orientou a procurar o Procon e,  depois, a Justiça, caso o banco se negasse a depositar os valores  sacados em minha conta. Já sabia disso, mas ele demonstrou tanta  disposição em ajudar que eu ouvi tudo atentamente.</p>
<p>Enquanto conversava com o escrivão, novamente precisei do banco. Eu  tinha que fornecer o endereço da agência. Lembrava a rua, mas não o  número, então nada mais óbvio do que ligar para lá, né? Pois bem, liguei  para a agência novamente e ninguém atendeu. O telefone só chamava. Eu tive que ligar novamente  para a central do banco, ficar pressionando x e y, apenas para que alguém pudesse me informar o endereço da agência, uma informação tão simples.</p>
<h3>À noite</h3>
<p>Cheguei em casa por volta das 20h00 e tratei de  acessar novamente o internet banking para ver se o depósito prometido  pelo banco havia sido efetuado. Não havia. É claro que eu liguei  novamente para pedir explicações.</p>
<p>A atendente me passou informações completamente diferentes das que  eu obtive na ligação feita pela manhã: o prazo para depósito era de 24  horas, o mesmo valendo para a investigação, pelo o que pude entender.  Irritado, perguntei sobre o porquê da divergência. A atendente então  começou a pedir para que eu esperasse. Eu fiquei esperando, esperando,  até que acabei fazendo o que ela possivelmente queria: desliguei o  telefone.</p>
<p>Mas eu liguei novamente. Tinha que, ao menos, tentar recadastrar o  número do meu telefone celular. O atendente me disse que eu só poderia  fazê-lo por telefone usando um número chamado &#8220;assinatura eletrônica&#8221; ou  comparecendo à agência. Mas eu havia tentado utilizar a assinatura  antes e não havia conseguido. Foi aí que eu descobri que a pessoa que  alterou meu celular também modificou o número da tal assinatura  eletrônica. Não me restava outra alternativa a não ser estar na agência  na manhã seguinte.</p>
<h3>Na agência, dia 10/05/2011</h3>
<p>Às 10h e pouco da manhã eu já  estava na agência 3293, em Santo Amaro, São Paulo. Me dirigi ao setor da gerência e  fui atendido sem demora. Expliquei o motivo da minha presença à gerente  que me atendeu. Ela então pediu licença e, instante depois, retornou.  Olha só o que aconteceu: a gerente pediu para que eu ligasse para o SAC  do Santander (sim, mesmo eu estando dentro do banco) e, em seguida, ao  gerente da minha conta.</p>
<p>Neste ponto devo uma explicação: a minha conta foi criada na época  em que eu trabalhava na Universidade Anhembi Morumbi. Portanto, embora a  minha agência fosse aquela onde eu estava, o meu gerente trabalha em um  posto dentro da universidade. Se eu soubesse disso, é claro que teria  ido lá. Mas segui a orientação que me foi passada: vá à agência &#8211; e não  ao posto &#8211; onde você tem conta.</p>
<p>Pois bem, não liguei para o SAC porque já o tinha feito no dia  anterior. Tentei ligar então para o meu gerente. Nada feito. Na primeira  tentativa, ocupado, na segunda, o telefone só chamava. Já irritado,  voltei à gerente e pedi para que outra pessoa me atendesse. Nada feito.  Mais irritado ainda, decidi ir até o posto. No entanto, assim que saí da  agência, fiz uma nova tentativa: desta vez, o gerente da minha conta  atendeu o telefone. Expliquei o que havia ocorrido. Ele me orientou a  voltar à agência e pedir para que a gerente que havia me (des)atendido  ligasse para ele, na minha frente.</p>
<p>Ok, foi isso que eu fiz. A gerente ligou para ele. Começaram então a  discutir quem deveria me atender (sem tom de agressividade, é bom  ressaltar). E eu só olhando, abismado com aquela falta de  profissionalismo e, ao mesmo tempo, cada vez mais indignado por não  encontrar ninguém que tivesse a boa vontade de resolver o meu problema.</p>
<p>Instantes depois, uma funcionária da mesa ao lado se dirigiu à  gerente e explicou: &#8220;olha, a orientação que temos é a de que quando um  cliente de PAB [posto] vier à agência, ele deve ser atendido aqui&#8221;. Aí a  mulher explicou ao meu gerente a orientação que acabara de receber e,  instantes depois, encerrou a conversa ao telefone. Assim que ela fez  isso, simplesmente apontou para uma terceira mesa e disse: &#8220;fale com  aquela moça ali&#8221;. Agora pergunto, querido leitor que se deu ao trabalho  de ler até aqui: custava ela ter me mandado falar com essa moça assim  que eu cheguei à agência? Eu precisava mesmo presenciar tudo aquilo?</p>
<p>Essa sim, a moça que me atendeu, também gerente, sabia o que fazer.  Simplesmente resolvia as coisas. E explicava. E orientava. Novamente me  pergunto: por que não me direcionaram a ela antes? Ela corrigiu meus  dados e explicou o prazo certo para que o depósito fosse feito em minha  conta &#8211; até uma semana &#8211; e o tempo que a investigação pode levar &#8211; cerca  de duas semanas -. Ainda conversamos por uns cinco minutos sobre outras  questões e então eu fui embora. Ela inclusive concordou comigo que a  fraude tinha cara de ser ação de funcionário do banco.</p>
<p>Eu desconfio mesmo que seja. Embora não descarte essa possibilidade,  acho muito pouco provável que o acesso indevido à minha conta se deu pela  internet, afinal, eu acesso o site do banco apenas do meu computador  pessoal, utilizo softwares atulizados, tenho firewall,  antivírus e afins instalados, tomo cuidado com downloads e e-mails falsos, enfim,  tudo como manda o figurino. Outra possibilidade é a de que eu tenha usado um caixa eletrônico &#8220;batizado&#8221; por criminosos, mas isso não justifica a  alteração do meu telefone e do número da minha assinatura eletrônica,  uma vez que, para isso, são utilizados números diferentes.</p>
<h3>À tarde do mesmo dia</h3>
<p>Cerca de três horas depois o dinheiro foi depositado na minha conta  como &#8220;crédito de confiança&#8221;. As coisas estavam se resolvendo,  finalmente. Mais tarde, o pessoal do Santander que trabalha com redes  sociais, diantes das várias manifestações que fiz no Twitter sobre o  problema (como <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67587114337968128">essa</a>, <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67593478368002049">essa</a>, <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67598995517739008">essa</a> e <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67951604304855040">essa</a>), entrou em contato comigo.</p>
<p>Apesar de profundamente irritado, não posso negar: esse pessoal me  atendeu bem. Explicaram como proceder em casos como este, pediram  desculpas pelos transtornos causados e prometeram notificar os  responsáveis pelas falhas no meu atendimento, especialmente na agência.  Explicaram ainda como cancelar a cobrança de juros causada pela falha e  confirmaram que a investigação pode demorar uns 15 dias. Era o tipo de  atenção que eu esperava ter recebido logo no primeiro contato com o  banco. Por que funciona bem só se você mostrar sua indignação no Twitter?</p>
<p>Foram dois dias de muitas ligações, muitos aborrecimentos e muitas  horas jogadas fora. Mas ao menos agora o problema está resolvido, não é  mesmo? Errado! Ainda tenho que esperar a conclusão da investigação,  afinal, o banco pode simplesmente alegar que eu fiz os saques e  descontar o tal do crédito de confiança da minha conta. Aí, meu amigo,  não vai ter jeito: é chamar um advogado e partir para os tribunais.  Espero, é claro, que isso não aconteça.</p>
<p>E você pode estar se perguntando se eu não vou mudar de banco. Eu  bem que gostaria de fazer isso, mas não é tão simples assim, já que há  vários fatores a se considerar, por exemplo: no ano passado, fiz um  distrato de um apartamento que comprei e não foi entregue no prazo. A  construtora está pagando mensalmente os valores devidos a mim. O  problema é que a conta bancária que utilizo é esta, que inclusive está  mencionada no distrato, portanto, eu tenho que esperar pelo menos esses  pagamentos serem concluídos.</p>
<p>E tem mais um detalhe: esse tipo de fraude pode acontecer em qualquer  banco, por isso, independente de onde você tem conta, é importante tomar  alguns cuidados. Se não fosse por eles, talvez os transtornos tivessem sido maiores. Mas esse é um papo para outro  post.</p>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; Arlandria.</em></p>
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		<title>Minha visita à Ciudad del Este, Puerto Iguazú e Cataratas do Iguaçu</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 01:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo começou quando aceitei o convite do meu primo e de sua namorada para passar um final de semana com eles em Cascavel, Paraná. Por motivos óbvios, até pensei em levar uma vela, mas felizmente não foi necessário. Cheguei no dia 13/11/2010, sábado. Descansei um pouco, depois almoçamos e, de noite, fomos para a Expovel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou quando aceitei o convite do meu primo e de sua namorada para passar um final de semana com eles em Cascavel, Paraná. Por motivos óbvios, até pensei em levar uma vela, mas felizmente não foi necessário. Cheguei no dia 13/11/2010, sábado. Descansei um pouco, depois almoçamos e, de noite, fomos para a <a href="http://www.expovel.com.br/">Expovel</a>, uma exposição bacana, com várias atrações. Chegamos em casa às 3h00 da manhã, mas nem dormimos, pois às 04h45 pegamos o ônibus para Foz do Iguaçu.  Chegamos lá em torno das 07h00 e, na própria rodoviária, pegamos um ônibus comum que ia direto para o Paraguai. Tínhamos que conhecer um dos centros comerciais mais conhecidos dos brasileiros, ué! A lotação do veículo já indicava que iríamos encontrar o local abarrotado de gente, mesmo naquela hora da manhã. Dito e feito.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz1.jpg" alt="Ciudad Del Este" /> <em>Rua com camelôs no Paraguai</em> <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz2.jpg" alt="Ciudad Del Este" /> <em>Shopping no Paraguai, bem perto da fronteira com o Brasil</em> Andamos por mais ou menos três horas na Ciudad Del Este, tempo que me permitiu chegar às seguintes conclusões: o local, pelo menos nesta época, é excelente para comprar notebooks, câmeras digitais, tecidos e até perfumes. Mas encontrei muitos produtos de menor valor falsificados, como cartões de memória, pendrives, baterias, telefones celulares e relógios, muitas vezes com os vendedores tentando passá-los como produtos originais. De qualquer forma, uma coisa ficou muito clara: quem sabe negociar faz excelentes compras no Paraguai.  Na volta, decidimos atravessar a Ponte da Amizade a pé. Quando chegamos no lado brasileiro, vimos um pequeno ônibus estacionado com destino à Puerto Iguazú, na Argentina. Não pensamos duas vezes: vamos pegá-los e procurar um lugar para almoçar por lá!  Pagamos 3,20 reais e o ônibus saiu 5 minutos depois, só com a gente, situação que nos preocupou um pouco no início. Mas logo outros turistas entraram e passamos então a curtir a viagem. Quando chegamos na divisa com a Argentina, tivemos que descer e nos registrar junto às autoridades locais (aceitam somente RG ou passaporte). O procedimento foi rápido. Poucos minutos depois, já estávamos de volta para seguir viagem.  Quando finalmente chegamos em Puerto Iguazú, começamos a procurar algum lugar bacana para almoçar. A namorada do meu primo conhecia um pouco da região, mas mesmo assim tivemos que pedir informações. Devo frisar: os argentinos foram bastante simpáticos com a gente.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz3.jpg" alt="Puerto Iguazú" /> <em>Entrada de Puerto Iguazú. Pena que não deu para pegar o nome inteiro</em> Achamos um lugar legal, que vendia um prato que visualmente lembra uma pizza, mas que possui uma massa mais grossa e muito mais saborosa. Simplesmente uma delícia! Meus olhos também brilharam quando vi na geladeira do estabelecimento uma Heineken de quase 1 litro. Só não passei vontade porque Cascavel está bem servido de Heineken:  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz4.jpg" alt="Heineken" /> <em>Fachada de um bar em Cascavel</em> <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />   Percebemos que o rapaz que nos atendeu, apesar de falar um &#8220;portunhol&#8221; muito mais puxado para o espanhol, nos entendia perfeitamente bem. Na hora de ir embora, ele nos informou que era do Piuaí! Quando jovem, ele havia ido trabalhar na Avenida Paulista, em São Paulo, depois se transferiu para um hotel que posteriormente abriu uma unidade em Buenos Aires. De lá, chegou em Puerto Iguazú e não mais saiu: formou família, abriu o restaurante e vive feliz por lá. Bacana, né?  Chegamos com facilidade à rodoviária (Terminal de Omnibus Puerto Iguazú), mas não sabíamos que ônibus pegar. Pedimos informações num guichê e, em seguida, a um casal sentado em um banco da plataforma. Eles nos informaram prontamente qual era o ônibus &#8211; depois descobrimos que era o mesmo que eles iriam tomar. O que nos surpreendeu na hora é que eles eram italianos, mas falaram com a segurança de quem mora no lugar <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />   Quando o ônibus finalmente chegou, outra surpresa: os turistas brasileiros que encontramos na ida estavam nele também. Essa parte foi bem divertida! Seguimos no veículos até chegarmos em frente ao Terminal de Transportes Urbanos de Foz, que tinha um ônibus que nos levaria, finalmente, ao Parque Nacional do Iguaçu.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz5.jpg" alt="Ônibus para Foz do Iguaçu" /> <em>Esse mesmo pessoal estava no ônibus da ida também</em> Chegamos no parque em torno das 14h00. Na hora, deu um desânimo quando vimos a quantidade de pessoas para entrar: havia uma fila enorme para comprar ingressos, uma segunda fila três vezes maior para entrar e, como se não bastasse, um terceira fila para pegar o ônibus que nos deixaria perto das cataratas.  Pegamos o veículo em torno das 15h30. Por sorte, conseguimos entrar em um ônibus de dois andares, cujo andar superior é aberto. Apesar do sol, queríamos contato com a natureza desde já, então ficamos na torcida para não pegar um ônibus normal, com ar condicionado.  No Parque Nacional do Iguaçu, o visitante pode escolher vários roteiros. Optamos pelo o que me pareceu depois o mais popular: a Trilha das Cataratas, com extensão de aproximadamente 1,2 quilômetro. Eu recomendo fortemente este trajeto: além das paisagens, você vai &#8220;descobrindo&#8221; as cataratas as poucos. Até encontramos um quati no caminho:  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz6.jpg" alt="Quati no Parque Nacional do Iguaçu" /> <em>Olha o páss&#8230; Digo, olha o quati!</em> A parte mais <em>awesome</em>, é claro, foi o momento em que chegamos na passarela que entra no meio daquele mundo de água. Foi o banho mais agradável que eu já tomei na vida! Não só pelo calor, mas porque estar ali parece mesmo um lance mágico! Ou algo assim.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz8.jpg" alt="Cataratas do Iguaçu" /> <em>Parque Nacional do Iguaçu</em> O passeio ainda não estava terminado: havia uma parte mais alta, bem mais próxima às quedas d&#8217;água, que não poderíamos deixar de visitar. Podíamos ir de elevador ou retomar a trilha. Apesar do cansaço, preferimos este último e não nos arrependemos: encontramos até uma bica de água limpa para reabastecer nossas garrafas.  Durante todo o passeio, várias pessoas pediam para tirar fotos delas com seus companheiros. Na passarela, cheguei a me oferecer para fazer isso com um casal de japoneses que, por causa do vento e da água, não conseguiam tirar uma foto juntos. Aceitaram na hora, todos sorrisos. &#8220;Thank you, thank you, thank you&#8221;. Também encontrei um senhor com sotaque nordestino: &#8220;ô mininu, tire uma fotografia minha, vá!&#8221;. Fazia tempo que eu não via uma máquina fotográfica de filme, mas fiz questão de caprichar, afinal, parecia muito importante para aquele senhor registrar o momento.  <img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/pasfoz9.jpg" alt="Parque Nacional do Iguaçu" /> <em>Passarela nas Cataratas do Iguaçu</em> Na hora de ir embora, mais uma fila gigantesca para pegar o ônibus. Sorte que andava rápido. Não por menos, foi o dia em que o parque mais recebeu visitantes: 14.236 pessoas. Saímos de lá às 18h00. Seguimos até a rodoviária de Foz, fizemos um lanche e às 20h30 seguimos para Cascavel. Chegamos em casa em tornos das 23h00. Foi o tempo de tomar um banho e capotar na cama.  <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="306" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8NJBn4LzONE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" src="http://www.youtube.com/v/8NJBn4LzONE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object> Não sei quando, mas vou visitar as Cataratas do Iguaçu novamente. Mesmo não podendo homenagear o Pica-Pau descendo as cataratas num barril, VALE MUITO A PENA! Há inclusive um roteiro lá que inclui safari e outro que oferece passeio de canoa. Só espero que não seja requisito saber nadar <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />   Eis o restante das fotos:  <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2F&amp;set_id=72157625414402440&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157625414402440%2F&amp;set_id=72157625414402440&amp;jump_to="></embed></object> <a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157625414402440/">www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157625414402440</a><em>.</em><em></em></p>
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		<title>A poltrona 24</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 05:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entraram no ônibus e foram procurar seus assentos. Eram cinco ou seis pessoas, duas das quais moças. Uma delas se sentou na poltrona 25, ao lado da janela. Eu estava na 24, já que prefiro ter acesso fácil ao corredor. De repente, começaram a conversar em inglês. No início, me perguntei quem era o estrangeiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entraram no ônibus e foram procurar seus assentos. Eram cinco ou seis pessoas, duas das quais moças. Uma delas se sentou na poltrona 25, ao lado da janela. Eu estava na 24, já que prefiro ter acesso fácil ao corredor.</p>
<p>De repente, começaram a conversar em inglês. No início, me perguntei quem era o estrangeiro, mas logo percebi que estavam só treinando o idioma. A moça ao meu lado conversava intensamente com um rapaz na fileira da frente. Como permaneci impassível, suponho que acreditaram que eu não estava entendendo o que falavam, mas notei que discutiam sobre pedir ou não para eu trocar de lugar com alguém do grupo.</p>
<p>Troquei de lugar logo após a moça ao meu lado me pedir, em bom português, diga-se. Me arrependi em seguida, pois percebi claramente que o rapaz com o qual ela conversava fez comentários &#8211; em inglês &#8211; sobre minha masculinidade pelo fato de eu ter escolhido a poltrona 24, não por menos, o lugar que ele acabara de ocupar.</p>
<p>Já atrasado, o ônibus saiu da rodoviária. Minutos depois, um barulho forte se fez ouvir e o nosso amigo que tem medo do número 24 xingou alto &#8211; em português, veja só! Ele havia reclinado sua poltrona, mas esta voltou à posição vertical bruscamente instantes depois. E não havia o que a fizesse reclinar novamente.</p>
<p>O ônibus estava lotado, então ele teve que permanecer ali até o final da viagem. Reclamou alguma coisa com o motorista, mas não deu resultado. Em seguida, quis saber porque eu não lhe avisei do defeito da poltrona. Dei de ombros e respondi com um simples &#8220;<em>sorry</em>&#8220;, palavra essa que o deixou em silêncio. Vai saber o porquê, né?</p>
<p>Entenda: eu não sabia do defeito da poltrona porque não a havia reclinado quando estive nela. Eu costumo ser a vítima nessas situações, mas, nesse dia, Murphy preferiu brincar com aquele cara. Ele deve ter os seus motivos&#8230;</p>
<p><em>Ao som de Sirenia &#8211; In a Manica.</em></p>
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		<title>O fascínio do escuro</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 03:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias atrás, mais uma vez fiquei sem energia em casa. Sabe como é, as pessoas da região onde moro adoram usar postes como freio para o carro. Bom, mas a questão aqui é que, impossibilitado de seguir com as minhas atividades até que a energia voltasse, minha mente começou a trabalhar para se manter ocupada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás, mais uma vez fiquei sem energia em casa. Sabe como é, as pessoas da região onde moro adoram usar postes como freio para o carro. Bom, mas a questão aqui é que, impossibilitado de seguir com as minhas atividades até que a energia voltasse, minha mente começou a trabalhar para se manter ocupada e foi aí que eu lembrei do fascínio que a escuridão me causava quando eu era pequeno.</p>
<p>Como toda criança &#8211; ou como a maioria delas, pelo menos -, eu tinha medo do escuro, portanto, odiava a ideia de ficar sozinho em um lugar sem qualquer tipo de luz. No entanto, eu lidava com algo mais forte que o medo: curiosidade. Acho que, quando estamos no tenro período da infância, temos a impressão de que na escuridão tudo ao nosso redor pode se transformar. E isso, é claro, causa medo, pois não sabemos o que vai acontecer e geralmente temos medo do desconhecido.</p>
<p>Durante a minha infância, morei em uma casa que dividia um quintal e um porão com outra residência. Quando a energia acabava, o desafio que meus irmãos, a filha da vizinha e eu tínhamos era o de encarar aquele maldito porão. Se ele já era assustador iluminado, imagine às escuras! Os adultos, é claro, sabiam dos nossos medos e nos chantageavam com ameaças de nos prender no porão em caso de desobediência.</p>
<p>Mas nem sempre podíamos evitar aquele recinto, pois nossos poucos brinquedos maiores ficavam guardados ali. E, certa vez, aconteceu: a energia acabou comigo lá dentro. O irmão mais velho da filha da vizinha, pré-adolescente na época, estava próximo o suficiente para não perder a chance de me trancar ali dentro. E assim o fez. Após alguns pedidos desesperados para que ele abrisse a porta, comecei a encarar todo o interior do porão quando meus olhos se acostumaram à escuridão.</p>
<p>Por incrível que pareça, o medo foi, em poucos minutos, superado pela vontade de saber o que diabos acontece com o lugar quando não há luz. A expectativa era tanta que, ao perceber que nada de diferente acontecia, comecei a torcer para que os ratos saíssem de suas tocas, para que um fantasma aparecesse ou qualquer coisa do tipo. Mas, nada. Nada aconteceu. E eis então que, preocupado com o meu silêncio, o filho da vizinha resolveu abrir a porta e eu saí de lá decepcionado, mas ainda crente de alguma coisa acontecia naquela porão ou em qualquer lugar dominado pela escuridão.</p>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/vela.jpg" alt="vela" /></div>
<p>Mas e se, de fato, alguma coisa acontecesse? Qual seria a minha reação? Acredite, eu tive a oportunidade de passar por isso. Essa experiência aconteceu em 1996, quando eu já estava um pouco maior, com 13 anos. Tinha viajado com minha mãe e meus irmãos para a casa do meu avô, na minúscula cidade de Itaguajé, no norte do Paraná. Na ocasião, a casa estava cheia de primos e tios. Eu gostava daquele lugar porque era enorme, portanto, representava um grande parque de diversões para mim. Mas, nas noites, eu não me atrevia a sair da casa sozinho porque o lugar era muito mal iluminado, afinal, ficava no &#8220;meio do mato&#8221;.</p>
<p>Eu nunca tive o hábito de acordar de noite para ir ao banheiro, mas naquele dia, antes de dormir, disse repetidas vezes a mim mesmo que não poderia ficar com vontade de mijar porque o banheiro ficava longe, anexado à cozinha. Chegar lá teria que me fazer passar em frente aos quartos, atravessar a sala, cruzar a cozinha e finalmente entrar no banheiro. E, sabe, aquela casa ficava dez vezes maior de noite&#8230;</p>
<p>Bom, você já deve ter adivinhado o que aconteceu: acordei do meio da noite morrendo de vontade de ir ao banheiro. Resisti o máximo que pude, mas quando a situação estava prestes a chegar no nível do &#8220;pinga-pinga&#8221; arranjei coragem não sei de onde e me levantei. Àquela altura, eu já não tinha tanta curiosidade assim em relação ao escuro, portanto, seria mesmo um desafio.</p>
<p>Abri a porta do quarto e, devagar, coloquei a cabeça para fora. A luz que vinha da rua entrava pela janela da sala e me permitia enxergar as portas de todos os dormitórios, mas não era suficiente para iluminar o interior da cozinha. Para piorar o clima de tensão, nenhum dos roncadores oficiais da família estava exercendo o seu ofício. O silêncio, portanto, estava dando o seu show.</p>
<p>Mas lá fui eu. Passar na frente dos quartos foi fácil, mas entrar na cozinha não. Por mais que eu tentasse aguçar minha visão, nada via, portanto, decidi atravessar o lugar correndo, sem olhar para os lados. Nunca mais que eu consegui abrir e fechar a porta do banheiro e ainda acender a luz tão rápido! Pois bem, fiz o que tinha que fazer. Mas ainda esperei algum tempo para ganhar coragem de reabrir a porta. Vai saber o que estava por trás dela, não é mesmo?</p>
<p>Abri a porta, apaguei a luz do banheiro e atravessei a cozinha. Ao colocar apenas um pé no degrau que separava o cômodo do corredor dos quartos, congelei. Sério, fiquei completamente paralisado, como se alguém tivesse gritado &#8220;estátua&#8221;. Tinha um vulto colocando a cabeça para fora de um dos dormitórios e olhando sem parar para a cozinha. Eu estava assustadíssimo, mas não gritei e não saí correndo, simplesmente fiquei parado.</p>
<p>O vulto também resistia em mudar sua posição, mas de repente colocou uma perna para fora e, depois, a outra. Vinha em direção à cozinha. A essa altura, meu instinto me mandou recuar, bem lentamente. Quando coloquei o meu pé que estava no degrau para trás, o vulto pulou, soltou um berro daqueles e voltou correndo para o quarto. O grito me fez ficar com as pernas moles, mas logo eu percebi que o vulto era a minha tia. Com a casa toda acordando, meu tio, marido dela, rindo após perceber o que tinha acontecido e alguma voz no fundo dizendo &#8220;pssiuuu, eu quero dormir&#8221;, eu saí da cozinha, passei pela sala e entrei no meu quarto sem dizer nada.</p>
<p>Na verdade, eu tinha ficado decepcionado, acredite você ou não. Acho que eu esperava mesmo ser surpreendido por alguma coisa que só toma forma no escuro, portanto, ouvir minha tia berrando foi um grande balde d&#8217;água me trazendo de volta ao mundo real. Quanto a ela, coitada: fiquei sabendo depois que minha tia também queria ir ao banheiro, mas ao olhar para fora do quarto viu um vulto de uma criança na cozinha. Como a imagem não se mexia, pensou que se tratava da sua imaginação e resolveu seguir em frente. Mas aí eu decidi voltar um passo para trás e o movimento fez ela perceber que havia mesmo alguma coisa por lá, então entrou em pânico.</p>
<p>Hoje, já não tenho qualquer expectativa em relação às surpresas do escuro, portanto não o temo, mesmo porque o fato de o meu joelho topar dolorosamente com algum objeto pelo caminho sempre tira toda a graça do momento&#8230; Bons tempos aqueles <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Garbage &#8211; Vow.</em></p>
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		<title>Ontem faltou água, anteontem faltou luz</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 04:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que metade da blogosfera está falando sobre o assunto, mas eu tinha que escrever a respeito. Eu estava bem aqui, na frente do meu PC, quando soltei no Twitter: &#8220;Merda!!! Acabou energia aqui!&#8221;. Mal sabia o que vinha pela frente. Podia ter aproveitado os 10 minutos de energia que meu nobreak oferece e permanecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que metade da blogosfera está falando sobre o assunto, mas eu tinha que escrever a respeito. Eu estava bem aqui, na frente do meu PC, quando <a target="_blank" href="http://twitter.com/ealecrim/status/5604147286">soltei no Twitter</a>: &#8220;<span class="status-body"><span class="entry-content">Merda!!! Acabou energia aqui!&#8221;. Mal sabia o que vinha pela frente. Podia ter aproveitado os 10 minutos de energia que meu nobreak oferece e permanecer diante do computador, mas preferi ir até a cozinha para pegar velas e fósforo. Chegando lá, um susto daqueles: a lâmpada da cozinha estava semi-acesa e como meus olhos ainda não haviam se acostumado à escuridão, pensei que aquela luz fraca era tudo, menos algo deste mundo.</p>
<p>Tão logo me recuperei do susto, percebi que os LEDs da TV e do aparelho de som estavam acessos, mas nenhum dispositivo ligava. Intrigado, fui ao corredor do prédio, onde os vizinhos relataram o mesmo fenômeno. Daí percebi que aquela não era uma interrupção de energia comum, causada por motoristas que usam o poste como freio. Minutos depois o prédio ficou completamente às escuras, sem LED ou lâmpada paranormal para contar a história.</p>
<p>Bom, voltei pra casa, acendi as tais velas e peguei meu smartphone, que até então tinha servido de lanterna, para utilizar a rede 3G. Sem sinal. Fiquei tentando algum milagre com o aparelho até que meu irmão ligou aqui em casa e relatou que o centro de São Paulo também estava no breu e que o Metrô estava parado. Minhas suspeitas estavam certas, ninguém havia utilizado um poste do bairro como freio para o carro.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cellan.jpg" alt="O LED da câmera do smartphone serviu com lanterna" /><br /><small>O LED da câmera do smartphone serviu com lanterna</small></p>
<p>Mas como obter alguma informação? Sem internet, sem televisão, sem celular, meu irmão que estava no centro da cidade não sabia bem ao certo o que aconteceu&#8230; Enfim, eu estava isolado do mundo! Antes de entrar em pânico ou apelar para as vizinhas fofoqueiras, me auto sugeri a mim mesmo ouvir música e esperar. Peguei meu MP3-player, coloquei os fones de ouvido e&#8230; Bingo! O aparelho tinha rádio FM e eu nem lembrava!</p>
<p>Só que havia um problema: a última vez que eu ouvi rádio por livre e espontânea necessidade foi no século passado (sem exagero!), então não sabia nem que rádio sintonizar. Daí fiquei mudando de frequência até achar uma rádio que tivesse alguém falando algo sobre a falta de energia. Enquanto isso, lembrava que antigamente fazia isso usando um botão analógico. Estou ficando velho&#8230;</p>
<p>Não demorou muito e achei uma rádio com a notícia que eu queria, a CBN. Foi daí que descobri que se tratava de um apagão que havia atingido vários estados e tal. Pensei em ir ao corredor para dar a notícia aos colegas de prédio, mas mudei de ideia no meio do caminho quando ouvi duas vizinhas dando graças porque a novela havia acabado antes da pane.</p>
<p>Permaneci ouvindo rádio ao mesmo tempo em que pensava no quanto as tecnologias mais recentes haviam me deixado na mão, exceto o LED do smartphone que serviu de lanterna. Mas não demorei muito para lembrar do porquê de eu ter largado rádio: músicas cortadas, excesso de propagandas e, no caso daquele momento, falatório demais e informações repetidas.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/fmplayer.jpg" alt="FM no meu MP3-player. Nem lembrava..." /><br /><small>FM no meu MP3-player. Nem lembrava&#8230;</small></p>
<p>Tempos depois decidi tentar o celular novamente e, para a minha alegria, obtive sinal e conexão com a rede 3G. Graças ao <a target="_blank" href="http://twitter.com">Twitter</a>, consegui saber quais locais foram atingidos, que vias de São Paulo apresentavam problemas de trânsito, onde a energia já voltara, enfim, consegui obter as informações que eu precisava.</p>
<p>Fiquei cerca de duas horas no Twitter e depois fui dormir. Acordei de manhã já com energia em casa e, dentro do possível, percebi que todo mundo começou a voltar à sua rotina. Mas eu fiquei pensando no quanto esse acontecimento foi importante em termos de comunicação. Pela primeira vez, diante de um problema sério e de abrangência nacional, consegui manter contato com dezenas de pessoas de localidades diferentes graças a um smartphone com acesso à internet e ao Twitter.</p>
<p>O rádio, como há décadas faz, cumpriu o seu papel informativo, mas com o Twitter a experiência foi diferente. Não havia um ponto central de informação, todo mundo era elenco e plateia ao mesmo tempo. Todo mundo contribuía com informações ao mesmo tempo em que as consumia. É claro que não faltaram piadinhas para descontrair: &#8220;</span></span>chama o Zina, brilha muito no apagão&#8221;, &#8220;quem não tem luz põe o dedo aqui (na tomada)&#8221; e assim por diante.</p>
<p>Não que eu queira passar por um apagão de novo &#8211; a lâmpada paranormal da cozinha me deixou traumatizado -, mas não posso negar que achei a experiência interessante e até divertida. E ainda sobrou espaço para eu ficar imaginando como é que as pessoas em cada canto do planeta narrariam o fim do mundo pelo Twitter&#8230;<br />
<blockquote><i>Teve torcida gritando quando a luz voltou&#8230;</i></p></blockquote>
<p><i>Ao som de Legião Urbana &#8211; Eu era um Lobisomem Juvenil</i></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um cão como guia</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 03:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu saía bem cedo para chegar ao trabalho às 07h00, quase sempre via perto do Metrô Bresser, aqui em São Paulo, um homem com deficiência visual acompanhado de seu cão-guia. Na maioria das vezes o encontrava na rua, indo em direção à estação, enquanto eu seguia rumo ao meu local de trabalho. Nunca dei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cguia1.jpg" alt="Cão-guia" align="right" />Quando eu saía bem cedo para chegar ao trabalho às 07h00, quase sempre via perto do Metrô Bresser, aqui em São Paulo, um homem com deficiência visual acompanhado de seu <strong>cão-guia</strong>. Na maioria das vezes o encontrava na rua, indo em direção à estação, enquanto eu seguia rumo ao meu local de trabalho.</p>
<p>Nunca dei muita importância para isso, até que, certa vez, o encontrei já dentro da estação. Eu estava saindo do trem e ele estava entrando, pela mesma porta. Aí veio a primeira surpresa: quando eu percebo que um deficiente vai entrar ou sair, faço o possível para que entre ou saia primeiro do que eu para facilitar a ação. No entanto, este homem só entrou no trem depois que todo mundo que ia sair desembarcou.  E isso aconteceu porque o cão-guia aguardou o momento certo de entrar.</p>
<p>A segunda surpresa veio da reação das pessoas, que eu pude observar mesmo já estando fora do trem: o homem entrou, em seguida lhe ofereceram um lugar e o cão sentou próximo às suas pernas. Todo mundo olhava admirado para a cena. Aí eu me perguntei: caramba, será que esse povo nunca viu um cão-guia? Foi quando eu me dei conta de que, certamente, pelo menos para a maioria ali, a resposta é um sonoro &#8220;não&#8221;. Antes desse homem, eu mesmo nunca havia visto um cão-guia, ao menos não que eu me lembre. A partir dessa percepção, tratei de pesquisar sobre o assunto. Encontrei algumas coisas bastante interessantes.</p>
<p>Para começar, descobri que todo cão-guia passa por um treinamento intensivo. Esse treinamento não serve apenas para ele aprender a conduzir o seu dono pelas ruas, mas também para saber lidar com vários tipos de situação, como evitar obstáculos, ficar próximo da pessoa que o acompanha, permanecer em silêncio quando estiver sentado (como no trem) e o que eu achei mais incrível: o cão deve saber quando desobedecer ordens diante de uma situação de perigo para o seu dono.</p>
<p>Por exemplo, se numa faixa de pedestres o dono dá uma ordem para o cão atravessar a rua, este não o fará se perceber que há veículos se aproximando. Eu não pude evitar de comparar essa situação às três leis da robótica criadas por Isaac Asimov, no qual a segunda lei diz que &#8220;um robô deve sempre obedecer um humano, exceto no caso de contrariedade à primeira lei&#8221;, que por sua vez diz que &#8220;um robô não pode ferir um humano ou permitir que algum mal lhe aconteça&#8221;.</p>
<p>Geralmente, quando as pessoas treinam seus cachorros, o recompensam com comida ou com algum brinquedo, por exemplo, dá um biscoito ao animal quando ele se finge de morto. No caso dos cães-guia, isso geralmente não ocorre, pois ele deve ignorar ofertas de comida ou qualquer coisa parecida quando estiver acompanhando o seu dono. Por esse motivo, os treinadores utilizam-se de outros meios para fazer com que o cão se sinta recompensado.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cguia1.jpg" alt="Cão-guia" align="left" />É claro que não é qualquer cachorro que pode ser um cão-guia. Ao contrário do que se pensa, a raça nem é tão importante assim, embora haja preferência por pastor alemão e labrador, por exemplo. No entanto, é necessário observar, desde filhote, se o animal é dócil, se é inteligente, se tem boa concentração, se é obediente, se tem boa saúde (afinal, o que ele mais fará é andar), entre outras características.</p>
<p>Depois de escolhido, o treinamento de um cão-guia dura meses. Nesse período, ele aprende coisas impressionantes, como usar a faixa de pedestres, sempre parar no meio-fio em travessias, não passar em lugares estreitos ou baixos que impeçam o dono de se locomover com segurança, ignorar a presença de outros animais (como gatos) e também a ignorar as pessoas.</p>
<p>Portanto, ao passar por um cão-guia, não é necessário ter medo, mesmo que ele tenha uma aparência feroz, pois o animal não vai te atacar. Ele vai ficar quieto, na dele e à disposição de seu dono. Por isso que é seguro transitar com ele em lugares públicos, como ônibus, trens ou shoppings. Mesmo com grande volume de pessoas, dificilmente o cachorro se assustará.</p>
<p>Também é importante não oferecer alimentos a um cão-guia ou mesmo não lhe fazer carinho, pois isso pode tirar sua concentração. Os cachorros, em geral, gostam desses &#8220;mimos&#8221;, mas cães-guia aprendem desde cedo a não dar importância a isso &#8220;durante o trabalho&#8221;. Assim, ao ver um cão-guia, o melhor que você pode fazer é admirar de longe. É o jeito mais conveniente de deixar o seu dono em segurança e o animal concentrado em seu trabalho.</p>
<p>Cães-guia costumam ser animais bastante felizes. Apesar de uma rotina séria de trabalho, executam suas atividades com prazer. Seus donos também reservam momentos para que eles possam brincar ou realizar atividades de cachorros &#8220;normais&#8221;. Além disso, quando chegam em determinada idade, esses animais são aposentados, mesmo porque já não gozam da mesma agilidade que os tornaram cães-guia. Mas, não se preocupe, pois aposentadoria não significa abandono: os donos podem continuar com eles ou cedê-los a outras pessoas, mesmo porque esses cães carregarão toda a educação que tiveram para o resto da vida.</p>
<p>Infelizmente, no Brasil, poucos deficientes visuais têm o privilégio de contar com um cão-guia e os que podem não raramente esbarram em alguma forma de preconceito. Mesmo com os direitos de ir e vir garantidos, muitos donos ou gerentes de estabelecimentos impedem a entrada de pessoas acompanhadas de cães-guia alegando que eles podem latir, atacar outras pessoas, contaminar o ambiente, etc. Não é necessário se preocupar com isso. Como já dito, esses animais sabem se comportar em público, não incomodam pessoas ao redor, são bem tratados e devidamente alimentados. Fico feliz de saber que pelo menos o Metrô de São Paulo tem essa consciência.</p>
<p>Se um dia você encontrar uma pessoa com um cão-guia em um estabelecimento público, dê um chega-pra-lá no preconceito e permita-se admirá-lo, mesmo que de longe. Ah, e um detalhe muito importante: os cães-guia também cometem erros, por isso, precisam aprender a evitá-tos. Para isso, seu dono ou seu treinador podem dar &#8220;broncas&#8221;. Algumas pessoas podem pensar que isso é mal-trato, mas é apenas um método de treinamento <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Referências: <a href="http://pessoas.hsw.uol.com.br/caes-guia.htm" target="_blank">HowStuffWorks</a>, <a href="http://www.iris.org.br/" target="_blank">IRIS</a>, <a href="http://www.dogtimes.com.br/" target="_blank">The Dog&#8217;s Times</a>, <a href="http://www.guidedogs.com" target="_blank">Guide Dogs for the Blind</a>.</p>
<p>Imagens: <a href="http://www.guidedogs.com" target="_blank">Guide Dogs for the Blind</a>.</p>
<p><em>Ao som de The Gathering &#8211; In Between.</em></p>
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		<title>Eita, povo curioso!</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. Ela estranhou, pois o &#8220;velho&#8221;, de acordo com suas palavras, não tinha esse hábito, mas logo ele revelou que havia comprado um carro naquele dia e queria mostrá-lo.</p>
<p>Ela não estava conseguindo entender bem onde seu pai havia encostado o carro, só sabia que era na Radial Leste (para quem não conhece, uma gigantesca avenida em São Paulo paralela à linha 3 do Metrô). Então, me passou as características do veículo e me pediu para ajudá-la a localizá-lo visualmente, já que estávamos na passarela da estação que liga os dois lados da avenida.</p>
<p>Encontrei o carro e disse a ela &#8220;acho que é aquele ali&#8221;. Para confirmar, ela pediu por telefone para o seu pai fazer algum sinal com as mãos. Ele o fez, ela ficou feliz, se despediu de mim, pediu para que eu mantivesse contato e foi embora. Bom, na verdade, foi quase isso&#8230;</p>
<p>Ela foi embora, de fato, no entanto, não sem antes notar, absolutamente surpresa, que tinha umas 5 ou 6 pessoas ao nosso lado na passarela olhando para a direção que segundos antes apontávamos. Também surpreso, olhei fixamente para uma dessas pessoas, uma senhora do tipo que pelo olhar você percebe ser fuxiqueira. Ao perceber que estava sendo observada, no mesmo instante ela perguntou: &#8220;o que que vocês estão olhando? É algum acidente, é?&#8221;</p>
<p>A Paloma expressou sua indignação com a curiosidade do povo simplesmente olhando para cima e, antes de finalmente se mandar, me fez um último aceno. Quanto a mim, sugeri à senhora curiosa que continuasse olhando que logo ela descobriria o alvo de nossa atenção e, em seguida, também fui embora. Fui sem olhar para trás, porque se o fizesse, tenho certeza que encontraria um volume maior de pessoas olhando pela passarela, uma tentando descobrir inutilmente o que a outra estava vendo e, com isso, fazendo o grupo aumentar.</p>
<p>A situação toda ao menos me serviu para ter certeza de uma coisa: deixar um monte de gente morrendo de curiosidade é deveras divertido <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Nevermore &#8211; The river dragon has come.</em></p>
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		<title>Entrevista comigo no programa E-farsas.com da JustTV</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/entrevista-comigo-no-programa-e-farsascom-da-justtv/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 11:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha só que legal (pelo menos para mim): no último dia 6, eu participei como entrevistado do programa E-farsas.com, que foi exibido ao vivo, às 20h00, na JustTV. Foi muito bacana! Conversei com o Gilmar, apresentador do programa, sobre o InfoWester, sobre segurança na internet, sobre Campus Party, enfim. Se quiser conferir (confere, vai! ), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha só que legal (pelo menos para mim): no último dia 6, eu participei como entrevistado do programa <a href="http://www.e-farsas.com" target="_blank">E-farsas.com</a>, que foi exibido ao vivo, às 20h00, na <a href="http://www.justtv.com.br" target="_blank">JustTV</a>. Foi muito bacana! Conversei com o Gilmar, apresentador do programa, sobre o <a href="http://www.infowester.com" target="_blank">InfoWester</a>, sobre segurança na internet, sobre <a href="http://www.campus-party.com.br" target="_blank">Campus Party</a>, enfim. Se quiser conferir (confere, vai! <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  ), é só clicar no <em>play</em> do vídeo abaixo:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z_nXJSFcgo8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/z_nXJSFcgo8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Se não conseguir visualizar esse vídeo, você pode acessá-lo <a href="http://www.e-farsas.com/artigo.php?id=98" target="_blank">nesta página</a>. Espero que goste e que minha imagem não te traumatize ao ponto de você nunca mais voltar a este blog <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Epica &#8211; Dance of Fate.</em></p>
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		<title>Conversas que &#8220;mudaram&#8221; a minha vida em 2008</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 13:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o início deste blog eu publico aqui uma relação das &#8220;conversas&#8221; que &#8220;mudaram a minha vida&#8221; durante o ano. Foi assim em 2005, em 2006, em 2007 e&#8230; Faltou 2008! Pois é, eu havia esquecido dessa &#8220;tradição&#8221;, mas tive ou presenciei conversas muito interessantes durante esse ano também. Com atraso, aqui estão elas: Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o início deste blog eu publico aqui uma relação das &#8220;conversas&#8221; que &#8220;mudaram a minha vida&#8221; durante o ano. Foi assim em <a href="http://www.ealecrim.net/conversas-que-%e2%80%9cmudaram%e2%80%9d-minha-vida-em-2005/">2005</a>, em <a href="http://www.ealecrim.net/conversas-que-mudaram-minha-vida-em-2006/">2006</a>, em <a href="http://www.ealecrim.net/conversas-que-mudaram-a-minha-vida-em-2007/">2007</a> e&#8230; Faltou 2008! Pois é, eu havia esquecido dessa &#8220;tradição&#8221;, mas tive ou presenciei conversas muito interessantes durante esse ano também. Com atraso, aqui estão elas:</p>
<p>Na fila do banco:</p>
<p>- Mas que saco! Essa menina não para de chorar! &#8211; senhora na fila.<br />
- A senhora também não para de olhar pra ela! &#8211; mãe da criança chorona.</p>
<p>No trabalho:</p>
<p>- Quanto você cobra pra arrumar meu computador?<br />
- Er&#8230; Eu não faço esse tipo de serviço.<br />
- Conhece alguém que faça?<br />
- Sim, essa pessoa aqui (entreguei um cartão para ela).<br />
- Obrigada. Sabe se ele cobra caro?<br />
- Não sei&#8230;<br />
- E por que você não faz esse tipo de serviço? Não podia abrir uma exceção para mim?<br />
- Eu não faço porque, por mais barato que eu cobre, o cliente sempre acha caro&#8230;<br />
- (Silêncio)</p>
<p>No trem do Metrô:</p>
<p>- Esse livro aí fala de signos? &#8211; Uma senhora sentada ao meu lado, ao me ver lendo um livro sobre astronomia.</p>
<p>Na Avenida Paulista:</p>
<p>- Moço, como é que eu faço para chegar na Consolação?<br />
- É fácil. Segue reto por aqui. Daqui umas três quadras você chega na Consolação.<br />
- Então, tá. Deve ser isso mesmo. Você é o terceiro que me diz para fazer isso&#8230;</p>
<p>No Salão do Automóvel:</p>
<p>- Entra aí, filho, para eu tirar uma foto.<br />
- Ah, eu não quero, pai&#8230;<br />
- Entra, porque do jeito que você é inteligente, será o mais perto que conseguirá chegar de uma BMW&#8230;</p>
<p>No guichê da Itapemirim:</p>
<p>- Oi, eu queria uma passagem pra Curitiba para o dia 4.<br />
- Só um minuto&#8230; Ainda não dá para comprar passagem para esse dia, senhor.<br />
- Ué, por que não?<br />
- Er&#8230; Porque o sistema não permite&#8230;<br />
- E quando é que poderei comprar passagem?<br />
- Não sei te informar, senhor.<br />
- Eu sei: no dia em que você aprender a usa esse computador. Vou lá comprar na concorrência&#8230;</p>
<p><em>Ao som de Black Sabbath &#8211; Iron Man.</em></p>
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