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	<title>Emerson Alecrim &#187; Política</title>
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>TEDxCuritiba: mostrando o que a boa vontade pode fazer</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 16:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do TEDxCuritiba. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento? Bom, a temática do TEDxCuritiba foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do <a href="http://www.tedxcuritiba.com"><strong>TEDxCuritiba</strong></a>. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento?</p>
<p>Bom, a temática do TEDxCuritiba foi <em>Pessoas transformando cidades</em>. E eu não só moro em São Paulo como nasci aqui, portanto, conheço bem o lugar, especialmente seus problemas, detalhes esses que todos nós reparamos, aliás. A questão é que eu nunca me conformei em fazer parte da turma que só esbraveja do sofá, tampouco acho que tão e somente sair às ruas em protesto seja suficiente. Se é assim, o que mais eu posso fazer? Pois é, me inscrevi para o TEDxCuritiba justamente para encontrar inspiração. No final das contas, saí de lá com muito mais do que isso.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption alignnone" style="width: 492px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg"><img class="size-full wp-image-523" title="TEDxCuritiba" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg" alt="TEDxCuritiba" width="482" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Painel do TEDxCuritiba</p></div>
<p>O evento reuniu pessoas que realmente fazem as coisas acontecerem, que não se prendem somente ao discurso. Pessoas que agem com base em objetivos concretos, que verdadeiramente enxergam as nuances do nosso cotidiano e que, portanto, não fazem parte do bloco que &#8220;ajuda porque é bonito&#8221;. Ajudam por que é necessário.</p>
<p>O incansável arquiteto <a href="http://www.jaimelerner.com/">Jaime Lerner</a> é um exemplo. Mais do que ter sido prefeito de Curitiba e governador do Paraná, <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/conteudo_258392.shtml">fez trabalhos incríveis</a> no planejamento urbano da cidade e em vários aspectos sociais do estado. Lerner tinha tudo para se render à burocracia e à cultura de &#8220;coronéis&#8221; do nosso país, mas teve jogo de cintura para escapar das armadilhas e deixar a sua boa vontade trabalhar. Como é bom encontrar gente que não age só visando interesses próprios, não?</p>
<p>Outro exemplo é o jovem <a href="http://twitter.com/rene_silva_rj">Rene Silva</a>, que ficou conhecido por relatar os acontecimentos da ocupação do Complexo do Alemão pela polícia do Rio de Janeiro, mas que, muito mais do que isso, criou o jornal <a href="http://www.vozdascomunidades.com.br/">Voz das Comunidades</a>, que vem ajudando na resolução dos problemas da localidade.</p>
<p>Outro exemplo que achei fantástico foi o do <a href="http://livroseafins.com/">Alessandro Martins</a>, que colocou em prática uma ideia absurdamente simples, mas por isso mesmo genial: uma <a href="http://bibliopote.com/">biblioteca livre numa padaria</a> de Curitiba, onde qualquer pessoa pode pegar um livro sem se cadastrar, sem pagar e devolver a publicação quando quiser.</p>
<p>O encerramento do evento foi feito por <a href="http://twitter.com/gilgiardelli">Gil Giardelli</a>, que, com uma palestra em ritmo alucinante, motivou por mostrar como o mundo digital é repleto de possibilidades pelo simples fato de ser movido pelo mesmo elemento-chave do mundo real: as pessoas, evidenciando que, na verdade, não há mundos distintos, apenas novos meios.</p>
<p>E há vários outros exemplos, que não menciono somente para não alongar demais o texto. Sabe, o TEDxCuritiba confrontou a crença de que esse tipo de discussão só trata de problemas. O que eu vi por lá, na verdade, foram soluções, iniciativas ou, ao menos, tentativas concretas.</p>
<p>Pegue, como referencial, o trabalho do Alessandro Martins. Trata-se de uma ideia tão simples, mas que pode fazer a diferença para pessoas que até então não se sentiam motivadas a ler. E mais: o fato de não haver cadastro ou prazo para a devolução do livro alimenta a sensação de confiança das pessoas, fazendo-as se sentirem parte de algo.</p>
<p>Percebe? É um trabalho simples, que não resolve os problemas do mundo e que, certamente, não atinge a mesma quantidade de pessoas que se beneficiam do projeto de transporte público do Jaime Lerner, por exemplo, mas que se torna absurdamente grandioso quando somado a outras iniciativas que fazem diferença à sociedade.</p>
<p>Saber de exemplos de corrupção, de má administração pública, de preconceito sexual, de violência, de educação ruim e de tantos outros problemas nos fazem ter a sensação de que não há mais jeito, que temos que ser espertos &#8211; e egoístas &#8211; para sobreviver ou, quando muito, para nos sobressairmos.</p>
<p>E essa sensação piora quando você se depara com pessoas que possuem maiores chances de se engajar em algo, mas que não se envolvem porque a sua inteligência, a sua cultura ou a sua situação financeira diferenciada é um merecimento que automaticamente a isenta de qualquer outra questão não relacionada aos seus interesses.</p>
<p>Mas, ter estado no TEDxCuritiba me fez perceber que, apesar dessa atmosfera de &#8220;ih, já era&#8221; ou de &#8220;ainda bem que não é comigo&#8221;, ainda tem muita gente de boa vontade por aí. Gente inquieta, que não se contenta, que não se conforma e que, portanto, enxerga possibilidades em coisas que parecem irracionais, mas que, na verdade, podem ser executadas com os pés nos chãos quando moldadas pela criatividade e pelo empenho.</p>
<p>E sabe o que é mais interessante? O TEDxCuritiba deixou claro que não precisamos liderar um grande projeto social ou colocar em prática uma ideia complexa para contribuirmos. Pequenas atitudes são uma boa maneira de começar. Coisas simples mesmo, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Descartar lixo eletrônico em postos de coleta adequados (mesmo se der um pouco mais de trabalho);</li>
<li>Ser paciente em incidentes no trânsito (mesmo quando você estiver com a razão);</li>
<li>Dizer bom dia, por favor, e obrigado (por incrível que pareça);</li>
<li>Doar os livros que só ocupam espaço na sua estante;</li>
<li>Relatar na internet uma experiência que possa ajudar outra pessoa (como você lidou com um determinado tipo de cirurgia, por exemplo);</li>
<li>Se queixar nos órgãos certos de problemas que você enfrentou como consumidor (sua reclamação pode evitar que outras pessoas passem por aquele problema);</li>
<li>Doar sangue de vez em quando (algo inclusive que eu tenho que começar a fazer);</li>
<li>Em uma situação trágica &#8211; um incêndio ou um acidente de trânsito &#8211; se manter longe do lugar caso não possa ajudar em nada;</li>
<li>Preferir um produto que consome menos energia (mesmo se for um pouco mais caro);</li>
<li>Deixar o carro na garagem quando o veículo puder ser facilmente substituído por outro meio de transporte.</li>
</ul>
<p>Bom, para encerrar, links que encontrei para outros textos sobre o TEDxCuritiba:</p>
<ul>
<li><a href="http://innovaservice.wordpress.com/2011/07/19/design-thinking-e-o-contexto-urbano/">Design Thinking e o contexto urbano</a>;</li>
<li><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/blog/girosustentavel/?id=1148405&amp;tit=tedxcuritiba-2011-%E2%80%93-pessoas-transformando-cidades">TEDxCuritiba 2011 – Pessoas transformando cidades</a>;</li>
<li><a href="http://vocesa.abril.com.br/blog/pessoas-do-seculo-21/2011/07/19/esse-dia-sera-lembrado-como-o-dia-em-que-um-museu-viveu-de-futuro-tedxcuritiba/">Esse dia será lembrado como o dia em que um museu viveu de futuro</a>;</li>
<li><a href="http://fonte.miti.com.br/blog/tedxcuritiba-um-evento-que-transformou-a-cidade">TEDxCuritiba, um evento que transformou a cidade</a>;</li>
<li><a href="http://www.monkeybusiness.com.br/blog/index.php/2011/07/18/monkeybusiness-no-tedxcuritiba/">MonkeyBusiness no TEDxCuritiba</a>;</li>
<li><a href="http://livroseafins.com/como-foi-o-tedx-curitiba/">Como foi o TEDxCuritiba</a>.</li>
</ul>
<p>O recado é esse: mova-se! A vida se torna muito mais interessante quando levantamos a cabeça e deixamos de enxergar apenas o próprio umbigo <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Rush &#8211; Tom Sawyer.</em></p>
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		<title>De novo: salve-se quem puder!</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 17:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estudei nela da 5ª à 8ª série. Sempre me impressiono com a sensação de que a escola era muito maior quando eu ia para lá de segunda à sexta. Bom, pelo menos nas minhas lembranças, ela é muito maior. Essa interessante experiência de nostalgia é a única coisa que salva o meu bom humor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estudei nela da 5ª à 8ª série. Sempre me impressiono com a sensação de que a escola era muito maior quando eu ia para lá de segunda à sexta. Bom, pelo menos nas minhas lembranças, ela é muito maior. Essa interessante experiência de nostalgia é a única coisa que salva o meu bom humor quando vou votar, porque quanto às eleições em si, há tempos que não tenho qualquer tipo de expectativa.</p>
<p>Assim, como faço desde 2004, votei nulo nas eleições municipais de hoje. E não votei como forma de protesto ou algo parecido, votei nulo simplesmente porque não encontrei candidatos que me convençam. Eu sei que pessoas bem intencionadas e merecedoras de votos existem. O problema é encontrá-las, ou melhor, ter paciência para encontrá-las, pois somos bombardeados de tal maneira com as bizarrices e as mesmices de sempre por parte da maioria dos candidatos, que é difícil ter ânimo para tentar achar alguém digno de voto.</p>
<p><img style="max-width: 800px; float: right; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px;" src="http://ealecrim.net/wp-images/urna_e.jpg" alt="Urna eletrônica com mensagem 'FIM, seu trouxa'" />Já não suporto mais encontrar como candidatos pessoas que não aparentam ter qualquer preparo para assumir um cargo público, assim como personalidades que utilizam de sua pseudo-fama para ocupar uma confortável cadeira nas câmaras municipais e levar uma boa soma mensal de dinheiro por isso, e candidatos a prefeito que fazem promessas absurdas e visivelmente focadas em atrair as camadas mais pobres da sociedade.</p>
<p>E não é para menos: é na população mais humilde e menos instruída que se concentra a maioria dos votos dos quais um candidato precisa, portanto, as campanhas políticas prometem novos hospitais, novas creches, bolsa-isso, bolsa-aquilo, obras que vão acabar com os problemas do trânsito, e assim se segue. É inegável que a maioria dessas propostas são interessantes, mas ninguém leva em conta que os custos de boa parte desses projetos são permanentes. Não basta construir, é preciso manter. A falta de uma política rigorosa de gastos públicos é UM DOS motivos que levam hospitais e escolas a não terem recursos suficientes para suas operações, que fazem com que funcionários públicos passem longos períodos sem reajuste salarial, que tornam as estradas opções interessantes para quem gosta de brincar com o perigo e assim por diante.</p>
<p>Mas, para aquela parcela da população que sofre todo dia em ônibus lotados, que não encontra assistência digna em hospitais, que vive à mercê de bandidos nas localidades mais pobres e que, mesmo assim, entra em alvoroço quando um político visita a sua região, isso não importa. Não importa porque essas pessoas não compreendem, não conseguem desenvolver um senso crítico apurado que as permitam enxergar o que estão, de fato, fazendo com o seu voto.</p>
<p>E é isso que me desanima. É isso que me faz cometer o erro de sequer avaliar as propostas dos candidatos que me parecem mais sérios. E aí, na prática, continuamos naquele círculo vicioso do &#8220;salve-se quem puder&#8221;&#8230;</p>
<p><i>Ao som de Anathema &#8211; Fragile dreams.<br /></i></p>
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		<title>É, aprovaram a nova lei do estágio&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 15:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa é certa: boa parte das empresas brasileiras que contratam estagiários o fazem principalmente porque esta é uma forma de se obter mão-de-obra barata. Eu mesmo passei por isso. Nos estágios que fiz durante a minha vida acadêmica, o meu nível de responsabilidade e cobrança era quase igual ao de funcionários experientes. Por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa é certa: boa parte das empresas brasileiras que contratam estagiários o fazem principalmente porque esta é uma forma de se obter mão-de-obra barata. Eu mesmo passei por isso. Nos estágios que fiz durante a minha vida acadêmica, o meu nível de responsabilidade e cobrança era quase igual ao de funcionários experientes.</p>
<p>Por um lado isso é bom: faz você entrar no ritmo do que entendemos como mercado de trabalho, te ensina a lidar com outras pessoas e, obviamente, reforça os seus conhecimentos sobre a área que escolheu (desde que o estágio seja relacionado a essa área, é claro).</p>
<p>O problema é que, muitas vezes, a jornada de trabalho é tão puxada que atrapalha os seus estudos. Seu salário, ou melhor, sua bolsa-auxílio, corresponde à metade do salário de um funcionário com funções parecidas. Não ter direito a férias e a outros benefícios também é ruim, mas somente quando você percebe que o que te torna diferente de um funcionário é unicamente o que está escrito em sua carteira de trabalho, porque o resto é igual.</p>
<p>É claro que há exceções. Eu mesmo tive sorte de estagiar em uma multinacional que me ensinou muito, me deu responsabilidades que eu queria, me fez trabalhar em uma jornada de apenas 30 horas semanais, me pagava bem e, acima de tudo, respeitava a minha condição de estudante: se eu necessitasse faltar para fazer algum trabalho acadêmico ou mesmo para estudar para uma prova, bastava falar com a chefe e ficava tudo resolvido.</p>
<p>Mas, como eu disse, essa não é a realidade de boa parte das empresas. Certamente foi isso que fez com que uma <a target="_blank" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL774980-5604,00-LULA+SANCIONA+LEI+QUE+REGULAMENTA+ESTAGIO.html">nova lei de estágio fosse aprovada recentemente</a>. Há várias mudanças que beneficiam o estagiário, como obrigatoriedade de férias, carga horária semanal limitada, contrato com duração de até 2 anos e número máximo de estagiários de acordo com a quantidade de funcionários. Neste último, se uma empresa tiver mais de 25 funcionários, por exemplo, poderá ter até 20% de estagiários.</p>
<p>Eu aprovo a nova lei e, para ser sincero, acho que ela chegou tarde, mas não posso negar que alguns problemas poderão ocorrer: diante das novas medidas, a quantidade de estágios disponíveis pode cair, portanto, muitos estudantes poderão ter maior dificuldade para ingressar no mercado de trabalho.</p>
<p>De qualquer forma, uma mudança se faz necessária. Estágio é estágio, não mão-de-obra barata! Para muitas empresas, contratar funcionários é difícil, eu sei, há muito ônus e tal, mas não vejo isso como desculpa para condicionar estagiários como solução para esse problema, principalmente quando o estudante é colocado em funções que em pouco ou nada lhe acrescentam.</p>
<p>Essa lei é muito recente, portanto, ainda é cedo para termos certeza dos impactos &#8211; positivos e negativos &#8211; que ela terá. Por isso, é importante ao estudante interessado em um estágio procurar vagas em empresas que realmente podem lhe trazer benefícios. Para encontrar essas empresas, procure dicas na internet, converse com colegas de escola ou faculdade que já estão inseridos no mercado de trabalho (quem sabe não rola o tradicional &#8220;QI&#8221;?) e, acima de tudo, esteja ligado em tudo o que acontece na área que escolheu. Se você se esforçar, certamente conseguirá encontrar um estágio que realmente é um estágio <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de The Aerium &#8211; Wanderer.</i></p>
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		<title>Feiras de ciências &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 17:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um período onde a educação já estava à beira do precipício, eu me orgulho de ter participado de quatro feiras de ciências durante a minha vida estudantil. Passei tanto o ensino fundamental (antigo 1º grau) quanto o ensino médio (antigo 2º grau) em escolas públicas, o que significa que falta de condições adequadas para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um período onde a educação já estava à beira do precipício, eu me orgulho de ter participado de quatro feiras de ciências durante a minha vida estudantil. Passei tanto o ensino fundamental (antigo 1º grau) quanto o ensino médio (antigo 2º grau) em escolas públicas, o que significa que falta de condições adequadas para os estudos era uma constante. Mesmo assim, durante as quatro feiras, alunos e professores conseguiram verdadeiras proezas!</p>
<p>A primeira feira de ciências que eu participei aconteceu quando eu estava na sexta série. No sorteio, a minha sala recebeu a função de criar, organizar e coordenar um ambiente de jogos de tabuleiro. O meu grupo ficou responsável pelos tabuleiros de dama. Um detalhe: todos os jogos tinham que ser montados por nós. Não podíamos simplesmente ir em uma loja e comprar os tabuleiros. A única exceção foi para o grupo responsável pelos jogos de futebol de botão.</p>
<p>A nossa sala ficou abarrotada de jogos: damas, xadrez, perguntas e respostas, futebol de botão, dominó, soletração, entre outros. Como conseqüência, a sala também ficou abarrotada de gente. Pais jogavam contra filhos, havia torcida para o futebol de botão, meus colegas de sala perdiam mais tempo ensinando o povo a jogar xadrez do que organizando as partidas em si. Os tabuleiros do meu grupo eram os mais disputados, afinal, todo mundo sabe jogar damas. As disputas entre as tampinhas de Coca-Cola e a tampinhas de Sprite duraram o dia todo. As pessoas faziam fila para entrar na nossa sala e reclamavam dos jogadores que já estavam dentro e demoravam para sair. Na única vez que abandonei o meu posto para descansar, fiquei surpreso ao saber que somente a nossa sala e sala que travava de sexualidade estavam disputadas.</p>
<p>Só ficamos realmente aliviados lá pelas 18 horas, quando todas as salas foram fechadas e o povo se dirigiu ao pátio para assistir às apresentações que aconteceriam ali. A primeira foi uma peça de teatro, com direito a beijo de novela! A segunda foi a apresentação de um coral (ou algo próximo a isso). A terceira e última atração foi um grupo de dança: meninas de 12 ou 13 anos com roupas curtas dançando uma música do Latino (Oh, baby me leva&#8230;).</p>
<div align="left"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mbeakman.jpg" alt="Mundo de Beakman"/><br /><i><small><a target="_blank" href="http://www.beakmansworldtv.com/">Mundo de Bekman</a> &#8211; fonte de inspiração das feiras</small></i></div>
<p>A segunda feira de ciências que eu participei aconteceu dois anos depois, quando eu estava na 8ª série. Desta vez, a minha sala teria que apresentar experiências científicas (justo em uma feira de ciências, que coisa, não?). Ao contrário da primeira feira, desta vez eu fiquei em um grupo bastante desorganizado. No final das contas, decidimos fazer um vulcão de argila que entrava em erupção com uma combinação de bicarbonato de sódio, água, mais alguma coisa para dar o aspecto de lava e outros produtos dos quais não lembro.</p>
<p>Nosso professor aceitou o trabalho, mas disse que, em comparação com os outros grupos, nossa proposta era muito fraca (pura implicância!), então teríamos que arranjar uma segunda experiência. Com menos de uma semana para a feira começar, arranjar um segundo trabalho era missão impossível. A coisa estava tão complicada que tentamos desmanchar o grupo de forma que cada integrante pudesse entrar em outro, mas não tivemos permissão do professor para isso.</p>
<p>Quando tudo parecia perdido, um canudo, um copo d&#8217;água e um pedaço de papel nos salvaram. Eu lembrei de uma experiência mostrada em um programa da TV Cultura (acho que o X-Tudo) que usava apenas esses materiais. Era um procedimento simples: eu teria que cortar o canudo de forma que uma parte ficasse maior que a outra. A parte maior tinha que ficar inserida dentro do copo com água. Com a parte menor, eu deveria fazer um ângulo de 90º graus com a parte maior. Com a outra ponta da parte menor, eu deveria soprar, soprar com força. O resultado era um tipo de spray feito totalmente à mão. A folha de papel servia justamente para receber os jatos de água.</p>
<p>Com desconfiança, nosso professor aceitou essa experiência, então, no dia da feira, lá estávamos, com uma mesa que continha um vulcão feito de argila e um copo d&#8217;água com um canudo cortado dentro. Sabe, os outros grupos tinham experimentos muito interessantes. Mostravam coisas se transformando dentro d&#8217;água, brincavam com jogos de ilusão de óptica, faziam uma cidade construída em maquete ser iluminada com uma mini-hidrelétrica, enfim. Naturalmente, durante o início da feira, as atenções ficaram concentradas nesses trabalhos.</p>
<p>O nosso vulcão, embora bem feito, não conseguia atrair a atenção dos visitantes, pois eles estavam ocupados com os outros experimentos. O jeito foi ficar lá, sentado, esperando algum interessado aparecer. Quem apareceu foi um integrante do nosso grupo, que faltava tanto às aulas que o chamávamos de &#8220;turista&#8221;. Ele chegou, olhou para nossa mesa, depois para as outras bancadas e falou: &#8220;guenta firme, aí&#8221;.</p>
<p>Um hora depois ele voltou trazendo uma caixa. Eu tive que sair assim que ele chegou, já que o nosso professor pediu para que eu ajudasse um outro grupo, já que eu não estava fazendo nada&#8230; ¬¬ Quando voltei, a situação era totalmente diferente. O &#8220;turista&#8221; fez todo um esquema de iluminação para chamar a atenção para o nosso grupo e, como se não bastasse, pediu para que seus amigos de skate fizessem propaganda do nosso trabalho na porta da escola. </p>
<p>A mudança foi da água para o vinho. Tivemos que correr para comprar mais bicarbonato e outros produtos, pois todo mundo queria ver o vulcão em ação. Uma das jogadas do &#8220;turista&#8221; foi justamente inserir um lâmpada debaixo da borda da boca do vulcão, dando, de fato, um aspecto de fogo à falsa lava. Para completar, ele ainda conseguiu um espacinho para colocar gelo seco e gerar fumaça. De quebra, eu mostrava ao pessoal que olhava o vulcão como funcionava o spray à base de canudo e água. Não preciso nem dizer que fiquei tonto várias vezes de tanto soprar.</p>
<p>No final das contas, o nosso grupo, que não tinha qualquer expectativa de fazer um bom trabalho, ficou com o segundo lugar de toda a escola. A votação foi feita pelos próprios visitantes da feira. Perdemos &#8211; adivinhe! &#8211; apenas para um grupo que tratou de sexualidade. O único problema é que até hoje estamos esperando o nosso prêmio, mas, enfim.</p>
<p>Quanto às outras duas feiras, continua no próximo capítulo. Até lá <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de Iced Earth &#8211; Blessed are you.</i></p>
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		<title>Conselho de amigo: pague à vista!</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 19:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, meus amigos, só faltou eu estourar champagne para comemorar o fim da CPMF. Não que esse imposto pesasse tanto no bolso, mas estou de saco cheio de dar BOA PARTE do meu dinheiro para o governo e ter como retorno estradas em péssimas condições, hospitais ruins, transporte público precário, educação falida, etc, etc e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, meus amigos, só faltou eu estourar champagne para comemorar o fim da CPMF. Não que esse imposto pesasse tanto no bolso, mas estou de saco cheio de dar BOA PARTE do meu dinheiro para o governo e ter como retorno estradas em péssimas condições, hospitais ruins, transporte público precário, educação falida, etc, etc e etc. A expectativa era a de que o governo compensasse as perdas com a extinção da CPMF gastando melhor o nosso suado dinheiro, mas, no fundo, todo mundo sabia que o assunto não morreria aí.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2007/09/gverd.jpg" alt="Em Brasília" /></p>
<p>E não morreu. Tão logo 2008 começou, o governo anunciou um pacote de medidas para evitar um rombo nos cofres públicos. Entre as novidades, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u360168.shtml" target="_blank">está o aumento na cobrança do IOF</a> (Imposto sobre Operações Financeiras). Na prática, isso significa que, quando você comprar um produto a prazo, pagará juros ainda maiores. </p>
<p>Não é necessário ser especialista em economia para saber que compras financiadas nunca foram um bom negócio, embora muitas vezes isso seja inevitável. Agora, mais do que nunca, é necessário fazer esforço para comprar à vista. As vantagens são inúmeras, por exemplo:</p>
<p>- pagando à vista, é possível conseguir um desconto. Se o vendedor da loja se negar a negociar, basta dizer &#8220;ok, obrigado, vou comprar em outro lugar&#8221;;</p>
<p>- pagamento à vista lhe proporciona a ótima sensação de ter uma conta a menos para pagar no mês seguinte;</p>
<p>- ao parcelar um pagamento, você corre o risco de não conseguir honrar as dívidas e ter seu nome cadastrado em entidades de defesa ao crédito;</p>
<p>- pagando à vista você diminui sensivelmente as chances de perder o controle sob suas finanças.</p>
<p>É claro que há situações em que o pagamento à prazo é inevitável. Nestes casos, a dica é optar pelo menor número de parcelas possível. Isso porque, quanto mais parcelas um financiamento tiver, maiores serão os seus gastos. Além disso, pesquisar para saber qual empresa oferece taxa de juros menores também é uma prática a se considerar.</p>
<p>Por fim, fuja dos empréstimos bancários. Aperte o cinto, deixe de comprar, economize na cervejinha do fim de semana, mas não peça dinheiro emprestado aos bancos. Os juros são exorbitantes! Da mesma forma, não caia no truque do pagamento mínimo dos cartões de crédito. Pague a fatura de uma vez e, se necessário, cancele o seu cartão para evitar gastos maiores.</p>
<p>Por mais difícil que lhe pareça, coloque essas dicas em prática. Pelo menos, tente. A corrupção nunca deixará de existir, os impostos nunca diminuirão (no máximo, serão substituídos por outros, como o que vemos agora) e os bancos sempre tentarão extrair o máximo de você. Portanto, uma reação, por menor que seja, pode diminuir os furos existentes no seu bolso&#8230;</p>
<p><i>Ao som de Kamelot &#8211; Silence of darkness.</i></p>
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		<title>Deviam usar o nome correto!</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 12:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse papo todo da prorrogação da CPMF já está enchendo o saco, mesmo porque todo mundo sabe que vamos continuar pagando esse maldito imposto. O problema, na minha opinião, não é pagar, mas saber que esse dinheiro não vai ser usado para os propósitos iniciais, mas enfim&#8230; Confesso, no entanto, que fico pensando no desrespeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse papo todo da prorrogação da CPMF já está enchendo o saco, mesmo porque todo mundo sabe que vamos continuar pagando esse maldito imposto. O problema, na minha opinião, não é pagar, mas saber que esse dinheiro não vai ser usado para os propósitos iniciais, mas enfim&#8230;</p>
<p><img src='http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2007/09/gverd.jpg' alt='Em Brasília' /></p>
<p>Confesso, no entanto, que fico pensando no desrespeito ao cidadão brasileiro. Não, não estou falando da corrupção ou do mau uso do dinheiro público, já que isso não tem jeito mesmo, estou falando do nome enganoso da CPMF, sigla para <em>Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira</em> ou <em>Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira</em> (amém).</p>
<p>A manutenção da palavra <strong>Provisória</strong> na sigla é uma sátira, só pode ser. O correto seria substituí-la por <strong>Permanente</strong> ou por <strong>Prorrogável</strong> ou, ainda, sendo mais ousado, por <strong>Partidária</strong>.</p>
<p>No dia em que corrigirem o significado de CPMF utilizando uma dessas palavras, terei a certeza de que o governo trabalha em prol dos interesses dos brasileiros. Afinal, se é para continuar passando a mão no nosso dinheiro, que isso seja feito da maneira mais correta possível, concorda?</p>
<p><em>Ao som de Kamelot &#8211; EdenEcho.</em></p>
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		<title>A canseira do Cansei</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 13:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim como um bebê conta com o choro para expressar seus anseios, o povo conta com o protesto para expressar sua insatisfação. Um protesto bem feito requer tempo, paciência, persistência e, acima de tudo, grande adesão. É possível encontrar todos esses elementos e incentivos para mantê-los quando um protesto é bem organizado e direcionado. Pensei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como um bebê conta com o choro para expressar seus anseios, o povo conta com o protesto para expressar sua insatisfação. Um protesto bem feito requer tempo, paciência, persistência e, acima de tudo, grande adesão. É possível encontrar todos esses elementos e incentivos para mantê-los quando um protesto é bem organizado e direcionado. Pensei que o movimento <a href="http://www.cansei.com.br/" target="_blank">Cansei</a> teria boas chances de somar todas essas características, todavia, ao buscar mais informações, descobri que a coisa não era tão simples e harmônica assim&#8230;</p>
<p>Não lembro se foi por e-mail ou se foi em algum noticiário que tomei conhecimento do <a href="http://www.cansei.com.br/" target="_blank">Cansei</a>. Para quem não sabe, trata-se de um movimento que convida o povo a comparecer em frente à Catedral da Sé, em São Paulo, no dia 17 de agosto (2007) para fazer um minuto de silêncio em protesto contra todos os problemas que estamos enfrentando no país. De acordo com o site da campanha, a iniciativa já conta com a participação de artistas, personalidades famosas, empresários, formadores de opinião e representantes de entidades religiosas. Na frente de tudo, está a <a href="http://www.oabsp.org.br/" target="_blank">OAB de São Paulo</a>.</p>
<p>Até aí, nada de mais, correto? Bom, de início, confesso que estranhei a falta de incentivo à participação do público jovem, isto é, dos estudantes. Mas pouco me prendi a essa questão, já que o protesto faz um convite a toda população, sem distinção de idade ou de atividade. Passei então a ler o conteúdo oferecido na própria página do movimento Cansei, decisão essa que resultou em uma grande surpresa: a Philips do Brasil está apoiando a causa, inclusive meteu  a mão no bolso para veicular campanhas publicitárias!</p>
<p>Oras, como uma empresa de nível internacional ousa se meter em assuntos estritamente políticos? De certo que a iniciativa partiu do presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo que, como qualquer cidadão, tem o direito de expressar sua indignação com os problemas que afetam o país, mas só o deve fazer usando o próprio nome. Se ele coloca o nome da própria empresa no meio dessa história, é porque quer posicioná-la integralmente no assunto, coisa que um executivo só faria sem o alvará da matriz se estiver louco. Na minha opinião, isso quer dizer que a Philips tem algum interesse nisso, e provavelmente não são as questões sociais. O que será, então?</p>
<p>Fiquei intrigado. Comecei então a pesquisar mais pelo assunto, mas essa pesquisa durou pouco. Por quê? Porque eu cansei, assim, logo de cara. A mídia resume o movimento e todas as manifestações contrárias ao protesto como sendo uma guerra onde um lado é a favor do governo Lula e o outro, contra. Essa visão é entendida por alguns como sendo também uma disputa &#8220;pró PT&#8221; versus &#8220;contra PT&#8221;. Mas aí <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0208200714.htm" target="_blank">Zottolo diz à Folha</a> que o movimento Cansei é um ato de indignação contra os problemas que afetam o país, não contra o governo. Se é assim, por que João Dória foi envolvido na história, justamente um dos apoiadores de Geraldo Alckmin? E, novamente pergunto, o que a Philips tem a ver com isso?</p>
<p>Não sei e dificilmente saberei, mas estou certo de que tem alguma coisa estranha aí. Não existe almoço grátis, logo é possível que haja outros interesses por trás dessa campanha. No final das contas, vai tudo continuar a mesma merda de sempre: vamos continuar convivendo com o caos aéreo, com a violência descarada, com os escândalos no governo, com as greves, com a burocracia excessiva, com impostos altos, com os buracos nas estradas, com a educação falida, enfim. Isso cansa, viu? E como cansa&#8230;</p>
<p>Referências: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0208200714.htm" target="_blank">Folha</a>, <a href="http://www.noticiasdot.com/wp2/2007/08/14/philips-brasil-encabeza-movimiento-anti-lula/" target="_blank">Notidiasdot.com</a>, <a href="http://noticias.uol.com.br/uolnews/brasil/reportagens/2007/08/14/ult2616u423.jhtm" target="_blank">UOL News</a>, <a href="http://news.google.com.br/news?hl=pt-BR&#038;ned=pt-BR_br&#038;q=cansei" target="_blank">Google News</a>.</p>
<p><em>Ao som de Legião Urbana &#8211; Faroeste Caboclo.</em></p>
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		<title>Uma reação pequena, mas uma reação</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Nov 2006 02:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É difícil aos paulistanos reconhecer que a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo está nas mãos das máfias. Queria eu me referir apenas ao PCC, mas não é preciso fazer uma análise muito profunda para perceber que essa organização criminosa não é a única por aqui. Há também a máfia do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil aos paulistanos reconhecer que a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo está nas mãos das máfias. Queria eu me referir apenas ao PCC, mas não é preciso fazer uma análise muito profunda para perceber que essa organização criminosa não é a única por aqui. Há também a máfia do transporte público &#8211; que é a que destacarei neste texto &#8211; e as máfias das organizações governamentais, presentes, na verdade, em todo o Brasil.</p>
<p>São Paulo tem uma das maiores frotas de ônibus do mundo, mas também é uma das piores. Para ter uma idéia da máfia que é esse sistema, não houve nenhum grupo de outros estados brasileiros que participaram das licitações que ocorreram no governo da Marta Suplicy. É claro que há interesse de outros empresários, mas ninguém se atreveu a concorrer com os poderosos daqui. Não houve quem ousasse, por exemplo, enfrentar o grupo Ruas, dono de metade da frota de ônibus de São Paulo (presente também em outras cidades) e simplesmente proprietário da CAIO Induscar, uma das maiores montadoras de carrocerias de ônibus urbanos do mundo.</p>
<p>Como a prefeitura falha completamente na gestão do transporte público, a conseqüência não poderia ser outra: o paulistano é obrigado a usar serviços precários, com alguns ônibus novos, mas de baixa qualidade, atrasos constantes, frota insuficiente, lotação extrema, veículos sujos e mal conservados. Por investirem tão pouco, os empresários acabam fazendo fortuna, mesmo transmitindo uma imagem de &#8220;coitadinhos&#8221;, alegando falta de recursos para isso e para aquilo.</p>
<p>Gilberto Kassab, nosso atual prefeito (ocupou o cargo após a saída do José Serra), numa visível demonstração de que acha o povo imbecil, esperou as eleições terminarem para anunciar um aumento na tarifa de ônibus (que já é cara): de R$ 2,00 para R$ 2,30. Na verdade, esse aumento não é necessário agora, mas sua intenção é evitar que isso ocorra em 2008, ano de eleições. Está claro que esse maldito e toda sua escória sabe que o povo tem memória fraca e não vai se lembrar do aumento que ocorreu em 2006.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/protesto_sp.jpg" align="right" />Bom, ao menos houve alguma reação. Um grupo de estudantes convocados pela UNE (União Nacional dos Estudantes) tem feito protestos pela cidade, pena que em baixa quantidade de participantes. Se houvesse um número muito maior de manifestantes, a situação seria mais favorável. Falta, na verdade, uma participação mais expressiva de toda a população, não só dos mais jovens.</p>
<p>Conforme diz o ditado, o problema do Brasil é o brasileiro. Somos um povo acomodado, de memória muito curta, que aprendeu a achar que o mínimo é um progresso. Faz um político visitar um bairro pobre e o povo fica com um sorriso de ponta a ponta, sentido-se lembrado. É triste ver que são poucos os que enxergam a realidade política como ela é. Mais triste ainda é ver que a maioria aceita tudo o que lhe é imposto muito facilmente, sem questionar.</p>
<p>Sabe o que acho pior? O fato de isso tudo me lembrar do livro 1984, de George Orwell. Em muitos aspectos, essa obra é de uma realidade espantosa. Quem leu, sabe do que estou falando&#8230;</p>
<p><i>Ao som de Tristania &#8211; Circus.</i></p>
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		<title>Percai todas as esperanças, ó vós que votais!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Sep 2006 20:13:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda há muito tempo para decidir, mas já escolhi para quem irei votar nas eleições desse ano. Devo confessar, no entanto, que farei isso a contragosto, pois considero o processo eleitoral um verdadeiro tormento. A começar pelas propagandas. Assistir as propostas dos candidatos na TV é igual ou pior que ver um programa de baixaria. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda há muito tempo para decidir, mas já escolhi para quem irei votar nas eleições desse ano. Devo confessar, no entanto, que farei isso a contragosto, pois considero o processo eleitoral um verdadeiro tormento.</p>
<p>A começar pelas propagandas. Assistir as propostas dos candidatos na TV é igual ou pior que ver um programa de baixaria. Candidatos à Presidência fazem promessas sobre ações que cabem aos municípios executar, o que já tira minha confiança. É possível notar que o interesse dos partidos é prioridade absoluta, do contrário, José Serra não teria ficado na Prefeitura de São Paulo por pouco mais de um ano para depois concorrer ao cargo de governador do estado. Talvez ele não tivesse tido votos suficientes se os eleitores soubessem que seu mandato ia durar tão pouco.</p>
<p>O Tribunal Superior Eleitoral tem feito campanhas para incentivar o voto consciente. Os argumentos são válidos, mas é tarefa por demais complicada identificar candidatos sérios e comprometidos com os interesses do país. Não é para menos: são tantos escândalos que a imagem de qualquer político pode facilmente se tornar negativa.</p>
<p>Falam de maneira elogiosa da democracia brasileira. Sinceramente, não vejo nada de democrático na obrigatoriedade de votar. Eu votaria com gosto, se houvesse seriedade. Mas a realidade é que cada candidato é pior do que o outro, nunca melhor. Mas já que sou forçado, eis os meus votos:</p>
<p>Presidente: Nulo<br />Governador: Nulo<br />Senador: Nulo<br />Deputado Federal: Nulo<br />Deputado Estadual: Nulo</p>
<p>Caso você também tenha intenção de votar nesses candidatos, basta digitar números inválidos (que não são usados) na urna e apertar Confirma.</p>
<p><img src="http://ealecrim.net/wp-images/urna_e.jpg" /></p>
<p><i>Ao som de Nevermore &#8211; I, Voyager.</i></p>
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		<title>Vota em mim (seu idiota)!</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jul 2006 13:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre a mesma história: chega a época das eleições e começa a encheção de saco de candidatos pedindo votos. Só nesta semana, já recebi três propagandas políticas: uma pelo Orkut, outra por Correios e a terceira por telefone. O problema é que eu agi errado: o scrap do Orkut eu deletei sem terminar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre a mesma história: chega a época das eleições e começa a encheção de saco de candidatos pedindo votos. Só nesta semana, já recebi três propagandas políticas: uma pelo Orkut, outra por Correios e a terceira por telefone.</p>
<p>O problema é que eu agi errado: o scrap do Orkut eu deletei sem terminar de ler, a carta eu joguei no lixo e, na ligação que me fizeram, tratei logo de deixar claro que não estava disposto a ouvir nenhuma campanha. Meu erro? Não peguei o nome dos candidatos em nenhum dos casos. Sim, porque se eu não sei em quem votar, ao menos saberia em quem <em>não votar</em>. Se bem que, do jeito que a coisa está, vou ter que praticar o tão popular discurso de votar em branco ou nulo por não considerar nenhum dos candidatos aptos ao cargo que concorrem.</p>
<p>Será que realmente não existe candidatos bons? Eles existem sim, provavelmente são poucos, mas existem. Mas do que adianta elegê-los se a máquina pública, se não corrompê-los, amarrará suas mãos?</p>
<p>Já que sou brasileiro e <strike>não desisto nunca</strike> tenho que aceitar essa realidade, ao menos lutarei pelo direito de não ser incomodado em minha privacidade. Talvez eu fosse mais tolerante se essa gente se lembrasse de me enviar scraps, cartas ou ligações depois de eleito.</p>
<p><em>Ao som de Kamelot &#8211; The Haunting.</em></p>
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