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5/4/2008

O problema são as pessoas

Por Emerson Alecrim

Division BellVou te falar uma coisa: trabalhar em qualquer das áreas da computação não é uma tarefa fácil. O problema não são os computadores, não! Mais cedo ou mais tarde, a gente se entende com eles. O problema são as pessoas! Sabe, mesmo que um profissional da computação não trabalhe com suporte técnico, é conveniente ter algum preparo para lidar com as pessoas, pois para quem não é da área, todo mundo é um técnico de informática. São poucas as pessoas que entendem que, assim como a medicina possui várias especialidades, a computação também as tem: há quem seja especialista em banco de dados, há quem seja especialista em redes, há quem seja especialista em segurança, há quem seja desenvolvedor, etc.

Ninguém é obrigado a entender os detalhes que cercam nossa área, então fazemos o possível para facilitar a vida dos usuários dos nossos serviços. O problema é que nem sempre as pessoas entendem que é não fácil deixar tudo funcionando. Problemas acontecem e, muitas vezes, não sabemos a causa de imediato, o que nos força a investigar. Investigação requer algum tempo e, por conta disso, muita gente acha que estamos enrolando e que o problema, seja ele qual for, é culpa nossa. Está certo que, muitas vezes, é mesmo, mas nem sempre é assim. Um simples defeito em um equipamento pode pôr tudo a perder e nem sempre é fácil descobrir onde, exatamente, está o problema.

Aí sobram xingamentos, ligações de chefes, “eu vou perder o meu projeto por sua culpa”, “com quem eu reclamo?”, “quem é o seu supervisor?” e o diabo a quatro. Mas, somos pacientes, quebramos a cabeça, fazemos coisas que, em outras dimensões, devem ser impossíveis. Logo, tudo volta a funcionar. Daí as reclamações cessam, os chefes param de sacudir o chicote e nós corremos para o bar desafogar o estresse, afinal, o garçom e a cerveja são os únicos que não nos torram a paciência.

Aí vem o dia seguinte. Tudo está correndo bem, então a gente pode cuidar dos nossos afazeres do ponto em que paramos. Mas aí, de repente, alguém bate na porta. Aquele mesmo desgraçado que estava te xingando ontem entra sorridente, dizendo aquele “bom dia” de quem é a pessoa mais feliz do mundo e, em mãos, traz um laptop:

- Estou com um probleminha aqui e preciso da ajuda de vocês…
- Ah, entendo, mas nós não somos do suporte técnico…
- Ah, mas vocês são da informática…

Mesmo não tendo obrigação nenhuma, a gente ajuda o indivíduo, algumas vezes para se livrar logo dele para voltarmos às nossas atividades, afinal, também temos nossas obrigações, não ficamos o dia todo esperando alguém aparecer para ser ajudado.

Profissionais de TI (Tecnologia da Informação) também têm vida e, muitas vezes, precisamos lidar com assuntos que não dominamos. Aí, eu procuro um contador para tirar uma dúvida sobre imposto de renda, mas ele diz que só lida com assuntos contábeis da própria empresa e, para assuntos particulares, cobra uma pequena comissão, para não desvalorizar seu conhecimento. Significa então que, no dia em que eu te ajudei a resolver um problema no SEU computador, eu deveria ter cobrado também? Ah, mas informática é diferente…

Eu desligo o telefone torcendo para que esse indivíduo tenha um problema em seu computador e volte a me procurar. Mas a sede de vingança logo é esquecida porque eu ainda tenho um problema e não consigo achar a solução. Já que é para pagar, ligo para outro contador - um que eu nunca conversei antes e nunca pediu minha ajuda - e pergunto quanto ele cobra para esclarecer uma dúvida. Ele pergunta o que eu quero saber, dá os esclarecimentos, se nega a cobrar e ainda diz que, se eu precisar de ajuda novamente, é só ligar para ele. Poxa!

Bom, vem mais um dia. O telefone toca, alguém diz que algo não está funcionando. Após conferir, vejo que o problema foi uma falha grosseira de um colega… Não! O erro foi meu mesmo! Bom, aí explico, peço desculpas e me preparo para ouvir os tradicionais xingamentos: ah, tudo bem. Você dá uma ligadinha pra mim quando estiver tudo ok?

É por isso que eu digo, independente do que esteja acontecendo, o maior problema são as pessoas. Você nunca sabe a reação dos outros, da mesma forma que os outros nunca sabem qual é a sua reação. Daí, há conflitos quando poderia haver compreensão e compreensão quando poderia haver conflitos. A verdade é que, no fundo, vivemos criando problemas para as nossas soluções…

PS: a imagem que aparece neste texto é a capa do disco Division Bell, do Pink Floyd. O álbum trata da falta de comunicação entre as pessoas.

Ao som de Tarja Turunen - Walking in the air.

3:15 | Reflexão | 4 comentários


18/2/2008

Conselhos de amigo, nobre calouro

Por Emerson Alecrim

EstudanteHoje, 18 de fevereiro de 2008, é o primeiro dia do ano para muita gente, em especial para alunos de vários colégios, faculdades e universidades espalhadas por aí. Por trabalhar nessa área, sei que todo ano acontece a mesma coisa: no início do semestre letivo, os calouros estão pra lá de empolgados com a nova jornada. Quando chegarem ao final do semestre, muitos estarão em um verdadeiro estado de nervos! Até já escrevi sobre isso aqui

Esse desespero, em parte, é oriundo de um péssimo hábito brasileiro: deixar as coisas para a última hora. Deixar para estudar na véspera da prova ou mesmo hora antes da avaliação começar dificilmente dá bons resultados. Nessas horas, é preferível rezar ou preparar a sua cola, pois, a não ser que você tenha estudado antes e esteja fazendo apenas uma simples revisão, dificilmente terá a bagagem necessária para encarar o exame.

A mesma coisa vale para os trabalhos acadêmicos. Fulano deixa para a última hora e xinga os funcionários da biblioteca ou dos laboratórios de informática porque estes se negam a abrir esses locais antes da hora. Não raramente, também xingam ao constatar que o livro que procurava já está em uso por outro aluno ou que o computador que utiliza não tem o software que precisava.

E não acaba por aí: no auge do desespero (ou da preguiça mesmo), muita gente acessa a internet, seleciona o conteúdo de uma determinada página, pressiona Ctrl + C e, depois de abrir o Word, Ctrl + V. Tem gente que acha que os professores não sabem utilizar a internet e fazem cópias de textos on-line descaradamente. Se esse é o seu caso, meu amigo, vou te contar um segredo: as chances do seu professor já ter visto aquele mesmo texto pelo menos umas 10 vezes no último mês são grandes!

E isso é muito legal: Beltrano está na faculdade ou nos últimos anos do colégio e tudo parece festa. Seus amigos são demais! Tem bar todos os dias a partir da quarta-feira. Baladas imperdíveis na sextas e nos sábados. Seus pais estão bancando todos os gastos ou ele, de alguma forma, conseguiu uma bolsa que ameniza as despesas. Mas ai eu te conto mais um segredo: o tempo não está nem aí para as alegrias alheias e vai fazer o relógio funcionar sem dó nem piedade.

Acostume-se com a idéia: para você realmente conseguir estudar, vai ter que fazer alguns sacrifícios. Você vai ter que ir menos aos bares e às festas. Vai ter quer perder fins de semana. Vai ficar trancado no quarto em companhia dos livros enquanto seus amigos estão na praia. Vai virar noites em claro enquanto seu irmão mais novo tem um sono tranqüilo no quarto ao lado. Vai tomar um café-da-manhã pífio porque acordou atrasado. E tudo isso vai piorar se você tiver que trabalhar ou fazer um estágio.

É difícil, é chato, mas vai por mim: vale a pena! Não tem nada melhor do que chegar no final do semestre e comemorar ao saber que você foi aprovado em cada matéria que fez. E você não precisa passar o semestre inteiro concentrado nos livros, até porque estudar demais também não é bom. Tudo o que você deve fazer é usar o bom senso e controlar os excessos. Assim, você vai chegar no final do período letivo sem o desespero absoluto em que ficam muitos dos alunos que vejo por aí. Palavra de quem conhece muito bem os dois lados da moeda :)

Ao som de Flowing Tears - The marching sane.

10:34 | Reflexão | 1 comentário


2/2/2008

Curso da felicidade?!

Por Emerson Alecrim

Você é uma pessoa azarada? Você só se ferra na vida? Somente o banco te liga? Os pombos sempre escolhem a sua cabeça? Quando você acha dinheiro na rua, a nota é falsa? E você fica triste com tudo isso? Seus problemas acabaram! As Organizações Tabajara A Universidade de Harvard começará a oferecer pela internet, neste mês, o “curso da felicidade”, que ensina “psicologia positiva”. Com essa novidade, por mais ferrado que você esteja em sua vida, você será feliz!

Falso sorrisoÉ sério, Harvard tem mesmo esse curso, e ele é bastante procurado, mesmo custando 700 dólares. Mas, sinceramente, eu vejo esse tipo de ensinamento com desconfiança desde que assisti a palestras que abordavam motivação emocional e temas semelhantes. Não que elas contenham somente instruções inúteis ou ineficazes, mas é porque, dependendo do caso, tenho a impressão de que ensinam os expectadores a tampar o sol com a peneira.

Essa coisa de ter pensamento positivo, de elevar a sua auto-estima e de sorrir para todo mundo para tornar o dia alegre é importante, mas isso não significa que as coisas tenham sempre que ser assim. Eu prefiro ter pensamento negativo, baixa auto-estima e olhar feio para todo mundo do que ter que ser falso para parecer o contrário.

Essa coisa de felicidade, na verdade, é um assunto extremamente complexo. Há coisas que podem me dar momentos de felicidade que podem não significar nada para você e vice-versa. Felicidade não é algo que se busca, se conquista e fica pra sempre, não é tão simples assim. Além disso, sempre me pergunto: a gente nasce apenas para buscar a felicidade? Se sim, o que é, de fato, felicidade?

Viu como esse assunto é extenso e pode render vários “papos-cabeça”? É por isso que eu não confio muito nesses cursos de motivação ou mesmo nesse aí de Harvard sobre psicologia positiva. A vida é complicada demais para que apenas pequenas mudanças de hábito sejam suficientes para melhorá-la. Devemos buscar meios para sermos felizes, sim (independente do que felicidade significa para você), mas devemos fazê-lo sem utilizarmos da ilusão e das falsas verdades que existem por aí.

Ao som de Magica - Shallow Grave.

8:42 | Reflexão | 3 comentários


16/1/2008

Profissão errada, tortura certa

Por Emerson Alecrim

Eu fico impressionado com a quantidade de pessoas que conheço que não gostam da sua profissão. Isso deve acontecer em todas as áreas, mas tenho a impressão de que é mais comum na computação. Na universidade em que trabalho, por exemplo, sei de umas 5 ou 6 pessoas que se encontram nessa situação. E a pergunta natural é: então, por que você escolheu esta área?

As respostas são variadas, mas a maioria responde que as expectativas de boa remuneração e rápida colocação no mercado de trabalho foram as principais influências. Mas, as coisas não são tão simples assim. Boa remuneração se acha e rápida inserção no mercado de trabalho também, mas para quem realmente tem preparo e especialização. Isso significa que a pessoa precisa estudar e trabalhar muito para conseguir o conhecimento necessário, mas ninguém consegue se dedicar tanto a um assunto que lhe causa desinteresse e, não raramente, chateação.

Somente gostando do que faz é que você conseguirá êxito. Quando você gosta, as tarefas deixam de ser um peso e tornam atividades até prazerosas. Por isso, quem fez a escolha errada tem apenas duas opções: aprenda a gostar do que faz ou pula fora o quanto antes! A primeira opção, naturalmente, é muito mais difícil, mas pode ser a saída para quem não quer perder mais tempo.

I don't understand my job - Sam Brown - explodingdog
Imagem de Sam Brown - explodingdog

O que eu percebo nas pessoas que não gostam do seu trabalho é comum em todas elas: no início, até pela alegria de ter conseguido um emprego, há toda uma empolgação. Depois de algum tempo, o desânimo vem e ganha forças com o simples passar dos dias. No auge do desânimo, a pessoa não evolui, executa suas tarefas apenas para se livrar delas, se cansa e se estressa muito facilmente.

Esse desânimo ganha proporções ainda maiores quando a pessoa, além de trabalhar, faz algum curso superior na área. A conseqüente falta de interesse faz com que as aulas se tornem uma tortura. Sinto arrepios só de me imaginar sendo obrigado a estudar Direito, por exemplo, já que essa é uma área que não me atrai nem um pouco. Imagine, então, alguém começando a ter sintomas de rejeição no meio do curso?

Mas é mesmo no ambiente profissional que essa situação pode virar um verdadeiro desastre, pois no trabalho a pressão é real e maior. Para o funcionário é ruim, porque ele se sente forçado a fazer algo que não gosta. Para a empresa, idem, pois ela contratou uma pessoa cujo desempenho está cada vez mais comprometido.

É um erro grosseiro considerar apenas salário e colocação rápida no mercado de trabalho na hora de escolher uma profissão. Essa é uma decisão séria, que precisa ser feita com cuidado e paciência. Eu não sou nenhum especialista no assunto, portanto, posso estar completamente equivocado, mas a minha experiência diz que pessoas bem informadas, que gostam de ler quase tudo o que aparece na sua frente, que gastam algum tempo lendo livros por puro prazer, que visitam lugares variados, que olham mais ao seu redor do que para o próprio umbigo, têm grandes chances de um dia parar, abrir aquele sorriso no rosto e dizer “é isso que eu vou fazer”.

“Arrume um trabalho que lhe dê prazer, e você nunca terá que trabalhar na vida”. Confúcio.

Ao som de To-Mera - Mirage.

21:53 | Reflexão | 5 comentários


16/12/2007

Objetivos para 2007: o que foi alcançado?

Por Emerson Alecrim

alvoNo final de 2006, o Bruno Alves me convidou para informar em meu blog 5 dos meus objetivos para 2007. Agora que restam poucos dias para o início de 2008, o próprio Bruno Alves convocou todos os convidados para avaliar quais objetivos foram alcançados e quais não foram. Bom, vamos lá. Em 2007, eu pretendia:

- Aprender a tocar violão: missão fracassada. Embora eu tenha vontade de aprender, acabei seguindo o velho ritual de deixar para depois, de começar na semana que vem e tal. Mas, como o tempo não dá moleza pra ninguém, o ano acabou…;

- Passar menos tempo na frente do PC:
missão cumprida. Eu era daquele tipo que passava horas e horas seguidas na frente do PC. Só fui me dar conta disso quando o corpo começou a reclamar (dor nas costas, visão cansada, formigamento nas pernas, etc). Verdade é que em 2007 eu usei bastante o computador, mas nada comparado ao que fazia antes. Felizmente, consegui cortar o excesso, e os resultados foram excelentes. Se você tem o mesmo problema, deveria tentar;

- Comprar um Nintendo Wii:
missão fracassada, mas intencionalmente. Eu ainda tenho vontade de ter Wii, ainda mais com o lançamento de Mario Galaxy, mas eu ainda tenho um problema com o fator tempo: em 2007, mal pude dedicar um tempo aos jogos de PC, para você ter uma idéia… Por outro lado, joguei razoavelmente bem o meu velho e querido Nintendo DS;

- Viajar mais: eu viajei bastante esse ano, mas na maioria dos casos, fui para lugares não muito longe e não passei muito tempo por lá, portanto, considero a missão fracassada. Aqui, os compromissos profissionais foram os culpados;

- Me alimentar melhor: missão cumprida. Não posso dizer que mudei totalmente os meus hábitos alimentares, mas deixei de comer muita besteira. Está certo que, por outro lado, esse foi um dos anos em que mais bebi, mas nada comparado a certos amigos meus que, após dezenas de copos, mal conseguiam dizer “vou viajar de Gol para Araraquara”.

Bom, e os meus objetivos para 2008? Olha, se tem uma coisa que aprendi com essa história toda é que planos servem apenas para dar errado, por isso, você não pode abusar deles. Só vale a pena traçar objetivos para coisas realmente relevantes e que exigirão certo esforço, por exemplo: comprar uma casa, mudar de emprego, aprender um idioma, etc.  Com base nisso, eu tenho alguns objetivos para 2008, e alguns deles são audaciosos, mas poderão parecer sem sentido se eu contar. Por isso, vocês não vão ficar sabendo :)

E você, cumpriu os seus objetivos para 2007?

Ao som de Battlelore - Mask of Flies.

7:09 | Reflexão | 2 comentários


9/9/2007

Epitáphion

Por Emerson Alecrim

Um post clichê e ironicamente diferente do anterior, é verdade, mas acontece que a última quinta-feira, 6 de setembro, foi uma data esquisita. Foi o dia em que o mundo sentiu a morte de Luciano Pavarotti (mas o dia não foi estranho só por isso, logo você verá). Apesar de não ser um fã de carteirinha desse italiano nascido em 1935, desde de criança lhe tinha grande respeito. Lembro até de tê-lo visto na TV ao lado de José Carreras e Plácido Domingo numa noite qualquer, logo depois de ter chegado em casa com a minha mãe. Aquelas três vozes poderosas me impressionaram, e eu, com a certeza que só as crianças tem, disse que um dia cantaria de igual forma.

Na mesma quinta-feira, à noite, recebi a notícia de que um colega da época da faculdade havia falecido. De certo que não nos falávamos há mais de um ano, mas isso não me impediu de ficar sentido. Era um rapaz que sabia curtir a vida, não se deixava abater facilmente. E era bem humorado. Nossa turma vivia brincando com ele, pois apesar de dormir em quase todas as aulas, sempre conseguia as melhores notas. Era o cara que estudava dormindo! Certa vez, um professor o acordou e lhe fez uma pergunta sobre algo que acabara de explicar, na expectativa de deixar nosso colega em uma saia justa. Como reação natural, a sala toda ficou em silêncio, mas ele respondeu, baixou a cabeça e voltou a dormir. Logo em seguida, o professor tentou voltar à aula, enquanto nós ríamos de sua cara. Resposta certa, professor, tenha paciência! Você está diante do cara que aprende dormindo!

É estranho. Todo mundo sabe que a morte é o seu destino por direito e dever, mas essa certeza não nos conforma. Talvez não seja nem isso que nos assusta, mas a incerteza de quando vai acontecer. E de como vai acontecer. E do que vai acontecer depois. E se algo vai acontecer depois. Mas, se preocupar com isso é besteira. Se saber dessas coisas com antecedência ajudasse em algo, nós saberíamos.

Na verdade, o que importa mesmo é saber viver, por mais que isso soe repetitivo. Curtir mais a vida, se estressar menos, se divertir mais, livrar a mente de coisas mesquinhas, enfim, ter como dilema “Carpie Diem” e “Hakuna Matata”. Porque, pior que a incerteza de saber quando será a sua vez, é a consciência de que o seu tempo acabou e você pouco proveito tirou de sua vida. Acho que tanto o grande tenor Pavarotti, como o meu divertido colega Leandro Vidotti sabiam disso. Se foram, mas com a certeza de que tiveram, de fato, uma vida.

Ao som de Anathema - Don’t look to far.

0:46 | Reflexão | comentar


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