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	<title>Emerson Alecrim &#187; Reflexão</title>
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Pagando pelo excesso</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 15:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Véspera de Natal. Saio de São Paulo (SP), visito um amigo em Paranavaí (PR) e, de tarde, sigo para Campo Mourão (PR). Ao chegar na cidade, acompanho parentes e amigos a um sítio para passarmos o feriado por lá. Foi muito divertido! Pelo menos a parte que eu lembro&#8230; Eu sou do tipo que adora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Véspera de Natal. Saio de São Paulo (SP), <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br">visito um amigo</a> em Paranavaí (PR) e, de tarde, sigo para Campo Mourão (PR). Ao chegar na cidade, acompanho parentes e amigos a um sítio para passarmos o feriado por lá. Foi muito divertido! Pelo menos a parte que eu lembro&#8230;</p>
<p>Eu sou do tipo que adora uma cervejinha com os amigos no final de semana. Na maioria das vezes, saio bem do lugar. Às vezes um pouco alegre, mas bem o suficiente para andar sem cambalear, lembrar a senha do meu cartão, pegar o Metrô correto e acordar sem ressaca no dia seguinte.</p>
<p>Vez ou outra, é claro, o limite é ultrapassado, geralmente por influência da ocasião: uma balada, uma comemoração importante ou mesmo uma festa de fim de ano. De vez em quando é bom, acredite! Pelo menos no meu caso, me divirto bastante nestes momentos. O problema é a ressaca no dia seguinte, mas tudo bem, dá-se um jeito.</p>
<p>Mas, naquele Natal, alguma coisa saiu do controle. Todo mundo festejando, conversando alto, dando risada, enfim, um ambiente muito bacana mesmo! Eu estava lá, no meio da turma, apenas me mantendo na cerveja, mas aí eu aceitei uma mistura com destilados, repeti a dose e a coisa desandou.</p>
<p>O fato é que, entre 3h e 6h da manhã (hora que, supostamente, fui dormir), eu não lembro de absolutamente nada! Sei que eu estava numa roda conversando com a galera e, no instante seguinte, que bizarro, acordo sentindo dores, tontura e fraqueza!</p>
<p>Esta parte foi engraçada, reconheço: diante de tantos quartos que tinha na casa, acordei justamente dentro de um dormitório de criança, com paredes rosas e brinquedos por todos os lados. Algum engraçadinho colocou uma boneca do meu lado e eu, talvez pelo meu hábito de abraçar o travesseiro enquanto durmo, mantive-a entre meus braços durante o sono. Por sorte, ninguém estava sóbrio o suficiente para ter a ideia de tirar uma foto <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois que eu levantei, cada pessoa me cumprimentava e se lembrava de alguma coisa que eu contei ou fiz, mesmo aqueles que aparentemente ficaram tão ruins quanto eu. Fiquei atônito: &#8220;Como assim?&#8221;, &#8220;Não lembro de nada disso!&#8221;, &#8220;Eu falei isso?&#8221;, &#8220;Não é possível, não era eu!&#8221;.</p>
<p>Pelo o que o pessoal me contou, não foi nada digno de (muita) vergonha, então essa realmente foi a parte boa. A parte ruim é que não se lembrar de um intervalo de tempo tão longo é assustador! Já havia acontecido antes, mas não de maneira tão intensa e prolongada!</p>
<p>A ressaca, é claro, foi a pior parte. Não chegou ao ponto de eu precisar ser hospitalizado (mas faltou pouco), mas o mal-estar durou o dia todo e aquilo me deixava aflito, quase me fazendo entrar em desespero. Só melhorei mesmo na hora do jantar.</p>
<p>Ao &#8220;investigar&#8221; o que aconteceu (porque, repito, não lembro de nadica de nada), descobri que eu tomei vodca, tequila e outros destilados como se fosse água. Uma mistureba das grandes que não poderia ter outra consequência.</p>
<p>O fato é que esta experiência realmente me traumatizou. Eu já havia ficado bêbado e pagado alguns micos, como disse antes, mas nada que fugisse tanto do controle. Encher a cara de vez em quando é bom, desde que você consiga se lembrar do que aconteceu e não fique com uma ressaca tão violenta. Naquele Natal, eu finalmente descobri até onde eu poderia ir e quase estraguei o meu feriado com essa descoberta.</p>
<p>Depois dessa, acho pouco provável que algo do tipo aconteça de novo. E não é só porque aprendi a lição: já reparou que, quando você come algo que te faz mal, você fica com nojo daquela comida? Pois é, desde aquele dia, faço cara de &#8220;blergh&#8221; toda vez que vejo uma garrafa de destilado.</p>
<p>Não se trata, necessariamente, de medo de um novo porre, mas sim de acontecer novamente uma das coisas que mais temo na vida: perder o controle.</p>
<p>Não vou deixar de ir pro bar com os amigos no final de semana ou de comemorar algo importante. Só vou lembrar que, depois de certo ponto, beber não tem mais graça: se eu notar que estou bebendo pelo volume, não pelo gosto, entenderei que é hora de parar.</p>
<p>Difícil? Acho que não. Na semana seguinte, no réveillon, bebi com todo mundo da festa, fiquei alegrinho, mas foi algo controlado, bem mais tranquilo e que não diminuiu em nada a minha diversão. E eu lembro de tudo, hehe. Na vida, a gente paga mesmo é pelo excesso.</p>
<p><em>Ao som de The Gathering &#8211; Saturnine.</em></p>
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		<title>Cinco coisas que eu diria ao meu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 23:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses, rolou no Twitter uma brincadeira que não teve muito destaque, mas que me fez pensar bastante: o que você diria ao seu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;? Não sei quanto a você, mas eu tenho muito a dizer, como, creio, terei em relação ao meu Eu de 28 anos quando tiver passado a casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_557" class="wp-caption alignright" style="width: 133px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/01/eu_16.jpg"><img class="size-full wp-image-557" title="Eu aos 16" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/01/eu_16.jpg" alt="Eu aos 16" width="123" height="505" /></a><p class="wp-caption-text">Eu aos 16</p></div>
<p>Dia desses, rolou no Twitter uma brincadeira que não teve muito destaque, mas que me fez pensar bastante: <strong>o que você diria ao seu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;?</strong> Não sei quanto a você, mas eu tenho muito a dizer, como, creio, terei em relação ao meu Eu de 28 anos quando tiver passado a casa dos 50. Mas acho conveniente me concentrar nas cinco coisas que, durante este período, foram as mais importantes. Parecem clichês, reconheço, mas me foram realmente importantes:</p>
<p><strong>A primeira coisa é:</strong> você não tem a obrigação de agradar todo mundo. Quando finalmente deixar de ser escravo da vontade alheia, descobrirá, por se focar em suas preferências, quem você é de verdade. Isso te dará uma segurança tremenda;</p>
<p><strong>A segunda coisa é:</strong> muitas amizades vão acabar com o passar do tempo. Não é culpa sua. Algumas pessoas vão morrer cedo. Algumas terão prioridades diferentes. Algumas você fará questão de afastar. Algumas você reencontrará, mas não será como antes. Mas as que permanecerem te farão se sentir muito sortudo. Para o resto, você terá que se contentar com as lembranças;</p>
<p><strong>A terceira coisa é:</strong> &#8220;pés na bunda&#8221; serão uma constante em sua vida, por outro lado, você conhecerá algumas poucas mulheres que, de tão incríveis, te farão sentir raiva pelo tempo que desperdiçou com as meninas erradas;</p>
<p><strong>A quarta coisa é:</strong> a vida te colocará em situações que você sempre quis evitar. A melhor maneira de lidar com elas é enfrentando-as. Fugir é apenas um jeito de adiar e aumentar as consequências;</p>
<p><strong>A quinta coisa é:</strong> você tomará decisões precipitadas e pagará caro por isso. Por isso, faça o possível para controlar a sua ansiedade e dê tempo ao tempo sempre que necessário.</p>
<p>De lá até aqui, muita coisa aconteceu e, por consequência, eu mudei bastante, para melhor. Mas algumas coisas não mudam: continuo me fazendo perguntas e procurando o porquê das coisas. Neste meio tempo, encontrei muitas respostas, algumas com preço bastante alto, mas todas, mesmo as não encontradas, me fazendo crer que, apesar de tudo, estar aqui é um privilégio. <em>Da hora a vida</em>, como diria o poeta <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Metallica &#8211; Battery.</em></p>
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		<title>TEDxCuritiba: mostrando o que a boa vontade pode fazer</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 16:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do TEDxCuritiba. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento? Bom, a temática do TEDxCuritiba foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do <a href="http://www.tedxcuritiba.com"><strong>TEDxCuritiba</strong></a>. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento?</p>
<p>Bom, a temática do TEDxCuritiba foi <em>Pessoas transformando cidades</em>. E eu não só moro em São Paulo como nasci aqui, portanto, conheço bem o lugar, especialmente seus problemas, detalhes esses que todos nós reparamos, aliás. A questão é que eu nunca me conformei em fazer parte da turma que só esbraveja do sofá, tampouco acho que tão e somente sair às ruas em protesto seja suficiente. Se é assim, o que mais eu posso fazer? Pois é, me inscrevi para o TEDxCuritiba justamente para encontrar inspiração. No final das contas, saí de lá com muito mais do que isso.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption alignnone" style="width: 492px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg"><img class="size-full wp-image-523" title="TEDxCuritiba" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg" alt="TEDxCuritiba" width="482" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Painel do TEDxCuritiba</p></div>
<p>O evento reuniu pessoas que realmente fazem as coisas acontecerem, que não se prendem somente ao discurso. Pessoas que agem com base em objetivos concretos, que verdadeiramente enxergam as nuances do nosso cotidiano e que, portanto, não fazem parte do bloco que &#8220;ajuda porque é bonito&#8221;. Ajudam por que é necessário.</p>
<p>O incansável arquiteto <a href="http://www.jaimelerner.com/">Jaime Lerner</a> é um exemplo. Mais do que ter sido prefeito de Curitiba e governador do Paraná, <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/conteudo_258392.shtml">fez trabalhos incríveis</a> no planejamento urbano da cidade e em vários aspectos sociais do estado. Lerner tinha tudo para se render à burocracia e à cultura de &#8220;coronéis&#8221; do nosso país, mas teve jogo de cintura para escapar das armadilhas e deixar a sua boa vontade trabalhar. Como é bom encontrar gente que não age só visando interesses próprios, não?</p>
<p>Outro exemplo é o jovem <a href="http://twitter.com/rene_silva_rj">Rene Silva</a>, que ficou conhecido por relatar os acontecimentos da ocupação do Complexo do Alemão pela polícia do Rio de Janeiro, mas que, muito mais do que isso, criou o jornal <a href="http://www.vozdascomunidades.com.br/">Voz das Comunidades</a>, que vem ajudando na resolução dos problemas da localidade.</p>
<p>Outro exemplo que achei fantástico foi o do <a href="http://livroseafins.com/">Alessandro Martins</a>, que colocou em prática uma ideia absurdamente simples, mas por isso mesmo genial: uma <a href="http://bibliopote.com/">biblioteca livre numa padaria</a> de Curitiba, onde qualquer pessoa pode pegar um livro sem se cadastrar, sem pagar e devolver a publicação quando quiser.</p>
<p>O encerramento do evento foi feito por <a href="http://twitter.com/gilgiardelli">Gil Giardelli</a>, que, com uma palestra em ritmo alucinante, motivou por mostrar como o mundo digital é repleto de possibilidades pelo simples fato de ser movido pelo mesmo elemento-chave do mundo real: as pessoas, evidenciando que, na verdade, não há mundos distintos, apenas novos meios.</p>
<p>E há vários outros exemplos, que não menciono somente para não alongar demais o texto. Sabe, o TEDxCuritiba confrontou a crença de que esse tipo de discussão só trata de problemas. O que eu vi por lá, na verdade, foram soluções, iniciativas ou, ao menos, tentativas concretas.</p>
<p>Pegue, como referencial, o trabalho do Alessandro Martins. Trata-se de uma ideia tão simples, mas que pode fazer a diferença para pessoas que até então não se sentiam motivadas a ler. E mais: o fato de não haver cadastro ou prazo para a devolução do livro alimenta a sensação de confiança das pessoas, fazendo-as se sentirem parte de algo.</p>
<p>Percebe? É um trabalho simples, que não resolve os problemas do mundo e que, certamente, não atinge a mesma quantidade de pessoas que se beneficiam do projeto de transporte público do Jaime Lerner, por exemplo, mas que se torna absurdamente grandioso quando somado a outras iniciativas que fazem diferença à sociedade.</p>
<p>Saber de exemplos de corrupção, de má administração pública, de preconceito sexual, de violência, de educação ruim e de tantos outros problemas nos fazem ter a sensação de que não há mais jeito, que temos que ser espertos &#8211; e egoístas &#8211; para sobreviver ou, quando muito, para nos sobressairmos.</p>
<p>E essa sensação piora quando você se depara com pessoas que possuem maiores chances de se engajar em algo, mas que não se envolvem porque a sua inteligência, a sua cultura ou a sua situação financeira diferenciada é um merecimento que automaticamente a isenta de qualquer outra questão não relacionada aos seus interesses.</p>
<p>Mas, ter estado no TEDxCuritiba me fez perceber que, apesar dessa atmosfera de &#8220;ih, já era&#8221; ou de &#8220;ainda bem que não é comigo&#8221;, ainda tem muita gente de boa vontade por aí. Gente inquieta, que não se contenta, que não se conforma e que, portanto, enxerga possibilidades em coisas que parecem irracionais, mas que, na verdade, podem ser executadas com os pés nos chãos quando moldadas pela criatividade e pelo empenho.</p>
<p>E sabe o que é mais interessante? O TEDxCuritiba deixou claro que não precisamos liderar um grande projeto social ou colocar em prática uma ideia complexa para contribuirmos. Pequenas atitudes são uma boa maneira de começar. Coisas simples mesmo, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Descartar lixo eletrônico em postos de coleta adequados (mesmo se der um pouco mais de trabalho);</li>
<li>Ser paciente em incidentes no trânsito (mesmo quando você estiver com a razão);</li>
<li>Dizer bom dia, por favor, e obrigado (por incrível que pareça);</li>
<li>Doar os livros que só ocupam espaço na sua estante;</li>
<li>Relatar na internet uma experiência que possa ajudar outra pessoa (como você lidou com um determinado tipo de cirurgia, por exemplo);</li>
<li>Se queixar nos órgãos certos de problemas que você enfrentou como consumidor (sua reclamação pode evitar que outras pessoas passem por aquele problema);</li>
<li>Doar sangue de vez em quando (algo inclusive que eu tenho que começar a fazer);</li>
<li>Em uma situação trágica &#8211; um incêndio ou um acidente de trânsito &#8211; se manter longe do lugar caso não possa ajudar em nada;</li>
<li>Preferir um produto que consome menos energia (mesmo se for um pouco mais caro);</li>
<li>Deixar o carro na garagem quando o veículo puder ser facilmente substituído por outro meio de transporte.</li>
</ul>
<p>Bom, para encerrar, links que encontrei para outros textos sobre o TEDxCuritiba:</p>
<ul>
<li><a href="http://innovaservice.wordpress.com/2011/07/19/design-thinking-e-o-contexto-urbano/">Design Thinking e o contexto urbano</a>;</li>
<li><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/blog/girosustentavel/?id=1148405&amp;tit=tedxcuritiba-2011-%E2%80%93-pessoas-transformando-cidades">TEDxCuritiba 2011 – Pessoas transformando cidades</a>;</li>
<li><a href="http://vocesa.abril.com.br/blog/pessoas-do-seculo-21/2011/07/19/esse-dia-sera-lembrado-como-o-dia-em-que-um-museu-viveu-de-futuro-tedxcuritiba/">Esse dia será lembrado como o dia em que um museu viveu de futuro</a>;</li>
<li><a href="http://fonte.miti.com.br/blog/tedxcuritiba-um-evento-que-transformou-a-cidade">TEDxCuritiba, um evento que transformou a cidade</a>;</li>
<li><a href="http://www.monkeybusiness.com.br/blog/index.php/2011/07/18/monkeybusiness-no-tedxcuritiba/">MonkeyBusiness no TEDxCuritiba</a>;</li>
<li><a href="http://livroseafins.com/como-foi-o-tedx-curitiba/">Como foi o TEDxCuritiba</a>.</li>
</ul>
<p>O recado é esse: mova-se! A vida se torna muito mais interessante quando levantamos a cabeça e deixamos de enxergar apenas o próprio umbigo <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Rush &#8211; Tom Sawyer.</em></p>
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		<title>A fila da velhice</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 01:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava com uns 15 itens na minha cesta, portanto, não podia pegar a fila do caixa rápido, para até 10 volumes. Então, entrei na fila que me pareceu mais vazia. Na minha frente, duas pessoas com o carrinho cheio. Instantes depois, um senhor de idade apareceu atrás de mim, com um carrinho na mesma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava com uns 15 itens na minha cesta, portanto, não podia pegar a fila do caixa rápido, para até 10 volumes. Então, entrei na fila que me pareceu mais vazia. Na minha frente, duas pessoas com o carrinho cheio. Instantes depois, um senhor de idade apareceu atrás de mim, com um carrinho na mesma condição.</p>
<p>Fiquei na minha, torcendo para que o pessoal da frente fosse rápido. Então, comecei a ouvir burburinhos do tipo &#8220;ah, mas jovem tem que deixar passar&#8221;, &#8220;tem que passar na frente sem pedir licença&#8221;, coisa e tal. Claro que o recado era pra mim! De fato, eu podia ter deixado aquele senhor passar na minha frente, mas quando vi que os comentários vinham daquelas mulheres barraqueiras, do tipo que passa o dia falando mal dos outros enquanto o marido trabalha, tratei de ficar onde estava.</p>
<p>Com esse tipo de pessoa não vale a pena discutir. Mesmo que o seu argumento seja o mais consistente possível, elas rebatem de maneira violenta, com berros, como cachorros latindo, dando impressão aos que estão ao redor de que elas, pelo tom de indignação, estão sofrendo uma grande injustiça.</p>
<p>O fato é que a minha compra ia ser rápida. Como eu disse, eram apenas 15 itens, contra um carrinho cheio daquele senhor, que certamente não gastaria menos do que 15 minutos para passar tudo. Além disso, se eu cedesse, acredito que as mulheres barraqueiras iriam se achar no direito de passar na minha frente também, afinal, elas estavam com crianças, embora estas não fossem pequenas. Sem contar que poderia surgir outro idoso atrás de mim e eu ficaria o dia inteiro naquele supermercado.</p>
<p>Olhei então para a fila preferencial. Havia duas, na verdade, mas ambas lotadas de idosos, gestantes, pessoas com deficiência e mulheres com criança de colo. Aí eu percebi que aquele senhor fizera uma boa escolha ao ter ido para a fila em que eu estava.</p>
<p>Quando chegou a minha vez, de fato, foi tudo bem rápido. Acredito que aqueles três minutos ali não fariam diferença àquele senhor. Quanto às barraqueiras, ainda murmuravam alguma coisa a respeito, mas não tinham coragem de se dirigir direto a mim e desviavam prontamente o olhar quando eu as encarava &#8211; de fato, dizem que quando fico bravo, minha típica expressão de idiota ganha feições de poucos amigos.</p>
<p>Mas essa situação toda me fez pensar em uma coisa óbvia, mas intrigante. A população está mesmo envelhecendo. Nossas gerações anteriores tiveram muitos filhos. Meu pai, por exemplo, teve 13 irmãos (isso mesmo!) e, minha mãe, 6. E conheço várias outras famílias em situação semelhante. Aquelas pessoas que estavam no auge da sua juventude nas décadas de 1960 e 1970 já começam a dar os primeiros passos rumo à terceira idade. E essas gerações colocaram muitos filhos no mundo, que daqui a 30 ou 40 anos seguirão, inevitavelmente, o mesmo caminho.</p>
<p>O que eu quero dizer com isso é que o mundo precisa se adaptar. Não estou dizendo que os jovens ficarão em número bastante inferior, estou dizendo que o número de idosos será maior, e isso sem contar o fato de que as pessoas estão vivendo por mais tempo.</p>
<p>Alguns problemas são fáceis de resolver: aumentar a quantidade de filas preferenciais nos supermercados e os assentos especiais nos transportes públicos, por exemplo. Outros, no entanto, exigirão muito mais esforços: o sistema de saúde, que precisará de estrutura e mais gente preparada para atender essa população; a previdência social (aqui o bicho pega); e o mercado de trabalho, que necessitará eliminar de vez sua aversão às pessoas de mais idade.</p>
<p>Ninguém quer ficar velho, mas o fato é todos chegarão a essa fase da vida &#8211; exceto quem morrer antes &#8211; e, portanto, o mundo precisa de uma vez por todas aceitar isso, do contrário, não será possível oferecer condições para que a velhice seja uma fase proveitosa da vida e não sinônimo de &#8220;agora é esperar para morrer&#8221;.</p>
<p>Lembro de uma vez ter visto uma foto da minha avó com 10 anos e ter comentado: &#8220;vó, eu sei que é lógico, mas a senhora é minha avó desde que eu nasci, não consigo imaginá-la criança&#8221;. Escutei uma longa risada em seguida, afinal, ela sabe o que é ser criança, sabe o que é ser jovem e achar que nunca envelhecerá, sabe o que é estar na meia idade e, agora, sabe o que é ser idosa. Ela sabe que a vida é assim para todo mundo.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/santina.jpg" alt="Santina Moreira Alecrim" /><br />
<small>Minha avó, Santina Moreira Alecrim, com 10 anos</small></p>
<p><em>Ao som de Dream Theater &#8211; Finally Free.</em></p>
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		<title>Não há tempo para o amor, Charlie Brown</title>
		<link>http://www.ealecrim.net/nao-ha-tempo-para-o-amor-charlie-brown/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/nao-ha-tempo-para-o-amor-charlie-brown/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 18:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Na minha opinião, Charlie Brown e sua turma fazem parte de uma das melhores adaptações dos quadrinhos para as animações. Recentemente, assisti o episódio &#8220;Não há tempo para o amor, Charlie Brown&#8221; (There&#8217;s no time for love, Charlie Brown). Simplesmente genial! Já aviso que, a partir daqui, há spoiler no texto. O desenho começa com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha opinião, Charlie Brown e sua turma fazem parte de uma das melhores adaptações dos quadrinhos para as animações. Recentemente, assisti o episódio &#8220;Não há tempo para o amor, Charlie Brown&#8221; (<em>There&#8217;s no time for love, Charlie Brown</em>). Simplesmente genial! <strong>Já aviso que, a partir daqui, há spoiler no texto.</strong></p>
<p>O desenho começa com Sally Brown, irmã de Charlie, acordando angustiada porque seu relógio não despertou no horário previsto. Nesse ponto, surge uma pista do rumo que o episódio tomará. Sally comenta com seu irmão: &#8220;às vezes, se você der corda demais no relógio, ele não desperta&#8221;. Charlie responde: &#8220;somos todos um pouco assim&#8221;. Não é uma maneira incrível de dizer que as pessoas podem não funcionar sob pressão?</p>
<p>Nas cenas seguintes, a pressão e o estresse ficam evidentes em todas as personagens. Num momento curtíssimo e estranhamente isolado, Sally, na sala de aula, questiona irritada: &#8220;quem é que consegue relaxar?&#8221;.</p>
<p>A questão não gira apenas em torno da tradicional queixa dos estudantes quanto a estudar, mas sim no fato de que a necessidade de resultados se torna mais importante do que a aprendizagem em si. É necessário ser o melhor. A escola, representando a sociedade, exige isso de você, mas qual o sentido disso?</p>
<p>Em uma cena posterior, Peppermint Patty, amiga apaixonada por Charlie Brown, pergunta a um colega de classe, Franklin, qual livro ele está lendo. O garoto responde que é um &#8220;livro de psicologia muito bom&#8221;, argumento que é rebatido imediatamente por Patty: &#8220;esqueça! Nenhum livro de psicologia é bom se você consegue entendê-lo&#8221;. Tire suas próprias conclusões.</p>
<p>&#8220;Quem foi o pai de Henrique IV?&#8221;. É com essa pergunta que começa outra cena. &#8220;Eu não consigo fazer a menor ideia&#8221;. Foi a resposta imediata que Sally deu à sua professora, mas a garota se arrepende logo em seguida, se desculpando e dizendo que foi besteira sua. Percebe a tensão da situação? Errar ou não saber a resposta é um crime?</p>
<p>Na cena seguinte, Charlie Brown questiona seu amigo Linus sobre o porquê de terem que sofrer tanta pressão em relação às notas. Linus dá uma resposta que mostra totalmente como a coisa toda desandou: eu acho que o propósito de ir para a escola é tirar boas notas para ir para o segundo grau, e depois tirar boas notas para a faculdade (&#8230;)&#8221;. A explicação de Linus se estende até chegar nos filhos. É esse mesmo o propósito da escola?</p>
<p>O desfecho da história é, por assim dizer, um soco no estômago. Charlie Brown e seus amigos vão para uma excursão em um museu, pois precisam fazer uma redação sobre o lugar. Na chegada, Charlie encontra Patty, que estuda em outra escola, e eles acabam se perdendo dos demais alunos. Quando decidem alcançá-los, entram no prédio errado, um supermercado.</p>
<p>Dentro do museu, Lucy comenta irritada com Linus que não está acostumada a ver quadros que não se mexem e não exibem propagandas, numa clara referência à TV. Em seguida, recomenda ao garoto: &#8220;tente não se divertir, isso tem que ser educacional&#8221;.</p>
<p>Depois, ao ver os slides com as fotos do museu que Linus tirou, Charlie Brown percebe que entregou uma redação sobre um mercado à professora. Como consequência, começa a entrar nas divagações típicas de sua depressão, até que a professora o chama. Charlie volta à sua carteira comemorando, pois tirou &#8220;A&#8221; no trabalho: &#8220;sua analogia foi gratificante. Comparar um museu a um supermercado foi uma ideia de gênio&#8221;. Foi o único &#8220;A&#8221; da turma. Novamente, tire suas próprias conclusões.</p>
<p>Quanto ao título do episódio? No início do desenho, Patty comenta com Charlie Brown sobre a quantidade de suas obrigações e a falta de propósito nisso tudo. &#8220;Como alguém pode se apaixonar com essas coisas chatas acontecendo? (&#8230;) Não há tempo para o amor, Charlie Brown&#8221;.</p>
<p>Um episódio que abre espaço para muitas interpretações. Em um primeiro momento, parece tão e somente uma crítica a um sistema educacional robotizado e, consequentemente, desmotivador &#8211; obviamente, ligado à educação dos Estados Unidos, mas podemos relacionar ao desinteresse existente nas escolas brasileiras. Mas também pode ser uma crítica às nossa vidas, afinal, de certa forma, a escola não é um reflexo da sociedade? Será que muitas vezes não exigimos demais de nós mesmos? Será que muitas vezes não nos deixamos levar e agimos sem entender exatamente o que estamos fazendo? Será que muitas vezes não aceitamos o que nos impõem, sem questionar? E o pior: será que, por estarmos habituados a isso, não passamos esse jeito de viver adiante? É de se pensar&#8230;</p>
<p>O episódio aparece nos vídeos abaixo, na versão brasileira. Assista, vale a pena. Se o YouTube tirá-los do ar, basta procurar pelo nome. Tenho certeza de você encontrará o desenho sem dificuldades <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cZdpGs52_pc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/cZdpGs52_pc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
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<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EPPL3vcgxfo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/EPPL3vcgxfo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p><em>Ao som de Ebony Ark &#8211; When the city is quiet.</em></p>
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		<title>Comprar bem para comprar sempre</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 06:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem uma coisa que aprendi cedo, felizmente, é controlar meu dinheiro. E isso não quer dizer viver com o &#8220;cinto sempre apertado&#8221;, mas sim saber gastar para fazer mais com menos e para fazer o investimento valer a pena. Em outras palavras, saber gastar para ter uma excelente relação &#8220;custo-benefício&#8221;. O interessante é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem uma coisa que aprendi cedo, felizmente, é controlar meu dinheiro. E isso não quer dizer viver com o &#8220;cinto sempre apertado&#8221;, mas sim saber gastar para fazer mais com menos e para fazer o investimento valer a pena. Em outras palavras, saber gastar para ter uma excelente relação &#8220;custo-benefício&#8221;.</p>
<p>O interessante é que não é necessário ser nenhum especialista em finanças para isso. Tudo o que você precisa fazer é analisar as características daquilo que você necessita ou pretende comprar. Vamos a um exemplo: recentemente, comprei uma câmera digital nova, uma vez que a que eu usava até então quebrou. Repará-la iria custar quase o preço de uma câmera nova, então optei por fazer a aquisição, com a vantagem de o produto novo ser dotado de recursos mais modernos.</p>
<p>A primeira coisa em que pensei antes de partir para a compra foi: o que eu preciso que essa câmera tenha? Vamos lá:
<ul>
<li>No mínimo, 10 megapixels;</li>
<li>No mínimo, zoom óptico de 4x;</li>
<li>Slot para cartões SD, que são mais populares e acessíveis;</li>
<li>Flash com alcance de pelo menos 4 metros;</li>
<li>Estabilizador, para a imagem não sair tremida (sou um &#8220;ótimo&#8221; fotógrafo);</li>
<li>Visor de pelo menos 2,5 polegadas;</li>
<li>Gravação de vídeos em widescreen e com áudio.</li>
</ul>
<p>Teve outras características que observei também, mas não vou entrar em detalhes porque o intuito deste post não é o de explicar como comprar uma câmera. Mas, com base em todas essas observações, consegui descartar câmeras com preços mais baixos do que eu estava disposto a pagar, mas que não oferecem todos os recursos dos quais necessito. Da mesma forma, consegui eliminar câmeras mais caras, mas que oferecem funcionalidades que não me interessam ou possuem alguma característica indesejada, por exemplo, dimensões maiores do que o esperado.</p>
<p>Note que, com a atenção que dei a esses detalhes, diminuí significantemente o risco de comprar um produto que me decepcionaria e que, portanto, representaria uma compra mal feita. É a questão de pesquisar e estudar o assunto com calma antes de comprar. Veja, qual o sentido de adquirir um carrão, mas não conseguir lidar com os gastos com combustível, licenciamento e tudo o mais? Do que adianta ter um par de sapatos bonito se ele machuca seu pé toda vez que você o usa? Por que comprar um computador barato se ele não é capaz de rodar os games que você gostaria de jogar? A linha de pensamento segue esse caminho.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/monedas.jpg" alt="Moedas" /></p>
<p>O fato de você conhecer bem as características também te ajuda na hora de negociar. Você vai saber quando um vendedor te dá uma informação falsa só para te empurrar um produto ou um serviço e ainda terá o prazer de dizer com um sorriso na cara: &#8220;a mim você não engana&#8221;.</p>
<p>Ontem mesmo coloquei isso em prática: desde o início do ano, estava estudando bastante o assunto para encontrar o melhor plano de previdência privada para mim. Ao chegar nos bancos, no início da conversa deixava claro ao gerente que estava apenas fazendo uma pesquisa para saber qual instituição escolher. Quando a pessoa percebe que você tem alguma base no assunto e que não hesitará em ir para o concorrente se algo não lhe agradar, se torna mais flexível a negociações para não perder o cliente, sem contar que também não se atreve a empurrar &#8220;produtos furados&#8221;, como, no caso dos bancos, aqueles malditos títulos de capitalização.</p>
<p>É claro que muita coisa você só vai aprender errando. Eu também tenho um bom exemplo sobre isso: em 2006, comprei um apartamento na planta sem tomar todos os cuidados necessários (checar a idoneidade da construtora, COMPREENDER todas as cláusulas do contrato e assim por diante). Como consequência, o saldo devedor nunca diminua por causa da alta taxa de juros e o atraso exagerado das obras impedia qualquer planejamento adequado. Extremamente frustrado &#8211; afinal, vi o sonho de ter meu próprio apartamento virar pesadelo &#8211; pedi o distrato e fechei um acordo com a construtora para receber meu dinheiro de volta. Situação muito chata, dada as minhas expectativas, mas pelo menos saberei quais cuidados tomar antes de partir para o próximo imóvel.</p>
<p>Não tem segredo: tudo se resume em controlar o impulso, pesquisar bem (vale também consultar alguém que entenda do assunto) e negociar. Assim, você comprará bem e sempre terá algum dinheiro sobrando para &#8220;se auto presentear a si mesmo&#8221; com alguma extravagância sem sentir culpa alguma <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de The Cramberries &#8211; How.</i></p>
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		<title>Seu Raimundo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 17:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Um garoto de uma escola do Rio Grande do Sul pichou a sala de aula logo após o prédio ter sido pintado graças a um mutirão organizado na região, de acordo com esta notícia publicada no G1. Indignada, uma professora ordenou que o garoto pintasse o muro atingido por sua &#8220;arte&#8221; e aparentemente outros também. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um garoto de uma escola do Rio Grande do Sul pichou a sala de aula logo após o prédio ter sido pintado graças a um mutirão organizado na região, de acordo com <a target="_blank" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1313499-5604,00-APOS+PICHAR+A+ESCOLA+ALUNO+E+OBRIGADO+PELA+PROFESSORA+A+PINTAR+A+PAREDE.html">esta notícia publicada no G1</a>. Indignada, uma professora ordenou que o garoto pintasse o muro atingido por sua &#8220;arte&#8221; e aparentemente outros também. Um segundo aluno filmou a cena e, no vídeo, percebe-se que o jovem infrator ficou bastante constrangido. O assunto recebeu destaque nos noticiários, pois os pais do garoto acharam que a punição foi muito severa. Eu discordo.</p>
<p>Quando eu estava na quarta série do que hoje conhecemos como ensino fundamental, entrei para uma escola pública que acabara de ser inaugurada. Os primeiros dias foram calmos, afinal, o ambiente era novidade para todo mundo, incluindo professores. Mas os dias seguintes também. Tudo por causa do Seu Raimundo.</p>
<p>Seu Raimundo era o inspetor da escola. Um homem já de certa idade, mas de aparência forte e cara de poucos amigos. Na hora da entrada e no final do recreio (palavra que eu tive que substituir por &#8220;intervalo&#8221; na faculdade&#8230;), todos os alunos tinham que ir para a fila da sua turma e aguardar o horário das professoras nos conduzirem para as salas de aula. Podíamos conversar livremente enquanto aguardávamos, mas no horário em que as professoras apareciam, tínhamos que esticar o braço para demarcar distância do aluno da frente, corrigir esse espaço, abaixar o braço e ficar quieto. Sim, quase como em um exército. Coisa do Seu Raimundo.</p>
<p>Absurdo? Que nada. Seu Raimundo era a figura de uma autoridade para nós. Ninguém o obedecia por medo (bom, talvez um pouco), mas por respeito. Apesar do ar de frieza, ele conversava com os alunos, brincava quando o momento era apropriado, sabia dar bronca, assim como sabia quando pegar pesado.</p>
<p>Seu Raimundo tinha uma deficiência física que o fazia mancar e, certa vez, no recreio, ele flagrou um aluno imitando-o. Nesse momento, a sirene tocou, então os alunos se dirigiram para as suas respectivas filas. Quando todas estavam formadas, Seu Raimundo exigiu que o garoto que o imitou ficasse parado em frente às filas com os braços abertos por um minuto. Imagine a cena: a escola toda em um &#8220;silêncio ensurdecedor&#8221; e todos os alunos olhando para o moleque com os braços esticados e com os olhos já marejados de vergonha.</p>
<p>A punição durou apenas um minuto, mas deve ter sido uma eternidade para o garoto. Foi humilhante? Foi. O Seu Raimundo deveria ir preso? Pelo contrário! Eu lembro bem: aquele garoto estava se deixando influenciar pelos coleguinhas mais inconsequentes porque queria parecer &#8220;um cara legal&#8221; na frente dos outros. Aquele episódio fez com que ele repensasse seus atos e voltasse a respeitar os limites. Sem contar que essa e outras punições do Seu Raimundo serviam de exemplo para os demais alunos.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/bart_quad.jpg" alt="Imagem do Bart Simpson escrevendo no quadro negro 'Não vou mais traduzir o nome Alecrim para o inglês'" /></p>
<p>O que aquele senhor fazia era criar um ambiente de respeito. Eles, os professores e os funcionários da escola, mesmo as faxineiras, tinham que ser respeitados como autoridades. Isso ficava claro para nós. E não pense que vivíamos em um ambiente hostil, não. Brincávamos, dávamos risadas, aprontávamos algumas de vez em quando, mas tudo sem ultrapassar os limites.</p>
<p>Eu não sou educador nem nada do tipo, mas essa e outras experiências que tive quando estudante me mostraram que, algumas vezes, é necessário pegar pesado com as crianças. Além de conversar e orientar, de vez em quando os pais devem falar alto, dar umas palmadas, cortar mesada, botar de castigo, entre outros. Na escola, os educadores devem dar advertências, aplicar suspensão ou condicionar o aluno infrator a um tipo de punição mais severa e que esteja de acordo com a gravidade do ato cometido.</p>
<p>Pichou o muro? Bota pra pintar a parede de novo, na frente de todo mundo! Concordo com o que aquela professora fez. O aluno se sentiu humilhado? Provavelmente sim, mas ele vai aprender a lidar com isso e, talvez, com essa medida, ele vai entender que este mundo não é isento de limites. Ao contrário do que boa parte dos discursos &#8220;modernos&#8221; empregam, eu acredito que humilhação às vezes é necessário. Se a punição for bem aplicada, a criança entenderá que aquilo é consequência de seus atos, não da chatice do pai ou do professor. </p>
<p>As reportagens sobre o assunto afirmam que o tal aluno se sentiu tão constrangido que não vai às aulas tem mais de uma semana. Na minha opinião, o que os pais devem fazer agora é tentar orientar o garoto a encarar seus problemas de frente. Se a coisa for mesmo mais séria, é hora de procurar ajuda profissional, pois a negação do aluno de voltar à escola e talvez o próprio ato de pichar sejam consequência de algum problema que começou muito antes.</p>
<p>No dia em que te imitei, eu fiquei envergonhado e com muita raiva do senhor, Seu Raimundo. Mas, hoje eu te agradeço por ter dado uma pequena contribuição com a formação do meu caráter.</p>
<p><i>Ao som de Opeth &#8211; Hope Leaves.</i></p>
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		<title>É como jogar xadrez no escuro</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 02:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 1º de julho de 2009 eu deixei meu emprego de &#8220;carteira assinada&#8221; para me dedicar exclusivamente a um projeto que toco desde 2001: o site InfoWester. Pode parecer apenas a realização do desejo de me tornar meu próprio patrão, mas não é só isso. Na verdade, foi uma decisão difícil de ser tomada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 1º de julho de 2009 eu deixei meu emprego de &#8220;carteira assinada&#8221; para me dedicar exclusivamente a um projeto que toco desde 2001: o site <a href="http://www.infowester.com" target="_blank">InfoWester</a>. Pode parecer apenas a realização do desejo de me tornar meu próprio patrão, mas não é só isso. Na verdade, foi uma decisão difícil de ser tomada, pois ela representa também a minha necessidade de &#8220;virar a página&#8221;&#8230;</p>
<p>Explico: comecei o InfoWester em março de 2001 meramente como um <em>hobby</em>. Eu havia adentrado no &#8220;mundo on-line&#8221; havia pouco tempo e quando &#8220;ganhei&#8221; o espaço <em>www.wester.hpg.com.br</em> (veio junto com uma conta de e-mail que criei), decidi &#8220;brincar&#8221; de ter um site na Web. Gostei tanto da ideia, que logo no início senti a necessidade de levar aquilo com mais seriedade, mas nem me passava pela cabeça que aquele site um dia iria me sustentar&#8230;</p>
<p>Foi mais ou menos nessa época que eu também comecei a trabalhar de &#8220;carteira assinada&#8221;. Meu primeiro emprego foi, na verdade, um estágio na faculdade na qual estudava. Um ano e meio depois, eu recebi a minha primeira demissão, mas na semana seguinte eu já estava estagiando em outra empresa. E assim foi indo.</p>
<p>Me formei, arranjei emprego fixo e, ao mesmo tempo, passei a me dedicar pra valer ao InfoWester. Sim, o site tinha virado coisa séria desde que ele se transformou em um .com, em junho de 2003.</p>
<p>O problema é que, obviamente, o tempo foi passando e aos poucos eu fui descobrindo que caí numa rotina. Rotina, para mim, significa andar, andar e andar, mas não sair do lugar. Ou simplesmente andar em círculos e começar a ficar entediado já na segunda volta, graças à repetição da paisagem.</p>
<p>Foi daí que eu percebi que o que me movia na época da faculdade era justamente a coisa que eu mais detestava naquela fase: as mudanças. Mudanças de estágio, mudanças de matérias, enfim, qualquer tipo de mudança que exigisse um pouco de adaptação. Portanto, creio que eu não odiava mudanças, apenas não as aceitava bem no início.</p>
<p>Eu enfrentava muitos problemas no meu último emprego (assim como enfrentei nos meus empregos anteriores, como acontece com qualquer pessoa). Sobrecarga de trabalho, salário não adequado às minhas atividades (bom, todo mundo acha que ganha pouco), estresse, etc. Toda vez que eu me irritava com alguma coisa pensava em sair, mas logo eu esfriava a cabeça e tocava o barco pra frente, afinal de contas, a razão me dizia que eu poderia ter sérios problemas financeiros se o fizesse, mesmo sabendo que o site já rendia muito mais que o próprio emprego.</p>
<p>Em maio deste ano, numa desavença que eu tive com meu chefe, disse a mim mesmo que não daria mais para continuar, assim como já havia dito isso muitas vezes antes. No entanto, ao mesmo tempo, percebi que o InfoWester havia parado de crescer. Ou seja, o site estava exatamente na mesma situação que eu: andando em círculos. E, diante das circunstâncias, fazê-lo andar em linha reta novamente seria um grande <em>desafio</em>.</p>
<p>Sim, no mesmo instante eu notei que havia dito a palavra mágica, por mais clichê que ela fosse. Era naquele momento ou nunca: ou eu me conformava com a minha rotina e permanecia andando em círculos, deixando o InfoWester fazer o mesmo, ou eu unia forças com o site e encarava o desafio de atingir um objetivo novo, não importando se, novamente, isso soasse como clichê. Mas, como tudo no que conhecemos como vida real, as consequências poderiam ser terríveis&#8230; Mas também poderiam ser boas, oras!</p>
<p>Fiz um plano e, em obediência a ele, 15 dias depois comuniquei formalmente aos meus superiores a minha decisão de sair. Aquele momento foi interessante: parecia que eu estava sendo absolvido de uma pena, que consistia em viver recluso na rotina. Entenda: por mais que eu pensasse que mudanças fossem ruins, a verdade é que eu nunca me conformei com a acomodação. Então, ao pedir minha demissão, era como se eu fosse o réu absolvido e o próprio juiz.</p>
<p>Muita gente que soube da notícia me parabenizou dizendo que agora eu poderia acordar na hora que eu quisesse, que eu não pegaria mais ônibus lotado todas as manhãs, que poderia trabalhar de pijama e coisas do tipo. Isso, até certo ponto, não deixa de ser verdade. Entretanto, a situação agora é equivalente a estar jogando xadrez no escuro. Bem dizer, sempre foi, mas a diferença é que agora, apesar da escuridão, eu finalmente posso ver quem é o meu adversário: é como se eu estivesse me olhando no espelho.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/chessbw.jpg" alt="Ilustração de xadrez em preto e branco" /></p>
<p>Eu já disse que adoro xadrez? <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Opeth &#8211; Beneath the Mire.</em></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=c1c6a374-23b1-849f-b6d1-a147a03feb49" alt="" /></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Aniversariante do dia: acidente de Chernobyl</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 19:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser comemorados, mas este é para ser lembrado mesmo, afinal de contas, as consequências desse acontecimento não têm data para acabar.</p>
<div class="youtube-video"><object width="400" height="330"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="330"></embed></object></div>
<p>Para muitos dos que não vivenciaram a tragédia, o acontecimento de Chernobyl, inicialmente, é apenas um detalhe histórico. Mas não se trata de um problema isolado e do tipo &#8220;pronto, já passou&#8221;. Mais de 20 anos depois, o evento impressiona, não só pelo o que aconteceu, mas também pelo o que ainda acontece. Eis alguns fatos sobre o desastre:</p>
<p>- É notório que autoridades tentaram ocultar fatos da tragédia para amenizar seus efeitos e suas consequências políticas. O desastre só foi reconhecido como tal dias depois do ocorrido;</p>
<p>- Fala-se, oficialmente, em cerca de 4 mil mortes, mas esse número é fora da realidade se levarmos em conta que os efeitos da radiação são sentidos em geração após geração das pessoas que tiveram sua saúde afetada pela tragédia. Além disso, muitos indivíduos que trabalharam no socorro e nas investigações morreram posteriormente por doenças muito provavelmente causadas pela radiação, com destaque ao câncer;</p>
<p>- &#8220;Nuvens&#8221; de radiação se espalharam para vários pontos da Ex-União Soviética e para trechos da Europa, portanto, é um erro pensar que se trata de um problema limitado a um único ponto geográfico;</p>
<p>- Estima-se que mais de 600 mil pessoas trabalharam nas operações de socorro e evacuação da região. Muitas delas foram expostas a níveis altíssimos de radiação;</p>
<p>- Muitas crianças da época e descendentes dos afetados ou de famílias residentes em áreas atingidas pela radiação nasceram com deficiências físicas ou com problemas sérios de saúde, como câncer, retardo mental, hidrocefalia, entre outros, tal como exemplificam as fotos abaixo; </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis5.jpg" alt="Crianças com problemas de saúde. Imagem por Robert Knoth." /><br /><small>Esquerda: garota com microcefalia e garoto com retardo mental;<br />Direita: criança com hidrocefalia.<br />Imagens por <a target="_blank" href="http://www.robertknoth.com/">Robert Knoth</a>.</small></p>
<p>- A região de Pripyat, onde está localizada a usina, assim como várias localidades próximas, foram entregues ao abandono, como se o tempo ali tivesse estacionado. Centenas de vilarejos se encontram desabitados:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis1.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis2.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis3.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /><br /><small>Imagens de Pripyat extraídas <a target="_blank" href="http://hem.bredband.net/b572399/Tjernobyl/">deste site</a>.</small></p>
<p>- Uma proteção chamada de &#8220;sarcófago&#8221; foi construída para &#8220;cobrir&#8221; o reator da unidade 4 e parar a propagação de radiação. Essa solução, no entanto, é limitada e o sarcófago há tempos apresenta problemas estruturais. Por isso, uma nova construção está em planejamento para proporcionar um isolamento ainda maior;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis4.jpg" alt="Sarcófago de Chernobyl" /><br /><small>O &#8220;sarcófago&#8221; de Chernobyl. Foto extraída <a target="_blank" href="http://www.fz-juelich.de/gs/genehmigungen/projekte/tschernobyl/diashow/foto15">desta página</a>.</small></p>
<p>- A tal proteção, no entanto, não é garantia de segurança por dois motivos: 1) há muitas áreas com concentrações elevadas de radiação, o que obviamente explica o isolamento da região; 2) tal como o sarcófago, a nova construção também é uma medida paliativa;</p>
<p>- Nós sempre nos referimos às pessoas atingidas pelo desastre, no entanto, pouca gente se dá conta de que populações de animais também compartilham dessa desgraça;</p>
<p>- A explosão em Chernobyl gerou cerca de 100 vezes a quantidade de radiação das bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki juntas.</p>
<p>Eu disse no início do texto que o acidente de Chernobyl precisa ser lembrado. No entanto, quando eu falo em lembrar, é no sentido de que não basta apenas se recordar da tragédia, mas também é necessário transmitir a noção de sua importância para que experiências semelhantes não sejam vividas agora ou futuramente. </p>
<p>E nós vamos entender isso se considerarmos Chernobyl um &#8220;Patrimônio da Humanidade&#8221;. Exagero? Não, se levarmos em conta que esse é um feito que não tem data para acabar. Radiação não é como uma tempestade que vem, faz seu estrago e logo em seguida vai embora. Os dias vão passar, as pessoas vão morrer, os tempos vão mudar, mas Chernobyl continuará lá, ostentando os seus perigos.</p>
<p>Para saber mais sobre a tragédia de Chernobyl, recomendo o <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">site de Elena Vladimirovna Filatova</a>, que a bordo de sua moto percorre a região da tragédia para contar detalhes do que aconteceu. Encontrei o link do vídeo exibido no início do texto no site dela.</p>
<p><small>Referências: <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chernobyl_disaster">Wikipedia</a>, <a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/04/060426_chernobylsilencio2as.shtml">BBC</a>, <a target="_blank" href="http://www.chernobyl.info/">Chernobyl.info</a>, <a target="_blank" href="http://www.iaea.org/Publications/Booklets/Chernobyl/chernobyl.pdf">Chernobyl&#8217;s Legacy (IAEA)</a>, <a target="_blank" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v21n59/a18v2159.pdf">A catástrofe de Chernobyl vinte anos depois (SciELO)</a>, <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">Elena Vladimirovna Filatova</a>.</small></p>
<p><i>Ao som de Within Temptation &#8211; Our Farewell.</i></p>
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		<title>O que os trotes violentos querem dizer de verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 14:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo início de período letivo é a mesma coisa: os noticiários dão nota de trotes violentos e, não raramente, trágicos em várias instituições de ensino pelo Brasil. Eu, que trabalho em uma universidade em São Paulo, já cansei de ver exageros nessas, por assim dizer, &#8220;brincadeiras&#8221;. Mas, é bom que se saiba que a maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo início de período letivo é a mesma coisa: os noticiários dão nota de trotes violentos e, não raramente, trágicos em várias instituições de ensino pelo Brasil. Eu, que trabalho em uma universidade em São Paulo, já cansei de ver exageros nessas, por assim dizer, &#8220;brincadeiras&#8221;.</p>
<p>Mas, é bom que se saiba que a maioria das pessoas que participam de trotes, seja como veterano, seja como calouro, o faz de maneira divertida, sem humilhações ou atividades perigosas. E isso é bom justamente por permitir que esses alunos se conheçam e interajam no decorrer do curso. O problema, como sempre, é uma minoria.</p>
<p>Uma minoria que, na maior parte dos casos, tem idade suficiente para assumir responsabilidades de adulto, mas que, no entanto, tem uma mentalidade mais débil que a de um adolescente mimado. Geralmente são pessoas que, se não são capazes de medir as consequências por seus atos, sustentam suas atitudes com base em uma falsa sensação de poder que supostamente as colocam acima da lei e de todos.</p>
<p>O problema é que essas pessoas não agem assim só durante o início do período letivo. Isso não quer dizer que elas praticarão outros trotes no decorrer do ano, mas que estarão bem mais perto de praticar atos irresponsáveis que uma pessoa que mede o peso de suas decisões. Mas, o pior é saber que a maior parte desses indivíduos será assim para sempre e que poderá transmitir toda essa estupidez aos seus filhos, alimentando um círculo vicioso que talvez tenha começado com seus pais.</p>
<p>Essas pessoas vão ultrapassar o limite de velocidade. Vão esbarrar em você e talvez te obriguem a pedir desculpas. Vão agredir mendigos no ponto de ônibus. Vão ocupar um cargo público sem ter capacitação moral para tanto. Vão passar a mão na bunda da sua namorada só para ver se você se atreve a encará-los. Vão destruir o patrimônio público por simples prazer. E elas poderão ser as pessoas que te atenderão numa sala de emergência de um hospital&#8230;</p>
<p>Combater trotes violentos é importante, mas isso tem apenas efeitos paliativos. Isso porque, na verdade, trotes assim são apenas meras demonstrações do que essa terra de impunidade e desrespeito está criando.</p>
<p><em>Ao som de Battlelore &#8211; Third Immortal.</em></p>
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